Água – usos e utilidades

Hoje encerramos o mês das águas aqui no nosso quadro cultura ambiental. Ouça o programa de hoje, 26/03/2010 aqui.

A água é chamada de solvente universal, já que dissolve e carrega muitas substâncias químicas, minerais e nutrientes. E para quem não sabe, ela tem papel importante como absorvente da radiação infravermelha atuando na regulação do clima global.

Já no corpo, ela atua em quase todas as partes. Você sabia que o cérebro humano, os músculos e o coração têm 75% de água? Nos rins, esse número sobe para 83% e nos pulmões e fígado, 86% é água.

Veja alguns exemplos da utilidade da água no corpo humano.

A água se encontra em todas as células do corpo humano. Ela auxilia a digestão por meio da saliva e do suco gástrico, provoca a transpiração por meio do suor que é eliminado através da pele e serve para abaixar a temperatura interna do corpo e eliminar as toxinas, que também são eliminadas pela urina e que também tem água na sua composição.

Estudos do Banco Mundial estabelecem que uma disponibilidade hídrica inferior a 1.700 m³ por habitante por ano de água renovável, indica uma tendência à limitação do desenvolvimento econômico.

E como será que o Distrito Federal está nesse quesito?

A disponibilidade hídrica do DF está em torno de 1.338 m³ por habitante por ano. Esse índice é classificado como estresse hídrico, de acordo com a ONU. O DF está melhor apenas que os estados da Paraíba e Pernambuco, que ficam localizados no polígono da seca.

Diante desse quadro, o Governo do Distrito Federal, através do Ibram – Instituto Brasília Ambiental criou o programa “adote uma nascente” para incentivar a participação de todos na preservação, recuperação e conservação das nascentes, na tentativa de melhorar a qualidade e a disponibilidade das águas na região. Procure o Ibram para saber mais sobre esse programa.

Nesse processo, a vegetação também exerce um papel super importante. Uma árvore adulta, por exemplo, pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Assim, mantém os rios com um escoamento constante evitando enchentes e assoreamento nas margens. A infiltração da água em solos com cobertura florestal é 40 vezes maior do que em solos descobertos. Por isso é importante proteger a vegetação na beira de rios, córregos e nascentes.

O uso sustentável da água gera muitos benefícios. Por exemplo, a maior oferta para atender a um número maior de pessoas; a redução do volume de água a ser captada e tratada, reduzindo investimentos e custos; diminuição do volume de esgotos a serem coletados e tratados; diminuição da poluição da água e a manutenção da biodiversidade.

Para atingir o uso sustentável da água precisamos adotar usos cada vez mais eficientes da água disponível, otimizando o uso sem comprometer a eficácia no atendimento às necessidades vitais, à manutenção da qualidade de vida, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sócio-econômico.

E no programa Cultura Ambiental da semana passada nós demos algumas dicas aqui no blog para esse uso racional. Acesse aqui e saiba mais!

1 Kg de vidro reutilizado evita a extração de 6 Kg de areia dos rios e a energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100W durante 4 horas.

Isso quer dizer que quando uma pessoa reduz seu consumo ou diminui a geração de resíduos, quando realiza um consumo sustentável, separa, reutiliza e encaminha para a reciclagem os resíduos, ela está cuidando também das águas.

Navegue em nosso blog e encontre muitas outras informações importantes sobre a água, sua reutilização e reaproveitamento. Um ótimo fim de semana e até o próximo post.

(Flávia Gomes – fonte: Ibram)

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Seminário Água e Cidadania com Leonardo Boff e Washington Novaes

O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – IBRAM, em parceria Movimento de Cidadania Pelas Águas, Adasa e Cet- Água, convida para o Seminário Água e Cidadania, Visões Múltiplas para um Recurso de Usos Múltiplos a ser realizado entre os dias 22 a 24 de março de 2010, na Universidade dos Correios.

O evento contará com a participação de Leonardo Boff e Washington Novaes que discutirão junto com várias outras personalidades a questão da água e suas diversas dimensões.

Na ocasião haverá a solenidade de posse das diretorias dos Comitês de Bacias Hidrográficas do DF e a entrega do Zoneamento do Lago Paranoá.

Veja abaixo a programação.

Mais informações e inscrições: www.ibram.df.gov.br

Participe!

 

Dia Mundial da Água – Dicas para economizar

Olá ouvintes do Cultura Ambiental e leitores do Verde Capital. No dia 22 de março, segunda-feira, comemoramos o Dia Mundial da Água. Uma data muito importante e que tem por objetivo, mostrar o quanto devemos cuidar bem de nossos mananciais e fontes de água. Ouça o programa do dia 19/03/2010 aqui.

Você sabia que, segundo dados da Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene? Já para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ser humano precisaria de apenas 40 litros por dia. Pois é, só que no Brasil, o consumo por pessoa chega a mais de 200 litros por dia.

Em grandes centros urbanos do Brasil e nas cidades com mais de 120 mil habitantes, o consumo de água pode chegar a 320 litros por dia, por pessoa. O que é um desperdício total!

Todos nós sabemos que o planeta Terra é formado de, aproximadamente, 70% de água. Mas o que nem todo mundo sabe é que a maior parte dessa água, 97,50%, é salgada e imprópria para o consumo. Da água doce, 2,493% estão em lençóis subterrâneos ou congelados nos pólos, e apenas 0,007% está em rios e lagos, disponível para nosso consumo. E não é só isso! Desse 0,007% de água doce disponível para nosso consumo, 70% vão para a agricultura; 22%, para a indústria e 8%, para o consumo individual.

Analisando essa situação concluímos que PRECISAMOS ECONOMIZAR ÁGUA URGENTEMENTE!

Se cada pessoa do mundo fizer a sua parte, a água não vai acabar, e a vida em nosso planeta será preservada. Na verdade, gastar mais de 100 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

Quer fazer a sua parte? Então, comece a falar sobre esse problema para todas as pessoas que você conhece, economize água conforme as dicas do programa Cultura Ambiental desta semana e mãos à obra!

Dicas para economizar água e dinheiro – sem prejudicar a saúde, a limpeza da casa e a higiene das pessoas.

No banheiro: Banho de 15 minutos? Negativo! O banho deve ser rápido. Cinco minutos são suficientes para higienizar o corpo. No caso do banho com chuveiro elétrico, em 15 minutos com o registro meio aberto, são gastos 45 litros de água na residência. A mesma coisa é o banho de ducha por 15 minutos. Com o registro meio aberto, consumimos 135 litros de água. Se fechamos o registro na hora de ensaboar o corpo e reduzimos o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.

Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água.

Do mesmo modo, para lavar o rosto a dica é não demorar. Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água.

O mesmo vale para o barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 a 3 litros.

Descarga e vaso sanitário: Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros. Bacias sanitárias mais novas necessitam um tempo de acionamento 50% menor para fazer a limpeza, neste caso pode-se chegar a volumes de 6 litros por descarga.

Mantenha sempre a válvula da descarga regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados. Quando a válvula está defeituosa, pode-se gastar até 30 litros. E lugar de lixo é no lixo. Jogando no vaso sanitário podemos entupir o encanamento. E, nesse caso, o lixo acaba voltando pra nossa casa.

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só então, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira novamente para novo enxágüe.

A máquina de lavar louça só deve ser ligada quando estiver cheia. Numa casa, lavando louça com a torneira meio aberta em 15 minutos, são utilizados 117 litros de água. Com economia o consumo pode chegar a 20 litros. Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros.

Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral. Basta uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos. Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

Você sabia que ao se utilizar um copo de água, são necessários pelo menos outros 2 copos de água potável para lavá-lo? Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância. Tenha seu copo de uso constante em casa, no trabalho e na escola.

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana. Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal, a área de serviço ou a calçada, pois a água já tem sabão. No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.

No jardim, use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. Ao molhar as plantas durante 10 minutos o consumo de água pode chegar a 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia!

Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum, mas que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 279 litros de água. Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com a água de enxágüe da roupa ou da louça.

Use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira. Se possível, lave pouco durante a estiagem, a época do ano em que chove menos. Muita gente gasta até 30 minutos ao lavar o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzir, basta lavar menos o carro utilizando o balde. A cada lavada, o consumo é de apenas 40 litros.

Outras dicas para preservar a água é não jogar lixo nos lagos, córregos, rios e mar. Os edifícios com hidrômetros individuais por apartamento estimulam a economia de água e a conta é mais justa, pois cada família só paga o quanto consome. Adote a idéia do reuso da água sempre que possível.

E você pode organizar um grupo para plantar árvores ao longo das margens de um córrego ou para limpar, recuperar e conservar um pedaço de terra degradada. Seja um cidadão consciente. Informe às distribuidoras sobre vazamentos de água e exija do governo um órgão regulador forte e presente para fiscalizar a eficiência das distribuidoras.

Aprenda a calcular o potencial de economia de água em sua casa

Para aprender a calcular o potencial de economia de água em sua casa, ao receber sua próxima conta de água, multiplique o consumo em metros cúbicos por mil (já que cada metro cúbico equivale a mil litros de água) e, em seguida, divida o valor encontrado pelo número de moradores fixos da casa.

Esse resultado equivale ao consumo diário médio de cada morador. Caso ele ultrapasse os 110 litros propostos pela ONU, coloque em prática as medidas de economia listadas abaixo para alcançar a meta. Adotando essas ações, você colabora para a preservação da água no planeta.

Sabendo usar, não vai faltar! Um ótimo Dia Mundial da Água com bastante consciência para você.

E semana que vem tem o seminário Água e Cidadania – Visões Múltiplas para um recurso de usos múltiplos que acontecerá entre os dias 22 e 24 de março na Universidade dos Correios, próxima à UnB. Inscrições: Ibram.

Lago Paranoá

Pessoal, demorou um pouquinho, mas aqui está o post do programa de rádio da semana passada. Ainda sobre o mês das águas, o Cultura Ambiental falou sobre o Lago Paranoá, o lago artificial da Capital Federal que tem mil e uma utilidades, mas está sofrendo com a ação impensada do homem…

Ouça aqui o programa do dia 12/03/2010.

CRIAÇÃO DO LAGO PARANOÁ

Quem primeiro especulou sobre a possibilidade da criação de um lago artificial na bacia do rio Paranoá foi um botânico francês chamado Auguste Glaziou que integrou a comissão exploratória do Planalto Central do Brasil, no final do Século Dezenove, conhecida como Missão Cruls. Glaziou propôs amenizar a secura do lugar com um lago, em 1893. Mas os primeiros registros oficiais que apontam para a efetiva criação de um lago, para compor a paisagem da nova capital, vem dos estudos realizados pela comissão de localização da Nova Capital do Brasil, mais especificamente da Subcomissão de Planejamento Urbanístico, em 1955. Desses estudos resultou a proposta de implantação do Lago Paranoá em torno da cidade.A formação do Lago Paranoá

A obra foi iniciada com o fechamento da barragem, em 12 de setembro de 1959, o que fez com que as águas das nascentes situadas a montante da cidade, propícias para o abastecimento, passassem a encontrar um lago no caminho. A idéia do lago, além de contemplar a função de diluidor de efluentes, abriu as possibilidades de lazer, recreação, esporte, turismo, geração de energia e composição paisagística de Brasília. Ao integrar as condicionantes do projeto urbanístico, o Lago Paranoá passou a ser considerado como o maior patrimônio ambiental da cidade.

PROBLEMAS

A população do Distrito Federal já ultrapassou o número de habitantes inicialmente programado. Vemos, então, uma série de problemas que comprometem a sustentabilidade da Bacia do Lago Paranoá. O delicado equilíbrio ambiental da bacia, caracterizado por pequenas nascentes que alimentam os córregos e os ribeirões, protegidos pelo cerrado, veredas e matas de galeria, vem sofrendo agressões decorrentes da ação humana.

Os desmatamentos e a ocupação de solos suscetíveis à erosão vêm provocando o assoreamento dos cursos d´água e do próprio lago. Diversas nascentes desapareceram em função do uso inadequado dos recursos hídricos. O lago, inclusive,  já sofreu um processo de eutrofização que chegou a impossibilitar seus diversos usos. Altos investimentos foram necessários para o controle posterior da situação. Mas, felizmente, possibilitaram assegurar boas condições de balneabilidade em 92% de sua área.

O grande problema do lago, atualmente, é o assoreamento, que é o processo de carreamento de resíduos de toda espécie e o acúmulo de sedimentos no fundo do lago. A perda de área é bem visível durante o período de estiagem quando é possível notar claramente o acúmulo de lixo nas margens. A redução da área do lago também acarreta a formação de pontos de água parada, o que aumenta o risco de doenças como a febre amarela e a dengue. Em alguns pontos a situação é crítica. Nas pontas do lago há constante formação de bancos de areia e pequenas ilhas.

Estudos estimam que o Lago Paranoá perdeu, desde a época de sua criação, uma área de aproximadamente 230 campos de futebol por causa das substâncias que se acumulam no seu leito.

Você pode achar que não tem nada com isso, mas uma ponta de cigarro atirada no chão em águas claras, com a chuva, pode acabar no Lago, já que Candangolândia, Guará, Setor de Indústria, Lago Sul e Norte, Plano Piloto e, recentemente Águas Claras e as colônias agrícolas Samambaia e Vicente Pires foram erguidas na área da Bacia do Paranoá. Dessa forma, tudo o que ocorre nestas áreas tende a precipitar-se para dentro do Lago.

A BACIA DO LAGO PARANOÁ

Uma área de 67,45% de seu território compõe-se de unidades de conservação, e 35,60% do espaço territorial foi ocupado por unidades de proteção integral, onde só é permitido o uso indireto.

A vegetação, a flora e a fauna remanescentes, portanto, ainda garantem a preservação de parte da biodiversidade local, embora ameaçada pela proximidade dos núcleos urbanos e pelo rompimento de parte dos antigos corredores ecológicos.

ATIVIDADES DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

As maiores potencialidades do Lago Paranoá estão relacionadas com o seu uso para a prática de esportes, o lazer, a recreação e o desenvolvimento de atividades voltadas para o turismo, em função da sua beleza e paisagem, antevistas pelos primeiros idealizadores, mas até hoje inexploradas.

Fontes (com adaptações):

http://www.popa.com.br/diversos/lago_paranoah/index.htm
Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH
www.semarh.df.gov.br
http://www.semarh.df.gov.br/site/framesetsCaps/Fotosframeset.htm
http://www.fnb.org.br/
Pedro Braga Netto, arquiteto, mestre em planejamento urbano
Pesquisas, compilações,envio de fotos e texto (parte) Aldo Tedesco e http://www.sengedf.com.br/lago1.html

Câmara aprova política nacional de resíduos sólidos

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (10/03) em votação simbólica (onde não há registro individual de votos) um substitutivo (espécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto.) ao Projeto de Lei 203/91, do Senado, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e impõe obrigações aos empresários, aos governos e aos cidadãos no gerenciamento dos resíduos. A matéria retornará ao Senado para uma nova votação.

O texto aprovado é de autoria do relator da comissão especial sobre a matéria, deputado Dr. Nechar (PP-SP), que tomou como base a redação preparada por um grupo de trabalho suprapartidário coordenado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

Segundo o relator, apesar do passivo ambiental herdado pelo Brasil por causa da falta de regulamentação, o tempo conspirou a favor da qualidade do texto nesses 19 anos de tramitação. “Depois da apresentação de 140 propostas apensadas o tema havia se transformado em um nó legislativo”, afirmou. Ele ressaltou que foram incorporados conceitos modernos.

Para o presidente Michel Temer, o projeto aprovado “é de grande significação”. Ele disse lamentar que a matéria tenha sido votada “em um momento de pouco entusiasmo, pois merece ampla divulgação na imprensa”.

Responsabilidades
O texto prioriza a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos. O mesmo se aplica às embalagens.

Deverão ser implementadas medidas para receber embalagens e produtos após o uso pelo consumidor de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

O processo de recolhimento desses materiais, sua desmontagem (se for o caso), reciclagem e destinação ambientalmente correta é conhecido como logística reversa. Para realizar essa logística, os empresários poderão recorrer à compra de produtos ou embalagens usados, atuar em parceria com cooperativas de catadores e criar postos de coleta.

Se a empresa de limpeza urbana, por meio de acordo com algum setor produtivo, realizar essa logística reversa, o Poder Público deverá ser remunerado, segundo acordo entre as partes.

Coleta seletiva
Outros materiais recicláveis descartados ao final da sua vida útil deverão ser reaproveitados sob a responsabilidade do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Para fazer isso, o Poder Público deverá estabelecer a coleta seletiva, implantar sistema de compostagem (transformação de resíduos sólidos orgânicos em adubo) e dar destino final ambientalmente adequado aos resíduos da limpeza urbana (varredura das ruas).

As empresas de limpeza urbana deverão dar prioridade ao trabalho de cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda, segundo normas de um regulamento futuro.

Os municípios que implantarem a coleta com a participação de associações e cooperativas de catadores terão prioridade no acesso a recursos da União em linhas de crédito, no âmbito do plano nacional de resíduos.

Proibições
Serão proibidas práticas como o lançamento de resíduos em praias, no mar ou rios e lagos; o lançamento a céu aberto sem tratamento, exceto no caso da mineração; e a queima a céu aberto ou em equipamentos não licenciados.

O texto proíbe também a importação de resíduos perigosos ou que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública.

A regra sobre a disposição final adequada dos rejeitos deverá ser implementada em até quatro anos após a publicação da lei, mas os planos estaduais e municipais poderão estipular prazos diferentes, com o objetivo de adequá-los às condições e necessidades locais.

(Fonte: Agência Câmara)

O meio ambiente em ano eleitoral

O Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) realiza nesta sexta-feira, dia 12 de março, a primeira edição de 2010 do Bate-Papo Ambiental. O encontro acontece a partir das 15h30 no Parque Olhos D´Água (SQN 413/414).

Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas é o convidado deste mês. Ele irá apresentar a palestra intitulada “O tema Meio Ambiente na discussão e prática de um ano eleitoral”. Graduado em Economia pela UnB e pesquisador na Universidade de Harvard, Caldas é Doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Kent, no Reino Unido.

O Bate-Papo Ambiental é uma iniciativa do IBRAM que visa incentivar o diálogo junto à comunidade abordando a temática ambiental a partir de diferentes aspectos.

O evento é aberto ao público.

(Fonte: Ibram)

Março: mês das águas e das mulheres

Olá ouvinte do Cultura Ambiental e leitor do Verde Capital! Este mês temos duas comemorações importantes: o Dia Internacional Da Mulher, 8 de março, e o Dia Mundial Da Água, em 22 de março.

Dizem que a água e a mulher têm natureza parecida, já que são uma expressão das emoções. Uma hora mansas e ternas, outra, furiosas e ameaçadoras… Também são fonte de vida e nascimento. Água e mulher tem sofrido nos últimos séculos. Poluição, rios mutilados no seu curso, mangues soterrados, matas ciliares dizimadas, plásticos, sofás velhos, tintas e resíduos químicos para uma. Desrespeito; falta de liberdade; salários mais baixos; dupla jornada de trabalho, para outra. As agressões à natureza caminharam de mãos dadas com as agressões ao princípio feminino neste planeta.

O cultura ambiental quer, juntamente com você, ouvinte, celebrar neste mês as águas e as mulheres. Somente intensificando nossa gentileza e cuidado com elas é que vamos construir a vida que queremos. Parabéns às mulheres de fibra e garra que batalham pelos seus direitos!

Em relação à água, às vésperas de completar 50 anos, brasília, que tem um lago artificialmente construído, já enfrenta problemas nessa área. O professor Bernardo Verano, coordenador do curso de Gestão Ambiental do Unicesp, falou um pouquinho sobre o assunto.

Professor Bernardo Verano: “O que vemos agora, 51 anos após sua formação, é que o lago Paranoá apresenta uma diversidade de problemas que têm reflexo direto na sua sustentabilidade e na qualidade de vida da população do distrito federal. A intensificação na ocupação demográfica nas bacias dos rios Paranoá, descoberto e São Bartolomeu, os desmatamentos constantes e a ocupação urbana desordenada de áreas sensíveis à erosão têm contribuído para a degradação do lago. Na semana que vem vamos falar um pouco mais sobre esse assunto.”

O cultura ambiental conversou com Alex Gonçalves dos Santos, que é diretor presidente da OSCIP Movimento de Cidadania Pelas Águas, responsável pela organização do seminário Água e Cidadania – Visões Múltiplas para um recurso de usos múltiplos que acontecerá entre os dias 22 e 24 de março na Universidade dos Correios, próxima à UnB.

Confira a entrevista!

O Cultura Ambiental e as Faculdades Integradas Unicesp/Soebras apoiam totalmente esse evento importante para o calendário de Brasília. É um dever de cada um de nós proteger e cuidar da nossa água, um bem cada vez mais escasso no planeta.

Informações sobre o Seminário Água e Cidadania

Considerando o possível cenário de escassez de água, decorrente do uso intensivo e de degradação dos recursos hídricos, e os conseqüentes conflitos de uso das águas do Lago Paranoá, o Governo do Distrito Federal realizará o Seminário “Água e Cidadania” como parte da Programação da Semana da Água de 2010.

O Seminário será realizado por intermédio do Instituto Brasília Ambiental – IBRAM e a Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal – ADASA , em parceria com a Oscip Movimento de Cidadania pelas Águas e das Instituições que compõem o Centro de Estudo Transdisciplinar da Água / CET – Água e tem por objetivo principal promover a integração entre os diferentes atores presentes na bacia visando a melhoria do quadro atual, por intermédio do IBRAM em parceria com a Oscip Movimento de Cidadania pelas Águas e das Instituições que compõem o Centro de Estudo Transdisciplinar da Água / CET-Água.

O evento proposto contribuirá para consolidar um espaço próprio de debate e de desenvolvimento de estratégias para recuperação e preservação das águas da bacia, tendo como princípio básico os usos múltiplos do Lago Paranoá. Simultaneamente ao Seminário ocorrerá a solenidade de posse das Diretorias dos Comitês da Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá, dos afluentes do Rio Preto e dos afluentes do rio Maranhão, que se constitui em grande oportunidade de mobilização social para gestão adequada dos mananciais.

(Fonte: Banco do Planeta, Movimento de Cidadania pelas Águas)

Atendimento e projetos para 2010 – Caesb

Olá leitores do Verde Capital e ouvintes do Cultura Ambiental. Você se preocupa com a qualidade da água que consome? Aqui em Brasília, a Caesb – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – atende atualmente quase 2,5 milhões de pessoas com serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

Nos dois últimos programas do mês de fevereiro conversamos com a ouvidora da Caesb, Eliane Costa, sobre as conquistas de 2009 e os projetos para 2010, além de outros assuntos importantes relacionados à água que você utiliza na sua residência.

Ouça aqui.

A qualidade da água que você consome no Distrito Federal é uma das melhores do país. O maior sistema de abastecimento de água da Caesb é o do Rio Descoberto, que atende cerca de 65% da população do DF. A empresa analisa amostras semanais e vários pontos da rede de distribuição, além de fazer análises horárias nas suas unidades de tratamento de água. Entre os projetos para 2010 da Caesb estão a ampliação da capacidade de atendimento e novos processos para dar voz ao cidadão. 

Em caso de dúvidas sobre conta, reclamações, sugestões ou informações, entre em contato pela Central 115, que funciona 24 horas, ganhou reforços no mês de janeiro e melhorou o atendimento. Outras opções são o site www.caesb.df.gov.br e a ouvidoria: 3329-9090.

Um grande abraço e não percam o programa dessa semana. Entramos em um mês muito especial, onde comemoramos as mulheres e as águas. Você vê alguma semelhança entre elas? Mande sua opinião para a gente aqui no blog.

Pessoal, fiquem atentos à Dengue! O Distrito Federal está com muitos casos da doença e é muito importante a sua participação para erradicar de vez o mosquito causador da doença.

Dicas:

Vasos de plantas devem ser lavados e escovados. Encha os pratinhos com areia.

As latas de lixo devem estar tampadas. Não deixe entulhos e restos de obra acumulados. 

Tampe vasos sanitários menos utilizados e use água sanitária com freqüência. 

Se você tem bichinhos de estimaçao em casa, lembre de limpar e trocar a água dos bebedouros diariamente. 

E lembre-se, para a dengue não existe tratamento específico. Assim que algum sintoma for detectado, procure imediatamente o serviço de saúde.

(Flávia Gomes)

Especialização em Perícia Ambiental – Unicesp

Atendendo uma demanda específica do mercado na formação de pessoal especializado em perícia ambiental, o UNICESP – Campus Guará I / DF – inicia no dia 09 de março de 2010 a III Turma de Pós Graduação MBA em Gestão e Perícia Ambiental.

O curso está dividido em 04 módulos (Identificação da Poluição, Tecnologias de Controle da Poluição, Sistemas de Gestão Ambiental e a Parte específica de Perícia Ambiental) em um total de 450 horas.

As matrículas para essa turma estão abertas a partir de 01 de março até a data de seu início com valores promocionais de R$ 287,00 para matrículas durante a semana.

Informações: www.unicesp.edu.br

telefones: (61) 3035-9500 falar na secretaria de pós ou email paara o coordenador do curso verano@ig.com.br