São Paulo sedia pela primeira vez o World Summit Youth Awards 2015

Evento da ONU chega ao Brasil em parceria com a ProjectHub e premia projetos digitais de jovens que trazem soluções inovadoras para problemas globais 

São Paulo, junho de 2015 – A cidade de São Paulo sedia pela primeira vez, nos dias 15, 16 e 17 de junho, oWorld Summit Youth Award 2015 (WSYA). Em sua sétima edição, o evento mundial da ONU, que premia projetos digitais com impacto social, chega ao Brasil em parceria com a ProjectHub, rede para empreendedores da economia criativa, responsável também pelo Prêmio Brasil Criativo.

No dia 15 de junho, acontece a abertura do WSYA, no auditório do MASP. Além disso, palestras com profissionais renomados promovem uma troca de experiências sobre empreendedorismo digital e negócios sociais nos dias 16 e 17, no Red Bull Station. Também no dia 17, uma festa no Memorial da Integração anuncia os projetos premiados deste ano e marca o encerramento do evento. Jovens interessados em melhorar o mundo, compartilhar informações ou conhecer mais o tema, podem se inscrever para a abertura, palestras e encerramento (mais informações no serviço).

O WSYA tem apoio do Engajamundo e do Red Bull Station.

WSYA_logo2008_leftSobre o prêmio
O World Summit Youth Award é um concurso mundial de inovação para empreendedores sociais e digitais ligados à área de Tecnologia da Informação e Comunicação. O objetivo é incentivar jovens engajados a propor soluções inovadoras para problemas globais relacionados às Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas. Os ganhadores desta edição serão anunciados no dia 17 de junho, em uma grande celebração no Memorial da Integração.


e-power_cd_140117O prêmio reconhece projetos com potencial de impacto nas metas da ONU em seis diferentes categorias: luta contra a pobreza, fome e doença; educação para todos; empoderamento das mulheres; valorização da cultura local; meio ambiente e sustentabilidade; e busca da verdade.

Cada categoria tem três finalistas, selecionados por um júri técnico, e um projeto vencedor. Todos os trabalhos inscritos foram iniciados e executados por pessoas com até 30 anos de idade, nascidos em países membros da ONU e da UNESCO. Para saber mais sobre o regulamento, acesse: http://www.youthaward.org/content/contest_rules

“O WSYA é um incentivo importante aos produtores de conteúdo eletrônicos em todo o mundo. Ele gera reconhecimento do mais alto nível para um grupo de profissionais multimídia que, uma vez motivados e orientados para o futuro, podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de uma sociedade da informação de qualidade. Além disso, o prêmio gera visibilidade aos projetos e fomenta o engajamento de jovens empreendedores em ações que tenham a criatividade como estratégia de transformação”, explica Lucas Foster, fundador da ProjectHub.

Lançado em todos os países membros das Nações Unidas e UNESCO, por meio da rede WORLD SUMMIT AWARD (WSA), da aliança mundial das Nações Unidas para a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o WSYA tem o apoio das organizações internacionais e agências governamentais, setor privado, investidores, organizações não governamentais, associações de jovens, formadores de opinião e academias. É uma atividade com acompanhamento da UN World Summit for Information Society (WSIS).

11096688_1010480172304233_1716264695966727537_nO intuito do WSYA é selecionar e premiar as melhores iniciativas de conteúdo digital do mundo, de maneira a aproximar as metas da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (WSIS) da sociedade civil; contribuir para a construção de uma sociedade do conhecimento e promovê-lo em âmbito global, regional e local. O programa já aconteceu em países como Tunísia, Estados Unidos, Canadá, México, Áustria e Sri Lanka.

“Há uma demanda emergencial para fortalecimento da Sociedade da Informação interconectada. O potencial produtivo de jovens desenvolvedores de TI gera um novo impulso para investimentos em novos negócios, além de um real incremento do empreendedorismo social como alavancagem do desenvolvimento sustentável das comunidades”, explica Peter Bruck, Chairman da WSYA e presidente honorário da International Center of New Media (ICNM), uma organização austríaca sem fins lucrativos.

Mais informações em:
www.youthaward.org
www.facebook.com/youthaward

Sobre a ProjectHub
A ProjectHub é uma rede global que conecta empreendedores criativos com investidores de impacto comprometidos com a experiência de vida das pessoas. Com mais de 2 milhões de reais viabilizados para projetos criativos, a ProjectHub já conectou investidores como Google e 3M com empreendedores criativos e transformadores. www.projecthub.com.br

Serviço

Abertura do 7º World Summit Youth Award 2015 @ Grande Auditório do MASP
Data: 15 de junho, segunda-feira, das 19h às 23h
Endereço: Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Participação com inscrição pelo link: https://www.eventbrite.co.uk/e/world-summit-youth-award-winners-festival-2015-opening-tickets-17167926731

Conferência internacional do WSYA 2015 @ Red Bull Station
Dias 16 e 17 de junho, terça e quarta-feira, das 9h30 às 18h30
Endereço: Praça da Bandeira, 137 – Bela Vista, São Paulo
Participação nos dias 16 e 17 com inscrição pelo e-mail: wsya@icnm.net
Para ver a programação de palestras, acesse: http://events.youthaward.org/content/agenda-86920121213

Anúncio dos projetos premiados e encerramento do WSYA 2015 @ Memorial da Integração
Dia 17 de junho, das 19h às 22h
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – SP
Participação com inscrição pelo link: https://www.eventbrite.co.uk/e/world-summit-youth-award
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Fonte: Assessoria de Imprensa

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Profissões do Futuro: Área ambiental tem três carreiras promissoras

O Estadão trouxe matéria sobre profissões promissoras e… Adivinhe? A carreira ambiental está entre elas!

Profissões do Futuro: Área ambiental tem três carreiras promissoras
02/06/2015 | 18h01 0

Da engenharia à pesquisa acadêmica, o desafio é combinar desenvolvimento e sustentabilidade

Quem olha para o presente e o futuro climático do planeta enxerga recortes de qualidade de vida, sustentabilidade e impacto ambiental – preocupações que em geral são aumentadas nas pessoas que estudam e trabalham na área. Ao juntar as peças do quebra-cabeça, elas tentam entender o cenário e encontrar formas técnicas, físicas e comportamentais de evitar e combater poluição, escassez de recursos e propor soluções tecnológicas e programas de preservação que respeitem populações, culturas tradicionais, fauna, flora, água, ar.

Por motivos óbvios de sobrevivência e inovação, engenharias, gestões e gerências ligadas à área ambiental são carreiras do presente que têm futuro. Os caminhos para construir a trajetória profissional nessas áreas passam primeiro por consultar no detalhe o currículo de cada escola e conversar com profissionais formados e professores. O que é estudado, ensinado, exercitado, qual é o mercado de trabalho – é preciso antes do vestibular conhecer as disciplinas e cargas de exatas, humanas e biológicas e, sabendo da própria disposição e preferência, colocar esforço e inteligência no conjunto de atividades e teorias que tiver mais a ver com isso tudo. Em tese, todos esses caminhos prometem conduzir a formas de desenvolvimento sustentável seja ele humano, de energia, saneamento, fabricação de cerveja ou produção de comida, por exemplo. Na prática, obviamente, as atividades são distintas. Se esbarram, se encontram. Mas são diferentes.

A engenharia ambiental está ligada à resolução de problemas técnicos, à construção da barragem. Avalia se para abrir caminhos é necessário alagar mais ou menos uma região e remover pessoas. Calcula prós e contras do empreendimento. Propõe saídas. Entre outras muitas possibilidades, busca formas de produzir menos lixo e de encaminhar o que é gerado.

A gestão ambiental investiga a região, as pessoas, a qualidade de vida. O que e como produzem, quanto gastam e ganham. Descobre de que maneira a barragem afetará essa dinâmica, a rotina. Quanto vai custar, econômica, social e ambientalmente? Quais os benefícios? O gestor estuda as formas sustentáveis de usar e obter água, de usar e cultivar a terra, de cuidar da floresta.

A gerência das relações ecológicas estabelece uma ligação entre as partes, promove a comunicação entre engenheiros, gestores, funcionários, pessoas da sociedade, campanhas. Um exemplo: a empresa pode ter um gerente que convence, orienta, monitora, fiscaliza e encaminha campanhas de sustentabilidade, a fim de obter resultados e índices corretos.

Sucesso subjetivo – “Observamos uma tendência de ir além da busca por remuneração, status e segurança”, diz a professora Tania Casado, especialista em carreira e uma das coordenadoras do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas da Fundação Instituto de Administração (FIA). “Há uma preocupação com o sucesso subjetivo, a busca por significado, o orgulho do trabalho alinhado aos valores do indivíduo. Nesse sentido, a área socioambiental reúne características bastante contemporâneas e se abre para novas modalidades de atuação.”

As três se abrem para educação ambiental, conscientização, e formas de pesquisa científica. Têm lugar no escritório e no trabalho de campo. Na engenharia e na gestão, em especial, surge a oportunidade de botar a mão na terra ou passar uma temporada entre os ribeirinhos para entender a dinâmica das chuvas em suas vidas, entre outras experiências. Atraídos sobretudo pela possibilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e inovador, muitos ocupam posições em organizações não-governamentais, indústrias, instituições públicas e privadas, consultorias. Se engajam em causas ambientalistas. São contratados por empresas.

Desde 2013 a procura por executivos de áreas ambientais cresce 5% ao ano. “A demanda maior costuma ser gerada por gerências de saúde, segurança e meio ambiente que contratam engenheiros ambientais ou até mesmo formados em outra engenharia, mas que tenham ao menos uma pós-graduação em ambiental”, diz Rodrigo Maranini, gerente de engenharia e logística da Talenses, consultoria especializada no recrutamento de executivos. Segundo Maranini, o salário médio de um coordenador com inglês fluente é de R$ 13 mil. Um gestor de fábrica recebe entre R$ 15 e R$ 19 mil. O gestor corporativo, de R$ 17 a R$ 25 mil. “Preocupadas com imagem e resultado financeiro, as empresas agora sabem que a matéria-prima não é infinita, não somos autossuficientes em energia e para estar de acordo com normas regulatórias e auditorias é importante envolver cada vez mais cedo nos negócios áreas relacionadas ao meio ambiente.”

Ao mapear tendências de carreira até 2020, uma pesquisa do Programa de Estudos do Futuro da FIA mostrou que a área ambiental é das mais promissoras e acena com profissões relativamente novas, como a gerência de ecorrelações. No levantamento, a engenharia ambiental também está em evidência. Junto à gestão ambiental, elas compartilham o desafio de combinar desenvolvimento e sustentabilidade e podem coexistir em diversos cenários, atuando de forma complementar ou em lados opostos. Gestores e engenheiros encontram-se, por exemplo, na realização de estudos de impacto ambiental, os chamados EIA, que mapeiam em profundidade riscos sociais e ambientais de um empreendimento, prós e contras de se erguer uma hidrelétrica ou uma indústria e de fazer a transposição de um rio.

Gerência de ecorrelações – O levantamento de carreiras do futuro da FIA foi realizado há seis anos. O cargo de gerente de ecorrelações, ao menos com esse nome, ainda é incomum nos organogramas. É provável que isso seja apenas uma questão de nomenclatura, porque a importância de um personagem com conhecimento técnico e em legislação ambiental é reconhecida por todas as fontes especializadas ouvidas pelo Estado. Seu lugar existe.

Na descrição, o gerente de ecorrelações “se comunica e trabalha com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.” Geralmente formado na engenharia ou na gestão ambiental (bacharelado ou graduação tecnológica, um curso mais curto), precisa saber ouvir e falar bem para intermediar o diálogo entre a indústria e os moradores de uma cidade, a comunidade e um órgão governamental, e entre os funcionários e setores de uma companhia, transmitindo conhecimento e promovendo negociações.

Engenharia ambiental – A rigor, o engenheiro é quem cria, projeta e implementa tecnologias a fim de resolver problemas técnicos que nas situações socioambientais estão ligados ao uso e à preservação dos recursos naturais. São questões de lógica e cálculo, sim, mas também relacionadas às transformações causadas pelo homem e que interferem na vida. “É comum o aluno pensar que pode ser um curso muito voltado a uma ecologia ou a uma biologia e quando chega aqui já tem um pequeno choque. Sempre que apresentamos nosso curso, precisamos destacar que é uma engenharia focada na resolução de problemas ambientais, na compreensão dos processos naturais, na ação do homem e no desenvolvimento de tecnologia de controle, monitoramento e investigação desses fenômenos”, afirma Rafael Manica, coordenador de engenharia ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que existe desde 2006 e registrou a disputa de 11 candidatos por vaga no último vestibular.

Depois dessa puxada mais forte na base técnica, surge uma carga interdisciplinar intensa com conhecimentos de química e biologia e em disciplinas que abordam processos atmosféricos, biológicos, de recursos hídricos, de saneamento e geológicos. “É esperado que [os alunos formados] façam diagnósticos e possam atuar em órgãos de gerenciamento e em empresas, no planejamento, na prevenção e proteção de recursos, na construção civil e também na educação ambiental. Não farão isso como educadores de formação, mas por meio da conscientização. O engenheiro ambiental trabalha muito na remediação de problemas, propondo soluções.”

Egresso da turma de 2004, a primeira de engenharia ambiental da Universidade Federal do Paraná, Helder Rafael Nocko hoje é vice-presidente da Associação Paranaense de Engenheiros Ambientais e diretor da Envex, consultoria especializada em engenharia ambiental. A depender do trabalho, as equipes da empresa incluem biólogos, advogados e assistentes sociais. A Envex é a autora de um prognóstico de qualidade da água do reservatório da usina de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, um dos mais polêmicos empreendimentos de geração de energia do país. “A formação forte em engenharia e os conhecimentos em assuntos específicos, do tipo química, formas de controle ambiental, parte atmosférica e direito, abrem um campo enorme de atuação em estudos de impacto ambiental, ensino e pesquisa, planejamento de recursos hídricos, tratamento de água, redução e tratamento de resíduos sólidos e drenagem e destino de águas da chuva em áreas urbanas, na sustentabilidade industrial e em ONGs”, diz.

Gestão ambiental – A maior preocupação do gestor ambiental talvez seja entender e harmonizar a relação das pessoas com o ambiente e os recursos em termos sociais e econômicos. Ele pode liderar estudos de impacto ambiental, fazer pesquisa científica ou desenvolver programas de educação para o uso racional da água e a reciclagem do lixo. Ao atuar na área de sustentabilidade, cuida não só de aspetos culturais, mas de monitoramento, análise e relatórios de desempenho.

O paulistano Renato Morgado, gestor ambiental pela Escola Superior de Agricultura Luiz De Queiroz (Esalq/USP) e autor de uma tese de mestrado que estudou a formação dos bacharéis na área, vive em Piracicaba e desde 2009 é funcionário do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização não-governamental apoia e incentiva o uso sustentável das florestas e da agricultura, trabalhando com certificações, políticas públicas e relações éticas entre empresas e comunidades tradicionais. Na Amazônia, Morgado participou recentemente de um diagnóstico socioambiental do município de Almeirim, no norte do Pará. O objetivo era entender as cadeias produtivas de castanha e açaí, a fim de propor um aprimoramento da produção. “O gestor ambiental tem uma formação voltada à compreensão a partir de pontos de vista diferentes e de forma integrada. Na gestão da crise hídrica, que é ao mesmo tempo um problema da capacidade das bacias, dos regimes de chuva e de saber como se faz a gestão da água e se estimula o consumo consciente, há ainda questões políticas, legais e econômicas. O gestor não vai fazer a obra da barragem, que é da engenharia, mas vai conhecer os instrumentos de gestão existentes ou criar novos para dar conta dos desafios”, explica.

Na Esalq, o currículo do curso abrange desde cálculo, matemática e estatística, bioquímica, microbiologia, física, direito, ecologia e história do movimento ecológico, até geoprocessamento, gestão urbana e de biodiversidade, auditoria e certificação e administração financeira e contábil. “Pela experiência que já tive em problemas técnico-jurídicos na temática ambiental, eu diria que o papel do gestor ambiental é sobretudo fazer uma ponte entre as diversas áreas e agentes”, avalia a professora Sílvia Miranda, do departamento de economia, administração e sociologia da escola. “Muitos conflitos entre segmentos produtivos e aqueles que têm ênfase na questão ambiental ocorrem pela falta de compreensão da complexidade técnica, política e econômica dos problemas e da necessidade de soluções mediadoras, de avanços tecnológicos, de melhoria na comunicação, do estabelecimento de instrumentos de compensação. Enfim, problemas que exigem uma visão interdisciplinar e uma capacidade de articulação e compreensão holística.”

Leia no original aqui.