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Prof. Bernardo Verano entrevistado no Programa Ecos do Conhecimento

O programa Ecos do Conhecimento, exibido pelo Painel Brasil TV, entrevistou o professor Bernardo Verano, nosso consultor ambiental e idealizador deste blog.

Bernardo Verano falou sobre os aspectos do relacionamento do homem, com o meio ambiente e da importância numa mudança no trato com os recursos naturais. Ressaltou também o papel do gestor ambiental, que é qualificado em sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Assista aqui.

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PRÊMIO TOPBLOG 2010 – FOMOS FINALISTAS

O Blog Verde Capital ficou entre os TOP 100 classificados no Prêmio TOP BLOG 2010. Na Classificação Profissional, categoria Sustentabilidade, ficamos entre os 31 escolhidos para o segundo turno de votação.

A categoria Sustentabilidade escolhe os Blogs com notícias de preservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável do planeta, vídeos e eventos relacionados ao tema.

Vamos trabalhar para em 2011 estarmos entre os vencedores do ano.

O Top Blog Prêmio é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

REALIZAÇÃO E PROMOÇÃO

Top Blog é uma iniciativa da MIXMD, divisão de comunicação digital da MIX Comunicação: Rádio, TV, Internet que pertence ao Grupo OBJETIVO/UNIP, o maior grupo de educação do País.

Consumo Sustentável

O Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas da Índia, na pesquisa Greendex 2009, divulgada em meados de 2010, que consultou consumidores de 17 países do mundo, afim de medir o seu comportamento em relação ao meio ambiente. Os estudos foram realizados pela National Geographic Society, em conjunto com o instituto de pesquisas GlobeScan, e divulgados nesta quinta-feira. 

Para a avaliação foram levados em conta os critérios de tipo de habitação, gastos energéticos, alimentação e transporte dos habitantes consultados, além de conservação, redução da produção de lixo e proteção dos recursos naturais locais. 

No quesito alimentação o Brasil teve o seu pior desempenho, ficando em 16º lugar. O baixo rendimento é devido à alta taxa de consumo de carne de vaca (60% das pessoas come mais de uma vez por semana), além de os brasileiros serem os que menos se alimentam de frutas, legumes e verduras. Ainda, 35% dos habitantes utiliza algum produto importado na refeição pelo menos uma vez por semana. 

Assim como no Greendex 2008, o Brasil manteve o primeiro lugar no quesito “moradia”. As explicações são várias: 91% dos brasileiros vivem em casas com quatro ou menos cômodos, as casas do país tem maior número de aquecedores por demanda de toda a pesquisa, a incidência de aparelhos de ar-condicionado é 11% mais baixa que a média (31% contra 42%). Além disso, os habitantes do Brasil são os que mais dizem que compram energia considerada ‘verde’, 60% contra os 22% da média, e, à exceção da Austrália, o Brasil é o país onde mais se lava roupa com água fria para economia de energia. 

Em “transporte”, o país pulou da sétima para a sexta colocação. Ficando atrás dos indianos e dos chineses, o Brasil tem cerca de 10% mais motos que a média (28% contra 18%). Os consumidores daqui são os que mais vivem perto dos lugares onde costumam visitar e, junto com o México, é o país que mais possui carros compactos, 57% contra a média de 34%. Poucos brasileiros vão aos seus destinos sozinhos em um automóvel, apenas 44%, quando a média é 55% e, em relação ao transporte público, 55% dos habitantes usam pelo menos uma vez por semana, o que representa 8% acima da média. 

Os consumidores brasileiros subiram do sétimo para o quarto lugar no subíndice de “bens”. Dos entrevistados, os brasileiros são os que menos relataram posse de eletrodomésticos (apenas 48%) e foram os que mais disseram consumir produtos sustentáveis (46%). O que pesa para que o Brasil não esteja algumas posições acima é o fato de as pessoas preferirem comprar aparelhos novos, a consertar algum quebrado e utilizar mais produtos descartáveis, do que os reaproveitáveis. O aumento do valor dos produtos sustentáveis, em relação aos comuns, também é um dos agravantes. 

As atitudes dos brasileiros comprovam que o meio ambiente não é a preocupação número um dos consumidores. Política, educação e desigualdade social são problemas maiores para os habitantes. Apesar disso, o Brasil é quem mais se preocupa com a extinção de espécies e perda do habitat dos animais (75%), além de se preocuparem com a poluição da água e do ar, as mudanças climáticas e a escassez de água doce. Quando perguntados sobre o aquecimento global, 67% dos brasileiros disseram que sua vida ia mudar para pior (22% acima da média) e se sentem culpados por conta desse problema (40%). Também estão entre os mais propensos a acreditar que os problemas ambientais têm impacto negativo sobre sua saúde (50% contra a média de 39%). 

Nota publicada no portal da
National Geographic Brasil. 

Um programa produzido pela TV justiça chamado MOMENTO AMBIENTAL abordou de forma prática o tema Consumo Consciente. O programa abaixo foi ao ar no dia 15 de dezembro de 2010 com a participação do professor Bernardo Verano, um dos membros da equipe de nosso blog.

Para assistir outros programas do MOMENTO AMBIENTAL vale à pena entrar no Youtube pelo canal: http://www.youtube.com/user/MomentoAmbiental

Assista agora Momento Ambiental Consumo Consciente

5 de Setembro – Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul e metade do território brasileiro, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Ela também é rica em minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo (graças ao grande volume de água dos seus rios). Ao absorverem carbono, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Apesar de toda a grandeza da Amazônia, seu solo tem baixa fertilidade. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e em pastos para o gado. Sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega os nutrientes do solo e o empobrece.

Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e de plantas ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia.

Hoje é Dia da Amazônia e, apesar de termos pouco a comemorar,fazemos questão de marcar a data para que você saiba o que estamosfazendo em defesa da floresta.

A Amazônia está ameaçada. O avanço da soja e da pecuária sobre a floresta tem aumentadoem um ritmo veloz. Nesta época do ano, a área é devastada porqueimadas. O uso do fogo ainda é uma prática agrícola comum nasfazendas de gado e grãos da Amazônia.

O Brasil lidera hoje, com 2.752 focos, a tabela de focos de calor acumulados por países da América do Sul. Organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tabela cita a Argentina (1.212 focos),  Bolívia (776), Paraguai (118) e Peru (32).

Embora sua capital esteja mergulhada em fumaça, no Acre existem hoje apenas 99 focos acumulados de calor. O Mato Grosso, com 594 focos, lidera a tabela do Inpe, seguido de Rondônia (332), Tocantins (289), Pará (220) e Amazonas (167).

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

No Pará, pesquisas mostram que em doze anos o solo fica tão destruído que nem a grama nasce mais. É como um deserto. Em agosto, 20 quilômetros quadrados do assentamento Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, foram queimados.

Em nenhum lugar do mundo tantas árvores são derrubadas quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo. É 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental. De acordo com o estudo, uma em cada dez árvores serradas no planeta está na Amazônia. Vale ressaltar que esse ranking foi feito com os dados de 1994, antes dos últimos números do Inpe. Também aqui se queimam mais árvores que no resto do mundo.

Poucas coisas são tão assustadoras quanto ouvir uma árvore cair dentro da floresta. O barulho é parecido com o de um trovão. Espanta pássaros, macacos e os serradores, que correm em disparada. Ao cair, a árvore leva consigo outras cinco ou seis, presas a ela por cipós. Também morre toda a vegetação no lugar onde a árvore cai. Depois, seus galhos são cortados e ela é abandonada em forma de tora no meio do mato. Dias, às vezes semanas depois, outro grupo tenta achar a árvore derrubada.

De acordo com extenso trabalho da ONG Imazon, para cada árvore que chega a uma serraria no Pará, outras 27 caíram inutilmente. A maioria é esquecida na floresta, enquanto outras são abandonadas por estar ocas. Nem tudo o que chega às madeireiras, no entanto, é aproveitado. Por usar técnicas rudimentares, as serrarias da Amazônia desperdiçam um terço de toda a madeira que recebem. Esses restos são transformados em carvão, vendido a 50 centavos o quilo. Nenhuma empresa no mundo sobrevive com índice de desperdício tão grande.

Fonte: IBGE

Estação das Queimadas

Como em todo ano, os incêndios florestais já começaram a aumentar no DF. Falta consciência e conhecimento das pessoas. De janeiro a julho deste ano, já foram registradas mais de mil ocorrências de fogo no mato, pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.  O período de maio a julho representa 83% do número de ocorrências do ano inteiro!

O Professor Bernardo, que é nosso consultor e professor do curso de gestão ambiental da Faculdade Unicesp, explica quais as maiores razões para tanto fogo.

No início de maio as temperaturas começam a baixar e as chuvas começam a ficar mais escassas. Em Brasília não chove há mais de 45 dias, o que é comum nessa região, mas o pior pode estar por vir, no mês de agosto.  É importante lembrar que Brasília tem a seca como característica climática.

Principais causas dos incêndios nessa época:

A maior parte dos incêndios é mesmo causada pela ação do homem. São diversos os motivos, pode ser uma fogueira, a queima do lixo, bitucas de cigarro jogadas nas estradas ou as famosas e errôneas limpezas de terreno. Vale destacar que o incêndio por ação natural é muito raro.

O que deve ser feito para que diminuir o número de queimadas:

A população pode ajudar a evitar as queimadas com simples ações. Evitar jogar cigarro pela janela do carro, apagar as chamas das fogueiras e certificar-se de que as brasas também estão apagadas. E mais importante, no caso de limpeza de terrenos, o interessado deve pedir uma autorização para o IBAMA, adotar todos os procedimentos legais e informar ao corpo de bombeiros dia, hora e local da queimada.

É importante lembrar que queimar lixo é crime ambiental, previsto na Lei Distrital nº 4.329. A pena aos infratores é de dois a quatro anos de prisão e multa. Se o crime é culposo, ou seja, sem intenção de causar o dano, a pena é de detenção de seis meses a um ano e multa.

Maiores danos para o meio ambiente e para as pessoas:

O aumento na quantidade de crianças e idosos – os que mais sofrem – nos hospitais por causa dos inúmeros problemas respiratórios que se agravam na seca e pioram com a fumaça e a fuligem das queimadas, que, inclusive, piora a qualidade do ar. A vegetação é destruída e deixa de cumprir a função de proteger as nascentes, prejudicando a qualidade e até escasseando o volume de água potável. Os nutrientes do solo também vão embora e atrapalham a fertilidade daquele solo.

Então, pessoal, vocês viram então que o melhor mesmo é não fazer fogo em hipótese alguma, mas se for inevitável, tomar todos os cuidados, inclusive com autorização dos órgãos competentes. O melhor mesmo para os restos vegetais, folhas secas, por exemplo, é processar e transformar em adubo orgânico. Assim todo mundo tem a ganhar, inclusive o meio ambiente!

Este é o período do ano que o Corpo de Bombeiros mais trabalha. Por conta do grande número de ocorrências de queimadas, o Batalhão de Combate ao Incêndio Florestal atua diariamente com um contingente de 100 militares e conta com reforços quando a situação é mais crítica.

A legislação:

A Lei nº 4.329, sancionada pelo governador afastado José Roberto Arruda em junho de 2009, proíbe a queima de restos vegetais e lixo no DF. A proibição, no entanto, não inclui fornos e incineradores regularizados. A lei também define que a utilização de fogo como prática agrícola nas áreas rurais fica condicionada à recomendação técnica e aos termos da lei. O texto sugere ainda que os restos vegetais devem ser processados e transformados em adubo orgânico.

(Flávia Gomes)

II Encontro de Meio Ambiente Unicesp

Folder Evento, clique aqui: II_Encontro_de_Meio_Ambiente_UNICESP

 

Nos dias 17 e 18 junho, a Faculdade UnICESP realiza evento para sensibilizar a comunidade sobre o tema

Você sabia que um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo e reciclável? Por essas e outras é que vale a pena separar o lixo seco de todos os restos orgânicos. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora.

Nos dias 17 e 18 de junho, várias experiências serão apresentadas no II Encontro de Meio Ambiente promovido pelo curso de gestão ambiental da faculdade UnICESP. As palestras e debates acontecerão a partir das 19h30 no auditório central do campus do Guará I.

Estarão na pauta, discussões sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, consumo consciente e redução de resíduos. O papel das cooperativas também será apresentado, além do processo de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos e domiciliares no Distrito Federal. As palestras terão a participação do Ministério do Meio Ambiente, Wal Mart Brasil, cooperativas e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF – Adasa.

O Encontro pretende difundir conhecimentos básicos sobre reciclagem, além de mobilizar, sensibilizar e ajudar a comunidade a participar de forma socialmente responsável fazendo com que todos possam discutir e analisar a questão da reciclagem no Distrito Federal.

Realizado pelo 3º semestre do curso de Gestão Ambiental da faculdade UnICESP, o II Encontro de Meio Ambiente tem o patrocínio da Concremat Engenharia, Consórcio Mendes Júnior, Serveng e CR Almeida e da Construtora Araújo e apoio do programa Cultura Ambiental da rádio Cultura FM. Para participar, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail gestao.ambiental212@gmail.com, ou pelo telefone 3035-9500. O Encontro é gratuito e aberto ao público.

 

Serviço

II Encontro de Meio Ambiente

17 e 18 de junho a partir das 19h30

Faculdade UnICESP – Campus Guará I

QE 11 Area Especial C/D – Guará I

Contato: 3035-9500 Falar com ASCOM UNICESP ou coord.gestaoambiental@unicesp.edu.br

Ouça a divulgação do encontro que está no ar na rádio Band News (90,5 FM)

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemorado desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado para estimular a consciência mundial ao meio ambiente e incentivar ações da sociedade civil.

Este ano, com o tema “Muitas Espécies, Um Planeta, Um futuro”, a data busca focar a importância da saúde do Planeta e seus ecossistemas para a humanidade, além de apoiar o movimento das Nações Unidas que falamos na semana passada: 2010 – Ano Internacional da Biodiversidade.

Nós, os humanos, fazemos parte de um número reduzido de espécies que apresentam crescimento em sua população. Enquanto isso, muitas outras estão se extinguindo. Sabemos que mais de 17 mil espécies estão ameaçadas de extinção – desde plantas e insetos pouco conhecidos até as mais belas aves e mamíferos. E isso mal reflete a dimensão do problema; já que muitas espécies desaparecem antes mesmo de serem descobertas…

E vcoê sabe qual é a razão disso tudo?

Simples. A atividade humana. É o que sempre alertamos aqui no blog. Na busca pelo desenvolvimento, nós causamos o desaparecimento de grandes partes das florestas originais, drenamos metade dos pantanais do mundo, acabamos com 3/4 das unidades populacionais de peixes e emitimos a quantidade suficiente de gases de efeito estufa para manter o nosso planeta aquecendo pelos próximos séculos. Nós pisamos no acelerador e provocamos um ritmo de extinção de espécies mil vezes maior do que o ritmo natural.

Pois é, e com isso, nós estamos arriscando, de maneira progressiva, a perder algo que é fundamental para a nossa sobrevivência. A variedade de vidas do nosso planeta – conhecida como “biodiversidade” – nos fornece alimentos, vestuário, combustível, remédios e muito mais. Mesmo quando uma única espécie é retirada dessa complexa teia da vida, o resultado pode ser catastrófico.

Dessa forma, a data é uma ótima oportunidade para enfatizar a importância da biodiversidade para o bem-estar humano; refletir sobre nossas conquistas e modo de vida para protegermos e estimularmos a multiplicação dos nossos esforços para reduzir a taxa de perdas da biodiversidade.

E para essa mobilização, vale tudo, desde pequenas atividades individuais e escolares até grandes iniciativas de comunidades e corporações multinacionais. Vale sempre lembrar que nós devemos procurar ter atitudes e práticas mais conscientes para podermos contribuir para a sustentabilidade da vida no Planeta. Já falamos aqui que consumir com consciência não é não consumir, mas sim consumir de uma forma diferente, conhecendo os impactos desse consumo para a sociedade, para o meio ambiente e para a economia.

Então, mãos-à-obra! Nunca é tarde para começar e fazer um belo trabalho mudando hábitos e chamando amigos para aderir às boas ações. Esperamos que tenham comemorado o Dia Internacional do Meio Ambiente realizando uma ação em prol do meio ambiente. Nem que seja plantar uma árvore ou passar um fim de semana sem consumir o que não é necessário. Vamos trabalhar para que o mundo continue sendo um lugar habitável.

Vídeo interessante que encontramos no Youtube. Será esse nosso fim?

Twitter contra as faixas irregulares

Matéria publicada no Correio Braziliense de 18/05/2010

Usuários da rede social lançam a campanha Brasília Legal é Sem Poluição Visual. Objetivo é divulgar lista de quem suja a cidade com propaganda clandestina.

Incomodados com as faixas irregulares que poluem o visual das ruas do Distrito Federal, conforme o Correio mostrou na edição do último domingo, alguns brasilienses resolveram usar a tecnologia para fazer a diferença. Um grupo de frequentadores da rede social Twitter lançou a campanha Brasília Legal é Sem Poluição Visual. A proposta, liderada pelo jornalista, músico e historiador Luciano Lima, 39 anos, que apresenta um programa semanal em uma rádio da cidade, é coletar o máximo de flagrantes dos tais anúncios que tanto incomodam e depois divulgá-los à sociedade. “A cidade fica feia, suja, dá um aspecto de Terceiro Mundo”, avalia Lima.

A campanha surgiu há uma semana, quando o jornalista usou seu microblog no Twitter para criticar a grande quantidade de sujeira acumulada nas ruas durante o Dia Das Mães e o aniversário do Guará, cidade em que vive. De acordo com Lima, alguns pré-candidatos a vagas eletivas já se comprometeram a não sujar mais o espaço urbano com propagandas irregulares e chamativas, pois entenderam que a tendência é a perda de votos. “São eles (políticos) e os microempresários que mais poluem as cidades”, ressalta. Em setembro, o idealizador do movimento pretende divulgar a relação completa de todos os responsáveis pelas faixas flagradas. “A idéia é servir de alerta para o período eleitoral”, explica.

Até ontem, 20 pessoas haviam se comprometido a apoiar a iniciativa, e a tendência é que esse número cresça, já que os seguidores do grupo de Luciano Lima, batizado de Papo Firme, estão encaminhando (ou retuitando) a ideia aos seus próprios seguidores, que devem reencaminhar às suas redes de relacionamento e assim por diante. O nome da campanha foi escolhido pela internauta Alexandre Soca. A estudante Jéssica Macedo, 20 anos, é outra frequentadora da comunidade virtual que se empolgou com a ideia. Seguidora da Papo Firme, ela se considera twitteira “frenética” e gostou da ideia de tentar banir das ruas os empresários e políticos responsáveis pela poluição visual. “A cidade já não é turística, está cheia de obras para todos os lados. Com essas faixas, a situação fica ainda pior”, reprova.

Outra vantagem do esforço coletivo, aponta ela, é que cada um poderá monitorar a situação na sua própria comunidade. Moradora de Vicente Pires, Macedo afirma que sua vizinhança não é das piores neste quesito, e pretende voltar suas preocupações ao lugar que considera mais poluído pelas faixas: o Guará. “Ainda não fotografei nada por lá, mas pretendo começar ainda esta semana”, revela.

Exemplo
O corretor de imóveis Hado San, 40 anos, não frequenta o grupo do Twitter que idealizou a lista, mas também se considera crítico ferrenho das faixas. Por isso, encontrou outra maneira criativa de divulgar os imóveis que vende sem sujar a cidade. Preocupado com a quantidade de anúncios que se multiplicam pelas vias do Distrito Federal, Sam decidiu fazer propaganda dos imóveis que representa aliando música e solidariedade. Na semana passada, lembrou-se do bombeiro militar João Filho, 39 anos, que nas horas vagas se transforma no saxofonista apelidado de Meia-Boca. O músico se apresenta a comunidades carentes e também doa roupas, alimentos e brinquedos a crianças que frequentam o Hospital de Base.

Hado Sam propôs uma parceria profissional: enquanto Meia-Boca toca seu instrumento durante as apresentações, tem que carregar a placa de um empreendimento imobiliário no pescoço, contendo o telefone do corretor. Em troca, recebe fraldas para serem distribuídas no hospital.

“Encontrei um meio de divulgação que não agride o meio ambiente e ainda promove a cultura”, diz o corretor. E a inovação tem dado resultado. Em uma semana de apresentações, ele já recebeu dez ligações de potenciais clientes atraídos pela música.

COMO PARTICIPAR
O grupo aceita contribuições de cidadãos, desde que as denúncias sejam comprovadas por fotos. Os registros podem ser enviados para correntejuventude@gmail.com. Em setembro, a lista dos responsáveis pela sujeira da cidade será compilada e divulgada nos blogs dos parceiros da iniciativa, além do Twitter. Os idealizadores ainda estudam outras formas de divulgação.

Brasília e os próximos 50 anos

Olá leitores do Verde Capital! Essa semana estamos em festa. É aniversário de Brasília, nossa bela cidade. Devemos ficar felizes e comemorar, sim, nossos 50 anos, mas não podemos deixar de pensar nos próximos 50, 100 anos.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na Rádio Cultura FM 100,9 no dia 23/04/2010.

Se o crescimento urbano continuar desordenado, a contaminação dos solos, da água e do ar, além do desaparecimento progressivo do cerrado são uma certeza, infelizmente. Vastas áreas desse bioma são desmatadas constantemente, não apenas para a expansão urbana mas também para a rural.

A qualidade do ar em Brasília piora e, ano a ano, o clima parece mais quente e seco. O número de carros nas ruas ajuda a agravar a poluição e a indústria automobilística planeja o aumento da produção para atender a uma demanda crescente. Será que o meio ambiente aguenta?

Algumas soluções adotadas pelo GDF

O Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo e Projetos Habitacionais (Grupar) foi criado, em 2008, para acelerar a legalização de condomínios. Também a agricultura e a pastagem substituíram boa parte da vegetação nativa. Para reverter o quadro, o governo do DF pretende investir na educação ambiental e desencorajar o crédito financeiro para práticas não sustentáveis. Um exemplo é a soja. O mercado internacional se recusa a comprá-la quando vem de áreas devastadas. Em breve, espera-se, o mesmo acontecerá por aqui. Evoluímos pouco como consumidores e ainda compramos itens de áreas desmatadas. Nunca é demais lembrar que o futuro sustentável só ocorrerá com a soma de mudanças praticadas no dia a dia.

E você sabe quais os maiores problemas em relação ao meio ambiente em Brasília?

Em relação aos recursos hídricos, o maior problema foi detectado por estudos da Universidade de Brasília que indicam que cerca de 20% das sete bacias da região estão comprometidas. Uma projeção feita pela Secretaria de Urbanização e Meio Ambiente (Seduma) afirma que os recursos hídricos só duram até 2025.

Causas

A contaminação de solos e águas, escoamento irregular de esgoto, impermeabilização do solo e a ocupação indevida de mananciais. O projeto Adote uma Nascente, do Ibram, é um projeto que estimula a população a cuidar do entorno das nascentes e convida a iniciativa privada a conservar áreas.

E o projeto mais polêmico é o que pretende utilizar as águas do lago Paranoá para o abastecimento, já que a bacia de São Bartolomeu não poderá servir a esse fim.

Poluição por garrafas Pet no parque Prainha - Gama/DF

E em relação à terra, 48% do bioma já foi devastado, sendo que 73% da vegetação original de cerrado no DF não existe mais. Tudo isso causado pela urbanização crescente sem planejamento e o desmatamento de áreas verdes para uso indevido do solo (pastagem, plantio e construção de residências).

Investimentos em pesquisas sobre a fauna e a flora do cerrado já estão sendo feitos. Dos 11% do bioma no Distrito Federal, apenas 4% estão em área governamental fiscalizada, o restante encontra-se em reservas particulares e é feito um pacto com o proprietário para a redução na exploração da fauna e da flora, que, infelizmente, nem sempre funcionam. O ministro do Meio Ambiente elegeu o cerrado como meta principal de proteção para 2010. Vamos ver se acontece!

E em relação ao ar, o maior problema é a emissão de CO2. A qualidade do ar atinge índices inadequados onde há maior concentração de tráfego, como próximo à rodoviária e nos centros das cidades-satélites. As causas são o aumento da frota de carros e as queimadas no cerrado.

Já foi feita a renovação da frota de ônibus, que passou a emitir menos CO2, a construção de 44 km de ciclovias e a fiscalização de áreas rurais para reduzir queimadas.

E o compromisso de Brasília é reduzir em 40% a emissão de CO2 no ar até 2020. Algumas medidas: implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) até o final de 2010 e VLP (Veículo Leve sobre Pneus), ainda sem data prevista. Ambos utilizam energia limpa e devem reduzir a frota de carros em 30% e retirar 700 ônibus de circulação.

Bom, o Cultura Ambiental e o Verde Capital desejam que Brasília e os brasilienses possam ter os próximos 50 anos com mais consciência e saibam preservar mais o meio ambiente. Até a próxima semana.

(Fonte: http://casa.abril.com.br/brasilia/urbanismo/alerta-verde.shtml)

Dia do Solo – 15 de abril

Caro leitor, quanto tempo você acha que o solo leva para se formar? Acredite, mas para cada 30 cm, o solo pode levar cerca de três mil anos ou até mais! Claro que isso depende dos fatores de formação de cada solo. Mas o recado é claro: não podemos acabar com este recurso natural.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na rádio cultura no dia 16/04/2010.

No dia 15 de Abril comemoramos o Dia da Conservação do Solo. Essa data foi instituída em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solos nos Estados Unidos, e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Sua experiência no estudo de solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fez dele um conservacionista dedicado que conquistou muito para a causa mundial da conservação.

O solo, que também chamamos de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.

O professor Bernardo Verano, coordenador de gestão ambiental do Unicesp, explica como é formado o solo.

“O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.

Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho: areia (a parte mais grosseira); silte (uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar) e argila (uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja, a mesma que gruda no sapato). Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização. Como num bolo de aniversário que tem várias camadas, o solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

As grandes diferenças na vegetação e nas plantações são em grande parte decorrentes dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza. Essa diversidade de solos reflete as variações dos fatores de formação que ocorrem na natureza. Esses solos se apresentam com diferentes cores: amarela, vermelha, marrom, preta, cinza, azulada, esverdeada e branca. Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais depressa ou menos.

Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.

A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.

A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de “rotação de terras”, sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.

 Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.

Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.

Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.

 Outro problema sério é a ação da água da chuva sobre os terrenos. Todo mundo está acompanhando a tragédia no Rio de Janeiro, causada por essa degradação.

O que acontece é que, nesses casos, as terras transportadas dos terrenos pela enxurrada são, em grande quantidade, depositadas nos cursos d’água, reduzindo a capacidade de armazenamento da água da chuva, o que ocasiona inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. Ali, o problema foi muito pior, já que o bairro foi erguido em cima de um antigo lixão. Os prejuízos para o homem e o meio ambiente são incalculáveis, além das muitas vidas perdidas.

O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.

Por isso é mais do que importante cuidar bem do lixo que produzimos, descartá-lo de forma correta, NUNCA jogar lixo na rua, cobrar do poder público medidas eficientes de descarte de lixo, de manutenção das águas e participar sempre de boas ações ambientais!

(Fonte: IBGE)