Arquivo da tag: consumo

Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é o principal veículo das Nações Unidas para incentivar a consciência mundial e ação para o meio ambiente. Ao longo dos anos, ele tem crescido como uma plataforma global para a sensibilização do público, em mais de 100 países. Também é o dia em que as pessoas podem fazer algo positivo para o meio ambiente, para que as ações individuais se conectem ao coletivo gerando um impacto positivo no planeta.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano (5 de junho) é “Sete bilhões de sonhos. Um planeta. Consuma com cuidado.” O bem-estar da humanidade, o meio ambiente e o funcionamento da economia dependem da gestão responsável dos recursos naturais do planeta. Mas as pessoas estão consumindo recursos naturais muito mais rápido do que o planeta pode fornecer de forma sustentável.

wed2015_sloganMuitos dos ecossistemas da Terra estão se aproximando de pontos de inflexão críticos de esgotamento ou mudança irreversível, impulsionados pelo alto crescimento populacional e desenvolvimento econômico. Em 2050, se consumo e produção atuais permanecerem os mesmos, a população deverá ultrapassar nove bilhões e meio de pessoas!  Nesse ritmo, precisaremos de três planetas para sustentar os nossos modos de vida e de consumo.

Cada ação conta – o Dia Mundial do Meio Ambiente é a oportunidade para que todos possam perceber a responsabilidade de cuidar da terra e tornarem-se agentes de mudança.

E você, commeio-ambienteo vai fazer sua voz ser ouvida este ano para o meio ambiente? Partilhe a sua atividade com o resto do mundo, para que possamos continuar a inspirar os outros!

Acesse a página do World Enviroment Day e participe das ações globais para a data.

 

Anúncios

A História das Coisas

Continuar lendo A História das Coisas

Lixo e Consumo – Verde Capital no Câmara Ligada

 

O Blog Verde Capital teve a honra de ser convidado para participar da gravação do programa Câmara Ligada, da TV Câmara. A participação estava diretamente ligada ao tema: Consumo e lixo. Participaram também o deputado Mendonça Prado (DEM/SE), a professora e arquiteta da UnB, Raquel Blumenschein, que coordena o LACIS – Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade da Universidade de Brasília e a jornalista Carolina Ramalhete, assessora de comunicação, mobilização e políticas públicas do Instituto Vitae Civilis. A banda convidada foi o Raimundos, que me impressionou pelo posicionamento engajado do baixista Canisso.

O programa em questão foi uma iniciativa super importante para os assuntos ambientais porque envolveu a juventude em uma discussão sobre consumo e meio ambiente. E essa relação é exatamente o que tentamos, para usar um trocadilho ambiental, plantar na cabeça da juventude, que o que ela consome, está diretamente ligado com o modo de viver que nos fez chegar a esse caminho quase sem volta no qual nos encontramos hoje.

Os jovens do Centro Educacional 06 de Taguatinga e do CEAN – Centro Educacional da Asa Norte, vindos de realidades próximas, por serem ambas escolas públicas, mas distintas, por estarem uma, na maior cidade satélite da capital federal e outra, na asa do avião e local privilegiado.

O super vídeo A História das Coisas, que nós do Verde Capital vamos morrer indicando, foi exibido para a plateia e parte da discussão do programa foi baseada nele e nas claras constatações de Annie Leonard. O vídeo é atualíssimo, mesmo tendo sido produzido em 2007. O que prova que nosso ritmo não diminuiu tanto assim, mas que, como ela mesmo fala, existem sim, iniciativas em andamento que são uma realidade e, quem sabe, no futuro próximo, estejam mais difundidas.

Digão, vocal e guitarrista da banda Raimundos, levantou uma questão interessante. Em tempos de consumo rápido a cultura também está sendo feita para ser devorada rapidamente e depois um outro, um outro e outro mais. A música também tem sua obsolescência programada. Ela é criada para aproveitar uma onda, um momento, e vemos em um tempo muito curto seu sucesso e declínio. Todos os dias surgem novas bandas com músicas de temporada, que ouvimos e meses depois nem lembramos mais da existência ou da banda que a cantou. Ao contrário de tempos antigos, como Ramones, The Clash, Led Zeppelin, Suicidal, citadas pelo vocalista e que até os dias de hoje são sucesso absoluto.

A redução do IPI foi abordada pelos jovens, como um incentivo do governo para estimular o consumo. A professora da UnB chamou a responsabilidade para nós, cidadãos e perguntou: “o que você faz com isso, como você se posiciona sobre o que o governo e o setor empresarial fazem?”. De acordo com ela, essa responsabilidade cabe a todos nós. Afinal, não é só porque o governo baixou o IPI que vamos comprar como loucos para aquecer a economia e gerar mais lixo para o planeta.

E é bem isso que pregamos no Verde Capital. Qual o papel do consumidor no mercado? A solução tem que ser trazida pronta pelos governos? E nós? É claro que o ser humano tem necessidades que precisam ser satisfeitas diariamente como se alimentar, vestir, morar, se transportar, se divertir e outras tantas dependendo dos hábitos e das culturas. Sem perceber, o indivíduo é levado a pensar que precisa daquele produto, quando, de fato, está buscando o prestígio que ele traz. Esse produto tanto não satisfaz a necessidade inexistente, como é trocado por outro a cada estação. Isso leva à irracionalidade no consumo.

Essa necessidade artificial criada pelo mercado pode ser quebrada com o consumo realizado de forma consciente. É se perguntar se realmente preciso disso que estou comprando, se esse objeto vai ficar parado no seu armário, se será comprado apenas para mostrar que você tem ou vai servir para uma necessidade real. Isso é consumo consciente. É buscar a real necessidade da compra.

Os adolescentes tem muitas dúvidas sobre esse assunto e não sabem muito bem como expressar essa dúvida, nem sobre a necessidade de crescer com sustentabilidade. E para alcançar esse objetivo, não há como fugir do tripé: economia, meio ambiente e sustentabilidade. Essas três áreas precisam andar juntas. Não dá para ter a visão romântica e ingênua de que só os hippies são sustentáveis. É possível atender as necessidades do homem, mantendo o conforto e defendendo o meio ambiente ao mesmo tempo.

Se você ocupa uma posição de destaque e precisa estar bem vestido, o que é mais sustentável: ter dois ternos caros e de qualidade, que vão durar 10 anos, ou comprar 5 mais baratos, para acompanhar a moda e trocar a cada estação?

Será que a saída é somente política, com a mudança do sistema de governo e a comparação entre os modelos capitalistas e socialistas? Para Carolina Ramalhete, assessora do Instituto Vitae Civilis, a produção sustentável, as comunidades orgânicas podem ser possíveis em larga escala. Mas não há como dizer se o futuro terá esses sistemas dominantes.

O baixista do Raimundos, Canisso falou do ativismo e jogou a responsabilidade para a juventude, desafiando aos jovens que votam a fazer direito, a votar nas pessoas certas e não desperdiçar as oportunidades de mudar.

O próprio voto se tornou mais uma “aquisição” do consumo irracional. Se o consumidor não desempenha seu papel adequadamente, porque não tem consciência do poder que possui de decidir, é manipulado constantemente pelo fornecedor, o sistema político.

Esse é um exemplo claro que a juventude deve usar seu tom contestador para mudar, exigindo a aplicação de alternativas diferentes, participando das grandes questões e da política. “É fácil cobrar sem se envolver”, desafiou Canisso.

Para Carolina não é ser contra o que está vigente, é ser a favor da mudança. Isso faz a diferença, desde o sistema político até a forma de consumo.

O deputado Mendonça Prado falou sobre o problema do lixo nas cidades. “O Brasil possui mais de cinco mil municípios, nas mais diversas localidades, com realidades completamente distintas e a escolha dos gestores públicos é de extrema importância e deve ser exercida com responsabilidade pelo cidadão”, disse. E completou a questão afirmando que o problema do gerenciamento do lixo, é de fato muito grande, mal definido, mal gerenciado e causa problemas não só para o homem, mas também a falência do sistema público.

Hoje recicla-se muito pouco, apenas em media 8%, de acordo com Raquel, a professora da UnB. 40, 50% dos resíduos vem da construção civil. Se esse lixo fosse tratado da maneira correta, poderíamos usar até 90% desse descarte reciclado. “Mas para isso, é necessário que todos dentro da cadeia façam um pedacinho”, afirmou.

Digão, dos Raimundos, disse que separa o lixo e se sente agredido quando está na estrada e alguém joga uma lata pela janela, por exemplo.

Em resumo, não apenas o consumo irracional dos bens materiais, mas o consumo dos bens imateriais faz com que as pessoas não se preocupem com as coisas. Não se dá o devido valor às coisas, às músicas, ao pensamento propriamente dito. E tudo é feito para consumir agora. Saiu de moda, acabou e que venha a próxima!

E você, o que vai fazer com isso?

 

Flávia Gomes

Jornalista do blog Verde Capital (texto produzido para o blog Câmara Ligada)

Filmes com temática ambiental

the_age_of_stupid_banner

Hoje vamos dar algumas dicas sobre cultura na área de meio ambiente. Você vai conhecer alguns filmes com a temática ambiental.

Começamos com o filme “A era da estupidez”, que mostra o ponto em que chegou a destruição ambiental no mundo e dá um alerta para a responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global.

Em uma mistura de documentário e ficção, o filme é estrelado pelo ator Pete Postlethwaite, indicado ao Oscar em 1994 pelo filme “Em nome do pai”, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055.

No filme, ele analisa várias cenas das tragédias ambientais que aconteceram no início do século vinte e um e se pergunta por que os seres humanos não se salvaram quando ainda tinham a chance.

A produção da diretora britânica Franny Armstrong mostra por que esse é o futuro provável da espécie, ao contar histórias reais de pessoas comuns -cujas ações cotidianas contribuem para o problema.

 “A Era da Estupidez”  tem o objetivo de debater e provocar a reflexão sobre as soluções reais necessárias para deter o aquecimento global e fortalecer as comunidades já afetadas na transformação rumo a sociedades sustentáveis.

Mais de 40 países participaram da première mundial do filme, que estreia ainda em outubro no circuito comercial. Fique de olho na programação do seu cinema preferido!

O filme mostra o ator principal examinando imagens de 2007 e se perguntando por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

A exibição do longa-metragem está vinculada a uma grande campanha ambiental, apoiada por celebridades e organizações não-governamentais de todas as partes.

O objetivo de “A era da estupidez” é influenciar os principais líderes políticos mundiais a assinarem, em dezembro deste ano, na décima quinta Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, a COP 15, em Copenhagen, o tratado que obriga as nações a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de forma que o aumento de temperatura do planeta não ultrapasse os dois graus celsius.

E aí vai uma curiosidade: com um orçamento de  450 mil libras, aproximadamente 1 milhão e duzentos mil reais, o filme é uma produção independente. Levou quatro anos para ser concluído e foi todo financiado por doações pessoais de 223 indivíduos e grupos preocupados com a mudança climática. Vale a pena conferir!

cartaz_eradaestupidez

Até “A era da estupidez”, o filme mais badalado e talvez já conhecido de muitos é “Uma verdade inconveniente” que foi produzido pelo ex-vice-presidente americano Al Gore. Lançado em 2006, “Uma Verdade Inconveniente” ajudou a colocar o problema do aquecimento global na mídia. De quebra, Al Gore ainda levou o Oscar de melhor documentário e o Nobel da Paz, junto com os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Uma outra dica de filme importante para a causa ambiental é “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento”. Julia Roberts interpreta uma dona-de-casa que consegue um emprego num escritório de advocacia e, sem querer, descobre que uma grande indústria contaminou a área e os moradores locais. O filme é baseado em uma história verídica e rendeu o Oscar de melhor atriz para Julia Roberts.

De vez em quando, procure fugir um pouco dos blockbusters e alugue filmes que tenham algo a ensinar e que contribuem para a causa do meio ambiente. Assim você conhece um pouco mais sobre os acontecimentos ambientais.

O cinema ambiental já desempenha papel importante como incentivador do debate sobre responsabilidade, ética e papel do estado e da sociedade em temas como transgênicos, desarmamento, consumismo, patentes e na causa ambiental.

Essas foram as dicas que o Cultura Ambiental trouxe para você! Até a semana que vem!

O que vai ser a série Verde Capital.

Como lutar pelo desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades futuras? Será que podemos mesmo promover um desenvolvimento que não esgote os recursos para o futuro?

 A série televisiva Verde Capital, uma realização das faculdades Unicesp/Soebras, sob a coordenação dos cursos de Gestão Ambiental, Jornalismo e Administração, vai revelar a relação do homem com o meio ambiente  na necessária busca do equilíbrio econômico de forma a atingir o desenvolvimento sustentável.

 Com essa abordagem, a série pretende identificar as relações de consumo e os impactos causados no meio ambiente na busca pelo desenvolvimento sustentável. Além disso, vai levantar as soluções que estão sendo e que ainda podem ser aplicadas para resolver, em nível individual e governamental, as questões ambientais.