
O Cultura Ambiental dessa semana traz informações sobre lixo doméstico e o que fazer com ele. O programa vai ao ar na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Você pode ouvir todos os programas pelo Stickam.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil descarta a cada dia 230.000 toneladas de detritos. E mais da metade desse número é formada por lixo doméstico. Você sabe como reduzir e diminuir o impacto causado por ele no meio ambiente?
Do total produzido nas casas, apenas 2% é destinado à coleta seletiva. O restante vai parar em lixões a céu aberto. Ou, na melhor das hipóteses, em aterros sanitários cuja capacidade máxima já está próxima do limite. Para piorar o quadro, muitas vezes o cidadão tem o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis acreditando que esses materiais serão reciclados, mas as empresas de limpeza misturam tudo num mesmo caminhão.
De acordo com o SLU, são 2,5 toneladas diárias de lixo recolhidas de casas e ruas no DF. Mas apenas 1,2% é selecionado e reciclado. O baixo desempenho começa desde a casa dos moradores, que não tem a conscientização necessária para lidar com essa questão, até o próprio aparelhamento público totalmente despreparado.
A escassa infra-estrutura do GDF conta com apenas 7 caminhões e 36 funcionários preparados para a coleta seletiva.
O desempenho das administrações municipais costuma ser péssimo em matéria de lixo, mas não é por falta de boas leis. O problema é fazer valer a legislação, e não só quando o assunto é sujeira. É preciso se habituar a fazer a divisão do lixo doméstico.
Mas o correto mesmo é tentar diminuir a quantidade diária de lixo produzido. No mínimo, você mantêm a sua consciência mais limpa. A melhor forma de cuidar do lixo, e da nossa saúde, é fazer a separação correta e a reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais, reutilizando esses materiais dentro de casa mesmo ou doando para cooperativas.
Use recipientes diferentes para cada material. Papéis, em geral, são recicláveis, com exceção daqueles sujos. O que não pode ser reciclado: fraldas descartáveis, absorventes, papel higiênico, guardanapos de papel, papel-toalha e embalagens metalizadas de salgadinhos. O ideal é que você descubra se o que separou em casa continuará separado no caminhão de lixo e depois encaminhado, de fato, a uma usina de reciclagem. Caso contrário, junte uma quantidade mínima e entregue você mesmo em pontos de reciclagem.

Os materiais recicláveis representam 70% do volume de lixo produzido numa cidade. Por esse motivo, separá-los dos outros detritos resulta em muito mais espaço nos aterros sanitários. A reciclagem retira do lixo uma série de materiais que levariam um tempo enorme para se decompor. Só para exemplificar: o plástico demora 450 anos, as latas de alumínio, 200 anos e o vidro, leva 1 milhão de anos para se decompor. Além disso, ao ser reaproveitado, o lixo reciclável economiza recursos naturais.
Uma dica muito bacana, para quem gosta de plantas é transformar o lixo orgânico em adubo. Não é difícil e qualquer um pode fazer. É só montar uma composteira em um recipiente, acomodando os restos de comida. O adubo começa a se formar depois de dois ou três meses.
E mesmo quem mora em apartamento pode fazer, se não quiser ter o recipiente dentro de casa, é só se reunir com os vizinhos e montar a composteira na parte externa do prédio. Não tem desculpa!
Saiba como fazer a sua composteira:
Pode ser montada em um tambor de plástico. O tamanho da composteira de cascas de frutas, folhas e talos depende muito do espaço disponível para abrigá-la. Para uma família formada por um casal e dois filhos, um tambor de 50 litros é suficiente para comportar o lixo produzido em um mês.

1. Para começar, é preciso fazer furos na lateral do recipiente, a fim de escoar o líquido que se forma com a decomposição dos restos. Ele pode ser recolhido em vasilhas. Não se preocupe: esse líquido não é tóxico, ao contrário do chorume dos aterros, que resulta da mistura de outros tipos de detrito
2. Com o recipiente da composteira pronto, forre o fundo com pedrinhas e coloque a primeira camada de lixo orgânico. Em seguida, cubra-a com terra de jardim, folhas secas ou serragem. Vá intercalando as camadas de detritos com esse tipo de cobertura
3. A cada dois ou três dias, revolva camadas e coberturas, para garantir a oxigenação do material e acelerar, assim, a decomposição
4. Uma vez que o recipiente esteja cheio, é preciso esperar em torno de dois meses para que o processo de compostagem se complete. Depois disso, o conteúdo pode ser usado como adubo
Vale a pena? Sim, desde que se tenha clara a destinação do composto. Quem não tem no apartamento ou em casa muitos vasos ou áreas ajardinadas que consumam todo esse adubo deve organizar-se para doá-lo a amigos ou aplicá-lo em áreas verdes da vizinhança
A COMPOSTAGEM CHEIRA MAL?
A compostagem, quando realizada conforme as instruções, não deverá produzir qualquer mau cheiro e pode ser realizada no ambiente doméstico
A empresa Minhocasa, aqui da capital federal, Brasília, oferece um kit de três caixas plásticas (R$ 215 ou R$ 315, em dois tamanhos, sem o frete), ótimo para apartamentos ou casas sem quintal. Nas caixas, as minhocas se alimentam do lixo orgânico e produzem, ali, o húmus que vai para a horta ou jardim.
Mudar esse cenário do descarte errado de lixo, envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem. A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.
Fonte: Correio Braziliense, Veja e Planeta Sustentável
Arquivado em: cultura ambiental Etiquetado: | compostagem, consumo consciente, cultura ambiental, descarte de lixo, desenvolvimento sustentável, lixo doméstico, meio ambiente, rádio cultura, Revista 100.9












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You’ve done it once again. Great writing!
Mto bom!!!
É mto importante q as pessoas saibam o q realmente tem q se fazer com o lixo…
Também pensamos assim, Madyh. E se mais meia duzia pensarem como nós, as coisas podem começar a mudar. Grande abraço e continue engajada!
Equipe Verde Capital.
ótima matéria, vou me embasar nela para minha apresentação sobre consumo consciente.
Que bom, Sandra, ficamos felizes quando podemos ajudar pessoas a divulgar mais e mais boas ações ambientais.
Sucesso e depois conte para a gente como foi!
Abraços,
Equipe Verde Capital
[...] Lixo doméstico – o que fazer? setembro, 2009 6 comentários 3 [...]