Seminário Sebrae de Resíduos Sólidos

Seminário apresenta o lixo como um bom negócio

Os palestrantes mostraram exemplos de como a destinação correta dos resíduos pode ser um bom negócio, gerar renda e emprego.

Por Simone Cavalcante, aluna de Gestão Ambiental – Faculdade Unicesp

O gerenciamento dos resíduos sólidos, hoje um problema mundial, foi o principal debate do IV Seminário de Resíduos Sólidos do Distrito Federal, realizado em novembro, no auditório da Federação das Indústrias (Fibra-DF). O assunto interessou aos participantes que lotaram o auditório e puderam conhecer o empreendimento Marca Ambiental, implantado no estado do Espírito Santo, exemplo de negócio bem sucedido e prova de que é possível ganhar obter lucro e sustentabilidade a partir da destinação correta dos resíduos sólidos.

Em sua palestra, o especialista autor do livro “Os milhões Perdidos no Lixo”, professor Sabeti Caldaroni mostrou que os aterros são insustentáveis e que antes de se iniciar qualquer processo de destinação é necessário conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir a quantidade de descarte. Caldaroni lembrou que a reutilização, o reaproveitamento devem anteceder à reciclagem dos materiais e afirmou que o Brasil deixa de lucrar U$ 10 bilhões com os resíduos sólidos. “Esses 10 bilhões de dólares dariam para dar uma cesta de alimentos para cada família pobre do Brasil todos os meses”, enfatizou o mestre que apontou o “plástico como o material de maior expressão para a reciclagem no futuro bem próximo”.

Caldaroni defende que a política pública para a reciclagem pode ser simples e propôs a criação de centrais de reciclagem em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes.  A gerente de comunicação e imagem da Marca Ambiental, Mirela Chiapani apresentou vídeo e deu palestra mostrando como a empresa mitigou os problemas ambientais e conseguiu diversificar suas ações para chegar a ter 20 atividades diferentes funcionando com licenciamento ambiental e cumprindo 270 condicionantes exigidas pela legislação.

A gerente da Marca Ambiental explicou que a empresa buscou a parceria do Sebrae no Espírito Santo, das universidades e órgãos de incentivo à pesquisa para se utilizar a inovação tecnológica e diversificar o tratamento dos resíduos, aproveitando tudo que pode render algum lucro.  Hoje, adquirindo os resíduos de indústrias e municípios do estado, a empresa gerencia um aterro sanitário e na mesma área possui: sistema de Geotub para tratar resíduos de fossa e de banheiros químicos; lagos de estabilização; tratamento do biogás e do chorume do lixo; usina termoelétrica, que aproveita o gás metano e o transforma em energia elétrica; viveiro de plantas com produção de 330 mil mudas/ano; unidades de reaproveitamento e reciclagem; unidade de apoio a programas de artesanato; programa de qualidade de vida dos funcionários, além de educação ambiental para a comunidade e escolas da região.

O seminário encerrou sua programação com o lançamento do catálogo ‘Empresas Coletoras de Entulho e Similares do DF’, resultado de uma das ações do APL de Resíduos Sólidos, apoiado pelo Sebrae no DF, e com a entrega simbólica da Licença Ambiental do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) à seis primeiras empresas que se adequaram à legislação. A parceria do Sebrae no DF com o Sindicato das Gráficas e IBRAM está possibilitando o licenciamento inicial de 40 empresas do setor. O presidente do Sindicato das Gráficas do DF e membro da Comissão Ambiental da Fibra-DF, Antônio Eustáquio de Oliveira, destacou a importância do licenciamento ambiental para a garantia das futuras gerações e conclamou o empresariado do DF a cumprir as normas ambientais exigidas pela legislação ambiental brasileira, uma das melhores do mundo.

O diretor do Sebrae no DF, Jose Carlos Moreira De Luca, destacou a importância dos parceiros e enfatizou os resultados positivos que as empresas, Sebrae e órgão ambiental estão alcançando com essa união em torno das questões ambiental e da sustentabilidade dos negócios no DF.
“Há muito tempo que o Sebrae queria este momento de união e parceira em torno de uma questão tão importante com a ambiental. Se o Sebrae faz algo é porque temos empresas como a de vocês interessadas. Isso nos anima. Temos uma preocupação ambiental e é nesse espírito que vamos nos unir para dar sustentabilidade aos negócios e ao meio ambiente”, disse De Luca, ao se referir à entrega das licenças ambientais, fruto de parceria do Sindigraf, Ibram e Sebra no DF.

Fonte:
APL Resíduos Sólidos

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