Na Mídia

 Entrevista concedida ao Portal Fato Online.

Aterro sanitário de Samambaia não resolve o problema no DF, diz especialista

Mestre e professor em saúde ambiental diz que é preciso ter um plano de gestão de resíduos sólidos. A integração da reciclagem e da compostagem e a gestão integrada do lixo são alternativas inteligentes

 

Entrevista de Bernardo Verano concedida para o portal de notícias Fato Online.

DF caminha para um manejo saudável, mas é preciso avançar

Para especialistas é necessária união do poder público, universidades e população para um descarte correto

A coleta seletiva de lixo é realizada no Distrito Federal desde o início de 2014, e os dias são intercalados com a coleta convencional. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é o responsável pela coleta, que é realizada por caminhões compactadores. A promessa é que órgão reformule o serviço ainda em 2015. Um novo calendário de recolhimento dos resíduos convencionais e seletivos já foi divulgado.De acordo com a diretora do SLU, Heliana Campos, o modelo implementado é o de porta em porta, a frequência varia entre diariamente ou até três vezes por semana, dependendo da composição dos resíduos de cada Região Administrativa (RA).“Parte significativa da população vem separando os resíduos sólidos recicláveis (papel, papelão, metais, alumínio, vidros) dos orgânicos e diferenciados (fraldas, papel higiênico, cascas de frutas, restos de alimentos). No entanto, outra parte da população ainda não se conscientizou e não tem separado adequadamente os resíduos. Isto traz grandes prejuízos operacionais, ambientais, sociais, econômicos e financeiros ao GDF”, ressaltou.Apesar da divulgação feita pelo SLU no ano passado , para alguns, o serviço de coleta seletiva deixa a desejar. Moradora do Lago Norte há mais de 30 anos, Marlene Pereira, conta que a coleta seletiva nem sempre é constante. “A previsão é que ocorra às terças e sextas, mas nem sempre ela passa. Já aconteceu dela não passar uma semana inteira”, relata.Marlene afirma ainda que há uma metodologia para a coleta seletiva, já estabelecida entre os moradores do bairro e o SLU. “O lixo orgânico deixamos na lixeira e o seletivo eles pedem que a gente deixe no chão”, afirma a moradora.

No Lago Sul, a moradora Jaqueline Ribeiro, da QI 19, informa desconhecer se há ou não a coleta seletiva no bairro, que nunca foi informada de nada neste sentido. “Aqui não tem, nem nunca informaram nada a respeito. Eu gostaria de ter, o que posso fazer?”, indagou.

Conscientização

Izabel Zaneti, que é professora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Núcleo da Sustentabilidade, vinculado ao decanato de extensão da UnB, acredita na união do poder público, universidades e principalmente da população como um todo, para que o descarte e aproveitamento do lixo no DF, comece a acontecer. “Os moradores são os principais agentes ecológicos. Dentro de casa, é possível fazer a primeira triagem do lixo, separando resíduos orgânicos dos secos e também o lixo eletrônico”, ressaltou, Izabel.

“A coleta seletiva na região ainda está engatinhando. O que temos ainda é muito pouco. É preciso envolver cooperativas de catadores, promover uma gestão compartilhada e fazer campanhas de conscientização e projetos independentes”, afirmou, a professora.

A adesão da população é importante para o bem comum. Foto: Sheyla Leal/Obritonews/Fato

 

Com o objetivo de conscientizar a população, a coordenadora produzirá, em parceria com o SLU, uma cartilha online para que todos tenham acesso às informações de uma maneira que não prejudique o Meio Ambiente. Segundo Izabel, o material será produzido ainda em 2015.

Preço do lixo

A coordenadora falou ainda de logística reversa e do valor que o lixo possui como matéria prima dentro da cadeia produtiva, com o reaproveitamento de embalagens e outros materiais descartáveis.  “O lixo volta para a cadeia produtiva. Isto é fantástico. Em alguns países como a Inglaterra, as próprias indústrias fazem o papel de reaproveitar o material produzido”, destacou.

A exemplo de projetos, que contribuem para a preservação do meio ambiente, Izabel lembrou da Coleta Seletiva Solidária da UnB. Realizada em 2011, a iniciativa promove conhecimentos, que refletem dentro do campus da universidade, no Meio Ambiente em geral e também na inserção social.

Particularidade

Bernardo Verano, mestre em saúde ambiental, destaca algumas particularidades do lixo das regiões do Distrito Federal. “O lixo do DF tem padrão basicamente domiciliar, com um grande percentual de papelão, plástico e outros materiais, que indicam que o poder aquisitivo da população é bastante alto e com grande consumo de materiais potencialmente recicláveis. A região não apresenta uma taxa elevada de lixo industrial e por isso a população tem um grande papel na correta gestão dos resíduos, pois em muitas áreas os moradores ainda praticam a queima do lixo o que pode gerar grandes queimadas em períodos secos do ano”, explicou Verano.

Estação de transbordo do SLU André Borges – Agência Brasília

 

 

 

Papo Firme – Rádio Federal / Rádio Cultura (01/02/2015)

radio federal-veranoBernardo Verano participou do programa Papo Firme da Rádio Federal, também retransmitido na Rádio Cultura. Verano falou sobre a ONG Ocupe o Lago e sobre a ação de Educação Ambiental e Social que será realizada no dia 1º de fevereiro, às 13 horas, na ponte JK. A ação marca o início da comemoração do Dia das Águas.

Para ouvir o programa acesse aqui.

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