Consumo Consciente ganhando adeptos

Moçada, o consumo consciente ganha força e adeptos cada vez mais. Pena que alguns precisam passar por problemas graves de saúde para aderirem. Conheça algumas histórias e experimente um novo estilo de vida. Mesmo que não seja adepto total, algumas dicas sempre podem servir. O jornal Correio Braziliense, na Revista do Correio do último domingo, dia 3 de maio, publicou a matéria – O essencial de todos nós, onde aborda o tema.

O essencial de todos nós

Discernir o que realmente importa pode ser um grande desafio. A Revista buscou na filosofia, na arte, na moda e na gastronomia exemplos de tentativas de síntese. E descobriu que esse saber viver é um caminho individual

Moradora de uma comunidade rural, Mariana orgulha-se de plantar o alimento que consome.
 
 

Por que é tão difícil desfazer-se de objetos, roupas, móveis, antigos hábitos? Ou mesmo escolher dentre tantas opções numa prateleira? Eu preciso disso? Quero ou não quero? São questões que perseguem o ser humano desde a Antiguidade Clássica. Há 25 séculos, o filósofo grego Platão afirmou que o homem era movido por uma mesma vontade universal. Desde então, refletimos sobre o que realmente desejamos em nossas vidas. Uma casa, um carro, sucesso no trabalho, uma rica conta bancária? Em meio a tantas escolhas materiais, a dúvida permanece: o que realmente é essencial?

A resposta pode estar na palavra minimalismo. Difundida nos anos 1960 pelo movimento artístico homônimo, ela designava um conjunto de obras bastante austero e abstrato. “No geral, a ideia era simplificar ao máximo, fazer uma forma única e simples em que você percebesse o objeto de maneira clara. Aquilo que você vê é o que é”, resume a historiadora de arte Renata Azambuja. Hoje, porém, minimalismo é um estilo de vida, que prega o uso racional de recursos e o consumo consciente.

Essa atitude perante o mundo tem uma longa tradição. No budismo tibetano, por exemplo, a felicidade não está atrelada a conquistas materiais. Para a lama Sherab Drolma, se você adquire um carro novo, essa felicidade dura pouco — porque ou o carro fica velho, ou você começa a cobiçar um modelo mais recente. “Não vale a pena você se agarrar a algo que vai mudar rapidamente. Quando você consegue reconhecer isso, existe um senso de contentamento. Ou seja, se posso comprar o modelo novo, eu compro, e se não posso, não há problema”, exemplifica.

Segundo o professor de filosofia Rodrigo Dantas, da Universidade de Brasília (UnB), vivemos o começo de uma lenta transformação. “Nos anos 1970, o mundo parecia que podia ser transformado e houve um período de criatividade. Nas duas décadas seguintes, houve uma celebração do consumismo, mas também veio a desilusão de que o sistema social não sofreria alterações. Acho que agora estamos num terceiro período: temos a consciência de que não é possível que 6 bilhões de pessoas consumam em escala ampliada, mas ainda não sabemos como mudar”, reflete.

Enquanto a humanidade não esboça uma solução coletiva, surgem pequenas iniciativas individuais. Plantar e colher o próprio alimento foi o caminho encontrado pela artesã e estudante Mariana Xavier, 22 anos. A chef Vera Viana, 63, não vê problemas em dividir o carro com a filha, em vez de comprar mais um automóvel. Já a administradora Sandra Chemin, 40, acredita que é possível viver com uma muda de roupas, alguns mantimentos e uma boa dose de paciência. Esses e outros personagens contam à Revista como menos pode ser mais.

Tecendo valores

Num pedacinho de terra no Núcleo Rural Córrego do Urubu, a artesã Mariana Xavier, 22 anos, abre as portas de casa. Acompanhada por dois cachorros, a jovem estudante de biblioteconomia da UnB, dispensou certos “luxos” para viver num espaço sustentável. “Acho uma doidera o excesso de consumo”, afirma.

Mariana pouco gasta com supermercado, já que come o que cultiva no quintal: banana, melão, milho, mandioca, abóbora, além de especiarias para temperar as refeições. “No meu aniversário, meu namorado me perguntou o que eu queria ganhar e pedi uma enxada. Ele ficou surpreso, mas era aquilo que eu queria porque me importo em colher aquilo que como”, explica.

Básica também é a forma como ela se veste. Ao abrir o armário, orgulha-se de mostrar os modelitos que costurou. Quando quer algo diferente, troca com as amigas. Há seis anos não frequenta shoppings. “As pessoas não sabem o que estão vestindo e não questionam. Acho bom atribuir outro valor às coisas e não o quanto elas custam.”

Mariana não possui carro e adora longas pedaladas. Para ir mais longe, recorre ao transporte público ou aos vizinhos, que lhe dão carona. Na casa onde mora, o lampião é visto aceso com mais frequência que as lâmpadas. O fogão também fica em segundo lugar, pois prefere cozinhar num artesanal forno à lenha. Nada muito diferente do que ela experimentava na infância, quando o pai criava animais e cultivava a horta, e a mãe encontrava-se às voltas com o mundo das artes. Esses foram seus modelos.

A jovem artesã cria e costura roupas, bolsas e acessórios e os vende pela internet. Já sabe equilibrar com harmonia a tecnologia, como suporte e sustento, com uma vida sem supérfluos. Por encomenda, vende peças para mais de oito estados de norte a sul do país. Portugal, Espanha, França e Holanda também fazem pedidos. “Sou uma roceira informatizada”, brinca.

A internet é lenta, mas ela não se importa. Seu ritmo já é outro. Para Mariana, as coisas mais importantes da vida têm cheiro de flor e gosto de torta de abóbora. “O essencial é esse contato com a natureza, fazer minha arte e viver disso. Assim sou feliz”, simplifica.

Entrevista » Francisco Ansiliero, chef 
 
Na mesma onda de busca pelo essencial, o movimento slow food preza pelo fim do desperdício e aposta numa alimentação saudável e sem pressa. Bom, limpo e justo são os três pilares que definem o pensamento antítese do fast food. O alimento deve ter qualidade nutricional, ser livre de agrotóxicos e ter um valor de mercado adequado aos custos dos produtores. Fundador do movimento, o italiano Carlo Petrini defende o cultivo de hortas em detrimento da agricultura industrializada. Adepto do slow food, o chef Francisco Ansiliero explica à Revista que valorizar o mínimo na cozinha pode maximizar a qualidade de vida.

No slow food, a atenção deve estar voltada para qualidade e não quantidade?
Desde a escola, precisamos trabalhar a valorização da comida e reforçar que o desperdício é ruim para o planeta. Se fizermos uma compra seletiva, gastamos menos. Também poderemos pagar mais para quem produz um produto melhor. Mas a maioria das pessoas ainda não internalizou essa filosofia.

O que fazer para aproveitar ao máximo o que compramos?
Na minha casa, fazemos uma lista para comprar aquilo que é consumido. Cada família deve encontrar o equilíbrio. Como chef, tenho um exemplo. Um cliente trouxe um cordeiro e me pediu para cozinhá-lo no jantar de aniversário. Com o cordeiro, vou fazer pelo menos cinco pratos diferentes para cada peça de carne. Refogado ao vinho tinto com uma parte, outra ao forno, a terceira na brasa, uma peça vai ser grelhada e outra mal passada. Isso sem contar com o caldo que faço da carne para apurar o sabor do cordeiro. Isso é um exemplo de como evitar o desperdício.

E como escolher o que comer?
Primeiro, deve-se fazer uma lista prévia. Não adianta comprar um produto que a pessoa não vai comer. Segundo, é bom pensar que se você não faz uso do produto, ele será desperdiçado. Ou seja, o ideal é comprar a quantidade que você calculou, a média de consumo da casa. Por último, evitar fazer compras quando estiver com fome.

Felicidade a bordo
 
Sandra Chemin, Lucas e a caçula Júlia: rotina a bordo de um veleiro revelou o que era imprescindível
 

“Workaholic.” É assim que a administradora e publicitária paulista Sandra Chemin definia sua personalidade. Com apenas 21 anos, ela fundou uma das primeiras agências de internet do país. Aos 28, vendeu o negócio para uma grande agência de publicidade, que a contratou para liderar uma equipe de mais de 200 pessoas. Quando a primeira filha, Clara, nasceu, ela decidiu se dedicar mais à família.

No mesmo período, uma notícia a abalou: o marido de Sandra, o jornalista Lucas Tauil de Freitas, estaria com câncer. Levaram quatro meses para descobrir que o diagnóstico estava errado, mas a decisão já estava tomada. “Era hora de tirar da gaveta projetos deixados de lado, e o dele era morar em um veleiro e viajar pelo mundo. Acostumada a navegar desde cedo com meu pai, achei que seria uma ótima experiência para nossa família”, relembra.

A aventura teve início em 2003. Os primeiros anos velejando no Santa Paz foram de “desintoxicação”, conta Sandra. Velhos hábitos ficaram para trás e novos aprendizados foram incorporados à família, que ganhou mais uma tripulante: a caçula Júlia. O pai é o capitão do barco e professor de português e matemática das crianças. Sandra dá aulas de inglês, música, desenho e pintura, além de cuidar da limpeza do veleiro. As meninas lavam a louça do café da manhã e do almoço, refeições preparadas pelos pais.

Ao contrário do que pode parecer, Sandra avisa que morar a bordo requer uma rotina de bastante trabalho. “Uma boa dose de paciência, bom humor e vontade de ajudar são indispensáveis em uma vida em que se passa 24 horas por dia em contato com a família num barco de 36m²”, conta. Por isso, aprender a viver com o básico e necessário foi uma das lições extraídas pelos De Freitas.

O contato com a natureza, o prazer de compartilhar uma refeição com os amigos feitos pelo caminho e a qualidade do tempo que passam juntos fazem parte da lista de itens que Sandra considera essencial. “Depois de sete anos, posso dizer que mais difícil do que mudar a rotina é mudar os parâmetros internos do que é ter sucesso, do que traz realização. Hoje, valorizo mais a convivência e a solidariedade. Aprendi a viver com menos, a ser grata pelo que tenho e a reconhecer melhor meus limites.”

O que levaram

Um punhado de roupas, cartas náuticas, mantimentos para, no mínimo, três meses a bordo, tanque de água (450 litros) e de diesel (400 litros) cheios, uma dose de paciência e de bom humor.

E o que deixaram para trás
Trânsito, falta de tempo para a família e estresse corporativo.

Quer embarcar?

A família de Freitas aceita pessoas que queiram aprender a navegar ou ter a experiência de morar a bordo de um veleiro.
Os interessados podem ter ou não experiência, mas participar de todas as atividades do barco é fundamental. Ficou interessado? Para fazer parte das expedições entre no site www.santapaz.com.br.

A arte de ser minimalista

Lembra-se da última vez em que perdeu um par de óculos? Ou onde esqueceu a agenda com anotações importantíssimas? Pois bem, se você já não sabe mais onde encontrar as coisas em casa, que tal livrar-se de alguns objetos que só acumulam poeira e ocupam espaço? Essa é a sugestão do fotógrafo, blogueiro e escritor norte-americano Everett Bogue (foto), 25 anos. Autor do e-book The art of being minimalist (A arte de ser minimalista), Everett acredita que viver com menos é viver mais e melhor.

Editor de fotografia de blogs da New York Magazine entre 2006 e 2009, Everett deixou para trás um bom salário e grandes oportunidades na Big Apple para apostar todas as fichas num estilo de vida que, segundo ele, promete ser bem mais saudável. Adepto do pensamento de que a essência se sobrepõe ao excesso, Everett jogou tudo para o alto.

A drástica transição começou em agosto do ano passado, quando deixou o emprego, comprou uma passagem de ida para Portland (EUA) e reduziu os pertences para 100 objetos. Para ele, nada é mais essencial que alguns pares de meia, cuecas, uma calça jeans, uma jaqueta, um par de botas e, claro, o computador, onde pode trabalhar como autônomo de qualquer lugar do país. “Muitos americanos gastam uma fortuna por mês com coisas de que não precisam. A ideia de viver com menos de mil dólares mensais é aterrorizante para a maioria. Minha ideia é provar que é possível viver sem comprar coisas e acredito que o livro prove isso”, conta o escritor à Revista.

No livro, ele levanta alguns fatores encorajadores para aderir ao minimalismo. Estresse, desmotivação no emprego e insatisfação mesmo após comprar tudo aquilo com que sempre sonhou são alguns deles. A felicidade atrelada à ideia de consumo seria, na opinião de Everett, uma grande falácia constatada pelos norte-americanos, principalmente após a última recessão econômica. “Ao comprar coisas, você automaticamente sente adrenalina e um sentimento de satisfação, mas ao voltar para a casa, o mesmo vazio e depressão continuam lá, inabaláveis.”

Apesar de defender um estilo de vida desapegado do consumismo, ele não levanta uma bandeira radical. O blogueiro norte-americano apenas expõe um aprendizado a partir da própria experiência. “Meu argumento é que se todos parássemos de comprar coisas supérfluas para focar no que realmente importa, seríamos mais felizes”, aposta.

10 caminhos para seguir o caminho
de Everett Bogue

1. Organize seu espaço
2. Elimine uma obrigação
3. Ande devagar
4. Remova cinco coisas da sua vida
5. Limpe sua caixa de e-mails
6. Selecione criteriosamente quem é seu amigo
7. Tome uma decisão importante
8. Passe uma hora em silêncio
9. Saia de pelo menos uma rede social na internet
10. Faça uma coisa que realmente ame

Outros blogueiros na mesma onda

» Colin Wright comanda uma empresa de design sustentável. Esse norte-americano tem menos de 70 objetos e se muda para um novo país a cada quatro meses: http://exilelifestyle.com

» Adam Backer se mudou de Indiana (EUA) para a Tailândia com a esposa e a filha, livrou-se de dívidas e conseguiu realizar sonhos: http://manvsdebt.com

» Jules Clancy é uma chef australiana minimalista que ensina a reduzir ingredientes e tempo na culinária praticada em casa: http://thestonesoup.com/blog

Adeus ao luxo

Chef de cozinha macrobiótica, Vera abandonou uma vida de luxo em busca de saúde

No fim da década de 1970, Vera Viana morava na França e pesava apenas 40kg. A fragilidade do corpo já revelava sintomas de uma séria doença, de difícil diagnóstico. Os médicos, por fim, concluíram que ela era vítima de uma virose, provavelmente contraída durante uma temporada na Argélia. A doença comprometia sua força muscular e sua capacidade de absorver nutrientes. Veio então a pior notícia: ela teria apenas dois meses de vida. Foi aí que Vera decidiu voltar ao Brasil e começar, naquele momento, um novo capítulo.

Para se curar, ela abriu mão dos luxos usufruídos na Cidade Luz — do exuberante guarda-roupas ao apartamento muitíssimo bem localizado. Num sítio em Mariporã (SP), ela fez um tratamento com base na medicina oriental. “Saímos de Champs-Élysées para plantar, mexer com a terra, pisar no chão. Foi aí que percebi que não adiantava priorizar o sucesso em detrimento da saúde”, constatou.

Durante esse período de convalescência, passou por jejuns que mudaram sua relação com os alimentos, com os gostos e cheiros. Foi aí que viu desabrochar uma antiga paixão, a culinária. Em 1986, já recuperada, Vera se mudou para Brasília, onde se tornou uma respeitada e badalada chef de cozinha macrobiótica. Num apartamento na Asa Norte, abriu um restaurante frequentado por políticos e futuros presidentes. Foram anos incríveis. Hoje, aos 63 anos, ela vive um período sabático.

Por priorizar a saúde, Vera investiu não só numa alimentação saudável, mas também em atividades físicas. Todos os dias, corre 6km, faz musculação e alongamento na academia e ainda costuma fazer compras ou resolver pendências a pé — embora tenha carro, o qual ela compartilha com a filha. Da glamorosa vida em Paris, sobraram apenas lembranças. “Prefiro ter um guarda-roupas pequeno, mas de qualidade. Não é aquela coisa de não comprar nada e ainda usar uma roupa de 30 anos atrás. Mas acho que chegamos a um ponto de consumismo em que as pessoas deixam de usufruir as coisas: você come porque falaram que é bom, compra porque falaram que é bonito”, observa.

Atenta às necessidades, a chef não abre mão de panelas e ferramentas de boa qualidade, mas nada fica guardado para ocasiões especiais. “Na minha casa tudo tem que funcionar e não aparecer”, reforça. Por dispensar o que considera superficial, Vera usa e abusa do tempo livre para ler, malhar, escrever e estudar. “Levantar cedo e se entusiasmar com o dia, estar bem de saúde e não ter um arsenal de remédios para tomar é a maior riqueza que existe.” Para a chef, essencial é ter saúde e vitalidade. “Ou seja, se eu tiver que ficar com pouco dinheiro, não tem problema. Não quero um carrão, nem um casarão, quero estar bem fazendo as coisas de que gosto.”

Simplifique sua rotina no trabalho

» Comece cedo: trabalhar no início da manhã pode implicar num ambiente silencioso e mais aprazível para mergulhar de cabeça nas atividades do dia;

» Limite suas horas: quando você limita
o seu horário, o foco na produção é maior e você não se desgasta.

» Faça uma lista pequena e outra longa. Na pequena, estabeleça de um a três objetivos para o dia; na maior, coloque tudo aquilo que você tem em mente e que gostaria de fazer a longo prazo.

» Evite distrações: para não tirar o foco do seu trabalho, escolha quando e por quanto tempo você vai checar seu e-mail, atualizar o twitter ou entrar numa rede social.

» Limpe sua mesa: retire tudo e coloque de volta apenas aquilo que julga essencial.

» Invista em intervalos: encontre um local onde você possa se desligar
um pouco e respirar por 15 ou 20 minutos, falar com algum colega, caminhar um pouco e tomar um ar fresco.

Fonte: Dicas do blog Zen Habbits — zenhabbits.net

Minimalismo: origem e ramificações

Filosofia zen…
A doutrina, que despontou na China no século 6, prega que o homem sofre por tentar possuir e manter coisas que, por essência, são impermanentes. Uma manifestação da postura zen é o chamado sumiye, técnica de pintura que busca captar a natureza e o movimento com a menor quantidade de pinceladas possível.

Nas artes plásticas…
O movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1960, simultaneamente à pop art, mas com objetivos opostos. Segundo a historiadora de arte Renata Azambuja, é importante frisar que o minimalismo foi um rótulo dado pelos críticos, mas renegado pelos próprios artistas assim classificados. O objeto de arte, preferencialmente localizado no terreno ambíguo entre pintura e escultura, era dotado de formas, tons neutros e opacos, e criados a partir do aço, do vidro e do acrílico. Os principais expoentes do minimalismo foram Carl Andre, Dan Flavin, Donald Judd, Sol Le Witt e Rober Morris.

Na moda…
Nos anos 1980, criadores japoneses estabeleceram-se em Paris e influenciaram a moda com uma proposta de limpeza visual. Rei Kawakubo, Issey Miyake e Yohji Yamamoto trouxeram a filosofia zen para a moda. O slogan desse movimento era “less is more” (menos é mais). Na linguagem da moda, diziam o máximo com o mínimo possível nos cortes, nas cores e nos acabamentos em suas roupas. O preto e os então denominados “pretos coloridos” (marrom quase preto, marinho quase preto, cinza chumbo quase preto etc.) foram as cores preferidas pelo aspecto de sobriedade e austeridade de suas propostas. Looks andróginos também eram usados por esses estilistas.

Na língua…
Haicais, microcontos, torpedos, posts e twits são exemplos de que os textos curtos estão cada vez mais valorizados. As novas tecnologias, no entanto, não exigem apenas frases curtas, mas também palavras curtas e siglas para abreviar nomes. Segundo a especialista em linguística e mestre em literatura Dad Squarisi, a tendência da vida moderna acompanha exigências de uma economia verbal restrita pelo tempo e pelo espaço. Exemplos:
1. “Eu coloquei os livros na prateleiras’, substituído por “Eu pus os livros na prateleira”
2. Apartamento, substituído por ap.
3. Organizações da Nações Unidas por ONU

Na música…
O chamado movimento minimalista na música tem uma estreita relação com as artes plásticas. Philip Glass, um dos mais populares do gênero, compôs diversas trilhas-sonoras e “paisagens musicais” para exposições de arte. As obras caracterizam-se pela repetição de trechos e longa duração, além dos ritmos hipnóticos. Além de Glass, Steve Reich, Arvo Pärt, Yann Tiersen, John Coolidge Adams estão ligados a essa estética.

(Fontes: O espírito do Zen, de Alan Watts, Ed. L&PM Pocket, História da Moda — Uma narrativa, de João Braga, Ed. Anhembi Morumbi)

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Uma consideração sobre “Consumo Consciente ganhando adeptos”

  1. Essa matéria foi muito legal, queria ter a coragem para viver assim! Mas não é fácil, não é mesmo? Quem sabe um dia consigo! Bjs a toda a equipe do verde capital.

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