Blog Verde Capital deseja a todos ótimas festas!!

Moçada, para quem ainda não sabe, o programa Cultura Ambiental estará em recesso junto com toda a equipe do Programa Revista 100,9 da rádio Cultura FM. Estaremos de volta a partir do dia 08 de janeiro de 2010.

Para quem acompanhou nossas inserções ambientais durante todo o ano, agora é hora de dar aquela paradinha e repensar suas ações ambientais.

Nossso desejo sincero é que você seja feliz com as coisas simples da vida, um abraço, um sorriso, uma flor, o pôr do sol e aprenda a amar com intensidade e diga aos que te cercam o quanto os ama e são importantes pra você…

Desejamos que nesse próximo ano você consuma menos e recicle mais, trabalhe menos e viva mais, se preocupe muiiiito menos e ame muiiito mais.

Apresentamos uma série de cartões com mensagens ecolegais para você desejar um feliz 2010 aos seus amigos. Eles são uma criação de Fábio Yabu, que é escritor e desenhista, criador das séries/livros Combo Rangers, Princesas do Mar, Raimundo – Cidadão do Mundo e Apolinário, o Homem-Dicionário.

 

 

Minha vida sem plástico

Você já parou para pensar o quanto dependemos do plástico?
Encontramos esse minidocumentário que mostra os bastidores da aventura da Camilla Costa, colaboradora da Superinteressante, que passou uma semana desbravando um estranho mundo onde não há plástico.
E você, já parou para pensar o quanto dependemos do plástico no dia a dia?

 

Exposição Cerrado Sempre Vivo

Fotos, artesanatos, boas músicas, belas poesias, meio ambiente e picolés das Delícias do Cerrado é o que você encontra na Exposição Cerrado Sempre Vivo, que teve abertura no último sábado dia 12. A exposição está em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. A produção é de Fernanda Bueno, da Associação Adianto de Promoção Social.

Parte desta exposição seguiu para a COP 15 e está na sala principal que dá acessoào Comitê de Imprensa, fazendo o maior sucesso.

Compareçam, participem e ajudem a defender nosso Bioma!!

Estima-se que com o ritmo de destruição atual – cerca de 2,2 milhões de hectares anuais – o Cerrado estará extinto em 2050. Especialistas acreditam que mais de 70% da sua área original já esteja desmatada. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas. As unidades de conservação federais do bioma compreendem: dez Parques Nacionais, três Estações Ecológicas e seis Áreas de Proteção Ambiental. O Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade de outros Estados, Goiás 97% Maranhão 65%, Mato Grosso do Sul 61%, Minas Gerais 57%, Tocantins 91%, além de porções em outros seis estados.

Os chapadões do Cerrado abrigam as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, como nascentes dos rios Madeira, Tapajós, Xingu e Tocantins, Bacias Amazônica,  do São Francisco e do Prata constituída pelos rios Paraná e Paraguai. Na região também está situada grande extensão do Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do mundo. Devido ao seu aspecto árido e potencial biológico pouco conhecido, o Cerrado, neste modelo desenvolvimentista, é visto como área a ser ocupada e desenvolvida, sem considerar suas peculiaridades e grau de fragilidade neste modelo desenvolvimentista. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas habitam neste bioma.

O objetivo deste projeto é apoiar a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 115/95, que propõe modificar o parágrafo 4° do art. 225 da Constituição Federal, incluindo então, o Cerrado (e a Caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios Nacionais. Visando eliminar a ameaça já instaurada sobre o cerrado que é o segundo maior bioma brasileiro, berço de nossa capital e está ameaçado!!!

Fonte: Fernanda Bueno Adianto
www.adianto.org.br
fernanda@adianto.org.br
(61) 3468.7575
(61) 8434.1197

Próximo Programa: Aquecimento global + COP15 + Dicas

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ou ouça pelo Stickam.

Na próxima sexta (11/12), Flávia Gomes, Claudivan Santiago e Bernardo Verano falam, no Cultura Ambiental, sobre o aquecimento global, COP-15 e trazem dicas simples para você fazer a sua parte e contribuir com o meio ambiente.

Em meio à reunião mais importante sobre meio ambiente, quando as atenções do mundo estão voltadas para Copenhague, na Dinamarca, onde líderes mundiais discutem o novo acordo climático que vai substituir o protocolo de Kyoto, o Cultura Ambiental traz informações importantes sobre a atenção que o brasileiro dá ao aquecimento global e dicas simples para você fazer a sua parte nessa luta a favor da vida no planeta.

Para quem ainda tem dúvidas: Entenda a COP 15

Saiba o que está sendo negociado na 15ª Conferência das Partes, da ONU, entenda os diferentes interesses em jogo, a posição dos países em relação aos principais assuntos que envolvem o aquecimento global e a importância desse encontro para o planeta. É o destino da civilização humana que está em jogo em Copenhague.

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), foi esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
 
– a floresta amazônica transformada em savana;
– rios com menor vazão e sem peixes;
– uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
– o derretimento irreversível de geleiras;
– o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
– a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
– o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

COP-15: SERÁ QUE AGORA VAI?
 
Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A promessa é trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.

PROTOCOLO DE KYOTO – PARTE 2
 
Importante dizer que as decisões tomadas na COP-15 não substituirão o Protocolo de Kyoto. Paralelamente à Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem, ao mesmo tempo, aos dois eventos.

Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente, agora sob a gestão Obama.

A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS

Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles:

1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez.

2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas.

3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade.

4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global.

5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados.

Fontes:
– Planeta Sustentável
– Publicações da ONG Vitae Civilis: “Antes que seja tarde: a urgência de uma resposta negociada entre nações para os desafios de mudança do clima” e “Panorama dos atores e iniciativas no Brasil sobre mundanças do clima” e palestras.

Gráficas recebem as primeiras licenças ambientais

O presidente do Ibram fez a entrega das licenças ambientais em cerimônia na FIBRA-DF. O licenciamento está sendo feito em mais 40 empresas do DF. Na cerimônia de entrega, Souto Maior destaca a importância das empresas se licenciarem e elogia as duas servidoras que se empenharam no licenciamento.

colaboração de Simone Cavalcante, aluna de Gestão Ambiental da Faculdade Unicesp

A parceria entre o Instituo Brasília Ambiental (Ibram) e o Sindicato das Gráficas do Distrito Federal (SindiGraf), com o apoio do Sebrae/DF resultou no início do processo de licenciamento das indústrias do setor. O licenciamento dessas empresas é comemorado como uma vitória para o Ibram, pois os resíduos são altamente poluentes e jamais houve qualquer decisão de governo com o objetivo de cumprir a legislação e concretizar ações para mitigar os danos ambientais por meio da destinação adequada dos resíduos e outras condicionantes.

Para celebrar o resultado dessa parceria com o setor empresarial, o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto Maior Salgado, entregou, em solenidade realizada na Federação das Indústrias do DF (Fibra-DF) as seis primeiras licenças ambientais às empresas do setor gráfico.

“Essa parceria é inédita na área ambiental e mostra como é possível a união do Estado com as empresas para traçarmos o rumo do desenvolvimento sustentável e garantir qualidade de vida para as futuras gerações. O licenciamento não deve ser visto como um obstáculo. É importante cumprir a legislação, pois dessa forma estamos defendendo o futuro e protegendo o meio ambiente”, destacou Souto Maior.

O presidente do Ibram também fez questão de evidenciar o empenho e profissionalismo das duas técnicas da Superintendência de Fiscalização e Licenciamento do Instituto, Silvana Andrade  e Paula Romão estão trabalhando arduamente no licenciamento do setor gráfico”. No processo de licenciamento, a parceria do SEBRAE/DF viabilizou o Plano de Controle Ambiental (PCA), que já permitiu às gráficas perceberam uma economia nos seus gastos e melhoria na gestão empresarial.

“Precisaríamos de um número muito maior de técnicos para dinamizar o licenciamento ambiental das empresas. Como somos um órgão novo e só agora, depois de 17 anos, o Distrito Federal teve um concurso público que irá melhorar um pouco a gestão ambiental, destaco a dedicação e conduta exemplar dessas servidoras no processo de licenciamento, imprescindível à qualidade de vida da população”, ressaltou Souto Maior.

O licenciamento das empresas contou ainda com a parceria da Apoena Soluções Ambientais que desenvolveu um guia de Medidas de Controle Ambiental para Indústrias Gráficas, visando facilitar o acesso à informação, além de colaborar no controle dos impactos negativos inerentes à atividade do setor. O manual explica em linguagem simples todos os procedimentos necessários a serem cumpridos pela empresa para o correto e pleno andamento do empreendimento a ser licenciado.

Na ocasião da entrega dos primeiros certificados de licenciamento, o presidente do Sindicato das Gráficas do DF e membro da Comissão Ambiental da Fibra-DF, Antônio Eustáquio de Oliveira, também deu ênfase à importância do licenciamento ambiental para a garantia das futuras gerações e conclamou o empresariado do DF a cumprir as normas ambientais exigidas pela legislação ambiental brasileira, uma das melhores do mundo.

O diretor do Sebrae no DF, José Carlos Moreira De Luca, enfatizou os resultados positivos que as empresas, Sebrae e órgão ambiental estão alcançando com essa união em torno das questões ambiental e da sustentabilidade dos negócios no DF.

“Há muito tempo que o Sebrae queria este momento de união e parceira em torno de uma questão tão importante com a ambiental. Se o Sebrae faz algo é porque temos empresas como a de vocês interessadas. Isso nos anima. Temos uma preocupação ambiental e é nesse espírito que vamos nos unir para dar sustentabilidade aos negócios e ao meio ambiente”, disse De Luca, ao se referir à entrega das licenças ambientais, fruto de parceria do Sindigraf, Ibram e Sebra no DF.

A entrega das licenças foi feita pelo presidente do Ibram a empresas como Cidade Gráfica e Editora, Copacabana Gráfica e Editora, Caco Gráfica e Editora, entre outras.

Seminário Sebrae de Resíduos Sólidos

Seminário apresenta o lixo como um bom negócio

Os palestrantes mostraram exemplos de como a destinação correta dos resíduos pode ser um bom negócio, gerar renda e emprego.

Por Simone Cavalcante, aluna de Gestão Ambiental – Faculdade Unicesp

O gerenciamento dos resíduos sólidos, hoje um problema mundial, foi o principal debate do IV Seminário de Resíduos Sólidos do Distrito Federal, realizado em novembro, no auditório da Federação das Indústrias (Fibra-DF). O assunto interessou aos participantes que lotaram o auditório e puderam conhecer o empreendimento Marca Ambiental, implantado no estado do Espírito Santo, exemplo de negócio bem sucedido e prova de que é possível ganhar obter lucro e sustentabilidade a partir da destinação correta dos resíduos sólidos.

Em sua palestra, o especialista autor do livro “Os milhões Perdidos no Lixo”, professor Sabeti Caldaroni mostrou que os aterros são insustentáveis e que antes de se iniciar qualquer processo de destinação é necessário conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir a quantidade de descarte. Caldaroni lembrou que a reutilização, o reaproveitamento devem anteceder à reciclagem dos materiais e afirmou que o Brasil deixa de lucrar U$ 10 bilhões com os resíduos sólidos. “Esses 10 bilhões de dólares dariam para dar uma cesta de alimentos para cada família pobre do Brasil todos os meses”, enfatizou o mestre que apontou o “plástico como o material de maior expressão para a reciclagem no futuro bem próximo”.

Caldaroni defende que a política pública para a reciclagem pode ser simples e propôs a criação de centrais de reciclagem em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes.  A gerente de comunicação e imagem da Marca Ambiental, Mirela Chiapani apresentou vídeo e deu palestra mostrando como a empresa mitigou os problemas ambientais e conseguiu diversificar suas ações para chegar a ter 20 atividades diferentes funcionando com licenciamento ambiental e cumprindo 270 condicionantes exigidas pela legislação.

A gerente da Marca Ambiental explicou que a empresa buscou a parceria do Sebrae no Espírito Santo, das universidades e órgãos de incentivo à pesquisa para se utilizar a inovação tecnológica e diversificar o tratamento dos resíduos, aproveitando tudo que pode render algum lucro.  Hoje, adquirindo os resíduos de indústrias e municípios do estado, a empresa gerencia um aterro sanitário e na mesma área possui: sistema de Geotub para tratar resíduos de fossa e de banheiros químicos; lagos de estabilização; tratamento do biogás e do chorume do lixo; usina termoelétrica, que aproveita o gás metano e o transforma em energia elétrica; viveiro de plantas com produção de 330 mil mudas/ano; unidades de reaproveitamento e reciclagem; unidade de apoio a programas de artesanato; programa de qualidade de vida dos funcionários, além de educação ambiental para a comunidade e escolas da região.

O seminário encerrou sua programação com o lançamento do catálogo ‘Empresas Coletoras de Entulho e Similares do DF’, resultado de uma das ações do APL de Resíduos Sólidos, apoiado pelo Sebrae no DF, e com a entrega simbólica da Licença Ambiental do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) à seis primeiras empresas que se adequaram à legislação. A parceria do Sebrae no DF com o Sindicato das Gráficas e IBRAM está possibilitando o licenciamento inicial de 40 empresas do setor. O presidente do Sindicato das Gráficas do DF e membro da Comissão Ambiental da Fibra-DF, Antônio Eustáquio de Oliveira, destacou a importância do licenciamento ambiental para a garantia das futuras gerações e conclamou o empresariado do DF a cumprir as normas ambientais exigidas pela legislação ambiental brasileira, uma das melhores do mundo.

O diretor do Sebrae no DF, Jose Carlos Moreira De Luca, destacou a importância dos parceiros e enfatizou os resultados positivos que as empresas, Sebrae e órgão ambiental estão alcançando com essa união em torno das questões ambiental e da sustentabilidade dos negócios no DF.
“Há muito tempo que o Sebrae queria este momento de união e parceira em torno de uma questão tão importante com a ambiental. Se o Sebrae faz algo é porque temos empresas como a de vocês interessadas. Isso nos anima. Temos uma preocupação ambiental e é nesse espírito que vamos nos unir para dar sustentabilidade aos negócios e ao meio ambiente”, disse De Luca, ao se referir à entrega das licenças ambientais, fruto de parceria do Sindigraf, Ibram e Sebra no DF.

Fonte:
APL Resíduos Sólidos