Orquídeas no Parque do Guará

Orquidário no Parque do Guará

Hoje (30/04) a partir das 15h, uma programação especial com apresentações artísticas e exposições será realizada para comemorar a inauguração do Orquidário no Parque Ecológico Ezechias Heringer (Parque do Guará).

Na programação do evento acontecerá também o descerramento da placa do futuro museu e centro de pesquisa e educação ambiental Ezechias Heringer, o lançamento do cartaz comemorativo de 50 anos de Brasília pelo Orquidário Nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e exposição das orquídeas do IBAMA, do Jardim Botânico de Brasília e de particulares.
 
A construção do orquidário foi um dos projetos aprovados pela Comissão de Seleção e Avaliação do Programa Abrace um Parque, em novembro do ano passado.
 
O evento é uma iniciativa do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) por meio da Diretoria de Administração de Parques da Superintendência de Gestão de Áreas Protegidas.

Abrace um Parque
 
O Programa foi criado em 2008 para garantir a implantação gradativa e planejada dos parques do Distrito Federal por meio de parcerias entre Governo, empresas públicas, instituições, organizações não-governamentais e voluntários. Até o momento 12 projetos foram aprovados que disponibilizarão mais de 4 milhões em investimentos nos parques do DF. Leia mais.
 
O Parque
 
Localizado na QE 23, Área Especial do Guará II, ao lado do SESI, o Parque Ecológico Ezechias Heringer também é conhecido como “Parque do Guará”. Recebeu o nome em homenagem ao pesquisador que identificou diversas espécies de orquídeas em todo o território do Distrito Federal.


 
O local existe desde a década de 60, de acordo com o Relatório de Unidades de Conservação e Áreas Protegidas do Distrito Federal e do Plano Diretor do Parque do Guará. Após sucessivos decretos promovendo a destinação de áreas para o Parque foi publicada a Lei n° 1826, de 13 de janeiro de 1998, que cria o Parque Ecológico Ezechias Heringer.
 
Dentro da área do parque com um total de 306.44 hectares passa um trecho do Córrego do Guará, a mata ciliar de ambas as margens e áreas adjacentes. A mata de galeria encontra-se interrompida em diversos trechos, mas ainda compõe, em conjunto com as árvores exóticas plantadas na região, um maciço arbóreo. A mata é importante pela sua diversidade florística e pela sua ação como corredor ecológico para fauna entre duas Unidades de Conservação vizinhas ao Parque: a Reserva Ecológica do Guará e o Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo.
 
No parque já foram encontradas 51 espécies arbóreas, 72 espécies de orquídeas e 59 espécies de arbustos e ervas, incluindo espécies raras e quase extintas.

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Cidades e Soluções – Periferia de Brasília

Especial Brasília 50 anos – Programa Cidades e Soluções

Todos os resíduos de Brasília vão para um lixão ao lado do Parque Nacional. Veja o que dizem os críticos do Plano Piloto. Conheça a farra dos loteamentos irregulares e o risco de faltar água potável na Capital Federal.

Quais as soluções para as áreas densamente povoadas nos arredores de Brasília?

Confira o clipe do programa especial sobre a periferia de Brasília:

http://especiais.globonews.globo.com/cidadesesolucoes/

Veja flagrantes de ocupação irregular na periferia do Plano Piloto de Brasília.

Loteamentos inadequados ameaçam a qualidade de vida da população. Enquanto todas as atenções estão voltadas para o Plano Piloto e para a genialidade das obras de Lúcio Costa e Niemeyer, o programa celebra os 50 anos de Brasília com outro olhar. Veja um raio-x completo e surpreendente da periferia da Capital Federal.

É a Globo descobrindo o que a gente já vem falando há muito tempo…

Veja o vídeo aqui.

Brasília e os próximos 50 anos

Olá leitores do Verde Capital! Essa semana estamos em festa. É aniversário de Brasília, nossa bela cidade. Devemos ficar felizes e comemorar, sim, nossos 50 anos, mas não podemos deixar de pensar nos próximos 50, 100 anos.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na Rádio Cultura FM 100,9 no dia 23/04/2010.

Se o crescimento urbano continuar desordenado, a contaminação dos solos, da água e do ar, além do desaparecimento progressivo do cerrado são uma certeza, infelizmente. Vastas áreas desse bioma são desmatadas constantemente, não apenas para a expansão urbana mas também para a rural.

A qualidade do ar em Brasília piora e, ano a ano, o clima parece mais quente e seco. O número de carros nas ruas ajuda a agravar a poluição e a indústria automobilística planeja o aumento da produção para atender a uma demanda crescente. Será que o meio ambiente aguenta?

Algumas soluções adotadas pelo GDF

O Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo e Projetos Habitacionais (Grupar) foi criado, em 2008, para acelerar a legalização de condomínios. Também a agricultura e a pastagem substituíram boa parte da vegetação nativa. Para reverter o quadro, o governo do DF pretende investir na educação ambiental e desencorajar o crédito financeiro para práticas não sustentáveis. Um exemplo é a soja. O mercado internacional se recusa a comprá-la quando vem de áreas devastadas. Em breve, espera-se, o mesmo acontecerá por aqui. Evoluímos pouco como consumidores e ainda compramos itens de áreas desmatadas. Nunca é demais lembrar que o futuro sustentável só ocorrerá com a soma de mudanças praticadas no dia a dia.

E você sabe quais os maiores problemas em relação ao meio ambiente em Brasília?

Em relação aos recursos hídricos, o maior problema foi detectado por estudos da Universidade de Brasília que indicam que cerca de 20% das sete bacias da região estão comprometidas. Uma projeção feita pela Secretaria de Urbanização e Meio Ambiente (Seduma) afirma que os recursos hídricos só duram até 2025.

Causas

A contaminação de solos e águas, escoamento irregular de esgoto, impermeabilização do solo e a ocupação indevida de mananciais. O projeto Adote uma Nascente, do Ibram, é um projeto que estimula a população a cuidar do entorno das nascentes e convida a iniciativa privada a conservar áreas.

E o projeto mais polêmico é o que pretende utilizar as águas do lago Paranoá para o abastecimento, já que a bacia de São Bartolomeu não poderá servir a esse fim.

Poluição por garrafas Pet no parque Prainha - Gama/DF

E em relação à terra, 48% do bioma já foi devastado, sendo que 73% da vegetação original de cerrado no DF não existe mais. Tudo isso causado pela urbanização crescente sem planejamento e o desmatamento de áreas verdes para uso indevido do solo (pastagem, plantio e construção de residências).

Investimentos em pesquisas sobre a fauna e a flora do cerrado já estão sendo feitos. Dos 11% do bioma no Distrito Federal, apenas 4% estão em área governamental fiscalizada, o restante encontra-se em reservas particulares e é feito um pacto com o proprietário para a redução na exploração da fauna e da flora, que, infelizmente, nem sempre funcionam. O ministro do Meio Ambiente elegeu o cerrado como meta principal de proteção para 2010. Vamos ver se acontece!

E em relação ao ar, o maior problema é a emissão de CO2. A qualidade do ar atinge índices inadequados onde há maior concentração de tráfego, como próximo à rodoviária e nos centros das cidades-satélites. As causas são o aumento da frota de carros e as queimadas no cerrado.

Já foi feita a renovação da frota de ônibus, que passou a emitir menos CO2, a construção de 44 km de ciclovias e a fiscalização de áreas rurais para reduzir queimadas.

E o compromisso de Brasília é reduzir em 40% a emissão de CO2 no ar até 2020. Algumas medidas: implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) até o final de 2010 e VLP (Veículo Leve sobre Pneus), ainda sem data prevista. Ambos utilizam energia limpa e devem reduzir a frota de carros em 30% e retirar 700 ônibus de circulação.

Bom, o Cultura Ambiental e o Verde Capital desejam que Brasília e os brasilienses possam ter os próximos 50 anos com mais consciência e saibam preservar mais o meio ambiente. Até a próxima semana.

(Fonte: http://casa.abril.com.br/brasilia/urbanismo/alerta-verde.shtml)

Preservação foi destaque em evento que homenageia os 50 anos de Brasília

Comemorar o cinquentenário da capital do Brasil doando mudas nativas do Cerrado para a recuperação da vegetação próxima às nascentes do Distrito Federal. Este foi o propósito do Celebrar Brasília 50 anos, evento realizado no sábado, 17, que teve como principal atração o multinstrumentalista Moby.

 
O evento foi gratuito, mas o público pôde optar por contribuir com a quantia de R$ 13,00, a fim de custear a produção das mudas do Cerrado. Segundo os organizadores do Celebrar Brasília, a ideia de trabalhar a preservação ambiental durante o evento é antiga. “Esta comemoração já faz parte do calendário oficial de Brasília e, neste ano, queremos conscientizar os participantes da importância do meio ambiente”, destacou Rodrigo Amaral.
 
Em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado e o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), por meio do Programa Adote uma Nascente, o objetivo é utilizar a quantia arrecadada para atuar contra um dos principais fatores de degradação das nascentes: a retirada de vegetação nativa das suas margens.
 
Assim, a Rede de Sementes ficará responsável pela produção e plantio das mudas. Já o IBRAM, fará a definição das áreas a serem recuperadas e o acompanhamento das atividades. Segundo a coordenadora do Programa Adote uma Nascente, Vandete Maldaner, terão prioridade no plantio as nascentes cujos voluntários não dispõe de recursos para promover a revegetação.
 
Ela ainda destacou que o tipo de espécie das mudas varia conforme a área, uma vez que elas precisam estar adaptadas à fitofisionomia local. Entretanto, ressalta que a embaúba, quaresmeira, buriti, angico e landim estão entre as mais utilizadas na recuperação da vegetação. O plantio das mudas deve acontecer no mês de outubro, após a estação chuvosa. Atualmente, o Programa conta com 201 nascentes adotadas.

Matéria publicada no site responsabilidadesocial (19/04/2010).

Dia do Solo – 15 de abril

Caro leitor, quanto tempo você acha que o solo leva para se formar? Acredite, mas para cada 30 cm, o solo pode levar cerca de três mil anos ou até mais! Claro que isso depende dos fatores de formação de cada solo. Mas o recado é claro: não podemos acabar com este recurso natural.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na rádio cultura no dia 16/04/2010.

No dia 15 de Abril comemoramos o Dia da Conservação do Solo. Essa data foi instituída em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solos nos Estados Unidos, e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Sua experiência no estudo de solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fez dele um conservacionista dedicado que conquistou muito para a causa mundial da conservação.

O solo, que também chamamos de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.

O professor Bernardo Verano, coordenador de gestão ambiental do Unicesp, explica como é formado o solo.

“O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.

Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho: areia (a parte mais grosseira); silte (uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar) e argila (uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja, a mesma que gruda no sapato). Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização. Como num bolo de aniversário que tem várias camadas, o solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

As grandes diferenças na vegetação e nas plantações são em grande parte decorrentes dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza. Essa diversidade de solos reflete as variações dos fatores de formação que ocorrem na natureza. Esses solos se apresentam com diferentes cores: amarela, vermelha, marrom, preta, cinza, azulada, esverdeada e branca. Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais depressa ou menos.

Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.

A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.

A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de “rotação de terras”, sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.

 Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.

Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.

Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.

 Outro problema sério é a ação da água da chuva sobre os terrenos. Todo mundo está acompanhando a tragédia no Rio de Janeiro, causada por essa degradação.

O que acontece é que, nesses casos, as terras transportadas dos terrenos pela enxurrada são, em grande quantidade, depositadas nos cursos d’água, reduzindo a capacidade de armazenamento da água da chuva, o que ocasiona inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. Ali, o problema foi muito pior, já que o bairro foi erguido em cima de um antigo lixão. Os prejuízos para o homem e o meio ambiente são incalculáveis, além das muitas vidas perdidas.

O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.

Por isso é mais do que importante cuidar bem do lixo que produzimos, descartá-lo de forma correta, NUNCA jogar lixo na rua, cobrar do poder público medidas eficientes de descarte de lixo, de manutenção das águas e participar sempre de boas ações ambientais!

(Fonte: IBGE)

O profissional de Gestão Ambiental

(Por Thaís Sprovieri)

Um tecnólogo em Gestão ambiental leva dois anos para se formar e, em média, tem salário inicial de R$ 2.500. Bernardo Berano, professor de química ambiental, poluição ambiental, e gerenciamento do meio ambiente diz que esse profissional pode atuar de várias formas. Na esfera pública, pode atuar em órgãos como o Ibram (Instituto Brasília Ambiental); Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente); Seduma (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente); Ministério do Meio Ambiente e Petrobras, por exemplo. Na área privada pode atuar em empresas de consultoria. Mas para Bernardo, fora de Brasília, o mercado é ainda mais amplo. “Hoje nós temos no Brasil inteiro por volta de 10 mil gestores ambientais apenas, e uma demanda de mais de 50 mil empregos. Existe, ainda, uma verba enorme destinada a ONGs, mas poucos projetos são aprovados, porque não descrevem o projeto tecnicamente. O gestor tem esse embasamento”.

Alunos de Gestão Ambiental visitam Rio Belchior

(Fonte: http://www.unicesp.edu.br/textualonline )

Para fechar a semana que comemorou os quinze anos das Faculdades UniCesp, a instituição levou os alunos do segundo semestre do curso de Gestão Ambiental para iniciar uma campanha de despoluição no Rio Belchior.

A visita teve o objetivo fazer um planejamento estratégico, entre professores e alunos da área ambiental, de como fazer a correta limpeza de uma parte das margens do rio, sem degradá-la. Numa segunda visita, serão recolhidos materiais poluentes, como plástico, garrafas pet e pedaços de isopor, por exemplo. Este lixo será levado e exposto para a população local (principal responsável pela poluição), no intuito de conscientizar sobre os prejuízos do incorreto descarte do lixo doméstico. A iniciativa é do projeto Guará+Verde, do qual o Unicesp é parceiro juntamente com o jornal comunitário do Guará, Guará Hoje.

O último dia de uma semana de atividades, que comemoraram os quinze anos do Unicesp, foi marcado com o início de uma ação em prol do meio ambiente. Por volta das 8h30, da manhã do sábado (27/03), alunos e professores do curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental, partiram em um ônibus cedido pela instituição, rumo ao Rio Belchior. Bernardo Berano, coordenador do curso, explicou o objetivo da visita. “Os alunos identificarão o local, analisando as partes de vegetação, de solo e hídrica. A parte da poluição será analisada para que seja visto qual o principal vetor desta, se é a poluição química, ou por lixo, mas já se sabe que é por lixo, principalmente por garrafas pet. Num segundo momento, faremos uma ação social de retirada do lixo. Colocaremos num caminhão para ser levado à comunidade próxima a fim sensibilizá-la e ensiná-la a manejar esse lixo corretamente”, explicou Bernardo.

O Rio Belchior ou Melchior, como também é conhecido, fica próximo à expansão de Samambaia. Na primeira visita, o planejamento será para fazer uma estimativa da quantidade de lixo e as condições de acesso de uma área de, aproximadamente, 3 km de extensão. A partir dessa informação poderá ser visto quantas pessoas e caminhões serão necessários, para o recolhimento de lixo, de forma a não prejudicar a natureza local. De acordo com o coordenador de Gestão Ambiental, a segunda ação está prevista para o fim de abril, ele ainda explica como a poluição da cidade suja o rio. “A população próxima suja a cidade, aí com a chuva esse lixo doméstico é arrastado pela enxurrada, até chegar ao rio. Com isso, o rio fica repleto de garrafas pet e sacolas plásticas, dentre outros materiais”.

Às margens do Belchior, os alunos puderam observar os professores fazendo a localização, e analisando, a sinuosidade e a profundidade do rio, assim como as formações rochosas, a mata e o solo.  Para o Rafael Carvalho, geógrafo e professor de planejamento e gestão dos recursos hídricos, as aulas de campo são indispensáveis para os alunos. “É um momento de consolidação do que foi aprendido na teoria, nas pesquisas e nas leituras. Aqui o aluno pode submeter seu conhecimento a testes, e adquirir mais atração pelo conhecimento científico e  pesquisa. Além de aspectos de fauna e flora, aspectos humanos, como atividades econômicas, culturais relacionados à questão ambiental podem ser abordadas. O campo tem uma multiplicidade de dinâmicas”, comentou Rafael. A aluna de Gestão Ambiental, Aline Viana Costa, de 20 anos, prefere as aulas em campo. “A gente aprende bem mais na prática do que na teoria. Vivenciando é muito mais fácil de aprender”, declarou a aluna.

 Quando o lixo for recolhido, será levado para frente da Administração Regional de Samambaia. Lá, ficará exposto para que a população veja aonde chega, muitas vezes, um lixo que é deixado em lugar inapropriado. Além disso, a comunidade local interessada, aprenderá a dar o correto destino ao lixo doméstico e será convidada a participar do Guará+Verde. Só para se ter um ideia, um simples filtro de cigarro ou um chiclete demoram cinco anos para se decompor. Um pedaço qualquer de plástico ou latinha vão durar, no mínimo, 100 anos. A borracha dura indeterminadamente. Uma garrafa de vidro vai levar um milhão de anos para desintegrar. Já as sacolas de supermercado, altamente descartáveis, ficarão na natureza por 450 anos.

O Projeto Guará+Verde é de iniciativa do jornal comunitário, GuaráHoje. Apesar de ter o nome da cidade Guará, não é voltado exclusivamente para essa região. “Pensar em meio ambiente não dá para pensar apenas no meio ambiente local, tudo está integrado”, justificou o coordenador Bernardo. Amarildo Castro, diretor do jornal e idealizador do projeto observou a importância daquele momento. “Nós do jornal GuaráHoje acreditamos que poderíamos fazer um pouco mais para nossa cidade. Aqui temos vinte alunos, se cada um conscientizar, pelo menos, uma pessoa, daqui há dez anos podemos ter um resultado muito positivo. A vinda dos alunos, além de realizar o trabalho de faculdade, será para que eles levem daqui a conscientização e comecem a fazer o trabalho de ‘formiguinha’, disseminando a ideia da preservação por onde quer que passem”.