Simpósio Consciência Ambiental na PROCURADORIA

Inscrições
Oficinas até dia 27/05 – Simpósio até dia 28/05
 
    O Grupo de Gestão Ambiental da PR/DF e da ESMPU – GESTO e o Programa de Gestão Ambiental da PGR – PGA convidam para o Simpósio Consciência Ambiental – Sistema de Gestão Ambiental, a se realizar no período de 31 de maio a 2 de junho, na Procuradoria Geral da República e na Escola Superior do Ministério Público da União.

     O objetivo é esclarecer e sensibilizar os participantes sobre a necessidade da implantação e monitoramento de Sistemas de Gestão Ambiental no MPU e contribuir para o desenvolvimento de uma cultura administrativa comprometida com a sustentabilidade ambiental.

     Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, haverá, ainda, exposição de fotografias, oficinas, feiras, exibição de filmes, apresentação teatral, sorteios de brindes.

     Sua participação faz toda a diferença.
Informações: inscricoes@esmpu.gov.br
Inscrições: www.esmpu.gov.br  até o dia 28/05.
Para as oficinas e mesa redonda: até o dia 27/05 e dia 28/05, respectivamente.
Para as demais atividades, não é necessário inscrição

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Reciclagem de vidros

Da próxima vez que você for jogar uma garrafa de vidro fora, no lixo comum, pare e pense que aquele produto permanecerá por tempo indefinido na natureza. Uma simples ação pode dar um novo rumo e colocá-lo de volta em circulação. A reciclagem e o reuso do vidro – um material não biodegradável, 100% reciclável e que pode ser utilizado infinitamente, sem perda de qualidade ou da pureza do produto.

Feito basicamente de areia, calcário, barrilha, alumina e corantes ou descorantes, o vidro é um produto natural vastamente aplicado em nosso dia a dia devido a propriedades como transparência, dureza, impermeabilidade, baixa condutividade térmica e durabilidade. Além disso, o vidro não reage quimicamente com outras substâncias, o que lhe permite ser usado para armazenar alimentos sem que eles sofram alteração de sabor, odor, cor ou qualidade.

Outra vantagem torna o material bem atrativo: pode voltar à produção de novas embalagens e produtos, substituindo totalmente o material virgem sem perda alguma de qualidade. Dessa forma, um quilo de vidro pode produzir outro um quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Não é fantástico?

A cada 10% de caco de vidro utilizado na mistura, economiza-se 4% da energia necessária para a fusão nos fornos industriais e reduz 9,5% do consumo de água. Por isso a importância de separar garrafas, frascos e potes em geral, como cosméticos, alimentos, bebidas e outros produtos, e depositá-los nos coletores específicos para vidro (identificados com a cor verde), de preferência, separá-los de acordo com a cor: incolor, verde e marrom/âmbar.

Depois do uso, porém, o vidro pode ser reutilizado ou reciclado indefinidamente. A reutilização é mais simples e preferível, já que evita que novas matérias-primas, água e energia sejam consumidas para fabricar outros produtos. Muitos países estimulam a prática entre seus habitantes e chegam a retornar quase 100% de suas garrafas. É o caso da Dinamarca, que reutiliza 98% de suas garrafas de vidro. 

Já no caso da reciclagem, os recipientes de vidro precisam ser separados, quebrados e estocados em tambores, onde são submetidos a um eletroímã para separação dos metais contaminantes. Depois, esse material é lavado e segue para uma esteira ou mesa destinada à catação de impurezas, como restos de metais, pedras, plásticos e vidros indesejáveis que não tenham sido retidos nas etapas anteriores.

Faça você mesmo!

Com um pouco de criatividade, você pode criar itens de decoração com garrafas de vidro. Uma forma de reutilizá-las é customizando. Da decoupage, pintura ou colagem, lindos vasos de flores podem surgir, pesos de papeis, porta-recados e vários outros objetos úteis e lindos!

(Fonte: EcoD, com alterações)

A Federação da Indústrias de Brasília e o SENAI/DF convidam para o primeiro workshop da Rede Senai de Meio Ambiente no Distrito Federal.

Grandes, médias ou pequenas, toda empresa, por obrigação legal, deve direcionar suas ações com vistas à preservação do meio ambiente. Por isso, para orientar os empresários brasilienses, o Sistema Fibra, por meio do Senai-DF, realiza, no dia 19 de maio, às 19h30, no auditório da Federação das Indústrias de Brasília, workshop que objetiva sensibilizar o empresariado do DF sobre a importância de criar ações de preservação ambiental em cumprimento à legislação e iniciativas que podem auxiliar na rentabilidade de seus negócios.
 
O workshop é a primeira de várias ações que serão realizadas ao longo do ano pelo Núcleo de Meio Ambiente do Senai-DF, área integrante da Rede Senai de Meio Ambiente, do Senai Nacional, para oferecer orientações e serviços ao empresário brasiliense. As ações constam na cartela de Serviços Técnicos e Tecnológicos (STT) do Senai-DF, como o P+L (Programa de Produção Mais Limpa), Assessoria de Processos de Licenciamento Ambiental, Implantação de Norma ISO 14000 e Gestão de Resíduos Sólidos, serviços que também serão apresentados durante o workshop.
 
Participe.
Coloque sua empresa em um ilustre patamar de indústrias ambientalmente responsáveis.
 
Local: SIA Trecho 3, Lote 225, Edifício-sede Federação das Indústrias do Distrito Federal – Brasília – DF

 
Confirmar presença pelo telefone: 3353-8798 ou no email: nilton.sousa@sistemafibra.org.br

Bate-Papo Ambiental recebe Paula Saldanha

No dia 27 de maio, em comemoração ao aniversário do IBRAM, jornalista fala de suas experiências pelo país

Sob a lente de suas câmeras, um retrato da diversidade natural, étnica e cultural do Brasil. Há 30 anos, a jornalista, escritora e ilustradora Paula Saldanha se dedica ao registro das diferentes realidades que habitam o território nacional. Apresentadora do programa “Expedições”, Paula e sua equipe já produziram mais de 300 documentários média-metragem sobre as diversas regiões e populações do país.

No próximo dia 27 de maio, todas essas experiências serão tema da edição comemorativa do Bate-Papo Ambiental. Completando três anos de existência, o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) realiza, a partir das 14h30, no Museu Nacional, a palestra “Biodiversidade do Cerrado – Relatos de Experiências de Paula Saldanha”.

O evento, que também dá início às comemorações da Semana do Meio Ambiente, é uma realização do IBRAM em parceria com Secretaria de Cultura, Museu Nacional e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Para participar, os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la para o e-mail batepapo.ibram@gmail.com, ou se inscrever no dia do evento. O Bate–Papo Ambiental é gratuito e aberto ao público.

Pelo Brasil
Em 1994, Paula Saldanha e o biólogo Roberto Werneck formaram a primeira equipe de TV do mundo a chegar na nascente do rio Amazonas. Em 2007, eles organizaram a Expedição Científica Brasileira e Peruana à Nascente do Amazonas, que oficializou o local de origem do rio.

Paula Saldanha já foi apresentadora dos telejornais Hoje, do infantil Globinho e do Fantástico. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio 92 – produziu documentários e exposições bilíngues a partir de seu acervo. Com 42 livros publicados, Paula e sua equipe preparam agora uma edição do Expedições dedicada à Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE).
________________
SERVIÇO
Evento: Bate-Papo Ambiental do IBRAM com Paula Saldanha
Data: 27 de maio
Horário: 14h30
Local: Museu Nacional – Conjunto Cultural da República
Mais informações: Assessoria de Comunicação do IBRAM (3214-5624/5625)

(Fonte: IBRAM)

Twitter contra as faixas irregulares

Matéria publicada no Correio Braziliense de 18/05/2010

Usuários da rede social lançam a campanha Brasília Legal é Sem Poluição Visual. Objetivo é divulgar lista de quem suja a cidade com propaganda clandestina.

Incomodados com as faixas irregulares que poluem o visual das ruas do Distrito Federal, conforme o Correio mostrou na edição do último domingo, alguns brasilienses resolveram usar a tecnologia para fazer a diferença. Um grupo de frequentadores da rede social Twitter lançou a campanha Brasília Legal é Sem Poluição Visual. A proposta, liderada pelo jornalista, músico e historiador Luciano Lima, 39 anos, que apresenta um programa semanal em uma rádio da cidade, é coletar o máximo de flagrantes dos tais anúncios que tanto incomodam e depois divulgá-los à sociedade. “A cidade fica feia, suja, dá um aspecto de Terceiro Mundo”, avalia Lima.

A campanha surgiu há uma semana, quando o jornalista usou seu microblog no Twitter para criticar a grande quantidade de sujeira acumulada nas ruas durante o Dia Das Mães e o aniversário do Guará, cidade em que vive. De acordo com Lima, alguns pré-candidatos a vagas eletivas já se comprometeram a não sujar mais o espaço urbano com propagandas irregulares e chamativas, pois entenderam que a tendência é a perda de votos. “São eles (políticos) e os microempresários que mais poluem as cidades”, ressalta. Em setembro, o idealizador do movimento pretende divulgar a relação completa de todos os responsáveis pelas faixas flagradas. “A idéia é servir de alerta para o período eleitoral”, explica.

Até ontem, 20 pessoas haviam se comprometido a apoiar a iniciativa, e a tendência é que esse número cresça, já que os seguidores do grupo de Luciano Lima, batizado de Papo Firme, estão encaminhando (ou retuitando) a ideia aos seus próprios seguidores, que devem reencaminhar às suas redes de relacionamento e assim por diante. O nome da campanha foi escolhido pela internauta Alexandre Soca. A estudante Jéssica Macedo, 20 anos, é outra frequentadora da comunidade virtual que se empolgou com a ideia. Seguidora da Papo Firme, ela se considera twitteira “frenética” e gostou da ideia de tentar banir das ruas os empresários e políticos responsáveis pela poluição visual. “A cidade já não é turística, está cheia de obras para todos os lados. Com essas faixas, a situação fica ainda pior”, reprova.

Outra vantagem do esforço coletivo, aponta ela, é que cada um poderá monitorar a situação na sua própria comunidade. Moradora de Vicente Pires, Macedo afirma que sua vizinhança não é das piores neste quesito, e pretende voltar suas preocupações ao lugar que considera mais poluído pelas faixas: o Guará. “Ainda não fotografei nada por lá, mas pretendo começar ainda esta semana”, revela.

Exemplo
O corretor de imóveis Hado San, 40 anos, não frequenta o grupo do Twitter que idealizou a lista, mas também se considera crítico ferrenho das faixas. Por isso, encontrou outra maneira criativa de divulgar os imóveis que vende sem sujar a cidade. Preocupado com a quantidade de anúncios que se multiplicam pelas vias do Distrito Federal, Sam decidiu fazer propaganda dos imóveis que representa aliando música e solidariedade. Na semana passada, lembrou-se do bombeiro militar João Filho, 39 anos, que nas horas vagas se transforma no saxofonista apelidado de Meia-Boca. O músico se apresenta a comunidades carentes e também doa roupas, alimentos e brinquedos a crianças que frequentam o Hospital de Base.

Hado Sam propôs uma parceria profissional: enquanto Meia-Boca toca seu instrumento durante as apresentações, tem que carregar a placa de um empreendimento imobiliário no pescoço, contendo o telefone do corretor. Em troca, recebe fraldas para serem distribuídas no hospital.

“Encontrei um meio de divulgação que não agride o meio ambiente e ainda promove a cultura”, diz o corretor. E a inovação tem dado resultado. Em uma semana de apresentações, ele já recebeu dez ligações de potenciais clientes atraídos pela música.

COMO PARTICIPAR
O grupo aceita contribuições de cidadãos, desde que as denúncias sejam comprovadas por fotos. Os registros podem ser enviados para correntejuventude@gmail.com. Em setembro, a lista dos responsáveis pela sujeira da cidade será compilada e divulgada nos blogs dos parceiros da iniciativa, além do Twitter. Os idealizadores ainda estudam outras formas de divulgação.

Brasília Legal é Sem Poluição Visual

Já está correndo há duas semanas no twitter a campanha “Brasília Legal é Sem Poluição Visual”. O objetivo da campanha é denunciar políticos e empresários que colocam faixas e placas de propaganda nos canteiros e vias públicas do Distrito Federal. Gostariamos de lembrar que os anúncios em áreas públicas são irregulares. A idéia é divulgar os nomes dos sujões em setembro e dezembro deste ano. Como você pode ajudar? Tire uma foto do sujão e envie para o e-mail correntejuventude@gmail.com. Só vamos divulgar se houver o registro/foto que comprove a propaganda irregular. Já recebemos por e-mail 15 fotos. Acompanhe em www.twiter.com/papofirme e www.twiter.com/flaviagomes01.

POLUIÇÃO VISUAL –  O QUE É E COMO NOS AFETA

A poluição visual pode ser definida como os efeitos danosos resultantes dos impactos visuais causados por determinadas ações e atividades, a ponto de: prejudicar a saúde, a segurança e o bem estar da população; criar condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetar desfavoravelmente a biota; afetar as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.
 
Essa forma de poluição se apresenta através das pichações, da disposição inadequada do lixo, da extensão de redes aéreas, dos monumentos mal cuidados, bem como, pelo elevado número de cartazes publicitários, placas, painéis e letreiros, os quais se multiplicam pela cidade encontrando-se espalhados por todos os cantos e paredes, com propagandas das mais diversas origens que acabam por agredir, de uma forma ou de outra às pessoas, gerando diversos malefícios.
 
A poluição visual se reflete na saúde do homem gerando inúmeras conseqüências como stress, fadiga, ansiedade. Além disto, grande parte dos produtos oferecidos nos cartazes podem produzir efeitos negativos à população. Lembramos que, quando nos referimos à poluição visual resultante de cartazes, placas e outdoors; devemos ter em mente que o cidadão encontra-se privado de seu direito de escolha. Assim sendo, ele vai assimilar, mesmo contra sua vontade, o conteúdo daquela publicidade. Este fato, a nosso ver, pode causar um efeito negativo sobre a saúde psicológica do indivíduo, podendo ocasionar, inclusive, o início de um processo depressivo. 
 
Também observamos que o principal problema proveniente da poluição visual está ligado, notadamente, à ocorrência de acidentes de trânsito. E isso é muito grave!  Ocorre que os efeitos visuais produzidos pela profusão de luzes e cores – decorrentes de engenhos publicitários – interferem na visão e atenção dos motoristas podendo provocar graves acidentes.
 
Além da responsabilidade civil e administrativa, entendemos que todo tipo de poluição visual é crime passível de punição, posto que, dependendo de sua forma exteriorização, pode afetar diretamente a segurança pública, o patrimônio cultural, a saúde mental do cidadão, etc. Uma boa pena poderia estar ligada sempre à obrigação de custeio de medida educativa ambiental.
 
De qualquer forma, observamos que apenas alguns aspectos da matéria da poluição visual encontram-se inseridos na Lei dos Crimes Ambientais, como, por exemplo, no art. 65 que estipula pena de até 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa para quem pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano.
 
A Poluição Visual no Brasil é combatida basicamente de forma indireta, ou seja, através de limitações administrativas estabelecidas para publicidade comercial (Código de Posturas Municipais, regulamentos específicos sobre publicidade, etc.) e política (Lei eleitoral). Tal fato dificulta a avaliação acerca de determinada conduta a ponto de se estabelecer se a atividade importa, ou não, em poluição visual.
 
Além disso, a responsabilização dos agentes que produzem a poluição visual é complexa, seja no aspecto civil, penal ou administrativo, uma vez que a configuração da poluição visual envolve em grande parte dos casos a avaliação de elementos caracterizados por expressivo grau de subjetividade, os quais, variam de acordo com as concepções estéticas e costumes locais.
 
A poluição visual nas grandes metrópoles brasileiras tem avançado excessivamente nos últimos anos. Desta forma, é muito importante que sejam estabelecidos parâmetros objetivos para sua aferição – a serem fixadas em Resoluções de Conselhos de Meio Ambiente, bem como nos disciplinamentos administrativos dos Órgãos executores da política ambiental – a fim de facilitar o seu controle e a responsabilização dos infratores.

Fonte: Formiga Verde

Evento sobre meio ambiente vai reunir 400 jovens de 52 países

Iniciativa dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente vai reunir em Luziânia (GO), a 50 quilômetros de Brasília, 400 adolescentes, provenientes de 52 países, entre os dias 5 e 10 de junho. Reunidos na Conferência Internacional Infantojuvenil – Vamos cuidar do planeta, os jovens, com idades entre 12 e 15 anos, vão assumir responsabilidades e pedir a seus governantes que adotem políticas em defesa do clima e do planeta.

O evento tem por base a experiência bem-sucedida das três conferências nacionais infanto-juvenis pelo meio ambiente, que aconteceram no Brasil em 2003, 2006 e 2009, e envolveram 13 milhões de pessoas, em 20 mil escolas de todo o país. Agora o governo brasileiro está replicando a iniciativa em âmbito internacional.

Durante a conferência, os jovens delegados vão aprender a produzir peças de comunicação para divulgar sua mensagem e participarão de atividades culturais e oficinas relacionadas à temática das mudanças socioambientais globais.

Os adolescentes também visitarão o Parque Nacional de Brasília e o Jardim Botânico, para conhecer um dos principais biomas brasileiros, o cerrado. O produto final da conferência será a Carta das responsabilidades – Vamos cuidar do planeta, na qual todos os jovens participantes se comprometem a adotar ações em suas comunidades e divulgar a carta para seus governos locais e nacionais.

(Fonte – Agência IN)

Ao lado do consumo consciente, o descarte consciente

Junto com os novos hábitos de consumir menos, apresentamos alternativas para você aderir ao descarte consciente. São muitos os casos de pessoas que descartam no lixo comum, objetos que podem servir para muita gente. 

O Cultura Ambiental de hoje trata exatamente disso! Para ouvir o programa da rádio cultura 100,9 você pode sintonizar seu rádio em 100,9 FM ou clicar em http://www.culturafmdf.com.br, a partir das 17h de hoje ou ouvir a qualquer tempo no http://www.stickam.com/culturaambiental.
 
Muitas vezes guardamos ou ainda jogamos fora objetos que não usamos por não saber onde doá-los. Muitas vezes ignoramos nosso próximo, onde um simples gesto de amor pode salvar vidas como doações de sangue, leite materno, alimentos, cobertores, roupas ou ainda um pouco de seu tempo.

Divulgamos aqui uma lista de locais onde podemos dar um pouco do que temos a quem precisa em Brasília. Ajudar pode ser mais fácil do que imaginamos.

Aquele computador que você não usa mais:

CDI – Centro de Democratização da Informática. http://www.cdi.org.br/
É uma ONG que trabalha com a população carente do DF e entorno e que necessita de doações de equipamentos para continuarem o trabalho. Marco Ianniruberto – Secretário Executivo do CDI-DF diretoria@cdi-df.org.br Aldiza – aldiza@esquel.org.br
201 Bloco A Sala 123 Brasília – DF – (61) 3322-7233

Fazer crianças felizes doando bicicletas usadas:
 
Rodas da Paz http://www.rodasdapaz.org.br/
Recebe doação de bicicletas novas, usadas, com defeitos ou quebradas. Consertam/Reformam e doam para creches/ crianças carentes. As que não tiverem conserto, eles fazem de triciclo para deficientes físicos.
thebruce@terra.com.br
www.osteixeiras.com.br
Maurício 8408.8498
Andréia 9986.2911 / 3447.4551

Ajudar pessoas com câncer:

MAC – Movimento de apoio ao paciente com câncer
É uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de atender, em suas necessidades materiais e afetivas, os pacientes carentes em tratamento na Unidade de Radioterapia e Quimioterapia internados no Hospital de Base de Brasília – HBDF.
Você pode ingressando como voluntário ou fazendo doações de cestas básicas, brinquedos, roupas e calçados, novos ou usados.
Contatos: Maria José: 8442-9091
Lílian – 9219-3998

Devolvendo a boa visão a pessoas que não podem comprar óculos:

Voriques Óptica http://voriquesoptica.com.br/index.php
Recebe óculos com defeitos ou quebrados. Consertam e doam para idosos e crianças carentes.
Onde: Centro Médico de Brasília – SHLS 716 Bloco F loja 16/43                    Pátio Brasil Shopping – Térreo Loja 104W 3225.8586 / 3223.3496
Centro Comercial Gilberto Salomão – Lago Sul 3248.6952 / 3364.3616 Voriques 3346.6100
Marina /Walace 3346.9692
marketing@voriques.com.br
assessoria@voriques.com.br

Recebe eletrodomésticos usados e com pequenos defeitos, restauram e repassam – 100 Dimensão

O objetivo é melhorar a qualidade de vida de centenas de famílias. http://www.casosdesucesso.sebrae.com.br/CasoSucesso/casosucesso_item.aspx?Codigo=3
Sônia e Ângela – 8442.3275 / angel01@hotmail.com
QN 16 conj. 5 lote 2 – Riacho Fundo II

Doando roupas, alimentos, brinquedos e outros que não têm mais utilidade para você:
Ajudam a cuidar de dezenas de crianças que foram abandonadas:
Aldeias SOS
www.aldeiasinfantis.org.br

Doando kimonos usados:
O campeão Tranquillini dá aulas de judô para crianças carentes de 7 a 17 anos e recebe kimonos usados.
Tel: 3224-7728
e-mail: tranquillini@abordo.com.br

Doando potes de vidro e leite materno:
 
Seus potes de vidro usados podem ajudar a salvar vidas de muitos bebês                                                                                                                                 Campanha de vidros para armazenar Leite Humano Berçário do Hosp. Santa Helena
Acima de 30 vidros eles buscam em casa
Tel: 3215.0029
Vidros de maionese, nescafé ou qualquer outro com tampa de plástico.

Doando livros:
 
Açougue Cultural T-bone
Parada Cultural é um projeto de biblioteca popular desenvolvido em trinta e seis pontos de ônibus da Avenida W3 Norte em Brasília, 24 horas por dia.
Diariamente são emprestados cerca de dois mil livros em todos os pontos.
Para fazer doações de livros basta deixá-los no Açougue T-Bone localizado na comercial da 312 Norte das 8h às 19 horas.
http://www.t-bone.org.br/
Endereço completo:
SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF CEP 70.765-520
Tel: (61) 3274-1665
Obs: aceitam qualquer tipo de acervo, desde que esteja em bom estado
de conservação.

Doando/vendendo livros e cd’s:
 
Os livros que você não quer mais não devem ir para o lixo. O COPE Espaço Cultural compra, vende troca livros , Cd’s e RPG.
Também recebem livros abaixo até a 4ª série e doam para escolas públicas.
CLN 409 Bl D lj 19/43 – Asa Norte – 3274.1017
SIA/Sul Conj. B lojas 418/420 – Feira dos Importados – 3201.1017 
 
 Ajudando os animais:
 
Adoção de animais abandonados e doação de remédios, alimentos…
ProAnima – Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal.
Entidade sem fins lucrativos
SCLN 116 – Bloco I – Loja 31 – Subsolo Ed. Cedro – Brasília – DF / CEP
70553-790 Tel: (61)3032-3583 e-mail:
proanima@proanima.org.br
 
Ajudando o próximo:
 
Se você é jovem e quer se juntar a outros jovens que estão fazendo algo pelo próximo
ONG Sonhar Acordado
Mateus 9963.9639 3468.3769
mateus@sonharacordado.com.br
http://www.sonharbrasilia.com.br/blog/
Voluntariado – passe um dia com uma criança carente
Doação de roupas, calçados, alimentos, materiais de construção.
 
Doando Sangue:
 
Onde: Hospital de Base. Endereço: SMHS, Quadra 101, área especial, Brasília. Tel: (61) 325-4050,
Fundação Hospitalar: Endereço: Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03, próximo ao HRAN, no início da Asa Norte.                      O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h e aos sábados das 7h às 12h.
Outras informações pelos telefones 160 e 3327 4424/4410 ou no site www.fhb.df.gov.br
Fundação Hemocentro de Brasília. Endereço: SMHN Quadra 03 – Conjunto A, Asa Norte. Telefone: (61) 327-4462 /64 Fax : (61) 327-4442
Coordenadora: Dra. Maria de Fátima Brito Portela Email: pr@fhb.df.gov.br
 
Doando Órgãos:
 
Onde:
a)     Disque Saúde – Transplante: 0800 61 1997
http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/hotsite/
http://www.abto.org.br/populacao/populacao.asp
b)     Central de Captação de Órgãos – SMHS-Hospital de Base do DF, mezanino, sala 102 (61) 325 5055

Consumo Consciente ganhando adeptos

Moçada, o consumo consciente ganha força e adeptos cada vez mais. Pena que alguns precisam passar por problemas graves de saúde para aderirem. Conheça algumas histórias e experimente um novo estilo de vida. Mesmo que não seja adepto total, algumas dicas sempre podem servir. O jornal Correio Braziliense, na Revista do Correio do último domingo, dia 3 de maio, publicou a matéria – O essencial de todos nós, onde aborda o tema.

O essencial de todos nós

Discernir o que realmente importa pode ser um grande desafio. A Revista buscou na filosofia, na arte, na moda e na gastronomia exemplos de tentativas de síntese. E descobriu que esse saber viver é um caminho individual

Moradora de uma comunidade rural, Mariana orgulha-se de plantar o alimento que consome.
 
 

Por que é tão difícil desfazer-se de objetos, roupas, móveis, antigos hábitos? Ou mesmo escolher dentre tantas opções numa prateleira? Eu preciso disso? Quero ou não quero? São questões que perseguem o ser humano desde a Antiguidade Clássica. Há 25 séculos, o filósofo grego Platão afirmou que o homem era movido por uma mesma vontade universal. Desde então, refletimos sobre o que realmente desejamos em nossas vidas. Uma casa, um carro, sucesso no trabalho, uma rica conta bancária? Em meio a tantas escolhas materiais, a dúvida permanece: o que realmente é essencial?

A resposta pode estar na palavra minimalismo. Difundida nos anos 1960 pelo movimento artístico homônimo, ela designava um conjunto de obras bastante austero e abstrato. “No geral, a ideia era simplificar ao máximo, fazer uma forma única e simples em que você percebesse o objeto de maneira clara. Aquilo que você vê é o que é”, resume a historiadora de arte Renata Azambuja. Hoje, porém, minimalismo é um estilo de vida, que prega o uso racional de recursos e o consumo consciente.

Essa atitude perante o mundo tem uma longa tradição. No budismo tibetano, por exemplo, a felicidade não está atrelada a conquistas materiais. Para a lama Sherab Drolma, se você adquire um carro novo, essa felicidade dura pouco — porque ou o carro fica velho, ou você começa a cobiçar um modelo mais recente. “Não vale a pena você se agarrar a algo que vai mudar rapidamente. Quando você consegue reconhecer isso, existe um senso de contentamento. Ou seja, se posso comprar o modelo novo, eu compro, e se não posso, não há problema”, exemplifica.

Segundo o professor de filosofia Rodrigo Dantas, da Universidade de Brasília (UnB), vivemos o começo de uma lenta transformação. “Nos anos 1970, o mundo parecia que podia ser transformado e houve um período de criatividade. Nas duas décadas seguintes, houve uma celebração do consumismo, mas também veio a desilusão de que o sistema social não sofreria alterações. Acho que agora estamos num terceiro período: temos a consciência de que não é possível que 6 bilhões de pessoas consumam em escala ampliada, mas ainda não sabemos como mudar”, reflete.

Enquanto a humanidade não esboça uma solução coletiva, surgem pequenas iniciativas individuais. Plantar e colher o próprio alimento foi o caminho encontrado pela artesã e estudante Mariana Xavier, 22 anos. A chef Vera Viana, 63, não vê problemas em dividir o carro com a filha, em vez de comprar mais um automóvel. Já a administradora Sandra Chemin, 40, acredita que é possível viver com uma muda de roupas, alguns mantimentos e uma boa dose de paciência. Esses e outros personagens contam à Revista como menos pode ser mais.

Tecendo valores

Num pedacinho de terra no Núcleo Rural Córrego do Urubu, a artesã Mariana Xavier, 22 anos, abre as portas de casa. Acompanhada por dois cachorros, a jovem estudante de biblioteconomia da UnB, dispensou certos “luxos” para viver num espaço sustentável. “Acho uma doidera o excesso de consumo”, afirma.

Mariana pouco gasta com supermercado, já que come o que cultiva no quintal: banana, melão, milho, mandioca, abóbora, além de especiarias para temperar as refeições. “No meu aniversário, meu namorado me perguntou o que eu queria ganhar e pedi uma enxada. Ele ficou surpreso, mas era aquilo que eu queria porque me importo em colher aquilo que como”, explica.

Básica também é a forma como ela se veste. Ao abrir o armário, orgulha-se de mostrar os modelitos que costurou. Quando quer algo diferente, troca com as amigas. Há seis anos não frequenta shoppings. “As pessoas não sabem o que estão vestindo e não questionam. Acho bom atribuir outro valor às coisas e não o quanto elas custam.”

Mariana não possui carro e adora longas pedaladas. Para ir mais longe, recorre ao transporte público ou aos vizinhos, que lhe dão carona. Na casa onde mora, o lampião é visto aceso com mais frequência que as lâmpadas. O fogão também fica em segundo lugar, pois prefere cozinhar num artesanal forno à lenha. Nada muito diferente do que ela experimentava na infância, quando o pai criava animais e cultivava a horta, e a mãe encontrava-se às voltas com o mundo das artes. Esses foram seus modelos.

A jovem artesã cria e costura roupas, bolsas e acessórios e os vende pela internet. Já sabe equilibrar com harmonia a tecnologia, como suporte e sustento, com uma vida sem supérfluos. Por encomenda, vende peças para mais de oito estados de norte a sul do país. Portugal, Espanha, França e Holanda também fazem pedidos. “Sou uma roceira informatizada”, brinca.

A internet é lenta, mas ela não se importa. Seu ritmo já é outro. Para Mariana, as coisas mais importantes da vida têm cheiro de flor e gosto de torta de abóbora. “O essencial é esse contato com a natureza, fazer minha arte e viver disso. Assim sou feliz”, simplifica.

Entrevista » Francisco Ansiliero, chef 
 
Na mesma onda de busca pelo essencial, o movimento slow food preza pelo fim do desperdício e aposta numa alimentação saudável e sem pressa. Bom, limpo e justo são os três pilares que definem o pensamento antítese do fast food. O alimento deve ter qualidade nutricional, ser livre de agrotóxicos e ter um valor de mercado adequado aos custos dos produtores. Fundador do movimento, o italiano Carlo Petrini defende o cultivo de hortas em detrimento da agricultura industrializada. Adepto do slow food, o chef Francisco Ansiliero explica à Revista que valorizar o mínimo na cozinha pode maximizar a qualidade de vida.

No slow food, a atenção deve estar voltada para qualidade e não quantidade?
Desde a escola, precisamos trabalhar a valorização da comida e reforçar que o desperdício é ruim para o planeta. Se fizermos uma compra seletiva, gastamos menos. Também poderemos pagar mais para quem produz um produto melhor. Mas a maioria das pessoas ainda não internalizou essa filosofia.

O que fazer para aproveitar ao máximo o que compramos?
Na minha casa, fazemos uma lista para comprar aquilo que é consumido. Cada família deve encontrar o equilíbrio. Como chef, tenho um exemplo. Um cliente trouxe um cordeiro e me pediu para cozinhá-lo no jantar de aniversário. Com o cordeiro, vou fazer pelo menos cinco pratos diferentes para cada peça de carne. Refogado ao vinho tinto com uma parte, outra ao forno, a terceira na brasa, uma peça vai ser grelhada e outra mal passada. Isso sem contar com o caldo que faço da carne para apurar o sabor do cordeiro. Isso é um exemplo de como evitar o desperdício.

E como escolher o que comer?
Primeiro, deve-se fazer uma lista prévia. Não adianta comprar um produto que a pessoa não vai comer. Segundo, é bom pensar que se você não faz uso do produto, ele será desperdiçado. Ou seja, o ideal é comprar a quantidade que você calculou, a média de consumo da casa. Por último, evitar fazer compras quando estiver com fome.

Felicidade a bordo
 
Sandra Chemin, Lucas e a caçula Júlia: rotina a bordo de um veleiro revelou o que era imprescindível
 

“Workaholic.” É assim que a administradora e publicitária paulista Sandra Chemin definia sua personalidade. Com apenas 21 anos, ela fundou uma das primeiras agências de internet do país. Aos 28, vendeu o negócio para uma grande agência de publicidade, que a contratou para liderar uma equipe de mais de 200 pessoas. Quando a primeira filha, Clara, nasceu, ela decidiu se dedicar mais à família.

No mesmo período, uma notícia a abalou: o marido de Sandra, o jornalista Lucas Tauil de Freitas, estaria com câncer. Levaram quatro meses para descobrir que o diagnóstico estava errado, mas a decisão já estava tomada. “Era hora de tirar da gaveta projetos deixados de lado, e o dele era morar em um veleiro e viajar pelo mundo. Acostumada a navegar desde cedo com meu pai, achei que seria uma ótima experiência para nossa família”, relembra.

A aventura teve início em 2003. Os primeiros anos velejando no Santa Paz foram de “desintoxicação”, conta Sandra. Velhos hábitos ficaram para trás e novos aprendizados foram incorporados à família, que ganhou mais uma tripulante: a caçula Júlia. O pai é o capitão do barco e professor de português e matemática das crianças. Sandra dá aulas de inglês, música, desenho e pintura, além de cuidar da limpeza do veleiro. As meninas lavam a louça do café da manhã e do almoço, refeições preparadas pelos pais.

Ao contrário do que pode parecer, Sandra avisa que morar a bordo requer uma rotina de bastante trabalho. “Uma boa dose de paciência, bom humor e vontade de ajudar são indispensáveis em uma vida em que se passa 24 horas por dia em contato com a família num barco de 36m²”, conta. Por isso, aprender a viver com o básico e necessário foi uma das lições extraídas pelos De Freitas.

O contato com a natureza, o prazer de compartilhar uma refeição com os amigos feitos pelo caminho e a qualidade do tempo que passam juntos fazem parte da lista de itens que Sandra considera essencial. “Depois de sete anos, posso dizer que mais difícil do que mudar a rotina é mudar os parâmetros internos do que é ter sucesso, do que traz realização. Hoje, valorizo mais a convivência e a solidariedade. Aprendi a viver com menos, a ser grata pelo que tenho e a reconhecer melhor meus limites.”

O que levaram

Um punhado de roupas, cartas náuticas, mantimentos para, no mínimo, três meses a bordo, tanque de água (450 litros) e de diesel (400 litros) cheios, uma dose de paciência e de bom humor.

E o que deixaram para trás
Trânsito, falta de tempo para a família e estresse corporativo.

Quer embarcar?

A família de Freitas aceita pessoas que queiram aprender a navegar ou ter a experiência de morar a bordo de um veleiro.
Os interessados podem ter ou não experiência, mas participar de todas as atividades do barco é fundamental. Ficou interessado? Para fazer parte das expedições entre no site www.santapaz.com.br.

A arte de ser minimalista

Lembra-se da última vez em que perdeu um par de óculos? Ou onde esqueceu a agenda com anotações importantíssimas? Pois bem, se você já não sabe mais onde encontrar as coisas em casa, que tal livrar-se de alguns objetos que só acumulam poeira e ocupam espaço? Essa é a sugestão do fotógrafo, blogueiro e escritor norte-americano Everett Bogue (foto), 25 anos. Autor do e-book The art of being minimalist (A arte de ser minimalista), Everett acredita que viver com menos é viver mais e melhor.

Editor de fotografia de blogs da New York Magazine entre 2006 e 2009, Everett deixou para trás um bom salário e grandes oportunidades na Big Apple para apostar todas as fichas num estilo de vida que, segundo ele, promete ser bem mais saudável. Adepto do pensamento de que a essência se sobrepõe ao excesso, Everett jogou tudo para o alto.

A drástica transição começou em agosto do ano passado, quando deixou o emprego, comprou uma passagem de ida para Portland (EUA) e reduziu os pertences para 100 objetos. Para ele, nada é mais essencial que alguns pares de meia, cuecas, uma calça jeans, uma jaqueta, um par de botas e, claro, o computador, onde pode trabalhar como autônomo de qualquer lugar do país. “Muitos americanos gastam uma fortuna por mês com coisas de que não precisam. A ideia de viver com menos de mil dólares mensais é aterrorizante para a maioria. Minha ideia é provar que é possível viver sem comprar coisas e acredito que o livro prove isso”, conta o escritor à Revista.

No livro, ele levanta alguns fatores encorajadores para aderir ao minimalismo. Estresse, desmotivação no emprego e insatisfação mesmo após comprar tudo aquilo com que sempre sonhou são alguns deles. A felicidade atrelada à ideia de consumo seria, na opinião de Everett, uma grande falácia constatada pelos norte-americanos, principalmente após a última recessão econômica. “Ao comprar coisas, você automaticamente sente adrenalina e um sentimento de satisfação, mas ao voltar para a casa, o mesmo vazio e depressão continuam lá, inabaláveis.”

Apesar de defender um estilo de vida desapegado do consumismo, ele não levanta uma bandeira radical. O blogueiro norte-americano apenas expõe um aprendizado a partir da própria experiência. “Meu argumento é que se todos parássemos de comprar coisas supérfluas para focar no que realmente importa, seríamos mais felizes”, aposta.

10 caminhos para seguir o caminho
de Everett Bogue

1. Organize seu espaço
2. Elimine uma obrigação
3. Ande devagar
4. Remova cinco coisas da sua vida
5. Limpe sua caixa de e-mails
6. Selecione criteriosamente quem é seu amigo
7. Tome uma decisão importante
8. Passe uma hora em silêncio
9. Saia de pelo menos uma rede social na internet
10. Faça uma coisa que realmente ame

Outros blogueiros na mesma onda

» Colin Wright comanda uma empresa de design sustentável. Esse norte-americano tem menos de 70 objetos e se muda para um novo país a cada quatro meses: http://exilelifestyle.com

» Adam Backer se mudou de Indiana (EUA) para a Tailândia com a esposa e a filha, livrou-se de dívidas e conseguiu realizar sonhos: http://manvsdebt.com

» Jules Clancy é uma chef australiana minimalista que ensina a reduzir ingredientes e tempo na culinária praticada em casa: http://thestonesoup.com/blog

Adeus ao luxo

Chef de cozinha macrobiótica, Vera abandonou uma vida de luxo em busca de saúde

No fim da década de 1970, Vera Viana morava na França e pesava apenas 40kg. A fragilidade do corpo já revelava sintomas de uma séria doença, de difícil diagnóstico. Os médicos, por fim, concluíram que ela era vítima de uma virose, provavelmente contraída durante uma temporada na Argélia. A doença comprometia sua força muscular e sua capacidade de absorver nutrientes. Veio então a pior notícia: ela teria apenas dois meses de vida. Foi aí que Vera decidiu voltar ao Brasil e começar, naquele momento, um novo capítulo.

Para se curar, ela abriu mão dos luxos usufruídos na Cidade Luz — do exuberante guarda-roupas ao apartamento muitíssimo bem localizado. Num sítio em Mariporã (SP), ela fez um tratamento com base na medicina oriental. “Saímos de Champs-Élysées para plantar, mexer com a terra, pisar no chão. Foi aí que percebi que não adiantava priorizar o sucesso em detrimento da saúde”, constatou.

Durante esse período de convalescência, passou por jejuns que mudaram sua relação com os alimentos, com os gostos e cheiros. Foi aí que viu desabrochar uma antiga paixão, a culinária. Em 1986, já recuperada, Vera se mudou para Brasília, onde se tornou uma respeitada e badalada chef de cozinha macrobiótica. Num apartamento na Asa Norte, abriu um restaurante frequentado por políticos e futuros presidentes. Foram anos incríveis. Hoje, aos 63 anos, ela vive um período sabático.

Por priorizar a saúde, Vera investiu não só numa alimentação saudável, mas também em atividades físicas. Todos os dias, corre 6km, faz musculação e alongamento na academia e ainda costuma fazer compras ou resolver pendências a pé — embora tenha carro, o qual ela compartilha com a filha. Da glamorosa vida em Paris, sobraram apenas lembranças. “Prefiro ter um guarda-roupas pequeno, mas de qualidade. Não é aquela coisa de não comprar nada e ainda usar uma roupa de 30 anos atrás. Mas acho que chegamos a um ponto de consumismo em que as pessoas deixam de usufruir as coisas: você come porque falaram que é bom, compra porque falaram que é bonito”, observa.

Atenta às necessidades, a chef não abre mão de panelas e ferramentas de boa qualidade, mas nada fica guardado para ocasiões especiais. “Na minha casa tudo tem que funcionar e não aparecer”, reforça. Por dispensar o que considera superficial, Vera usa e abusa do tempo livre para ler, malhar, escrever e estudar. “Levantar cedo e se entusiasmar com o dia, estar bem de saúde e não ter um arsenal de remédios para tomar é a maior riqueza que existe.” Para a chef, essencial é ter saúde e vitalidade. “Ou seja, se eu tiver que ficar com pouco dinheiro, não tem problema. Não quero um carrão, nem um casarão, quero estar bem fazendo as coisas de que gosto.”

Simplifique sua rotina no trabalho

» Comece cedo: trabalhar no início da manhã pode implicar num ambiente silencioso e mais aprazível para mergulhar de cabeça nas atividades do dia;

» Limite suas horas: quando você limita
o seu horário, o foco na produção é maior e você não se desgasta.

» Faça uma lista pequena e outra longa. Na pequena, estabeleça de um a três objetivos para o dia; na maior, coloque tudo aquilo que você tem em mente e que gostaria de fazer a longo prazo.

» Evite distrações: para não tirar o foco do seu trabalho, escolha quando e por quanto tempo você vai checar seu e-mail, atualizar o twitter ou entrar numa rede social.

» Limpe sua mesa: retire tudo e coloque de volta apenas aquilo que julga essencial.

» Invista em intervalos: encontre um local onde você possa se desligar
um pouco e respirar por 15 ou 20 minutos, falar com algum colega, caminhar um pouco e tomar um ar fresco.

Fonte: Dicas do blog Zen Habbits — zenhabbits.net

Minimalismo: origem e ramificações

Filosofia zen…
A doutrina, que despontou na China no século 6, prega que o homem sofre por tentar possuir e manter coisas que, por essência, são impermanentes. Uma manifestação da postura zen é o chamado sumiye, técnica de pintura que busca captar a natureza e o movimento com a menor quantidade de pinceladas possível.

Nas artes plásticas…
O movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1960, simultaneamente à pop art, mas com objetivos opostos. Segundo a historiadora de arte Renata Azambuja, é importante frisar que o minimalismo foi um rótulo dado pelos críticos, mas renegado pelos próprios artistas assim classificados. O objeto de arte, preferencialmente localizado no terreno ambíguo entre pintura e escultura, era dotado de formas, tons neutros e opacos, e criados a partir do aço, do vidro e do acrílico. Os principais expoentes do minimalismo foram Carl Andre, Dan Flavin, Donald Judd, Sol Le Witt e Rober Morris.

Na moda…
Nos anos 1980, criadores japoneses estabeleceram-se em Paris e influenciaram a moda com uma proposta de limpeza visual. Rei Kawakubo, Issey Miyake e Yohji Yamamoto trouxeram a filosofia zen para a moda. O slogan desse movimento era “less is more” (menos é mais). Na linguagem da moda, diziam o máximo com o mínimo possível nos cortes, nas cores e nos acabamentos em suas roupas. O preto e os então denominados “pretos coloridos” (marrom quase preto, marinho quase preto, cinza chumbo quase preto etc.) foram as cores preferidas pelo aspecto de sobriedade e austeridade de suas propostas. Looks andróginos também eram usados por esses estilistas.

Na língua…
Haicais, microcontos, torpedos, posts e twits são exemplos de que os textos curtos estão cada vez mais valorizados. As novas tecnologias, no entanto, não exigem apenas frases curtas, mas também palavras curtas e siglas para abreviar nomes. Segundo a especialista em linguística e mestre em literatura Dad Squarisi, a tendência da vida moderna acompanha exigências de uma economia verbal restrita pelo tempo e pelo espaço. Exemplos:
1. “Eu coloquei os livros na prateleiras’, substituído por “Eu pus os livros na prateleira”
2. Apartamento, substituído por ap.
3. Organizações da Nações Unidas por ONU

Na música…
O chamado movimento minimalista na música tem uma estreita relação com as artes plásticas. Philip Glass, um dos mais populares do gênero, compôs diversas trilhas-sonoras e “paisagens musicais” para exposições de arte. As obras caracterizam-se pela repetição de trechos e longa duração, além dos ritmos hipnóticos. Além de Glass, Steve Reich, Arvo Pärt, Yann Tiersen, John Coolidge Adams estão ligados a essa estética.

(Fontes: O espírito do Zen, de Alan Watts, Ed. L&PM Pocket, História da Moda — Uma narrativa, de João Braga, Ed. Anhembi Morumbi)