Dia Nacional de Combate ao Fumo

Gente, o post entrou atrasado, mas está valendo, afinal, nunca é tarde para abandonar esse vício que faz milhares de vítimas no Brasil e no mundo.

Dia 29 de Agosto comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Vamos conhecer alguns dados e estatísticas estarrecedoras a respeito desse vilão da saúde e, porque não, ambiental também.

Tabagismo no Brasil
No Brasil, estima-se que cerca de 200.000 mortes/ano são decorrentes do tabagismo, de acordo com dados desatualizados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS,2002). De acordo com o Inquérito Domiciliar sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis , realizado em 2002 e 2003, entre pessoas de 15 anos ou mais, residentes em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, a prevalência de tabagismo variou de 12,9 a 25,2% nas cidades estudadas. Os homens apresentaram prevalências mais elevadas do que as mulheres em todas as capitais. Em Porto Alegre, encontram-se as maiores proporções de fumantes, tanto no sexo masculino quanto no feminino, e em Aracaju, as menores. Essa pesquisa também mostrou que a concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo. Em relação à prevalência de experimentação e uso de cigarro entre jovens, de acordo com estudo realizado entre escolares de 12 capitais brasileiras, nos anos de 2002-2003 (Vigescola ) a prevalência da experimentação nessas cidades variou de 36 a 58% no sexo masculino e de 31 a 55% no sexo feminino, enquanto a prevalência de escolares fumantes atuais variou de 11 a 27% no sexo masculino e 9 a 24% no feminino.

Tabagismo passivo
Define-se tabagismo passivo como a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), torna-se ainda mais grave em ambientes fechados. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:
1 – Em adultos não-fumantes:
• Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça;
• Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem.

2 – Em crianças:
• Maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio;
• Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.

3 – Em bebês:
• Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);
• Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

Os dois componentes principais da poluição tabagística ambiental (PTA) são a fumaça exalada pelo fumante (corrente primária) e a fumaça que sai da ponta do cigarro (corrente secundária). Sendo, esta última o principal componente da PTA, pois em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco ela é formada. Porém, algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontradas em quantidades mais elevadas. Isto porque não são filtradas e devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão incompleta. Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaça do cigarro, contribuindo assim para uma maior absorção de nicotina pelos fumantes, tornando-os mais dependentes da droga e é, também, o principal componente irritante da fumaça do tabaco (Ministério da Saúde).

Efeitos da fumaça sobre a saúde da criança
Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro.

Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, podendo ocorrer intoxicação em função da nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia), principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia.

Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada.

Estudos mostram que crianças com sete anos de idade nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, há uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em relação àquelas cujos familiares não fumam. Além disso, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.

É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não sejam transformadas em fumantes passivos.

Prejuízos ao meio ambiente
Os prejuízos causados ao meio ambiente estão diretamente relacionados ao cultivo do tabaco. O desmatamento em larga escala, para obtenção da lenha usada nas estufas onde é feita a cura (secagem) das folhas do tabaco, contribui para a ocorrência de erosões e destruição do solo que torna-se exposto às chuvas fortes e à insolação, e para a perda de matéria orgânica com conseqüente empobrecimento do solo.

Neste processo, queimam-se muitas árvores, na proporção de uma árvore para cada 300 cigarros produzidos. Além disso, árvores também são sacrificadas para a fabricação do papel utilizado na manufatura do cigarro. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não serão refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem.

Além disso, os incêndios provocados por cigarros constituem também um importante agravo ao meio ambiente: pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são relacionados a pontas de cigarros.

Fonte:  Instituto Nacional de Câncer (INCA) – http://www.inca.org.br e Ministério da Saúde

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Bate-Papo Ambiental com Gérard e Margi Moss

Segunda edição do projeto acontecerá dia 1° de setembro, às 9h30, no Auditório da Biblioteca Nacional


Há mais de 20 anos, Gérard e Margi Moss viajam pelo Brasil e por diversas regiões do mundo em aviões leves, a baixa altitude, para observar as paisagens da terra, dos rios e dos mares. Vendo o mundo de cima perceberam a fragilidade dos rios acuados, o avanço da desertificação, as queimadas nas florestas e os povos se tornando refugiados ambientais.

É neste contexto que o casal ministrará a palestra “Rios Voadores e Brasil das Águas – Uma viagem pelas descobertas de Gérard e Margi Moss”. O evento – realização do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) – será realizado no dia 1° de setembro, às 9h30, no Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília.

Interessados em participar e saber mais sobre as viagens, as pesquisas e as experiências de Gérard e Margi Moss podem preencher a ficha de inscrição e enviá-la para o e-mail: batepapo.ibram@gmail.com.

O casal Moss

Naturalizados brasileiros, o casal morou durante 25 anos no Rio de Janeiro e recentemente mudaram-se para o Distrito Federal. Gérard Moss nasceu na Inglaterra e tem formação em engenharia mecânica. É empresário e piloto IFR com mais de cinco mil horas de vôo em monomotores. Até 1989, desenvolveu trabalhos na área de afretamento marítimo quando decidiu dar a volta ao mundo no monomotor “Romeo”. Em 2001, embarcou novamente para circunavegar a Terra, desta vez a bordo do motoplanador “Ximango”, sendo a primeira pessoa a realizar essa proeza.

Margi Moss nasceu no Quênia e vive aventuras desde sua infância entre os leões e elefantes quenianos. Licenciada em Letras é ela quem registra os relatos das viagens realizadas pelo casal. Também escreve para revistas nacionais e internacionais e tem uma coluna ocasional no site 360 Graus. Margi é fotógrafa e durante o projeto controlava a captação das amostras em vôo, anotando coordenadas e anomalias. Em terra, manuseava as amostras para serem encaminhadas aos pesquisadores.

Rios Voadores e Brasil das Águas

Aprofundar os estudos sobre o transporte do vapor de água da bacia Amazônica para outras regiões; buscar avaliar os mecanismos desse transporte da umidade e entender de que forma o desmatamento e as mudanças climáticas globais influenciam o nível das chuvas em outras regiões estão entre os objetivos do Projeto Rios Voadores. A expedição Rios Voadores integra o Projeto Brasil das Águas que desde 2003 tem o objetivo de chamar atenção para a conservação dos rios brasileiros.

No Projeto Brasil das Águas o casal teve apoio de instituições de ensino, pesquisa e grupos comprometidos com as questões ambientais brasileiras, o avião anfíbio Talha-mar, transformado em laboratório aéreo, vôou 120.000 km – o equivalente a mais de duas voltas em torno da Terra – para coletar amostras em todas as regiões hidrográficas do país. O laboratório interno foi totalmente desenhado e montado pela própria equipe Brasil das Águas, com tecnologia 100% brasileira.

Durante 14 meses, entre outubro de 2003 e dezembro de 2004, amostras de águas doce de rios e lagos espalhados por todo o território nacional foram coletadas utilizando um método inédito: um avião anfíbio. Os resultados das análises dessas amostras ajudaram a desenhar um abrangente panorama da qualidade das águas do país com a finalidade de alertar e conscientizar.


Informações:

Assessoria de Comunicação
Instituto Brasília Ambiental – IBRAM
(61) 3214-5624    3214-5625
http://www.ibram.df.gov.br

Brasília só voltará a ter chuva em setembro, prevê Inmet

As chuvas só deverão voltar a Brasília em setembro, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o instituto, uma massa de ar quente que cobre a região central do país é a responsável por quase dois meses e meio sem chuvas no Distrito Federal.

Nesta terça-feira (10), foi registrado o segundo dia mais seco do ano, segundo dados do Inmet. A umidade relativa do ar na região chegou a 16% e a temperatura variou entre 13,6 e 29,3 graus.

O menor nível de umidade deste ano (15%) foi registrado em 18 de junho. Nesta quarta-feira (11), a umidade relativa do ar no Distrito Federal chegou a 23%, com temperaturas entre 16,4 e 26,6 graus.

Durante o final de semana, a umidade voltará a subir. Segundo o instituto, a taxa poderá variar entre 20 e 30%, nível superior ao registrado no começo da semana.

Mesmo assim, continuará muito abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2002 e em 2004, a umidade em Brasília chegou a atingir 0%.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, só nos 11 primeiros dias de agosto ocorreram 245 focos de incêndio no Plano Piloto e em algumas cidades-satélites. Em julho foram 640 e, em junho, 483.

(Fonte: G1)

Lei de resíduos pode aumentar renda de catadores de material reciclável

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lixo) estabelece um “novo quadro” para a reciclagem. A nova lei responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo. A ministra acredita que a legislação poderá mudar o padrão de consumo diminuindo a produção de resíduos e formalizando o trabalho dos catadores que era voluntário. A lei que tramitou no Congresso Nacional por 21 anos foi sancionada nesta segunda-feira (2), às 16h, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra comemorou a aprovação da lei e afirmou estar “com a alma lavada e enxaguada”.

A professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) Izabel Zaneti afirma que o trabalho de coleta e reciclagem é cada vez mais importante. “Os resíduos estão crescendo em quantidade e complexidade”, disse, lembrando dos resíduos de aparelhos eletrônicos, como as baterias dos telefones celulares e outros materiais que contém metais pesados de alto impacto ambiental.

Quem acompanhou o Cultura Ambiental na semana passada viu que a situação é caótica e vai ficando cada vez pior…

A sanção da lei também é comemorada pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) que espera que os trabalhadores possam ser remunerados pela prestação de serviços às prefeituras pela coleta, separação e reciclagem do lixo.

O movimento espera que a lei aumente a renda dos recicladores. Atualmente a renda média de um catador é de cerca de um salário mínimo (R$ 510). “Queremos ser enxergados de outra forma, não assistencialista”, disse Roberto Rocha, da coordenação nacional do movimento, esperando que as prefeituras contratem as cooperativas e paguem o serviço de uma forma melhor. O MNCR ainda não tem estimativa de quanto a renda dos catadores poderá ser incrementada.

Apesar de apoiar a lei, o movimento, no entanto, questiona o “aproveitamento energético” dos gases gerados nos aterros sanitários com a incineração do material acumulado, conforme previsto na lei. “O Brasil não precisa queimar lixo”, criticou Roberto Rocha. Segundo ele, os principais materiais a serem incinerados são feitos de plástico, um dos produtos mais valorizados na cadeia de reciclagem.

A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais. As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos.

Fonte: Agência Brasil