Casas sustentáveis por US$ 8 mil cada

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Postado em Arquitetura e EcoDesign em 13/09/2010 às 18h00
por Redação EcoD  site: www.ecodesenvolvimento.org.br

Fonte foto: Planeta Sustentável

Uma parceria entre a Home Depot Foundation (THDF) e a Habitat for Humanity International irá construir cinco mil casas sustentáveis até 2013. O detalhe é que cada casa custará US$ 8 mil (cerca de R$ 14 mil), sendo US$ 3 mil para que tenha os padrões Energy Star e outros US$ 5 mil para ser utilizado nos mais rigorosos critérios de construção verde.

O anúncio foi feito na última quarta-feira, 8 de setembro, e revelou ainda que filiados de 42 estados espalhados pelos Estados Unidos receberão as 2.400 casas que serão construídas entre 2010 e 2011. O projeto, que teve início em 2009, irá investir US$ 30 milhões nas construções sustentáveis.

Até o momento já foram erguidas 1.500 casas em todo o país – todas adequadas aos critérios do programa, que incluem uso de matérias-primas eficientes e duráveis durante o processo de construção, dispositivos de conservação de água e energia, tintas e revestimentos livres de substâncias tóxicas e sistema de isolamento e ventilação natural de alta performance.

Segundo o comunicado, os primeiros resultados mostram que já é possível verificar benefícios nas construções verdes.

Dados da Agência de Proteção Ambiental dos  Estados Unidos revelam que as casas erguidas pelo programa podem ter uma economia de 30% em relação à casa semelhantes tradicionais.

Sustentáveis e acessíveis


“Nós acreditamos que casas saudáveis são o bloco de construção para comunidades mais prósperas, acessíveis e ambientalmente sadias”, afirmou o presidente da THDF, Kelly Caffarelli. Ele disse ainda que o objetivo da parceria com a Habitat for Humanity é levar os benefícios financeiros e ambientais para as construções verdes e as famílias mais necessitadas.

“Ao mostrar que uma construção ecológica e uma manutenção eficiente podem manter o dinheiro da família dentro da carteira, nós esperamos que isso sirva de exemplo e tenha um efeito cascata em todo o país”, afirmou.

Ela ainda lembrou que, no início, poucos acreditavam que seria possível construir casas que fossem ao mesmo tempo sustentáveis e acessíveis. “Acho que isso acontece porque quando as pessoas ouvem o termo ‘construção verdes’ elas logo pensam em casas caras, cobertas por painéis solares, pisos de bambu e um design que faz com que elas pareçam naves espaciais. Em outras palavras, casas que a maioria das pessoas não gostaria ou não poderia construir”.

A grande questão, segundo Caffarelli, é que a definição de “sustentável” é bem diferente disso. “Para nós, uma ‘casa verde’ é simplesmente aquela construída com materiais ecológicos, isolamento e pintura não-tóxicos, que utilizem torneiras que poupem água e equipamentos com eficiência energética. E já que nosso objetivo principal é fornecer casas para famílias trabalhadoras, queremos que elas sejam acessíveis de serem adquiridas e mantidas em longo prazo”, conclui.

As construções sustentáveis e todos os tipos de certificações na área principalmente a versão brasileira AQUA são apoiadas pela equipe Verde Capital. Construa essa idéia!!

Dia Mundial sem Carro 2010

É engraçado e triste, mas parece que este ano o Dia Mundial sem Carro foi pouco falado. Hoje tivemos matérias, mas e ontem, semana passada? Como as pessoas podem estar preparadas para um evento se a mídia não divulga com antecedência datas como essas? Mais pessoas poderiam deixar seus carros na garagem se soubessem da informação.

No ano passado uma equipe de jornalistas do Portal UOL realizou uma ação muito bacana. Na semana em que é comemorado o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), uma equipe de jornalistas do UOL que costuma usar carro diariamente abriu mão de seus veículos para observar e comparar as vantagens e desvantagens de viver no dia-a-dia usando transporte coletivo, bicicleta ou outros meios alternativos para se locomover. Diariamente as impressões dos cinco jornalistas foram publicadas neste blog: http://especialtransito.blog.uol.com.br. Muito bacana, vale a pena ler!
Veja reportagem publicada hoje no Portal G1

No Dia Mundial sem Carro, ciclistas fazem protesto no Distrito Federal

Manifestantes percorreram cerca de 20 quilômetros até o centro de Brasília. O protesto era contra o cancelamento da construção de uma ciclovia.

Um grupo de ciclistas aproveitou o Dia Mundial sem Carro para fazer uma manifestação no Distrito Federal nesta quarta-feira (22). O ‘bicicletaço’, que percorreu aproximadamente 20 quilômetros, foi um protesto contra o cancelamento da construção de uma ciclovia.

Para lembrar a data, os ciclistas dividiram espaço com os veículos na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), uma das vias de maior movimento no DF. Eles foram pedalando do Guará, cidade próxima a Brasília, ao Eixo Monumental, no centro da capital.

“Eu vou de Águas Claras para o Plano Piloto de bicicleta diariamente. Apesar de ter experiência, acho que uma ciclovia faz falta. É uma via expressa, então, fica difícil dividir o espaço com os carros”, avalia o servidor público Uirá Lourenço.

O engenheiro Rafael Andrade acredita que, além da implantação de ciclovias, é necessário que os motoristas se conscientizem. “Mudando isso, seria mais fácil difundir a bicicleta como meio de transporte das pessoas”, avalia.

Atualmente, o DF tem 160 quilômetros de ciclovias. Até o fim do ano, o Departamento de Estradas de Rodagem deve concluir 300 quilômetros de faixas exclusivas para ciclistas. A ideia é dobrar este número nos próximos anos. O GDF anunciou um investimento de R$ 55 milhões para a construção de ciclovias.

Neste Dia Mundial sem Carro, o metrô do DF também pode ser uma saída. Os trens irão funcionar de graça nesta quarta-feira, com a catraca livre em todas as estações. Mas o metrô atende menos da metade da população do DF.

Quem está preocupado com os congestionamentos e com a poluição, reclama também da péssima qualidade do sistema de transporte coletivo.

“Hoje, para se deslocar da Asa Norte até uma faculdade da Asa Sul, de carro, eu gasto 20 minutos. De transporte público, eu demoraria mais de uma hora. Desse jeito não tem como”
, constata o aposentado Oriva Campos.

11 de Setembro – Dia do Cerrado

Para quem não sabe, 11 de setembro é comemorado o Dia do Cerrado, como já falamos outras vezes aqui, o bioma mais rico em biodiversidade.

Para quem não sabe, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente quase metade da área original, cerca de 85 mil quilômetros quadrados de cobertura nativa já foi devastada. Ocupamos lugar de destaque na produção de grãos no país, mas perdemos cada vez mais em biodiversidade com o avanço do desmatamento, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma possível solução seria a criação de unidades de conservação em áreas de fronteira agrícola. Semana passada falamos da Amazônia, mas a taxa de desflorestamento do Cerrado é mais alta que a da nossa famosa floresta…

O Distrito Federal é a terceira unidade da federação com maior parte destruída do Cerrado original, entre os 12 estados que possuem o bioma. São Paulo e Mato Grosso do Sul lideram esse péssimo ranking. As causas são o desmatamento por conta da produção de biocombustível (cana- de-açúcar), no estado paulista enquanto que no Mato Grosso do Sul a causa é o plantio de soja e a criação de gado.

Já aqui no DF, a principal causa apontada é a especulação imobiliária, já que inúmeras áreas verdes deram lugar às cidades. O que resta do Cerrado do DF aparece nas unidades de conservação, compostas pelo Parque Nacional de Brasília, Reserva de Águas Emendadas, Reserva Ecológica do IBGE e Jardim Botânico. Por aí vemos que a expansão apressada e desordenada é capaz de atropelar políticas ambientais, agroindustriais e de saneamento.

Essas ações destruidoras geram perdas ambientais e as queimadas estimulam a concentração dos gases e aumentam o efeito-estufa. Não é a toa que Brasília apresenta, nesse período, o ar mais poluído que São Paulo…
Também é importante lembrar que o cerrado guarda as fontes de água-doce do país. Acabar com a vegetação vai comprometer o que daqui a 15-20 anos vai valer mais que ouro e o que o Brasil ainda tem em abundância, água.

E com esse tempo de muita seca, já são mais de 120 dias sem chuva, nunca é demais alertar para os perigos das queimadas. Essa semana o Ibama declarou estado de emergência ambiental no Distrito Federal. A medida autoriza os órgãos responsáveis por combater as queimadas a reforçar equipes dispensando licitações ou concursos públicos para contratar profissionais por tempo determinado. Somente nesse período sem chuva esse ano houve mais incêndios que em todo o ano passado e o fogo já consumiu sessenta e sete e meio por cento de cerrado, o que representa quase quinhentos mil metros quadrados.

Fonte: Agencia Brasil

5 de Setembro – Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul e metade do território brasileiro, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Ela também é rica em minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo (graças ao grande volume de água dos seus rios). Ao absorverem carbono, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Apesar de toda a grandeza da Amazônia, seu solo tem baixa fertilidade. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e em pastos para o gado. Sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega os nutrientes do solo e o empobrece.

Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e de plantas ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia.

Hoje é Dia da Amazônia e, apesar de termos pouco a comemorar,fazemos questão de marcar a data para que você saiba o que estamosfazendo em defesa da floresta.

A Amazônia está ameaçada. O avanço da soja e da pecuária sobre a floresta tem aumentadoem um ritmo veloz. Nesta época do ano, a área é devastada porqueimadas. O uso do fogo ainda é uma prática agrícola comum nasfazendas de gado e grãos da Amazônia.

O Brasil lidera hoje, com 2.752 focos, a tabela de focos de calor acumulados por países da América do Sul. Organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tabela cita a Argentina (1.212 focos),  Bolívia (776), Paraguai (118) e Peru (32).

Embora sua capital esteja mergulhada em fumaça, no Acre existem hoje apenas 99 focos acumulados de calor. O Mato Grosso, com 594 focos, lidera a tabela do Inpe, seguido de Rondônia (332), Tocantins (289), Pará (220) e Amazonas (167).

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

No Pará, pesquisas mostram que em doze anos o solo fica tão destruído que nem a grama nasce mais. É como um deserto. Em agosto, 20 quilômetros quadrados do assentamento Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, foram queimados.

Em nenhum lugar do mundo tantas árvores são derrubadas quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo. É 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental. De acordo com o estudo, uma em cada dez árvores serradas no planeta está na Amazônia. Vale ressaltar que esse ranking foi feito com os dados de 1994, antes dos últimos números do Inpe. Também aqui se queimam mais árvores que no resto do mundo.

Poucas coisas são tão assustadoras quanto ouvir uma árvore cair dentro da floresta. O barulho é parecido com o de um trovão. Espanta pássaros, macacos e os serradores, que correm em disparada. Ao cair, a árvore leva consigo outras cinco ou seis, presas a ela por cipós. Também morre toda a vegetação no lugar onde a árvore cai. Depois, seus galhos são cortados e ela é abandonada em forma de tora no meio do mato. Dias, às vezes semanas depois, outro grupo tenta achar a árvore derrubada.

De acordo com extenso trabalho da ONG Imazon, para cada árvore que chega a uma serraria no Pará, outras 27 caíram inutilmente. A maioria é esquecida na floresta, enquanto outras são abandonadas por estar ocas. Nem tudo o que chega às madeireiras, no entanto, é aproveitado. Por usar técnicas rudimentares, as serrarias da Amazônia desperdiçam um terço de toda a madeira que recebem. Esses restos são transformados em carvão, vendido a 50 centavos o quilo. Nenhuma empresa no mundo sobrevive com índice de desperdício tão grande.

Fonte: IBGE