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Exposição Cerrado Sempre Vivo

Fotos, artesanatos, boas músicas, belas poesias, meio ambiente e picolés das Delícias do Cerrado é o que você encontra na Exposição Cerrado Sempre Vivo, que teve abertura no último sábado dia 12. A exposição está em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. A produção é de Fernanda Bueno, da Associação Adianto de Promoção Social.

Parte desta exposição seguiu para a COP 15 e está na sala principal que dá acessoào Comitê de Imprensa, fazendo o maior sucesso.

Compareçam, participem e ajudem a defender nosso Bioma!!

Estima-se que com o ritmo de destruição atual – cerca de 2,2 milhões de hectares anuais – o Cerrado estará extinto em 2050. Especialistas acreditam que mais de 70% da sua área original já esteja desmatada. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas. As unidades de conservação federais do bioma compreendem: dez Parques Nacionais, três Estações Ecológicas e seis Áreas de Proteção Ambiental. O Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade de outros Estados, Goiás 97% Maranhão 65%, Mato Grosso do Sul 61%, Minas Gerais 57%, Tocantins 91%, além de porções em outros seis estados.

Os chapadões do Cerrado abrigam as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, como nascentes dos rios Madeira, Tapajós, Xingu e Tocantins, Bacias Amazônica,  do São Francisco e do Prata constituída pelos rios Paraná e Paraguai. Na região também está situada grande extensão do Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do mundo. Devido ao seu aspecto árido e potencial biológico pouco conhecido, o Cerrado, neste modelo desenvolvimentista, é visto como área a ser ocupada e desenvolvida, sem considerar suas peculiaridades e grau de fragilidade neste modelo desenvolvimentista. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas habitam neste bioma.

O objetivo deste projeto é apoiar a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 115/95, que propõe modificar o parágrafo 4° do art. 225 da Constituição Federal, incluindo então, o Cerrado (e a Caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios Nacionais. Visando eliminar a ameaça já instaurada sobre o cerrado que é o segundo maior bioma brasileiro, berço de nossa capital e está ameaçado!!!

Fonte: Fernanda Bueno Adianto
www.adianto.org.br
fernanda@adianto.org.br
(61) 3468.7575
(61) 8434.1197

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Próximo Programa: Aquecimento global + COP15 + Dicas

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ou ouça pelo Stickam.

Na próxima sexta (11/12), Flávia Gomes, Claudivan Santiago e Bernardo Verano falam, no Cultura Ambiental, sobre o aquecimento global, COP-15 e trazem dicas simples para você fazer a sua parte e contribuir com o meio ambiente.

Em meio à reunião mais importante sobre meio ambiente, quando as atenções do mundo estão voltadas para Copenhague, na Dinamarca, onde líderes mundiais discutem o novo acordo climático que vai substituir o protocolo de Kyoto, o Cultura Ambiental traz informações importantes sobre a atenção que o brasileiro dá ao aquecimento global e dicas simples para você fazer a sua parte nessa luta a favor da vida no planeta.

Para quem ainda tem dúvidas: Entenda a COP 15

Saiba o que está sendo negociado na 15ª Conferência das Partes, da ONU, entenda os diferentes interesses em jogo, a posição dos países em relação aos principais assuntos que envolvem o aquecimento global e a importância desse encontro para o planeta. É o destino da civilização humana que está em jogo em Copenhague.

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), foi esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
 
– a floresta amazônica transformada em savana;
– rios com menor vazão e sem peixes;
– uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
– o derretimento irreversível de geleiras;
– o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
– a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
– o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

COP-15: SERÁ QUE AGORA VAI?
 
Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A promessa é trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.

PROTOCOLO DE KYOTO – PARTE 2
 
Importante dizer que as decisões tomadas na COP-15 não substituirão o Protocolo de Kyoto. Paralelamente à Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem, ao mesmo tempo, aos dois eventos.

Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente, agora sob a gestão Obama.

A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS

Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles:

1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez.

2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas.

3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade.

4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global.

5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados.

Fontes:
– Planeta Sustentável
– Publicações da ONG Vitae Civilis: “Antes que seja tarde: a urgência de uma resposta negociada entre nações para os desafios de mudança do clima” e “Panorama dos atores e iniciativas no Brasil sobre mundanças do clima” e palestras.