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Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é o principal veículo das Nações Unidas para incentivar a consciência mundial e ação para o meio ambiente. Ao longo dos anos, ele tem crescido como uma plataforma global para a sensibilização do público, em mais de 100 países. Também é o dia em que as pessoas podem fazer algo positivo para o meio ambiente, para que as ações individuais se conectem ao coletivo gerando um impacto positivo no planeta.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano (5 de junho) é “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado.” O bem-estar da humanidade, o meio ambiente e o funcionamento da economia dependem da gestão responsável dos recursos naturais do planeta. Mas as pessoas estão consumindo recursos naturais muito mais rápido do que o planeta pode fornecer de forma sustentável.

wed2015_sloganMuitos dos ecossistemas da Terra estão se aproximando de pontos de inflexão críticos de esgotamento ou mudança irreversível, impulsionados pelo alto crescimento populacional e desenvolvimento econômico. Em 2050, se consumo e produção atuais permanecerem os mesmos, a população deverá ultrapassar nove bilhões e meio de pessoas!  Nesse ritmo, precisaremos de três planetas para sustentar os nossos modos de vida e de consumo.

Cada ação conta – o Dia Mundial do Meio Ambiente é a oportunidade para que todos possam perceber a responsabilidade de cuidar da terra e tornarem-se agentes de mudança.

E você, commeio-ambienteo vai fazer sua voz ser ouvida este ano para o meio ambiente? Partilhe a sua atividade com o resto do mundo, para que possamos continuar a inspirar os outros!

Acesse a página do World Enviroment Day e participe das ações globais para a data.

 

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CRÍTICA AO CONSUMO SUSTENTÁVEL

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O Consumo Sustentável envolve a escolha de produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção, que garantiram o emprego decente aos que os produziram, e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível. Consumimos de maneira sustentável quando nossas escolhas de compra são conscientes, responsáveis, com a compreensão de que terão consequências ambientais e sociais – positivas ou negativas.

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O vídeo abaixo faz uma crítica ao consumo sustável e descreve todas as etapas e pensamentos que devem ser utilizados pela população na hora de pensar e consumir sustentável. O que se vê hoje como consumo sustentável ainda não está nem perto de uma vida harmoniosa com a economia, meio ambiente e sociedade. Temos que avançar nesse sentido

Mais uma do consumo consciente e solidário.

Você já ouviu falar da Ame, Associação de Mulheres Empreendedoras, em Brasília?

Liderada pela empresária Cristina Boner, o grupo nasceu há nove anos, para valorizar a mulher e fomentar a igualdade social e cultural entre os gêneros. A AME desenvolve um programa social estratégico para fortalecer a prática do empreendedorismo por meio de cursos de capacitação para mulheres de baixa renda, com prioridade para mulheres em situação de violência doméstica e vítimas de violência urbana, ainda uma grande e triste realidade do nosso país.

Pois bem, o que isso tem a ver com sustentabilidade e consumo consciente? TUDO!

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Quem diz que não dá para ser menos consumista devia ler essa matéria…

Então, mulheres e homens que acham que esse papo de consumo consciente é besteira, invenção de gente desocupada, que  é impossível viver sem comprar roupas. Você precisa conhecer a história da publicitária Joanna Moura, uma baiana morando em São Paulo, que conseguiu, em seis meses, mudar o status de consumidora compulsiva para poupadora: ela organizou o guarda-roupa, recombinou peças e criou o blog Um Ano Sem Zara para compartilhar seu “drama” com os leitores.

A motivação da Joanna foi a conta no vermelho. Mas você não precisa esperar chegar lá para começar. E com essa atitude radical, a moça provou que é possível, sim, ficar sem comprar por impulso. Foi um ano sem comprar uma única pecinha de roupa sequer! Daí novos olhares, descobertas e combinações possíveis com o que a gente já tem em casa. Que tal tentar também? De quebra você junta uma graninha e pode investir em outras coisas até mais prazerosas. O que te dá prazer?

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Momento Ambiental Consumo Consciente com Prof. Bernardo Verano

 

A TV Cultura produz um programa chamado Momento Ambiental que vai ao ar na TV Justiça.

O programa teve como um de seus temas o Consumo Consciente e para explicar melhor esse assunto o consultor professor Bernardo Verano foi convidado pela produção a participar desse episódio.

De acordo com o prof. Bernardo o  consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a  sustentabilidade, maximizando as conseqüências positivas deste ato não só para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços, ou pela escolha das empresas da qual comprar, em função de seu compromisso com o desenvolvimento sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Confira o vídeo abaixo:

Seguem algumas dicas práticas de sustentabilidade da equipe do Verde Capital:

Feche a torneira ao escovar os dentes e ajude uma criança
Um em cada dez brasileiros bebe água sem qualquer tratamento. A falta de saneamento provoca doenças que matam 15 crianças no país todos os dias.Cada vez que você e mais seis amigos fecharem a torneira ao escovar os dentes, vão economizar 122 litros de água tratada. É o suficiente para atender as necessidades diárias de uma criança.

Esqueça o esguicho quando varrer a calçada e encha meia caixa d’água
Quando você for varrer o quintal, lembre-se de que a sua cota individual de água é pequena. Use a vassoura e não a mangueira. Cada vez que fizer isto, você estará economizando em média 280 litros de água, o suficiente para encher meia caixa d’água doméstica.

Cuidado com os pequenos gastos
Muito cuidado com os pequenos gastos: o dinheiro que usamos todo dia em despesas que parecem pequenas, ao final de um ano poderia pagar uma viagem de férias, ou fazer uma bela diferença na sua poupança.

Recuse embalagens desnecessárias e reduza a montanha de lixo
O Brasil recicla 17,5% do plástico rígido. O resto acaba no lixo, onde leva mais de 400 anos para se degradar. Se for depositado a céu aberto, o que acontece com 30% do lixo produzido no Brasil, o plástico dificulta a compactação e prejudica a decomposição dos materiais degradáveis. Por isso, prefira levar sua própria sacola quando for fazer compras.

Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

Não desperdice alimentos e contribua com a diminuição da fome e do lixo
O Brasil desperdiça 14 milhões de toneladas de alimentos por ano. Entre o campo e a mesa, as perdas chegam a 60% de toda a produção. Dentro de casa, calcula-se que uma família de classe média desperdice, por dia, 500 gramas de comida. Se 500 mil famílias planejarem suas compras e reduzirem pela metade a quantidade de alimentos que jogam fora, 45 mil toneladas de comida deixarão de ir para o lixo a cada ano, o suficiente para alimentar 250 mil pessoas pelo mesmo período. Use a criatividade e reaproveite cascas, sementes, e outras sobras de primeira qualidade

Retrospectiva Ambiental 2010

A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, sob a responsabilidade da empresa British Petroleum, ocorrida em abril, no Golfo do México, resultou num vazamento de óleo a 1,5 quilômetros de profundidade. O derramamento foi o maior da história e atingiu a quantidade de quase cinco milhões de barris, ao longo de quase três meses, o que produziu uma mancha negra 11 vezes maior do que a cidade do Rio de Janeiro no oceano Atlântico.

O ano foi marcado também por uma onda de calor na Rússia, que deixou 18 províncias em estado de emergência, e enchentes no Paquistão, que afetaram a vida de 20 milhões de pessoas. As inundações foram as piores de oito décadas no país.

No Brasil, o excesso de chuvas teve consequências desastrosas em janeiro. Em Angra dos Reis (RJ), o deslizamento de um morro em Ilha Grande matou pelo menos 41 pessoas; em todo o Estado do Rio de Janeiro, foi grande o número de desabrigados. No município de São Paulo, choveu 40% do previsto para o mês em cinco dias. Ainda no mesmo Estado, as chuvas devastaram a cidade de São Luís do Paraitinga, destruindo igrejas e casarões históricos da cidade. Durante o mês de junho foi a vez de a chuva causar desastres nos Estados de Alagoas e Pernambuco.

O ano teve uma boa notícia para o meio ambiente: décima Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada em Nagoia, no Japão, obteve sucesso, com o estabelecimento de um pacote de medidas para frear o crescente ritmo de destruição da biodiversidade.

O fim de 2010 foi marcado pela conferência do clima da ONU em Cancún, no México. O acordo fechado contemplou questões como o Fundo Verde e o REDD (Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação de floresta), mas deixou para depois a definição de metas de emissões de gases de efeito estufa.

 

No Distrito Federal

Artigo escrito por Gustavo Souto Maior e publicado no Jornal Correio Braziliense (22/12/2010).
A opulência de alguns e a pobreza de muitos estão destruindo a biodiversidade planetária. Os impactos humanos multiplicaram a taxa natural de extinção de espécies por milhares de vezes, fragmentando ou mesmo eliminando ambientes naturais essenciais à vida na Terra. E a reação para enfrentar a crise que ameaça a biodiversidade no Planeta se inicia com o estabelecimento e a gerência eficaz de áreas protegidas do ponto de vista ambiental, aqui no Brasil intituladas Unidades de Conservação (UCs). Essa reação prossegue com a criação de incentivos econômicos para que a sociedade conserve a biodiversidade, mesmo fora das áreas protegidas.

O montante de recursos investidos nas Unidades de Conservação em todo o mundo é estimado entre US$ 2 e 3 bilhões anuais. Entretanto, os mesmos estudos sugerem que a quantia necessária para proteger adequadamente a maior parte da biodiversidade ameaçada no mundo seria algo em torno de U$ 5 e 50 bilhões ao ano. Apesar do valor aparentemente bastante elevado, ele é muito menor se comparado ao custo global necessário para se recuperar e controlar a poluição industrial, fornecer água potável e saneamento às populações pobres do mundo ou, ainda, mitigar os efeitos do aquecimento global e das mudanças climáticas. A solução de cada um desses problemas pode custar centenas de bilhões de dólares. A má notícia é que o custo, relativamente baixo, de se conservar uma grande parcela da biodiversidade do mundo continua sendo maior do que a disposição dos governos mundiais em aplicar recursos na área.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, os recursos públicos destinados à gestão de UCs correspondem, em média, a aproximadamente 30% do efetivamente necessário para a conservação das áreas. Mesmo em regiões excepcionalmente ricas em biodiversidade, a exemplo da África do Sul e Indochina, os orçamentos chegam a ser menores do que 3% da média global por hectare. E, devido a crises financeiras e políticas, em muitos países em desenvolvimento os orçamentos públicos para gestão de áreas protegidas diminuíram em mais de 50% na década de 90.

A assistência de doadores internacionais para a conservação da biodiversidade nestes mesmos países também tem apresentado significativa redução. Desde a Rio-92, época em que as doações atingiram seu ápice, a tendência de queda tem sido evidente. Paralelamente, os investimentos mundiais para a conservação da biodiversidade têm declinado, enquanto outras questões globais têm recebido mais atenção na agenda política e na elaboração de orçamentos, tais como o combate ao terrorismo internacional, a busca da vacina contra a AIDS, a luta para reduzir a pobreza global, para citar apenas algumas das mais evidentes.

O resultado de toda essa situação é a figura dos “parques de papel”: UCs criadas legalmente, mas que carecem de recursos para realização de estudos e pesquisas, aquisição de equipamentos, regularização fundiária, implantação de infraestrutura, entre outras atividades essenciais para sua gestão eficaz. Há casos, no Brasil, de UCs cujos recursos anuais para o seu desenvolvimento não alcançam os R$ 10 mil. Um aspecto perverso dessa situação é que os “parques de papel” são computados nas estatísticas oficiais, embora não haja neles uma efetiva conservação da biodiversidade, contribuindo assim para reduzir a pressão pela criação de novas UCs e manutenção das já existentes.

No DF essa situação se torna ainda mais dramática, tendo em vista que 93% do nosso território é constituído por UCs, federais e distritais. O orçamento do órgão que tem por missão, entre inúmeras outras, proteger 67 parques urbanos e 23 UCs distritais, o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), não chega a 0,2% do orçamento público total do DF.  Não é à toa que a maior parte dos parques urbanos no Distrito Federal está literalmente à deriva, sem condições de uso pela sociedade. E que nossas UCs distritais aos poucos têm sido asfixiadas, degradadas, deixando de cumprir sua maior função: proteger a biodiversidade. A maior parte das UCs no DF ainda não foram efetivamente implementadas e não cumprem os objetivos que motivaram sua criação.

Daí a importância da aprovação, pela Câmara Legislativa, do Sistema Distrital de Unidades de Conservação (SDUC), que cria instrumentos essenciais para uma boa gestão das UCs e parques no DF. O SDUC foi objeto de uma extensa negociação envolvendo a própria Câmara Legislativa, além do GDF, Ibama, Instituto Chico Mendes, Ministério do Meio Ambiente e ONGs. Mas o SDUC precisa ser acoplado a um plano que garanta sua sustentabilidade financeira, ou seja, sua viabilidade de uma forma concreta. Do contrário, a biodiversidade, fundamental para nossa sobrevivência, estará irremediavelmente comprometida.

Da Equipe do Verde Capital:
Vale à pena pensar em como as alterações sobre o meio ambiente influenciam diretamente em nosso modo de vida cotidiano epensar em ações e atitudes mais sustentáveis e que preservem o meio ambiente para que em 2011 possamos ter uma qualidade de vida melhor no Distrito Federal e no país como um todo.
FELIZ 2011!!

Festas de final de ano mais sustentável

Por Rogério Ferro, da equipe Akatu

No Natal deste ano, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as vendas do comércio devem subir 12%, na comparação com o Natal passado. 

“O setor deve movimentar R$ 102 bilhões, entre pagamentos de dívidas e novas compras no comércio”, afirmou Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL.

“A questão é que na sociedade atual predomina um estilo de vida baseado no aumento constante da produção e consumo exagerados de bens e serviços facilmente descartáveis e rapidamente substituídos por modelos cada vez mais sofisticados. Nosso desafio é fazer a transição para uma sociedade sustentável”, explica Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu.

Adotar práticas de consumo consciente não significa parar de consumir, mas consumir menos e diferente. Por isso, o Akatu apresenta algumas dicas que podem contribuir para um final do ano mais sustentável:

Planejamento
– Antes de decidir o que comprar, estipule um valor limite a ser gasto. Ele deve estar de acordo com as possibilidades financeiras da família e todos os membros devem se submeter ao orçamento estipulado, sem privilégios para ninguém.

– Não deixe de lado a tradicional listinha de compras e procure fazer com que tudo caiba dentro do orçamento traçado. Lembre-se de que, em média, no Brasil, um terço do que compramos em alimentos vai direto para o lixo. Em um ano, cada família acumula um desperdício de 255,5 kg de comida no lixo. Portanto, é importantíssimo que sua festa não aumente ainda mais este desperdício.

– Pesquise os preços. Comparar os valores dos produtos também é consumir com consciência. Em cidades como São Paulo, eles chegam a variar até mais de 100% para a compra de um mesmo produto.

Compras
– Deslocamento. Dê preferência para o comércio local, perto de sua casa ou trabalho, e vá a pé, se possível, ou de carona. Assim você emite menos gás carbônico e causa menor impacto ambiental.

– Troque gasolina por álcool. A preparação de festa exige muitas ida e vindas às compras, portanto, se for usar o carro, a simples troca de combustível do carro já reduz a emissão de gases de efeito estufa. Um carro com motor 2.0 a álcool emite metade do CO2 de um de mesmo motor a gasolina. Não deixe de planejar suas compras para buscar tudo no menor número possível de deslocamentos.

– Avalie bem quando comprar a prazo. Fazer compra parcelada com juros sai caro e é sempre um risco. Não olhe apenas a prestação, mas o preço final parcelado. Muitas vezes, com o valor final daria para comprar até três do mesmo produto. Isso quer dizer que você vai trabalhar muito mais para comprar a mesma coisa. Só parcele ou tome emprestado se você realmente precisar;

– Evite ir às compras com fome. É uma combinação que pode levar ao desperdício porque o consumidor confunde o momento da compra com o da refeição que está fazendo falta naquele momento e acaba comprando o que não necessariamente precisa;

– Atenção para os trocos. Muitas vezes, na correria das compras, os trocos, em moedas, ficam para trás. Mas veja que, se desde o nascimento de uma criança, um pai guardar um real por dia e colocar todo mês na poupança, quando esse filho completar 20 anos, ele terá acumulado R$ 16.000 reais, uma bela ajuda para pagar a faculdade.

Saiba de quem está comprando
– Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis
Informe-se sobre as empresas das quais vai comprar. Valorize as que comprovadamente praticam a responsabilidade socioambiental.

– Escolha fornecedores responsáveis. O setor de serviços de entretenimento, lazer e eventos registra muita informalidade e relações precárias de trabalho. Só um exemplo: você já notou que há poucas grávidas trabalhando em festas e eventos (da recepção à limpeza)? Muitas empresas mantêm as pessoas que prestam serviços em festas, apesar da regularidade quase diária, com contratos precários, bicos ou free lancers. Como não há relações trabalhistas formais, a pessoa quando adoece não recebe e, se ficar grávida, é demitida. Portanto prefira, bufês, clubes, serviços em geral que pratiquem de verdade a Responsabilidade Social, que muitas vezes alegam em suas propagandas. Ter responsabilidade social é respeitar as leis trabalhistas do país entre outros valores e práticas.

Festa
– Ao produzir a festa ou procurar presentes, evite produtos piratas ou contrabandeados. Pagar menos por produtos piratas ou contrabandeados não compensa: você pode estar contribuindo com o crime organizado e com o consequente aumento da violência no seu bairro, na sua cidade, no seu país.

Cuidado com enfeites e utensílios. Evite embalagens e, se não for possível, dê preferência a papéis e embalagens recicláveis. Reutilize materiais de festas passadas. Ao final, guarde o que for possível e recicle o restante.

– Prefira louças duráveis como copo de vidro, talheres de metal. Na necessidade de usar utensílios descartáveis (copos, talheres, pratos…) prefira sempre os recicláveis e reutilizáveis;

– Decore conscientemente. Se possível opte por enfeites naturais – pequenas árvores, arranjos – plantados em um vaso. As pessoas podem levar para manter em casa, plantar em seus jardins. Na compra de novos, prefira os artesanais ou feitos a partir de materiais reciclados e recicláveis.

– Pense na próxima festa. Guarde os enfeites com cuidado e os reutilize em outras festas ou repasse para familiares e amigos nos próximos eventos.

– Energia. Na decoração com luzes, use lâmpadas de baixo consumo e apague-as antes de dormir.

Presentes
– Dispense os pacotes para presente. Sugira aos convidados que os presentes venham sem embrulhos enfeitados, que gastam muito papel, fita, laço e plástico. Pacotes de presente devem desaparecer na transição para a sociedade sustentável, comece a mudança na sua festa. Inicialmente pode até parecer estranho, mas será um bom exemplo. Quem sabe seus parentes e amigos não começam a fazer igual nas próximas…

– Faça doações. Você também pode doar seus presentes para ONGs e entidades de ação social. Avisar aos convidados que em vez de presente deve depositar o valor correspondente na conta da entidade. Dar em dinheiro é sempre melhor, porque evita o consumo desnecessário e ainda oferece à entidade a chance de comprar o que ela realmente precisa.

– Peça nota fiscal. O valor do imposto já está embutido no preço do produto ou serviço. Se você não pedir a nota fiscal, sua compra pode não ser registrada e entra no famigerado caixa dois; nesse caso, o fornecedor embolsa o imposto que serviria para bancar educação, saúde, segurança, coleta de lixo e tantos outros serviços públicos.

Ceia e festa da virada
– Mesa farta, mas consciente. Compre apenas a quantidade de alimentos e bebidas que você estima que realmente será consumida. Prefira produtos cultivados na sua região, reduzindo assim o custo de transporte e o desperdício.

– Se possível, evite garrafas e copos plásticos. Se não for possível, separe tudo, tudo mesmo, para a reciclagem.

– Coma mais natural. Inclua vegetais frescos e produtos naturais no cardápio. Alimentos industrializados são muitas vezes mais caros e gastam mais água e energia para serem produzidos. Além de conterem mais sódio, gorduras saturadas e gorduras trans.

– Reaproveite cascas e talos de alimentos. Eles têm alto valor nutritivo e servem de base para fazer diferentes pratos;

– Água. Na hora de lavar a louça evite desperdício. Deixe os utensílios de molho em uma bacia com um pouco de detergente biodegradável, isso irá facilitar o trabalho e economizará água. Nunca deixe a torneira aberta enquanto esfrega a louça;

– Dissemine o consumo consciente. Durante as festas, aproveite a reunião para disseminar informalmente o consumo consciente entre seus amigos. Converse, aponte os motivos de suas escolhas nesta festa. Seu exemplo vai inspirar seus convidados a fazer o mesmo. Se não o mesmo, pelo menos algumas iniciativas. É o começo da conscientização e da mobilização;

– Para cada churrasco plante uma árvore. Para produzir apenas um quilo de carne são emitidos 3,7 kg de CO2. Um churrasco para cem pessoas vai emitir, só na produção da carne, 185 quilos de CO2, equivalente ao que um árvore da Mata Atlântica sequestra durante seu crescimento em 37 anos. Isso sem contar transporte, carvão, bebidas, pratos, copos, talheres e o lixo produzido no final;

– Recicle as latinhas de alumínio. Ao reciclar as latinhas de alumínio que consome por ano, cada brasileiro, em média, contribui evitando a emissão de 78 g de CO2. Isso significa que só a população de São Paulo, reciclando tudo, poderia contribuir com 858 toneladas a menos de CO2 na atmosfera. Equivalente a 4.500 árvores da Mata Atlântica.

E tenha um Natal farto de afeto e de boas emoções, aproveitando para uma boa reflexão sobre o ano que passou e sobre o que é realmente importante para você no ano de 2011, para que seja mais harmônico do ponto de vista do seu contato com a família, com os amigos, e com a sua própria espiritualidade.

Boas festas!

Esse é o desejo sincero da equipe do projeto Verde Capital

Abaixo um vídeo sobre consumo sustentável no natal

 

Que mundo queremos deixar para nossos filhos? E que filhos queremos deixar para o mundo?

Olá pessoal que nos acompanha todo esse tempo. Eu e o professor Bernardo Verano temos uma novidade muito bacana para você, que está sempre com a gente, recebendo nossas dicas sobre meio ambiente e sustentabilidade. Nosso primeiro filho, Leonardo, está para nascer se é que já não vai ter nascido quando vocês estiverem lendo esse post… Por causa desse acontecimento mais que especial, ficamos pensando em um tema para falar essa semana e nada melhor do que uma reflexão sobre o mundo que queremos deixar para os nossos filhos. E você, já pensou em que tipo de mundo gostaria que seu filho vivesse?

Foi pensando nas coisas que nós podemos fazer, que o Cultura Ambiental dessa semana traz dicas importantes de sustentabilidade. Eu, você e qualquer um de nós podemos adotar hábitos e atitudes mais saudáveis para nós mesmos e para o meio ambiente.

Agora que nosso filho está nascendo, os pensamentos de deixar um mundo melhor para que ele cresça feliz vem aumentando. E por isso nossas dicas são para que vocês e nós também possamos fazer a nossa parte.

Leve uma sacola para fazer as compras tanto no supermercado quanto na feira. Levando sua própria embalagem – que pode ser uma mochila ou uma sacola de pano – você evita o desperdício de sacos plásticos e reduz a quantidade de lixo produzido na sua casa. Mesmo que não caiba tudo, qualquer redução, se pensarmos em grande escala, já reduz o impacto ambiental.

Prefira produtos naturais aos industrializados sempre que possível. Para a fabricação de produtos, as indústrias consomem grandes quantidades de energia e jogam toneladas de CO2 na atmosfera. Produtos naturais já nascem prontos, sem os custos ambientais exorbitantes.

Valorize o trabalho de cooperativas agrícolas e artesanais, elas são boas opções de consumo consciente. Há muitos artistas que trabalham com materiais naturais, reciclados ou reaproveitados, inclusive com a consultoria de designers renomados.

Procure direitinho, perto da sua casa deve existir um grupo de produtores de alimentos orgânicos. Com as cooperativas, eles conseguem manter uma escala de produção que possibilita a sustentabilidade de suas famílias. E sem agrotóxicos, os alimentos são mais saudáveis para quem consome e também para quem produz. Se na sua cidade tem uma feira, vale a pena começar a freqüentar e se habituar a fazer uso desse tipo de alimento.

Feche a torneira ao lavar a louça. Em 15 minutos, uma pessoa gasta mais de 240 litros de água. Instalar arejadores nas torneiras da cozinha e dos banheiros – um acessório bem baratinho – pode gerar uma economia de até 60%.

Separe o lixo orgânico dos materiais que podem ser reciclados. É simples, basta ter duas lixeiras em casa para você colaborar com o planeta. Numa delas, coloque o lixo orgânico e na outra, os materiais que podem ser enviados à reciclagem: plásticos, papéis, metais e vidros e entregue em pontos de coletas. Assim, você evita a sobrecarga nos aterros sanitários e reduz o consumo de mais matéria-prima para a fabricação de novos produtos.

Reutilize a água da chuva e da máquina de lavar. Se você mora em casa, reaproveite a água da lavagem das roupas para limpar a garagem, a varanda e o quintal. Você também pode armazenar a água da chuva que escorre pelas calhas para usar na limpeza das áreas externas.

Pendure suas roupas ao invés de usar a secadora. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

Use uma garrafa térmica com água gelada. Compre uma garrafa térmica de 2 a 5 litros. Abasteça-a com água bem gelada e uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d’água.

Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura etc.

Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

Não deixe seus aparelhos em standby. Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando o aparelho está em uso.

Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

Desligue o computador. Deixe de lado o péssimo hábito de deixar o computador ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes por pura comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

Desligue o ar-condicionado uma hora antes do final do expediente. No final do expediente a temperatura começa a ser mais amena e o uso não é tão necessário. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano.

Tá vendo como é fácil?! Assumir a responsabilidade de deixar um mundo melhor para nossos filhos vale muito a pena! E comece logo, o dia das crianças vem aí. Tente assumir uma postura menos consumista e se for dar um presente, ao menos convença o filhão a doar algum brinquedo que ele não usa mais para quem precisa. Ele começa a entender desde pequeno e vai poder ver a alegria nos olhos de uma criança carente.

Vamos ver agora um discurso maravilhoso feito na ECO 92, por uma menina canadense de 11 anos. Não há como não se emocionar com o que ela fala!

Ao lado do consumo consciente, o descarte consciente

Junto com os novos hábitos de consumir menos, apresentamos alternativas para você aderir ao descarte consciente. São muitos os casos de pessoas que descartam no lixo comum, objetos que podem servir para muita gente. 

O Cultura Ambiental de hoje trata exatamente disso! Para ouvir o programa da rádio cultura 100,9 você pode sintonizar seu rádio em 100,9 FM ou clicar em http://www.culturafmdf.com.br, a partir das 17h de hoje ou ouvir a qualquer tempo no http://www.stickam.com/culturaambiental.
 
Muitas vezes guardamos ou ainda jogamos fora objetos que não usamos por não saber onde doá-los. Muitas vezes ignoramos nosso próximo, onde um simples gesto de amor pode salvar vidas como doações de sangue, leite materno, alimentos, cobertores, roupas ou ainda um pouco de seu tempo.

Divulgamos aqui uma lista de locais onde podemos dar um pouco do que temos a quem precisa em Brasília. Ajudar pode ser mais fácil do que imaginamos.

Aquele computador que você não usa mais:

CDI – Centro de Democratização da Informática. http://www.cdi.org.br/
É uma ONG que trabalha com a população carente do DF e entorno e que necessita de doações de equipamentos para continuarem o trabalho. Marco Ianniruberto – Secretário Executivo do CDI-DF diretoria@cdi-df.org.br Aldiza – aldiza@esquel.org.br
201 Bloco A Sala 123 Brasília – DF – (61) 3322-7233

Fazer crianças felizes doando bicicletas usadas:
 
Rodas da Paz http://www.rodasdapaz.org.br/
Recebe doação de bicicletas novas, usadas, com defeitos ou quebradas. Consertam/Reformam e doam para creches/ crianças carentes. As que não tiverem conserto, eles fazem de triciclo para deficientes físicos.
thebruce@terra.com.br
www.osteixeiras.com.br
Maurício 8408.8498
Andréia 9986.2911 / 3447.4551

Ajudar pessoas com câncer:

MAC – Movimento de apoio ao paciente com câncer
É uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de atender, em suas necessidades materiais e afetivas, os pacientes carentes em tratamento na Unidade de Radioterapia e Quimioterapia internados no Hospital de Base de Brasília – HBDF.
Você pode ingressando como voluntário ou fazendo doações de cestas básicas, brinquedos, roupas e calçados, novos ou usados.
Contatos: Maria José: 8442-9091
Lílian – 9219-3998

Devolvendo a boa visão a pessoas que não podem comprar óculos:

Voriques Óptica http://voriquesoptica.com.br/index.php
Recebe óculos com defeitos ou quebrados. Consertam e doam para idosos e crianças carentes.
Onde: Centro Médico de Brasília – SHLS 716 Bloco F loja 16/43                    Pátio Brasil Shopping – Térreo Loja 104W 3225.8586 / 3223.3496
Centro Comercial Gilberto Salomão – Lago Sul 3248.6952 / 3364.3616 Voriques 3346.6100
Marina /Walace 3346.9692
marketing@voriques.com.br
assessoria@voriques.com.br

Recebe eletrodomésticos usados e com pequenos defeitos, restauram e repassam – 100 Dimensão

O objetivo é melhorar a qualidade de vida de centenas de famílias. http://www.casosdesucesso.sebrae.com.br/CasoSucesso/casosucesso_item.aspx?Codigo=3
Sônia e Ângela – 8442.3275 / angel01@hotmail.com
QN 16 conj. 5 lote 2 – Riacho Fundo II

Doando roupas, alimentos, brinquedos e outros que não têm mais utilidade para você:
Ajudam a cuidar de dezenas de crianças que foram abandonadas:
Aldeias SOS
www.aldeiasinfantis.org.br

Doando kimonos usados:
O campeão Tranquillini dá aulas de judô para crianças carentes de 7 a 17 anos e recebe kimonos usados.
Tel: 3224-7728
e-mail: tranquillini@abordo.com.br

Doando potes de vidro e leite materno:
 
Seus potes de vidro usados podem ajudar a salvar vidas de muitos bebês                                                                                                                                 Campanha de vidros para armazenar Leite Humano Berçário do Hosp. Santa Helena
Acima de 30 vidros eles buscam em casa
Tel: 3215.0029
Vidros de maionese, nescafé ou qualquer outro com tampa de plástico.

Doando livros:
 
Açougue Cultural T-bone
Parada Cultural é um projeto de biblioteca popular desenvolvido em trinta e seis pontos de ônibus da Avenida W3 Norte em Brasília, 24 horas por dia.
Diariamente são emprestados cerca de dois mil livros em todos os pontos.
Para fazer doações de livros basta deixá-los no Açougue T-Bone localizado na comercial da 312 Norte das 8h às 19 horas.
http://www.t-bone.org.br/
Endereço completo:
SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF CEP 70.765-520
Tel: (61) 3274-1665
Obs: aceitam qualquer tipo de acervo, desde que esteja em bom estado
de conservação.

Doando/vendendo livros e cd’s:
 
Os livros que você não quer mais não devem ir para o lixo. O COPE Espaço Cultural compra, vende troca livros , Cd’s e RPG.
Também recebem livros abaixo até a 4ª série e doam para escolas públicas.
CLN 409 Bl D lj 19/43 – Asa Norte – 3274.1017
SIA/Sul Conj. B lojas 418/420 – Feira dos Importados – 3201.1017 
 
 Ajudando os animais:
 
Adoção de animais abandonados e doação de remédios, alimentos…
ProAnima – Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal.
Entidade sem fins lucrativos
SCLN 116 – Bloco I – Loja 31 – Subsolo Ed. Cedro – Brasília – DF / CEP
70553-790 Tel: (61)3032-3583 e-mail:
proanima@proanima.org.br
 
Ajudando o próximo:
 
Se você é jovem e quer se juntar a outros jovens que estão fazendo algo pelo próximo
ONG Sonhar Acordado
Mateus 9963.9639 3468.3769
mateus@sonharacordado.com.br
http://www.sonharbrasilia.com.br/blog/
Voluntariado – passe um dia com uma criança carente
Doação de roupas, calçados, alimentos, materiais de construção.
 
Doando Sangue:
 
Onde: Hospital de Base. Endereço: SMHS, Quadra 101, área especial, Brasília. Tel: (61) 325-4050,
Fundação Hospitalar: Endereço: Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03, próximo ao HRAN, no início da Asa Norte.                      O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h e aos sábados das 7h às 12h.
Outras informações pelos telefones 160 e 3327 4424/4410 ou no site www.fhb.df.gov.br
Fundação Hemocentro de Brasília. Endereço: SMHN Quadra 03 – Conjunto A, Asa Norte. Telefone: (61) 327-4462 /64 Fax : (61) 327-4442
Coordenadora: Dra. Maria de Fátima Brito Portela Email: pr@fhb.df.gov.br
 
Doando Órgãos:
 
Onde:
a)     Disque Saúde – Transplante: 0800 61 1997
http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/hotsite/
http://www.abto.org.br/populacao/populacao.asp
b)     Central de Captação de Órgãos – SMHS-Hospital de Base do DF, mezanino, sala 102 (61) 325 5055

Consumo Consciente ganhando adeptos

Moçada, o consumo consciente ganha força e adeptos cada vez mais. Pena que alguns precisam passar por problemas graves de saúde para aderirem. Conheça algumas histórias e experimente um novo estilo de vida. Mesmo que não seja adepto total, algumas dicas sempre podem servir. O jornal Correio Braziliense, na Revista do Correio do último domingo, dia 3 de maio, publicou a matéria – O essencial de todos nós, onde aborda o tema.

O essencial de todos nós

Discernir o que realmente importa pode ser um grande desafio. A Revista buscou na filosofia, na arte, na moda e na gastronomia exemplos de tentativas de síntese. E descobriu que esse saber viver é um caminho individual

Moradora de uma comunidade rural, Mariana orgulha-se de plantar o alimento que consome.
 
 

Por que é tão difícil desfazer-se de objetos, roupas, móveis, antigos hábitos? Ou mesmo escolher dentre tantas opções numa prateleira? Eu preciso disso? Quero ou não quero? São questões que perseguem o ser humano desde a Antiguidade Clássica. Há 25 séculos, o filósofo grego Platão afirmou que o homem era movido por uma mesma vontade universal. Desde então, refletimos sobre o que realmente desejamos em nossas vidas. Uma casa, um carro, sucesso no trabalho, uma rica conta bancária? Em meio a tantas escolhas materiais, a dúvida permanece: o que realmente é essencial?

A resposta pode estar na palavra minimalismo. Difundida nos anos 1960 pelo movimento artístico homônimo, ela designava um conjunto de obras bastante austero e abstrato. “No geral, a ideia era simplificar ao máximo, fazer uma forma única e simples em que você percebesse o objeto de maneira clara. Aquilo que você vê é o que é”, resume a historiadora de arte Renata Azambuja. Hoje, porém, minimalismo é um estilo de vida, que prega o uso racional de recursos e o consumo consciente.

Essa atitude perante o mundo tem uma longa tradição. No budismo tibetano, por exemplo, a felicidade não está atrelada a conquistas materiais. Para a lama Sherab Drolma, se você adquire um carro novo, essa felicidade dura pouco — porque ou o carro fica velho, ou você começa a cobiçar um modelo mais recente. “Não vale a pena você se agarrar a algo que vai mudar rapidamente. Quando você consegue reconhecer isso, existe um senso de contentamento. Ou seja, se posso comprar o modelo novo, eu compro, e se não posso, não há problema”, exemplifica.

Segundo o professor de filosofia Rodrigo Dantas, da Universidade de Brasília (UnB), vivemos o começo de uma lenta transformação. “Nos anos 1970, o mundo parecia que podia ser transformado e houve um período de criatividade. Nas duas décadas seguintes, houve uma celebração do consumismo, mas também veio a desilusão de que o sistema social não sofreria alterações. Acho que agora estamos num terceiro período: temos a consciência de que não é possível que 6 bilhões de pessoas consumam em escala ampliada, mas ainda não sabemos como mudar”, reflete.

Enquanto a humanidade não esboça uma solução coletiva, surgem pequenas iniciativas individuais. Plantar e colher o próprio alimento foi o caminho encontrado pela artesã e estudante Mariana Xavier, 22 anos. A chef Vera Viana, 63, não vê problemas em dividir o carro com a filha, em vez de comprar mais um automóvel. Já a administradora Sandra Chemin, 40, acredita que é possível viver com uma muda de roupas, alguns mantimentos e uma boa dose de paciência. Esses e outros personagens contam à Revista como menos pode ser mais.

Tecendo valores

Num pedacinho de terra no Núcleo Rural Córrego do Urubu, a artesã Mariana Xavier, 22 anos, abre as portas de casa. Acompanhada por dois cachorros, a jovem estudante de biblioteconomia da UnB, dispensou certos “luxos” para viver num espaço sustentável. “Acho uma doidera o excesso de consumo”, afirma.

Mariana pouco gasta com supermercado, já que come o que cultiva no quintal: banana, melão, milho, mandioca, abóbora, além de especiarias para temperar as refeições. “No meu aniversário, meu namorado me perguntou o que eu queria ganhar e pedi uma enxada. Ele ficou surpreso, mas era aquilo que eu queria porque me importo em colher aquilo que como”, explica.

Básica também é a forma como ela se veste. Ao abrir o armário, orgulha-se de mostrar os modelitos que costurou. Quando quer algo diferente, troca com as amigas. Há seis anos não frequenta shoppings. “As pessoas não sabem o que estão vestindo e não questionam. Acho bom atribuir outro valor às coisas e não o quanto elas custam.”

Mariana não possui carro e adora longas pedaladas. Para ir mais longe, recorre ao transporte público ou aos vizinhos, que lhe dão carona. Na casa onde mora, o lampião é visto aceso com mais frequência que as lâmpadas. O fogão também fica em segundo lugar, pois prefere cozinhar num artesanal forno à lenha. Nada muito diferente do que ela experimentava na infância, quando o pai criava animais e cultivava a horta, e a mãe encontrava-se às voltas com o mundo das artes. Esses foram seus modelos.

A jovem artesã cria e costura roupas, bolsas e acessórios e os vende pela internet. Já sabe equilibrar com harmonia a tecnologia, como suporte e sustento, com uma vida sem supérfluos. Por encomenda, vende peças para mais de oito estados de norte a sul do país. Portugal, Espanha, França e Holanda também fazem pedidos. “Sou uma roceira informatizada”, brinca.

A internet é lenta, mas ela não se importa. Seu ritmo já é outro. Para Mariana, as coisas mais importantes da vida têm cheiro de flor e gosto de torta de abóbora. “O essencial é esse contato com a natureza, fazer minha arte e viver disso. Assim sou feliz”, simplifica.

Entrevista » Francisco Ansiliero, chef 
 
Na mesma onda de busca pelo essencial, o movimento slow food preza pelo fim do desperdício e aposta numa alimentação saudável e sem pressa. Bom, limpo e justo são os três pilares que definem o pensamento antítese do fast food. O alimento deve ter qualidade nutricional, ser livre de agrotóxicos e ter um valor de mercado adequado aos custos dos produtores. Fundador do movimento, o italiano Carlo Petrini defende o cultivo de hortas em detrimento da agricultura industrializada. Adepto do slow food, o chef Francisco Ansiliero explica à Revista que valorizar o mínimo na cozinha pode maximizar a qualidade de vida.

No slow food, a atenção deve estar voltada para qualidade e não quantidade?
Desde a escola, precisamos trabalhar a valorização da comida e reforçar que o desperdício é ruim para o planeta. Se fizermos uma compra seletiva, gastamos menos. Também poderemos pagar mais para quem produz um produto melhor. Mas a maioria das pessoas ainda não internalizou essa filosofia.

O que fazer para aproveitar ao máximo o que compramos?
Na minha casa, fazemos uma lista para comprar aquilo que é consumido. Cada família deve encontrar o equilíbrio. Como chef, tenho um exemplo. Um cliente trouxe um cordeiro e me pediu para cozinhá-lo no jantar de aniversário. Com o cordeiro, vou fazer pelo menos cinco pratos diferentes para cada peça de carne. Refogado ao vinho tinto com uma parte, outra ao forno, a terceira na brasa, uma peça vai ser grelhada e outra mal passada. Isso sem contar com o caldo que faço da carne para apurar o sabor do cordeiro. Isso é um exemplo de como evitar o desperdício.

E como escolher o que comer?
Primeiro, deve-se fazer uma lista prévia. Não adianta comprar um produto que a pessoa não vai comer. Segundo, é bom pensar que se você não faz uso do produto, ele será desperdiçado. Ou seja, o ideal é comprar a quantidade que você calculou, a média de consumo da casa. Por último, evitar fazer compras quando estiver com fome.

Felicidade a bordo
 
Sandra Chemin, Lucas e a caçula Júlia: rotina a bordo de um veleiro revelou o que era imprescindível
 

“Workaholic.” É assim que a administradora e publicitária paulista Sandra Chemin definia sua personalidade. Com apenas 21 anos, ela fundou uma das primeiras agências de internet do país. Aos 28, vendeu o negócio para uma grande agência de publicidade, que a contratou para liderar uma equipe de mais de 200 pessoas. Quando a primeira filha, Clara, nasceu, ela decidiu se dedicar mais à família.

No mesmo período, uma notícia a abalou: o marido de Sandra, o jornalista Lucas Tauil de Freitas, estaria com câncer. Levaram quatro meses para descobrir que o diagnóstico estava errado, mas a decisão já estava tomada. “Era hora de tirar da gaveta projetos deixados de lado, e o dele era morar em um veleiro e viajar pelo mundo. Acostumada a navegar desde cedo com meu pai, achei que seria uma ótima experiência para nossa família”, relembra.

A aventura teve início em 2003. Os primeiros anos velejando no Santa Paz foram de “desintoxicação”, conta Sandra. Velhos hábitos ficaram para trás e novos aprendizados foram incorporados à família, que ganhou mais uma tripulante: a caçula Júlia. O pai é o capitão do barco e professor de português e matemática das crianças. Sandra dá aulas de inglês, música, desenho e pintura, além de cuidar da limpeza do veleiro. As meninas lavam a louça do café da manhã e do almoço, refeições preparadas pelos pais.

Ao contrário do que pode parecer, Sandra avisa que morar a bordo requer uma rotina de bastante trabalho. “Uma boa dose de paciência, bom humor e vontade de ajudar são indispensáveis em uma vida em que se passa 24 horas por dia em contato com a família num barco de 36m²”, conta. Por isso, aprender a viver com o básico e necessário foi uma das lições extraídas pelos De Freitas.

O contato com a natureza, o prazer de compartilhar uma refeição com os amigos feitos pelo caminho e a qualidade do tempo que passam juntos fazem parte da lista de itens que Sandra considera essencial. “Depois de sete anos, posso dizer que mais difícil do que mudar a rotina é mudar os parâmetros internos do que é ter sucesso, do que traz realização. Hoje, valorizo mais a convivência e a solidariedade. Aprendi a viver com menos, a ser grata pelo que tenho e a reconhecer melhor meus limites.”

O que levaram

Um punhado de roupas, cartas náuticas, mantimentos para, no mínimo, três meses a bordo, tanque de água (450 litros) e de diesel (400 litros) cheios, uma dose de paciência e de bom humor.

E o que deixaram para trás
Trânsito, falta de tempo para a família e estresse corporativo.

Quer embarcar?

A família de Freitas aceita pessoas que queiram aprender a navegar ou ter a experiência de morar a bordo de um veleiro.
Os interessados podem ter ou não experiência, mas participar de todas as atividades do barco é fundamental. Ficou interessado? Para fazer parte das expedições entre no site www.santapaz.com.br.

A arte de ser minimalista

Lembra-se da última vez em que perdeu um par de óculos? Ou onde esqueceu a agenda com anotações importantíssimas? Pois bem, se você já não sabe mais onde encontrar as coisas em casa, que tal livrar-se de alguns objetos que só acumulam poeira e ocupam espaço? Essa é a sugestão do fotógrafo, blogueiro e escritor norte-americano Everett Bogue (foto), 25 anos. Autor do e-book The art of being minimalist (A arte de ser minimalista), Everett acredita que viver com menos é viver mais e melhor.

Editor de fotografia de blogs da New York Magazine entre 2006 e 2009, Everett deixou para trás um bom salário e grandes oportunidades na Big Apple para apostar todas as fichas num estilo de vida que, segundo ele, promete ser bem mais saudável. Adepto do pensamento de que a essência se sobrepõe ao excesso, Everett jogou tudo para o alto.

A drástica transição começou em agosto do ano passado, quando deixou o emprego, comprou uma passagem de ida para Portland (EUA) e reduziu os pertences para 100 objetos. Para ele, nada é mais essencial que alguns pares de meia, cuecas, uma calça jeans, uma jaqueta, um par de botas e, claro, o computador, onde pode trabalhar como autônomo de qualquer lugar do país. “Muitos americanos gastam uma fortuna por mês com coisas de que não precisam. A ideia de viver com menos de mil dólares mensais é aterrorizante para a maioria. Minha ideia é provar que é possível viver sem comprar coisas e acredito que o livro prove isso”, conta o escritor à Revista.

No livro, ele levanta alguns fatores encorajadores para aderir ao minimalismo. Estresse, desmotivação no emprego e insatisfação mesmo após comprar tudo aquilo com que sempre sonhou são alguns deles. A felicidade atrelada à ideia de consumo seria, na opinião de Everett, uma grande falácia constatada pelos norte-americanos, principalmente após a última recessão econômica. “Ao comprar coisas, você automaticamente sente adrenalina e um sentimento de satisfação, mas ao voltar para a casa, o mesmo vazio e depressão continuam lá, inabaláveis.”

Apesar de defender um estilo de vida desapegado do consumismo, ele não levanta uma bandeira radical. O blogueiro norte-americano apenas expõe um aprendizado a partir da própria experiência. “Meu argumento é que se todos parássemos de comprar coisas supérfluas para focar no que realmente importa, seríamos mais felizes”, aposta.

10 caminhos para seguir o caminho
de Everett Bogue

1. Organize seu espaço
2. Elimine uma obrigação
3. Ande devagar
4. Remova cinco coisas da sua vida
5. Limpe sua caixa de e-mails
6. Selecione criteriosamente quem é seu amigo
7. Tome uma decisão importante
8. Passe uma hora em silêncio
9. Saia de pelo menos uma rede social na internet
10. Faça uma coisa que realmente ame

Outros blogueiros na mesma onda

» Colin Wright comanda uma empresa de design sustentável. Esse norte-americano tem menos de 70 objetos e se muda para um novo país a cada quatro meses: http://exilelifestyle.com

» Adam Backer se mudou de Indiana (EUA) para a Tailândia com a esposa e a filha, livrou-se de dívidas e conseguiu realizar sonhos: http://manvsdebt.com

» Jules Clancy é uma chef australiana minimalista que ensina a reduzir ingredientes e tempo na culinária praticada em casa: http://thestonesoup.com/blog

Adeus ao luxo

Chef de cozinha macrobiótica, Vera abandonou uma vida de luxo em busca de saúde

No fim da década de 1970, Vera Viana morava na França e pesava apenas 40kg. A fragilidade do corpo já revelava sintomas de uma séria doença, de difícil diagnóstico. Os médicos, por fim, concluíram que ela era vítima de uma virose, provavelmente contraída durante uma temporada na Argélia. A doença comprometia sua força muscular e sua capacidade de absorver nutrientes. Veio então a pior notícia: ela teria apenas dois meses de vida. Foi aí que Vera decidiu voltar ao Brasil e começar, naquele momento, um novo capítulo.

Para se curar, ela abriu mão dos luxos usufruídos na Cidade Luz — do exuberante guarda-roupas ao apartamento muitíssimo bem localizado. Num sítio em Mariporã (SP), ela fez um tratamento com base na medicina oriental. “Saímos de Champs-Élysées para plantar, mexer com a terra, pisar no chão. Foi aí que percebi que não adiantava priorizar o sucesso em detrimento da saúde”, constatou.

Durante esse período de convalescência, passou por jejuns que mudaram sua relação com os alimentos, com os gostos e cheiros. Foi aí que viu desabrochar uma antiga paixão, a culinária. Em 1986, já recuperada, Vera se mudou para Brasília, onde se tornou uma respeitada e badalada chef de cozinha macrobiótica. Num apartamento na Asa Norte, abriu um restaurante frequentado por políticos e futuros presidentes. Foram anos incríveis. Hoje, aos 63 anos, ela vive um período sabático.

Por priorizar a saúde, Vera investiu não só numa alimentação saudável, mas também em atividades físicas. Todos os dias, corre 6km, faz musculação e alongamento na academia e ainda costuma fazer compras ou resolver pendências a pé — embora tenha carro, o qual ela compartilha com a filha. Da glamorosa vida em Paris, sobraram apenas lembranças. “Prefiro ter um guarda-roupas pequeno, mas de qualidade. Não é aquela coisa de não comprar nada e ainda usar uma roupa de 30 anos atrás. Mas acho que chegamos a um ponto de consumismo em que as pessoas deixam de usufruir as coisas: você come porque falaram que é bom, compra porque falaram que é bonito”, observa.

Atenta às necessidades, a chef não abre mão de panelas e ferramentas de boa qualidade, mas nada fica guardado para ocasiões especiais. “Na minha casa tudo tem que funcionar e não aparecer”, reforça. Por dispensar o que considera superficial, Vera usa e abusa do tempo livre para ler, malhar, escrever e estudar. “Levantar cedo e se entusiasmar com o dia, estar bem de saúde e não ter um arsenal de remédios para tomar é a maior riqueza que existe.” Para a chef, essencial é ter saúde e vitalidade. “Ou seja, se eu tiver que ficar com pouco dinheiro, não tem problema. Não quero um carrão, nem um casarão, quero estar bem fazendo as coisas de que gosto.”

Simplifique sua rotina no trabalho

» Comece cedo: trabalhar no início da manhã pode implicar num ambiente silencioso e mais aprazível para mergulhar de cabeça nas atividades do dia;

» Limite suas horas: quando você limita
o seu horário, o foco na produção é maior e você não se desgasta.

» Faça uma lista pequena e outra longa. Na pequena, estabeleça de um a três objetivos para o dia; na maior, coloque tudo aquilo que você tem em mente e que gostaria de fazer a longo prazo.

» Evite distrações: para não tirar o foco do seu trabalho, escolha quando e por quanto tempo você vai checar seu e-mail, atualizar o twitter ou entrar numa rede social.

» Limpe sua mesa: retire tudo e coloque de volta apenas aquilo que julga essencial.

» Invista em intervalos: encontre um local onde você possa se desligar
um pouco e respirar por 15 ou 20 minutos, falar com algum colega, caminhar um pouco e tomar um ar fresco.

Fonte: Dicas do blog Zen Habbits — zenhabbits.net

Minimalismo: origem e ramificações

Filosofia zen…
A doutrina, que despontou na China no século 6, prega que o homem sofre por tentar possuir e manter coisas que, por essência, são impermanentes. Uma manifestação da postura zen é o chamado sumiye, técnica de pintura que busca captar a natureza e o movimento com a menor quantidade de pinceladas possível.

Nas artes plásticas…
O movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1960, simultaneamente à pop art, mas com objetivos opostos. Segundo a historiadora de arte Renata Azambuja, é importante frisar que o minimalismo foi um rótulo dado pelos críticos, mas renegado pelos próprios artistas assim classificados. O objeto de arte, preferencialmente localizado no terreno ambíguo entre pintura e escultura, era dotado de formas, tons neutros e opacos, e criados a partir do aço, do vidro e do acrílico. Os principais expoentes do minimalismo foram Carl Andre, Dan Flavin, Donald Judd, Sol Le Witt e Rober Morris.

Na moda…
Nos anos 1980, criadores japoneses estabeleceram-se em Paris e influenciaram a moda com uma proposta de limpeza visual. Rei Kawakubo, Issey Miyake e Yohji Yamamoto trouxeram a filosofia zen para a moda. O slogan desse movimento era “less is more” (menos é mais). Na linguagem da moda, diziam o máximo com o mínimo possível nos cortes, nas cores e nos acabamentos em suas roupas. O preto e os então denominados “pretos coloridos” (marrom quase preto, marinho quase preto, cinza chumbo quase preto etc.) foram as cores preferidas pelo aspecto de sobriedade e austeridade de suas propostas. Looks andróginos também eram usados por esses estilistas.

Na língua…
Haicais, microcontos, torpedos, posts e twits são exemplos de que os textos curtos estão cada vez mais valorizados. As novas tecnologias, no entanto, não exigem apenas frases curtas, mas também palavras curtas e siglas para abreviar nomes. Segundo a especialista em linguística e mestre em literatura Dad Squarisi, a tendência da vida moderna acompanha exigências de uma economia verbal restrita pelo tempo e pelo espaço. Exemplos:
1. “Eu coloquei os livros na prateleiras’, substituído por “Eu pus os livros na prateleira”
2. Apartamento, substituído por ap.
3. Organizações da Nações Unidas por ONU

Na música…
O chamado movimento minimalista na música tem uma estreita relação com as artes plásticas. Philip Glass, um dos mais populares do gênero, compôs diversas trilhas-sonoras e “paisagens musicais” para exposições de arte. As obras caracterizam-se pela repetição de trechos e longa duração, além dos ritmos hipnóticos. Além de Glass, Steve Reich, Arvo Pärt, Yann Tiersen, John Coolidge Adams estão ligados a essa estética.

(Fontes: O espírito do Zen, de Alan Watts, Ed. L&PM Pocket, História da Moda — Uma narrativa, de João Braga, Ed. Anhembi Morumbi)