Arquivo da categoria: Cultura Ambiental

Programa de rádio

28 de Abril – Dia da Caatinga

caatinga-fauna

O Dia da Caatinga foi comemorado pelo governo federal com o lançamento do Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento do Semiárido Brasileiro (Sigsab). A iniciativa tem a finalidade de reunir e divulgar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro.

caatingaSegundo informações do MMA, está em fase de finalização o Sistema de Alerta Precoce de Seca e Desertificação. Trata-se de um programa elaborado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que permite trabalhar de forma preventiva para identificar situações emergenciais e pólos de prioridade para políticas públicas. O programa será utilizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

Demandas energéticas

“Trinta por cento da matriz energética do Nordeste usam lenha e 40% das indústrias também o fazem”, explicou o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Campello. Segundo ele, atualmente o maior esforço do governo consiste em frear o desmatamento que atende à demanda energética da região.

Para reverter o quadro, o MMA tem trabalhado em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e parceiros de órgãos estaduais, além de organizações da sociedade civil, na promoção do uso sustentável do bioma.

Riqueza ambiental

caatinga_26O Semiárido brasileiro, onde se encontra o bioma Caatinga, único no mundo, se estende por oito estados da região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e pelo Norte de Minas Gerais, totalizando uma extensão territorial de 980.133,079 km2, distribuídos em 1.135 municípios, nos quais reside uma população de 22.598.318 habitantes.

“Existe um potencial ambiental muito grande na caatinga”, declarou Campello, referindo-se ao uso adequado do bioma. Ele citou algumas ações do MMA, como o manejo florestal comunitário em 15 mil hectares de assentamentos, no Araripe e baixo Jaguaribe no Ceará, entre produtores de gesso e cerâmica.

Outra iniciativa lembrada pelo diretor acontece junto às empresas em relação à questão energética. “Partimos da situação de ameaça para um novo paradigma de produção e consumo sustentáveis”, disse. A ação articulada entre a oferta e o consumo da matriz energética, a lenha, rende um efeito melhor, segundo ele. Outras duas ações do MMA no Semiárido são o manejo florestal de uso múltiplo, que busca a segurança alimentar dos rebanhos da região, e os fogões ecoeficientes, que oferecem segurança energética a 8 mil famílias.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

Anúncios

Mais uma do consumo consciente e solidário.

Você já ouviu falar da Ame, Associação de Mulheres Empreendedoras, em Brasília?

Liderada pela empresária Cristina Boner, o grupo nasceu há nove anos, para valorizar a mulher e fomentar a igualdade social e cultural entre os gêneros. A AME desenvolve um programa social estratégico para fortalecer a prática do empreendedorismo por meio de cursos de capacitação para mulheres de baixa renda, com prioridade para mulheres em situação de violência doméstica e vítimas de violência urbana, ainda uma grande e triste realidade do nosso país.

Pois bem, o que isso tem a ver com sustentabilidade e consumo consciente? TUDO!

Continuar lendo Mais uma do consumo consciente e solidário.

Valentine’s Day pela natureza

Eu sei, eu sei, já passou. Para quem não sabe, foi dia 14 de fevereiro, dia de São Valentim, ou como é mais conhecido: Valentine’s Day! Um dia para celebrar o amor no mundo. Algo parecido com nosso Dia dos Namorados (comemorado em 12 de Outubro).

Segundo a Wikipédia, veja a explicação para a data:

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine’s Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).

Mas o motivo pelo qual este tema está aqui presente é porque encontramos uma publicação linda da BBC que mostra a natureza em imagens que remetem ao formato de coração. Vejam que beleza!

BBC

Vejam o original aqui.

2013 – Ano Internacional da Cooperação pela Água

Imagem

É isso, moçada! 2013 começou agora (para quem acredita que as coisas só começam a andar depois do carnaval…). E com o novo ano, a retomada do Blog Verde Capital. Estivemos um pouco afastados, cuidando de vários assuntos, mas sempre pensando em você, nosso leitor, que já devia estar cansado de ler textos antigos. 😉

E para abrir nosso ano de 2013, falamos de água. Isso mesmo! Essa água que você encontra todos os dias ao abrir a torneira do seu banheiro logo pela manhã, para lavar o rosto e escovar os dentes, a água que você usa para dar descarga no seu vaso sanitário, que você bebe em um copo tirado do filtro ou de uma garrafa da geladeira. Você sabia que  2013 é o Ano Internacional da Cooperação pela Água? Conheça mais lendo o texto retirado da página da Unesco.

Em 18 de dezembro de 2012, Blanca Jiménez-Cisneros, diretora da Divisão de Ciências da Água da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e secretária do Programa Hidrológico Internacional, lançou a campanha brasileira para o Dia Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água 2013. A Organização é a agência da ONU responsável pela coordenação do Ano.

Por que um Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013?

A água é vital para a vida e o desenvolvimento, mas as fontes de água no planeta são limitadas. Em todos os cenários, lidar com água demanda colaboração: é apenas por meio da cooperação pela água que poderemos no futuro obter sucesso ao gerenciar nossas fontes finitas e frágeis de água, que estão sob crescente pressão exercida pelas atividades de uma população mundial em crescimento que já ultrapassa sete bilhões de pessoas. A pressão sobre os recursos hídricos está aumentando com seu uso pela agricultura e pela indústria, com a poluição e a urbanização e com as mudanças ambientais e climáticas. A cooperação pela água assume muitas formas, desde a cooperação através de fronteiras para o manejo de aquíferos subterrâneos e bacias fluviais compartilhados, ao intercâmbio de dados científicos, à cooperação em uma vila rural para a construção de um poço ou para o fornecimento de água potável por meio de redes urbanas. Uma coisa é certa – a humanidade não pode prosperar sem a cooperação no manejo da água.

O desenvolvimento da cooperação pela água envolve uma abordagem que reúne fatores e disciplinas culturais, educacionais e científicas e deve cobrir diversas dimensões: religiosa, ética, social, política, legal, institucional e econômica. É um veículo para o intercâmbio, para a construção da paz e a fundação para um desenvolvimento sustentável.

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água, em virtude da Resolução A/RES/65/154. Seguiu-se à proposta submetida por um grupo de países, iniciada pelo Tajiquistão. Foi decidido que o Dia Mundial da Água 2013, celebrado em 22 de março, também terá como tema a Cooperação pela Água. O tema é inédito, o que ressalta sua importância primordial e confere particular relevância a este 20º Dia Mundial da Água. Sua celebração oficial será oferecida pelo Governo dos Países Baixos em Haia.

UNESCO coordena Dia Internacional da Cooperação pela Água 2013

As agências membros do Grupo ONU-Água nomearam a UNESCO para comandar os preparativos tanto para o Ano Internacional 2013 quanto para o Dia Internacional da Água em cooperação com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) e com o apoio do Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais (UNDESA), do Programa da Década da Água ONU-Água sobre Desenvolvimento de Capacidades (UNW-DPC) e do Programa da Década da Água ONU-Água sobre Advocacia e Comunicação (UNW-DPAC).

A opção pela UNESCO foi baseada em seu mandato multidimensional, que cobre as ciências sociais e naturais, a cultura, a educação e a comunicação, e em seus programas significativos e de longa duração que contribuem para o manejo dos recursos de água doce do mundo, como o Programa Hidrológico Internacional. Dada a natureza intrínseca da água como elemento transversal e universal, o Ano Internacional da Cooperação pela Água irá naturalmente englobar e tocar todas as especialidades da UNESCO

Objetivos e mensagens principais do Ano Internacional da Cooperação pela Água

O Ano Internacional da Cooperação pela Água encoraja partes interessadas nos níveis internacional, regional, nacional e local a agir em prol da Cooperação pela Água. A campanha irá gerar um momentum para além do Ano em si; haverá por todo o mundo esforços de conscientização quanto ao potencial e aos desafios da cooperação pela água que facilitarão o diálogo entre atores e promoverão soluções inovadoras para a manutenção da cooperação pela água.

A Campanha Cooperação pela Água 2013 terá como foco cinco objetivos estratégicos:

  1. Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;
  2. Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;
  3. Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água;
  4. Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013;
  5. Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

A quatro mensagens principais da campanha são:

  • A cooperação pela água é crucial para a erradicação da pobreza, a igualdade social e a igualdade de gênero.

O acesso à água potável é a fundação para a realização das necessidades básicas humanas e contribui para o alcance de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A governança inclusiva e participativa da água e a cooperação entre diferentes grupos podem ajudar a superar a desigualdade no acesso à água e assim contribuir para a erradicação da pobreza e para a melhoria das condições de vida e chances de educação principalmente de mulheres e crianças.

  • A cooperação pela água gera benefícios econômicos

Todas as atividades econômicas dependem da água. A cooperação pode levar a um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos como, por exemplo, por meio de planos de manejo compartilhado que criam benefícios mútuos e melhores padrões de vida.

  • A cooperação pela água é crucial para preservar os recursos hídricos e proteger o meio ambiente

A cooperação pela água fomenta o compartilhamento de conhecimentos sobre os aspectos científicos da água incluindo troca de informação e de dados, estratégias de manejo e melhores práticas e conhecimentos sobre o papel da água na preservação de ecossistemas, fundamental para o desenvolvimento sustentável.

  • A cooperação pela água constrói paz

O acesso à água pode ser fonte de conflito, mas também é um catalisador de cooperação e construção da paz. A cooperação por uma questão tão prática e vital quanto o manejo da água pode ajudar a superar tensões culturais, políticas e sociais, e pode criar confiança entre diferentes grupos, comunidades, regiões ou estados.

Imagem

Leia mais aqui. Faça o download do material oficial aqui.

Lixo e Consumo – Verde Capital no Câmara Ligada

 

O Blog Verde Capital teve a honra de ser convidado para participar da gravação do programa Câmara Ligada, da TV Câmara. A participação estava diretamente ligada ao tema: Consumo e lixo. Participaram também o deputado Mendonça Prado (DEM/SE), a professora e arquiteta da UnB, Raquel Blumenschein, que coordena o LACIS – Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade da Universidade de Brasília e a jornalista Carolina Ramalhete, assessora de comunicação, mobilização e políticas públicas do Instituto Vitae Civilis. A banda convidada foi o Raimundos, que me impressionou pelo posicionamento engajado do baixista Canisso.

O programa em questão foi uma iniciativa super importante para os assuntos ambientais porque envolveu a juventude em uma discussão sobre consumo e meio ambiente. E essa relação é exatamente o que tentamos, para usar um trocadilho ambiental, plantar na cabeça da juventude, que o que ela consome, está diretamente ligado com o modo de viver que nos fez chegar a esse caminho quase sem volta no qual nos encontramos hoje.

Os jovens do Centro Educacional 06 de Taguatinga e do CEAN – Centro Educacional da Asa Norte, vindos de realidades próximas, por serem ambas escolas públicas, mas distintas, por estarem uma, na maior cidade satélite da capital federal e outra, na asa do avião e local privilegiado.

O super vídeo A História das Coisas, que nós do Verde Capital vamos morrer indicando, foi exibido para a plateia e parte da discussão do programa foi baseada nele e nas claras constatações de Annie Leonard. O vídeo é atualíssimo, mesmo tendo sido produzido em 2007. O que prova que nosso ritmo não diminuiu tanto assim, mas que, como ela mesmo fala, existem sim, iniciativas em andamento que são uma realidade e, quem sabe, no futuro próximo, estejam mais difundidas.

Digão, vocal e guitarrista da banda Raimundos, levantou uma questão interessante. Em tempos de consumo rápido a cultura também está sendo feita para ser devorada rapidamente e depois um outro, um outro e outro mais. A música também tem sua obsolescência programada. Ela é criada para aproveitar uma onda, um momento, e vemos em um tempo muito curto seu sucesso e declínio. Todos os dias surgem novas bandas com músicas de temporada, que ouvimos e meses depois nem lembramos mais da existência ou da banda que a cantou. Ao contrário de tempos antigos, como Ramones, The Clash, Led Zeppelin, Suicidal, citadas pelo vocalista e que até os dias de hoje são sucesso absoluto.

A redução do IPI foi abordada pelos jovens, como um incentivo do governo para estimular o consumo. A professora da UnB chamou a responsabilidade para nós, cidadãos e perguntou: “o que você faz com isso, como você se posiciona sobre o que o governo e o setor empresarial fazem?”. De acordo com ela, essa responsabilidade cabe a todos nós. Afinal, não é só porque o governo baixou o IPI que vamos comprar como loucos para aquecer a economia e gerar mais lixo para o planeta.

E é bem isso que pregamos no Verde Capital. Qual o papel do consumidor no mercado? A solução tem que ser trazida pronta pelos governos? E nós? É claro que o ser humano tem necessidades que precisam ser satisfeitas diariamente como se alimentar, vestir, morar, se transportar, se divertir e outras tantas dependendo dos hábitos e das culturas. Sem perceber, o indivíduo é levado a pensar que precisa daquele produto, quando, de fato, está buscando o prestígio que ele traz. Esse produto tanto não satisfaz a necessidade inexistente, como é trocado por outro a cada estação. Isso leva à irracionalidade no consumo.

Essa necessidade artificial criada pelo mercado pode ser quebrada com o consumo realizado de forma consciente. É se perguntar se realmente preciso disso que estou comprando, se esse objeto vai ficar parado no seu armário, se será comprado apenas para mostrar que você tem ou vai servir para uma necessidade real. Isso é consumo consciente. É buscar a real necessidade da compra.

Os adolescentes tem muitas dúvidas sobre esse assunto e não sabem muito bem como expressar essa dúvida, nem sobre a necessidade de crescer com sustentabilidade. E para alcançar esse objetivo, não há como fugir do tripé: economia, meio ambiente e sustentabilidade. Essas três áreas precisam andar juntas. Não dá para ter a visão romântica e ingênua de que só os hippies são sustentáveis. É possível atender as necessidades do homem, mantendo o conforto e defendendo o meio ambiente ao mesmo tempo.

Se você ocupa uma posição de destaque e precisa estar bem vestido, o que é mais sustentável: ter dois ternos caros e de qualidade, que vão durar 10 anos, ou comprar 5 mais baratos, para acompanhar a moda e trocar a cada estação?

Será que a saída é somente política, com a mudança do sistema de governo e a comparação entre os modelos capitalistas e socialistas? Para Carolina Ramalhete, assessora do Instituto Vitae Civilis, a produção sustentável, as comunidades orgânicas podem ser possíveis em larga escala. Mas não há como dizer se o futuro terá esses sistemas dominantes.

O baixista do Raimundos, Canisso falou do ativismo e jogou a responsabilidade para a juventude, desafiando aos jovens que votam a fazer direito, a votar nas pessoas certas e não desperdiçar as oportunidades de mudar.

O próprio voto se tornou mais uma “aquisição” do consumo irracional. Se o consumidor não desempenha seu papel adequadamente, porque não tem consciência do poder que possui de decidir, é manipulado constantemente pelo fornecedor, o sistema político.

Esse é um exemplo claro que a juventude deve usar seu tom contestador para mudar, exigindo a aplicação de alternativas diferentes, participando das grandes questões e da política. “É fácil cobrar sem se envolver”, desafiou Canisso.

Para Carolina não é ser contra o que está vigente, é ser a favor da mudança. Isso faz a diferença, desde o sistema político até a forma de consumo.

O deputado Mendonça Prado falou sobre o problema do lixo nas cidades. “O Brasil possui mais de cinco mil municípios, nas mais diversas localidades, com realidades completamente distintas e a escolha dos gestores públicos é de extrema importância e deve ser exercida com responsabilidade pelo cidadão”, disse. E completou a questão afirmando que o problema do gerenciamento do lixo, é de fato muito grande, mal definido, mal gerenciado e causa problemas não só para o homem, mas também a falência do sistema público.

Hoje recicla-se muito pouco, apenas em media 8%, de acordo com Raquel, a professora da UnB. 40, 50% dos resíduos vem da construção civil. Se esse lixo fosse tratado da maneira correta, poderíamos usar até 90% desse descarte reciclado. “Mas para isso, é necessário que todos dentro da cadeia façam um pedacinho”, afirmou.

Digão, dos Raimundos, disse que separa o lixo e se sente agredido quando está na estrada e alguém joga uma lata pela janela, por exemplo.

Em resumo, não apenas o consumo irracional dos bens materiais, mas o consumo dos bens imateriais faz com que as pessoas não se preocupem com as coisas. Não se dá o devido valor às coisas, às músicas, ao pensamento propriamente dito. E tudo é feito para consumir agora. Saiu de moda, acabou e que venha a próxima!

E você, o que vai fazer com isso?

 

Flávia Gomes

Jornalista do blog Verde Capital (texto produzido para o blog Câmara Ligada)

E começou a Rio +20!

Todo mundo agora só fala nisso, correto?

Então vamos lá, antes de sair replicando conteúdos pelo facebook, procurem a informação correta e adotem um discurso consistente. Nada de sair compartilhando o que não conhece, hein, pessoal! Consciência é isso! E a consciência ambiental é construída da mesma forma, com trabalho duro, muita leitura de fontes confiáveis, claro, e gastando o tico e o teco. Replicar por replicar é cair no vazio e a gente precisa ter muito cuidado com isso para não ser mais um com discurso vazio por aí…

Encontramos uns infográficos criados pelo portal de notícias G1, que é fantástico! Rápido de ver e entender e com informação compartimentada. Bacana de ver tanto do ponto de vista gráfico como do informacional. Vale a pena acessar aqui!

Jovens do mundo todo vão debater sustentabilidade no Congresso Mundial de Juventude, no Rio

Então, moçada que está se preparando para acompanhar as discussões da Rio+20! Preparem-se bem, para não falar besteira e simplesmente replicar o “senso comum” que nem sempre é tão espertinho ou inteligente o suficiente para argumentar com coerência e baseado em fatos reais, não fatos plantados por ONGs ou grupos de interesse. Jovens do mundo inteiro estão mobilizados para propor ações e participar dos planos que vão suceder as Metas do Milênio para tornar o planeta mais sustentável. O Congresso Mundial da Juventude, um evento bienal, vem para auxiliar esse público a entender e debater os temas da maior importância para a população e vai acontecer no Brasil pela primeira vez.

Vamos ler para entender melhor o que é esse evento?

Evento será encerrado no Riocentro com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes

Antes que líderes de governo se encontrem no Rio de Janeiro para debater o futuro do planeta, mais de 300 jovens de 100 países se reunirão na cidade para planejar ações para o desenvolvimento sustentável das economias globais. Entre 4 e 13 de junho, acontece o 6º Congresso Mundial de Juventude em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro. Cinquenta delegados brasileiros participam do encontro, cujo tema central é “Qual é o papel mais eficaz que a juventude pode desempenhar na sustentabilidade?”.

Os participantes são líderes juvenis em seus países e têm até 30 anos. Acampados no Sítio das Pedras, na zona Oeste da cidade, os jovens contarão com infraestrutura montada por voluntários. Lá serão incentivados a definir novas Metas e um plano de ação da juventude. “O congresso reunirá jovens para discutir como podem liderar o processo de desenvolvimento ´verde´ de que o mundo tanto precisa”, frisa Roberto Vámos, coordenador-geral do evento. Para ele, é uma chance de mostrarem suas demandas para líderes mundiais que virão para a Rio+20.

Marcelo Furtado, diretor do Greenpeace Brasil, Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatú, David Woollcombe, presidente da Peace Child International e Roberto Vámos, do Instituto Peace Child, abrem o Congresso na próxima terça-feira, dia 5. Na programação, há projetos de ação nomeados Solução Jovem realizados em parceria com o Instituto Raízes da Tradição na Vila Cruzeiro, na zona Norte do Rio, nos dias 9, 10 e 11. Os ativistas contribuirão para o reflorestamento da Serra da Misericórdia, que fica no coração do Complexo do Alemão. Os jovens participantes encerrarão o evento com uma marcha simbólica diante do Riocentro em 12 de junho. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, vai participar do último dia do evento. Ele deverá cumprimentar os delegados jovens e receber a carta das soluções jovens para sustentabilidade.

Mesas redondas e palestras serão facilitadas pelos próprios participantes e representantes da sociedade civil. Todos serão incentivados a compartilhar experiências em atividades relacionadas à economia verde, que se baseia em princípios como respeito aos direitos humanos, conscientização ambiental e consolidação da paz. Projeção de filmes, shows musicais, dança e stand up comedy são atrações culturais promovidas pelos participantes e jovens das comunidades.

“Quem não tiver a chance de acompanhar o evento presencialmente pode participar através do Congresso Virtual da Juventude http://www.wycrio2012.org”, afirma Ditta Dolejsiova, Coordenadora Geral da Universidade da Juventude, uma das entidades organizadoras.

O evento é promovido e licenciado pela Peace Child International em cooperação com parceiros locais. No Brasil, são o Instituto Peace Child, Universidade da Juventude e Instituto Raízes da Tradição. O Congresso Mundial de Juventude é bienal e já foi realizado na Turquia, Canadá, Escócia, Marrocos e Havaí.

Aterros sanitários são obras urgentes para 2014

O Verde Capital encontrou uma importante iniciativa acadêmica para promover reflexão sobre temas e postura ambientais. Com a aproximação de um dos mais aguardados eventos relacionados ao meio ambiente, iniciativas como esta, que trazem novas ideias ao tema são sempre muito bem-vindas!

Enquanto as atenções estão voltadas para as obras dos estádios, aeroportos e hotéis para a Copa de 2014, outra obrigação oficial, que deve ser cumprida nos próximos 18 meses, não merece a mesma vigilância das autoridades: a erradicação de 2.906 lixões distribuídos por 2.810 municípios e a construção de aterros sanitários sustentáveis, onde só poderão ser depositados detritos sem qualquer possibilidade de reciclagem. O alerta foi levantado durante debate promovido pela ESPM-SP focado na preparação de seus alunos para a cobertura da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, programada para o Rio de Janeiro entre os dias 20 a 22 de junho.

Mediado pela professora Cynthia Ferrari, do Núcleo de Imagem e Som da ESPM, o encontro foi instigado pelas apresentações de Estanislau Maria de Freitas Jr, coordenador de conteúdo do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, e Caco de Paula, publisher do Portal Planeta Sustentável. Para mostrar o grau de desatenção da sociedade com os problemas do ecossistema, Freitas lembrou que uma pesquisa dos institutos Akatu e Ethos revelou que 56% de 800 pessoas ouvidas, em seis regiões metropolitanas, nunca tinham ouvido falar em sustentabilidade. “Infelizmente ainda é um assunto abstrato e, portanto, mais difícil de ser compreendido pela sociedade”, diz Freitas. Ele trouxe outros dados que revelam o desequilíbrio ambiental: 1/3 da produção de alimentos se perde por problemas de transporte, armazenamento e distribuição. Enquanto isso, um milhão de pessoas passam fome.

Caco de Paula, por sua vez, preferiu conduzir a conversa para os resultados que a Rio+20 pode gerar. Ele lembrou que terminada a Rio-92, primeira reunião da ONU que discutiu a sustentabilidade do planeta, a imprensa não poupou o evento e indicou o seu fracasso. “Só que é importante não esquecer que a Rio-92 serviu, entre outras coisas, para começar a alterar alguns importantes paradigmas; as questões ambientais, aos poucos, passaram a ser encaradas com menos voluntarismo e mais profissionalismo”, exemplifica o executivo. A Rio+20 também deve abrir espaço para discussões cada vez mais conciliadoras entre as áreas de sustentabilidade das empresas, preocupadas com a imagem institucional, e os departamentos de marketing, focados nos resultados. “No mundo de hoje, não há mais espaço para o empresário que pretende produzir sem olhar para a sustentabilidade do planeta”, afirma Caco.

Fonte: Tamer Comunicação | Imagem retirada da internet

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 40.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 15 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Profissões subestimadas

 

Tradicionalmente, medicina e direito são exemplos de profissões que só de você anunciar o nome, todo mundo já tem uma ficha completa do plano de carreira e estimativa de remuneração na ponta da língua.

Outras, nem tanto. As profissões a seguir tem uma coisa em comum: todas têm o mercado de trabalho em expansão.

Gestão Ambiental

Com a crescente preocupação com a preservação dos recursos naturais do planeta e da biodiversidade, o profissional que se forma em bacharel ou técnico em Gestão Ambiental tem um amplo mercado à sua frente.

Desde definir a política ambiental de uma empresa, que para trabalhar com exportação precisa ter a certificação ISSO 14.000 – documento que comprova o cumprimento de normas de gestão ambiental a trabalhar no planejamento de recuperação de áreas devastadas.

O profissional é preparado para elaborar e gerenciar projetos ambientais no setor privado, entidades públicas e até escolas. É indiscutível que o mercado só tende a crescer. No ano passado, a relação candidato/vaga para o vestibular da USP foi de 5.98.

Geologia

A geologia é erroneamente associada ao profissional que lida somente com rochas. Na verdade, o profissional tem a oportunidade de atuar no ramo de engenharia geológica, geofísica, geologia ambiental, geologia forense, geologia do petróleo, hidrogeologia e mineralogia.

De acordo com o Sindicato dos Geólogos no Estado de São Paulo o piso salarial de um geólogo é de 3.270 mil reais. Com dois anos de formado, o valor do piso sobe para 4.760 mil reais.

As oportunidades não param por aí, os concursos também oferecem um salário atraente para esse profissional.

Extraído da revista Exame.com em 11/11/11.