O profissional de Gestão Ambiental

(Por Thaís Sprovieri)

Um tecnólogo em Gestão ambiental leva dois anos para se formar e, em média, tem salário inicial de R$ 2.500. Bernardo Berano, professor de química ambiental, poluição ambiental, e gerenciamento do meio ambiente diz que esse profissional pode atuar de várias formas. Na esfera pública, pode atuar em órgãos como o Ibram (Instituto Brasília Ambiental); Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente); Seduma (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente); Ministério do Meio Ambiente e Petrobras, por exemplo. Na área privada pode atuar em empresas de consultoria. Mas para Bernardo, fora de Brasília, o mercado é ainda mais amplo. “Hoje nós temos no Brasil inteiro por volta de 10 mil gestores ambientais apenas, e uma demanda de mais de 50 mil empregos. Existe, ainda, uma verba enorme destinada a ONGs, mas poucos projetos são aprovados, porque não descrevem o projeto tecnicamente. O gestor tem esse embasamento”.

Alunos de Gestão Ambiental visitam Rio Belchior

(Fonte: http://www.unicesp.edu.br/textualonline )

Para fechar a semana que comemorou os quinze anos das Faculdades UniCesp, a instituição levou os alunos do segundo semestre do curso de Gestão Ambiental para iniciar uma campanha de despoluição no Rio Belchior.

A visita teve o objetivo fazer um planejamento estratégico, entre professores e alunos da área ambiental, de como fazer a correta limpeza de uma parte das margens do rio, sem degradá-la. Numa segunda visita, serão recolhidos materiais poluentes, como plástico, garrafas pet e pedaços de isopor, por exemplo. Este lixo será levado e exposto para a população local (principal responsável pela poluição), no intuito de conscientizar sobre os prejuízos do incorreto descarte do lixo doméstico. A iniciativa é do projeto Guará+Verde, do qual o Unicesp é parceiro juntamente com o jornal comunitário do Guará, Guará Hoje.

O último dia de uma semana de atividades, que comemoraram os quinze anos do Unicesp, foi marcado com o início de uma ação em prol do meio ambiente. Por volta das 8h30, da manhã do sábado (27/03), alunos e professores do curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental, partiram em um ônibus cedido pela instituição, rumo ao Rio Belchior. Bernardo Berano, coordenador do curso, explicou o objetivo da visita. “Os alunos identificarão o local, analisando as partes de vegetação, de solo e hídrica. A parte da poluição será analisada para que seja visto qual o principal vetor desta, se é a poluição química, ou por lixo, mas já se sabe que é por lixo, principalmente por garrafas pet. Num segundo momento, faremos uma ação social de retirada do lixo. Colocaremos num caminhão para ser levado à comunidade próxima a fim sensibilizá-la e ensiná-la a manejar esse lixo corretamente”, explicou Bernardo.

O Rio Belchior ou Melchior, como também é conhecido, fica próximo à expansão de Samambaia. Na primeira visita, o planejamento será para fazer uma estimativa da quantidade de lixo e as condições de acesso de uma área de, aproximadamente, 3 km de extensão. A partir dessa informação poderá ser visto quantas pessoas e caminhões serão necessários, para o recolhimento de lixo, de forma a não prejudicar a natureza local. De acordo com o coordenador de Gestão Ambiental, a segunda ação está prevista para o fim de abril, ele ainda explica como a poluição da cidade suja o rio. “A população próxima suja a cidade, aí com a chuva esse lixo doméstico é arrastado pela enxurrada, até chegar ao rio. Com isso, o rio fica repleto de garrafas pet e sacolas plásticas, dentre outros materiais”.

Às margens do Belchior, os alunos puderam observar os professores fazendo a localização, e analisando, a sinuosidade e a profundidade do rio, assim como as formações rochosas, a mata e o solo.  Para o Rafael Carvalho, geógrafo e professor de planejamento e gestão dos recursos hídricos, as aulas de campo são indispensáveis para os alunos. “É um momento de consolidação do que foi aprendido na teoria, nas pesquisas e nas leituras. Aqui o aluno pode submeter seu conhecimento a testes, e adquirir mais atração pelo conhecimento científico e  pesquisa. Além de aspectos de fauna e flora, aspectos humanos, como atividades econômicas, culturais relacionados à questão ambiental podem ser abordadas. O campo tem uma multiplicidade de dinâmicas”, comentou Rafael. A aluna de Gestão Ambiental, Aline Viana Costa, de 20 anos, prefere as aulas em campo. “A gente aprende bem mais na prática do que na teoria. Vivenciando é muito mais fácil de aprender”, declarou a aluna.

 Quando o lixo for recolhido, será levado para frente da Administração Regional de Samambaia. Lá, ficará exposto para que a população veja aonde chega, muitas vezes, um lixo que é deixado em lugar inapropriado. Além disso, a comunidade local interessada, aprenderá a dar o correto destino ao lixo doméstico e será convidada a participar do Guará+Verde. Só para se ter um ideia, um simples filtro de cigarro ou um chiclete demoram cinco anos para se decompor. Um pedaço qualquer de plástico ou latinha vão durar, no mínimo, 100 anos. A borracha dura indeterminadamente. Uma garrafa de vidro vai levar um milhão de anos para desintegrar. Já as sacolas de supermercado, altamente descartáveis, ficarão na natureza por 450 anos.

O Projeto Guará+Verde é de iniciativa do jornal comunitário, GuaráHoje. Apesar de ter o nome da cidade Guará, não é voltado exclusivamente para essa região. “Pensar em meio ambiente não dá para pensar apenas no meio ambiente local, tudo está integrado”, justificou o coordenador Bernardo. Amarildo Castro, diretor do jornal e idealizador do projeto observou a importância daquele momento. “Nós do jornal GuaráHoje acreditamos que poderíamos fazer um pouco mais para nossa cidade. Aqui temos vinte alunos, se cada um conscientizar, pelo menos, uma pessoa, daqui há dez anos podemos ter um resultado muito positivo. A vinda dos alunos, além de realizar o trabalho de faculdade, será para que eles levem daqui a conscientização e comecem a fazer o trabalho de ‘formiguinha’, disseminando a ideia da preservação por onde quer que passem”. 

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