Lago Paranoá

Pessoal, demorou um pouquinho, mas aqui está o post do programa de rádio da semana passada. Ainda sobre o mês das águas, o Cultura Ambiental falou sobre o Lago Paranoá, o lago artificial da Capital Federal que tem mil e uma utilidades, mas está sofrendo com a ação impensada do homem…

Ouça aqui o programa do dia 12/03/2010.

CRIAÇÃO DO LAGO PARANOÁ

Quem primeiro especulou sobre a possibilidade da criação de um lago artificial na bacia do rio Paranoá foi um botânico francês chamado Auguste Glaziou que integrou a comissão exploratória do Planalto Central do Brasil, no final do Século Dezenove, conhecida como Missão Cruls. Glaziou propôs amenizar a secura do lugar com um lago, em 1893. Mas os primeiros registros oficiais que apontam para a efetiva criação de um lago, para compor a paisagem da nova capital, vem dos estudos realizados pela comissão de localização da Nova Capital do Brasil, mais especificamente da Subcomissão de Planejamento Urbanístico, em 1955. Desses estudos resultou a proposta de implantação do Lago Paranoá em torno da cidade.A formação do Lago Paranoá

A obra foi iniciada com o fechamento da barragem, em 12 de setembro de 1959, o que fez com que as águas das nascentes situadas a montante da cidade, propícias para o abastecimento, passassem a encontrar um lago no caminho. A idéia do lago, além de contemplar a função de diluidor de efluentes, abriu as possibilidades de lazer, recreação, esporte, turismo, geração de energia e composição paisagística de Brasília. Ao integrar as condicionantes do projeto urbanístico, o Lago Paranoá passou a ser considerado como o maior patrimônio ambiental da cidade.

PROBLEMAS

A população do Distrito Federal já ultrapassou o número de habitantes inicialmente programado. Vemos, então, uma série de problemas que comprometem a sustentabilidade da Bacia do Lago Paranoá. O delicado equilíbrio ambiental da bacia, caracterizado por pequenas nascentes que alimentam os córregos e os ribeirões, protegidos pelo cerrado, veredas e matas de galeria, vem sofrendo agressões decorrentes da ação humana.

Os desmatamentos e a ocupação de solos suscetíveis à erosão vêm provocando o assoreamento dos cursos d´água e do próprio lago. Diversas nascentes desapareceram em função do uso inadequado dos recursos hídricos. O lago, inclusive,  já sofreu um processo de eutrofização que chegou a impossibilitar seus diversos usos. Altos investimentos foram necessários para o controle posterior da situação. Mas, felizmente, possibilitaram assegurar boas condições de balneabilidade em 92% de sua área.

O grande problema do lago, atualmente, é o assoreamento, que é o processo de carreamento de resíduos de toda espécie e o acúmulo de sedimentos no fundo do lago. A perda de área é bem visível durante o período de estiagem quando é possível notar claramente o acúmulo de lixo nas margens. A redução da área do lago também acarreta a formação de pontos de água parada, o que aumenta o risco de doenças como a febre amarela e a dengue. Em alguns pontos a situação é crítica. Nas pontas do lago há constante formação de bancos de areia e pequenas ilhas.

Estudos estimam que o Lago Paranoá perdeu, desde a época de sua criação, uma área de aproximadamente 230 campos de futebol por causa das substâncias que se acumulam no seu leito.

Você pode achar que não tem nada com isso, mas uma ponta de cigarro atirada no chão em águas claras, com a chuva, pode acabar no Lago, já que Candangolândia, Guará, Setor de Indústria, Lago Sul e Norte, Plano Piloto e, recentemente Águas Claras e as colônias agrícolas Samambaia e Vicente Pires foram erguidas na área da Bacia do Paranoá. Dessa forma, tudo o que ocorre nestas áreas tende a precipitar-se para dentro do Lago.

A BACIA DO LAGO PARANOÁ

Uma área de 67,45% de seu território compõe-se de unidades de conservação, e 35,60% do espaço territorial foi ocupado por unidades de proteção integral, onde só é permitido o uso indireto.

A vegetação, a flora e a fauna remanescentes, portanto, ainda garantem a preservação de parte da biodiversidade local, embora ameaçada pela proximidade dos núcleos urbanos e pelo rompimento de parte dos antigos corredores ecológicos.

ATIVIDADES DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

As maiores potencialidades do Lago Paranoá estão relacionadas com o seu uso para a prática de esportes, o lazer, a recreação e o desenvolvimento de atividades voltadas para o turismo, em função da sua beleza e paisagem, antevistas pelos primeiros idealizadores, mas até hoje inexploradas.

Fontes (com adaptações):

http://www.popa.com.br/diversos/lago_paranoah/index.htm
Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH
www.semarh.df.gov.br
http://www.semarh.df.gov.br/site/framesetsCaps/Fotosframeset.htm
http://www.fnb.org.br/
Pedro Braga Netto, arquiteto, mestre em planejamento urbano
Pesquisas, compilações,envio de fotos e texto (parte) Aldo Tedesco e http://www.sengedf.com.br/lago1.html

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Uma consideração sobre “Lago Paranoá”

  1. O lago é mesmo uma maravilha que temos na nossa capital. Pena que as pessoas não cuidam direito. Nos fins de semana, na barragem, é gente jogando lixo das lanchas e barcos direto no fundo do lago. Não pensam que aquilo vai se voltar contra eles… Umapena! Por isso não deixem de lutar e divulgar sobre o assunto, é muito importante a participacao!!

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