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Versão itinerante da Mostra de Cinema Ambiental em São Paulo

Os filmes foram divididos nos temas: povos e lugares, campo, cidades, economia e energia

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Uma boa dica para quem está em São Paulo!

Começou nesta terça-feira (21/10), na capital paulista, a versão itinerante da terceira edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Serão exibidos 28 filmes que foram selecionados a partir da mostra oficial ocorrida em março deste ano. O festival reúne produções brasileiras e internacionais que abordam questões socioambientais. Além de São Paulo, mais 16 cidades do interior e do litoral recebem sessões gratuitas e debates com especialistas. As exibições seguem até o dia 14 em oito unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc).

Os filmes foram divididos nos temas: povos e lugares, campo, cidades, economia e energia. Uma das atrações, na categoria economia, é a produção americana Blackfish – Fúria Animal, dirigida por Gabriela Cowperthwaite. O roteiro aborda a história da baleia Tilikum, a principal atração do parque temático SeaWorld, em Orlando, nos Estados Unidos, responsável pela morte de três pessoas. O documentário exibe imagem fortes e entrevistas que propõem ao espectador pensar a relação com a natureza.

Também entre os destaques está o dinamarquês Escala Humana, de Andreas Dalsgaard. O documentário mostra o estudo do arquiteto e professor Jan Gehl, que registrou, ao longo de 40 anos, como as cidades modernas repelem a interação humana. O trabalho argumenta que é possível construir cidades que levem em consideração as necessidades de inclusão e intimidade do ser humano.

Nesta edição, além da exibição de mais de 60 filmes de 30 países, a mostra premiou realizadores latino-americanos, sendo um escolhido pelo público e outro pelo júri. Os vencedores também estarão na mostra itinerante. O escolhido dos jurados para o título de Melhor Filme foi o argentino Deserto Verde, de Ulises de la Orden, que discute o uso de agrotóxicos. O público, por sua vez, elegeu o longa-metragem brasileiro Amazônia Desconhecida, de Daniel Augusto e Eduardo Rajabally, que aborda os conflitos da região amazônica.

Crianças, estudantes universitários e educadores também terão espaço no festival. Haverá sessões especiais para escolas e um circuito universitário, onde serão feitos debates com realizadores. Nas cidades de Bragança Paulista, Santos, Sorocaba e Cubatão, a Ecofalante vai promover ainda atividades de formação para educadores sobre o uso de filmes como material didático e atividades relacionadas à gestão de resíduos sólidos.

A mostra é uma iniciativa da organização não governamental (ONG) Ecofalante, um coletivo formado em 2003 por educadores, comunicadores e cineastas.

Fonte: Agência Brasil

Filmes com temática ambiental

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Hoje vamos dar algumas dicas sobre cultura na área de meio ambiente. Você vai conhecer alguns filmes com a temática ambiental.

Começamos com o filme “A era da estupidez”, que mostra o ponto em que chegou a destruição ambiental no mundo e dá um alerta para a responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global.

Em uma mistura de documentário e ficção, o filme é estrelado pelo ator Pete Postlethwaite, indicado ao Oscar em 1994 pelo filme “Em nome do pai”, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055.

No filme, ele analisa várias cenas das tragédias ambientais que aconteceram no início do século vinte e um e se pergunta por que os seres humanos não se salvaram quando ainda tinham a chance.

A produção da diretora britânica Franny Armstrong mostra por que esse é o futuro provável da espécie, ao contar histórias reais de pessoas comuns -cujas ações cotidianas contribuem para o problema.

 “A Era da Estupidez”  tem o objetivo de debater e provocar a reflexão sobre as soluções reais necessárias para deter o aquecimento global e fortalecer as comunidades já afetadas na transformação rumo a sociedades sustentáveis.

Mais de 40 países participaram da première mundial do filme, que estreia ainda em outubro no circuito comercial. Fique de olho na programação do seu cinema preferido!

O filme mostra o ator principal examinando imagens de 2007 e se perguntando por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

A exibição do longa-metragem está vinculada a uma grande campanha ambiental, apoiada por celebridades e organizações não-governamentais de todas as partes.

O objetivo de “A era da estupidez” é influenciar os principais líderes políticos mundiais a assinarem, em dezembro deste ano, na décima quinta Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, a COP 15, em Copenhagen, o tratado que obriga as nações a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de forma que o aumento de temperatura do planeta não ultrapasse os dois graus celsius.

E aí vai uma curiosidade: com um orçamento de  450 mil libras, aproximadamente 1 milhão e duzentos mil reais, o filme é uma produção independente. Levou quatro anos para ser concluído e foi todo financiado por doações pessoais de 223 indivíduos e grupos preocupados com a mudança climática. Vale a pena conferir!

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Até “A era da estupidez”, o filme mais badalado e talvez já conhecido de muitos é “Uma verdade inconveniente” que foi produzido pelo ex-vice-presidente americano Al Gore. Lançado em 2006, “Uma Verdade Inconveniente” ajudou a colocar o problema do aquecimento global na mídia. De quebra, Al Gore ainda levou o Oscar de melhor documentário e o Nobel da Paz, junto com os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Uma outra dica de filme importante para a causa ambiental é “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento”. Julia Roberts interpreta uma dona-de-casa que consegue um emprego num escritório de advocacia e, sem querer, descobre que uma grande indústria contaminou a área e os moradores locais. O filme é baseado em uma história verídica e rendeu o Oscar de melhor atriz para Julia Roberts.

De vez em quando, procure fugir um pouco dos blockbusters e alugue filmes que tenham algo a ensinar e que contribuem para a causa do meio ambiente. Assim você conhece um pouco mais sobre os acontecimentos ambientais.

O cinema ambiental já desempenha papel importante como incentivador do debate sobre responsabilidade, ética e papel do estado e da sociedade em temas como transgênicos, desarmamento, consumismo, patentes e na causa ambiental.

Essas foram as dicas que o Cultura Ambiental trouxe para você! Até a semana que vem!