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Meio Ambiente Começa em Casa – Coleta Óleo de Cozinha

Fonte: Folha do Meio Ambiente (www.folhadomeio.com.br)

 

A ação dos servidores do MMA está conectada com o projeto Biguá, que recolhe o óleo doado pela comunidade do Distrito Federal e destina-o como matéria prima a grupos de mulheres que o transformam em sabão. Esse apoio foi firmado após a realização de curso para fabricação do sabão e conscientização das artesãs quanto aos danos causados pelo derramamento de óleo nas redes de esgotos. Isso faz com que a cadeia de descarte do óleo de uso doméstico seja quebrada e, consequentemente, a quantidade deste resíduo despejado no esgoto a ser tratado diminua.

O projeto Biguá é fruto de ação conjunta entre a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Administração Regional do Varjão (região administrativa do Distrito Federal) -, que, desde 2007, mobiliza comunidades de baixa renda a praticarem atividades voltadas à recuperação e reciclagem de resíduos, e receberá todo o óleo coletado no MMA.

A partir do Projeto, 50 pessoas começaram a trabalhar na fabricação de sabão, com geração de renda de mais de R$ 73 mil. Outras 30 artesãs já fizeram a oficina e, aos poucos, serão inseridas no Projeto. Desde 2007, a Caesb coletou 6.100 litros de óleo e as artesãs outros 2.400 litros. Segundo a Caesb, esse volume de óleo deixou de poluir 1.180.000 m³ de água, o que representa 0,24% do volume total de água do Lago Paranoá. Além disso, com o crescimento do projeto e o aumento das doações de óleo, a Caesb firmou parceria com a Embrapa para reaproveitar o resíduo na produção de biodiesel, combustível que abastece inclusive a frota de veículos da Caesb.

Descarte inadequado

? É importante saber que o descarte inadequado do óleo usado na pia da cozinha gera impacto direto nas redes de esgoto, que incorpora parte desses resíduos desnecessariamente. Isso reduz a eficiência do processo de tratamento da água, o que aumenta os riscos ao meio ambiente e à qualidade de vida. Informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que um litro de óleo polui 200 litros de água, provocando danos ambientais desde seu primeiro contato com o local de descarte

Da equipe Verde Capital:

No Guará DF é possível entregar óleo de cozinha usado para o projeto Biguá. As Faculdades Integradas Promove de Brasília (ICESP/PROMOVE) possui um ponto de coleta.

Para o descarte é necessário que o doador tenha pelo menos filtrado o óleo, sugeresse a utilização de filtros como o de café, para a remoção das impurezas e que o mesmo leve o material para a faculdade no endereço QE 11 Área Especial C/D Guará I.

Toda a comunidade está convidada a participar do movimento.

 

 

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Queimadas 2011

O período de seca está para começar….por isso temos que ficar atentos à queimadas em áreas de preservação.

As queimadas além de destruir a vegetação causa poluição atmosférica com a suspensão de materiais particulados que causam problemas à saúde humana.

Queimadas não só degradam o meio ambiente mas também a saúde do homem…

Vamos ficar atentos.

Que mundo queremos deixar para nossos filhos? E que filhos queremos deixar para o mundo?

Olá pessoal que nos acompanha todo esse tempo. Eu e o professor Bernardo Verano temos uma novidade muito bacana para você, que está sempre com a gente, recebendo nossas dicas sobre meio ambiente e sustentabilidade. Nosso primeiro filho, Leonardo, está para nascer se é que já não vai ter nascido quando vocês estiverem lendo esse post… Por causa desse acontecimento mais que especial, ficamos pensando em um tema para falar essa semana e nada melhor do que uma reflexão sobre o mundo que queremos deixar para os nossos filhos. E você, já pensou em que tipo de mundo gostaria que seu filho vivesse?

Foi pensando nas coisas que nós podemos fazer, que o Cultura Ambiental dessa semana traz dicas importantes de sustentabilidade. Eu, você e qualquer um de nós podemos adotar hábitos e atitudes mais saudáveis para nós mesmos e para o meio ambiente.

Agora que nosso filho está nascendo, os pensamentos de deixar um mundo melhor para que ele cresça feliz vem aumentando. E por isso nossas dicas são para que vocês e nós também possamos fazer a nossa parte.

Leve uma sacola para fazer as compras tanto no supermercado quanto na feira. Levando sua própria embalagem – que pode ser uma mochila ou uma sacola de pano – você evita o desperdício de sacos plásticos e reduz a quantidade de lixo produzido na sua casa. Mesmo que não caiba tudo, qualquer redução, se pensarmos em grande escala, já reduz o impacto ambiental.

Prefira produtos naturais aos industrializados sempre que possível. Para a fabricação de produtos, as indústrias consomem grandes quantidades de energia e jogam toneladas de CO2 na atmosfera. Produtos naturais já nascem prontos, sem os custos ambientais exorbitantes.

Valorize o trabalho de cooperativas agrícolas e artesanais, elas são boas opções de consumo consciente. Há muitos artistas que trabalham com materiais naturais, reciclados ou reaproveitados, inclusive com a consultoria de designers renomados.

Procure direitinho, perto da sua casa deve existir um grupo de produtores de alimentos orgânicos. Com as cooperativas, eles conseguem manter uma escala de produção que possibilita a sustentabilidade de suas famílias. E sem agrotóxicos, os alimentos são mais saudáveis para quem consome e também para quem produz. Se na sua cidade tem uma feira, vale a pena começar a freqüentar e se habituar a fazer uso desse tipo de alimento.

Feche a torneira ao lavar a louça. Em 15 minutos, uma pessoa gasta mais de 240 litros de água. Instalar arejadores nas torneiras da cozinha e dos banheiros – um acessório bem baratinho – pode gerar uma economia de até 60%.

Separe o lixo orgânico dos materiais que podem ser reciclados. É simples, basta ter duas lixeiras em casa para você colaborar com o planeta. Numa delas, coloque o lixo orgânico e na outra, os materiais que podem ser enviados à reciclagem: plásticos, papéis, metais e vidros e entregue em pontos de coletas. Assim, você evita a sobrecarga nos aterros sanitários e reduz o consumo de mais matéria-prima para a fabricação de novos produtos.

Reutilize a água da chuva e da máquina de lavar. Se você mora em casa, reaproveite a água da lavagem das roupas para limpar a garagem, a varanda e o quintal. Você também pode armazenar a água da chuva que escorre pelas calhas para usar na limpeza das áreas externas.

Pendure suas roupas ao invés de usar a secadora. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

Use uma garrafa térmica com água gelada. Compre uma garrafa térmica de 2 a 5 litros. Abasteça-a com água bem gelada e uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d’água.

Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura etc.

Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

Não deixe seus aparelhos em standby. Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando o aparelho está em uso.

Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

Desligue o computador. Deixe de lado o péssimo hábito de deixar o computador ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes por pura comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

Desligue o ar-condicionado uma hora antes do final do expediente. No final do expediente a temperatura começa a ser mais amena e o uso não é tão necessário. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano.

Tá vendo como é fácil?! Assumir a responsabilidade de deixar um mundo melhor para nossos filhos vale muito a pena! E comece logo, o dia das crianças vem aí. Tente assumir uma postura menos consumista e se for dar um presente, ao menos convença o filhão a doar algum brinquedo que ele não usa mais para quem precisa. Ele começa a entender desde pequeno e vai poder ver a alegria nos olhos de uma criança carente.

Vamos ver agora um discurso maravilhoso feito na ECO 92, por uma menina canadense de 11 anos. Não há como não se emocionar com o que ela fala!

Dia Mundial sem Carro 2010

É engraçado e triste, mas parece que este ano o Dia Mundial sem Carro foi pouco falado. Hoje tivemos matérias, mas e ontem, semana passada? Como as pessoas podem estar preparadas para um evento se a mídia não divulga com antecedência datas como essas? Mais pessoas poderiam deixar seus carros na garagem se soubessem da informação.

No ano passado uma equipe de jornalistas do Portal UOL realizou uma ação muito bacana. Na semana em que é comemorado o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), uma equipe de jornalistas do UOL que costuma usar carro diariamente abriu mão de seus veículos para observar e comparar as vantagens e desvantagens de viver no dia-a-dia usando transporte coletivo, bicicleta ou outros meios alternativos para se locomover. Diariamente as impressões dos cinco jornalistas foram publicadas neste blog: http://especialtransito.blog.uol.com.br. Muito bacana, vale a pena ler!
Veja reportagem publicada hoje no Portal G1

No Dia Mundial sem Carro, ciclistas fazem protesto no Distrito Federal

Manifestantes percorreram cerca de 20 quilômetros até o centro de Brasília. O protesto era contra o cancelamento da construção de uma ciclovia.

Um grupo de ciclistas aproveitou o Dia Mundial sem Carro para fazer uma manifestação no Distrito Federal nesta quarta-feira (22). O ‘bicicletaço’, que percorreu aproximadamente 20 quilômetros, foi um protesto contra o cancelamento da construção de uma ciclovia.

Para lembrar a data, os ciclistas dividiram espaço com os veículos na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), uma das vias de maior movimento no DF. Eles foram pedalando do Guará, cidade próxima a Brasília, ao Eixo Monumental, no centro da capital.

“Eu vou de Águas Claras para o Plano Piloto de bicicleta diariamente. Apesar de ter experiência, acho que uma ciclovia faz falta. É uma via expressa, então, fica difícil dividir o espaço com os carros”, avalia o servidor público Uirá Lourenço.

O engenheiro Rafael Andrade acredita que, além da implantação de ciclovias, é necessário que os motoristas se conscientizem. “Mudando isso, seria mais fácil difundir a bicicleta como meio de transporte das pessoas”, avalia.

Atualmente, o DF tem 160 quilômetros de ciclovias. Até o fim do ano, o Departamento de Estradas de Rodagem deve concluir 300 quilômetros de faixas exclusivas para ciclistas. A ideia é dobrar este número nos próximos anos. O GDF anunciou um investimento de R$ 55 milhões para a construção de ciclovias.

Neste Dia Mundial sem Carro, o metrô do DF também pode ser uma saída. Os trens irão funcionar de graça nesta quarta-feira, com a catraca livre em todas as estações. Mas o metrô atende menos da metade da população do DF.

Quem está preocupado com os congestionamentos e com a poluição, reclama também da péssima qualidade do sistema de transporte coletivo.

“Hoje, para se deslocar da Asa Norte até uma faculdade da Asa Sul, de carro, eu gasto 20 minutos. De transporte público, eu demoraria mais de uma hora. Desse jeito não tem como”
, constata o aposentado Oriva Campos.

11 de Setembro – Dia do Cerrado

Para quem não sabe, 11 de setembro é comemorado o Dia do Cerrado, como já falamos outras vezes aqui, o bioma mais rico em biodiversidade.

Para quem não sabe, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente quase metade da área original, cerca de 85 mil quilômetros quadrados de cobertura nativa já foi devastada. Ocupamos lugar de destaque na produção de grãos no país, mas perdemos cada vez mais em biodiversidade com o avanço do desmatamento, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma possível solução seria a criação de unidades de conservação em áreas de fronteira agrícola. Semana passada falamos da Amazônia, mas a taxa de desflorestamento do Cerrado é mais alta que a da nossa famosa floresta…

O Distrito Federal é a terceira unidade da federação com maior parte destruída do Cerrado original, entre os 12 estados que possuem o bioma. São Paulo e Mato Grosso do Sul lideram esse péssimo ranking. As causas são o desmatamento por conta da produção de biocombustível (cana- de-açúcar), no estado paulista enquanto que no Mato Grosso do Sul a causa é o plantio de soja e a criação de gado.

Já aqui no DF, a principal causa apontada é a especulação imobiliária, já que inúmeras áreas verdes deram lugar às cidades. O que resta do Cerrado do DF aparece nas unidades de conservação, compostas pelo Parque Nacional de Brasília, Reserva de Águas Emendadas, Reserva Ecológica do IBGE e Jardim Botânico. Por aí vemos que a expansão apressada e desordenada é capaz de atropelar políticas ambientais, agroindustriais e de saneamento.

Essas ações destruidoras geram perdas ambientais e as queimadas estimulam a concentração dos gases e aumentam o efeito-estufa. Não é a toa que Brasília apresenta, nesse período, o ar mais poluído que São Paulo…
Também é importante lembrar que o cerrado guarda as fontes de água-doce do país. Acabar com a vegetação vai comprometer o que daqui a 15-20 anos vai valer mais que ouro e o que o Brasil ainda tem em abundância, água.

E com esse tempo de muita seca, já são mais de 120 dias sem chuva, nunca é demais alertar para os perigos das queimadas. Essa semana o Ibama declarou estado de emergência ambiental no Distrito Federal. A medida autoriza os órgãos responsáveis por combater as queimadas a reforçar equipes dispensando licitações ou concursos públicos para contratar profissionais por tempo determinado. Somente nesse período sem chuva esse ano houve mais incêndios que em todo o ano passado e o fogo já consumiu sessenta e sete e meio por cento de cerrado, o que representa quase quinhentos mil metros quadrados.

Fonte: Agencia Brasil

5 de Setembro – Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul e metade do território brasileiro, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Ela também é rica em minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo (graças ao grande volume de água dos seus rios). Ao absorverem carbono, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Apesar de toda a grandeza da Amazônia, seu solo tem baixa fertilidade. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e em pastos para o gado. Sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega os nutrientes do solo e o empobrece.

Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e de plantas ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia.

Hoje é Dia da Amazônia e, apesar de termos pouco a comemorar,fazemos questão de marcar a data para que você saiba o que estamosfazendo em defesa da floresta.

A Amazônia está ameaçada. O avanço da soja e da pecuária sobre a floresta tem aumentadoem um ritmo veloz. Nesta época do ano, a área é devastada porqueimadas. O uso do fogo ainda é uma prática agrícola comum nasfazendas de gado e grãos da Amazônia.

O Brasil lidera hoje, com 2.752 focos, a tabela de focos de calor acumulados por países da América do Sul. Organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tabela cita a Argentina (1.212 focos),  Bolívia (776), Paraguai (118) e Peru (32).

Embora sua capital esteja mergulhada em fumaça, no Acre existem hoje apenas 99 focos acumulados de calor. O Mato Grosso, com 594 focos, lidera a tabela do Inpe, seguido de Rondônia (332), Tocantins (289), Pará (220) e Amazonas (167).

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

No Pará, pesquisas mostram que em doze anos o solo fica tão destruído que nem a grama nasce mais. É como um deserto. Em agosto, 20 quilômetros quadrados do assentamento Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, foram queimados.

Em nenhum lugar do mundo tantas árvores são derrubadas quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo. É 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental. De acordo com o estudo, uma em cada dez árvores serradas no planeta está na Amazônia. Vale ressaltar que esse ranking foi feito com os dados de 1994, antes dos últimos números do Inpe. Também aqui se queimam mais árvores que no resto do mundo.

Poucas coisas são tão assustadoras quanto ouvir uma árvore cair dentro da floresta. O barulho é parecido com o de um trovão. Espanta pássaros, macacos e os serradores, que correm em disparada. Ao cair, a árvore leva consigo outras cinco ou seis, presas a ela por cipós. Também morre toda a vegetação no lugar onde a árvore cai. Depois, seus galhos são cortados e ela é abandonada em forma de tora no meio do mato. Dias, às vezes semanas depois, outro grupo tenta achar a árvore derrubada.

De acordo com extenso trabalho da ONG Imazon, para cada árvore que chega a uma serraria no Pará, outras 27 caíram inutilmente. A maioria é esquecida na floresta, enquanto outras são abandonadas por estar ocas. Nem tudo o que chega às madeireiras, no entanto, é aproveitado. Por usar técnicas rudimentares, as serrarias da Amazônia desperdiçam um terço de toda a madeira que recebem. Esses restos são transformados em carvão, vendido a 50 centavos o quilo. Nenhuma empresa no mundo sobrevive com índice de desperdício tão grande.

Fonte: IBGE

Lixo Eletrônico

A crescente preocupação da sociedade em torno de ações que minimizem danos ao meio ambiente começa a atingir as empresas de tecnologia da informação. Aos poucos elas começam a aderir ao movimento verde, ao desenvolver produtos e adotar posturas ecologicamente corretas. Essa corrente que ganha cada vez mais força e a adesão de grandes companhias atende pelo nome de TI verde.

Para incentivar e pressionar as fabricantes a adotarem políticas que levem em consideração as questões ambientais, a organização não governamental Greenpeace lança, três vezes por ano, um guia no qual reúne as marcas do setor que mais se mostram comprometidas com os conceitos de sustentabilidade. A ideia é que as companhias sigam alguns critérios, como a redução de componentes tóxicos utilizados na fabricação de equipamentos, além de aumentar a eficiência energética dos produtos e se responsabilizar pelos itens depois de usados.

A empresa finlandesa Nokia encabeça a lista e se destaca por ter um programa que conta com quase 5 mil pontos de recolhimento de celulares usados em 84 países (160 só no Brasil, entre assistências técnicas e lojas de vendas). De 65 a 80% dos celulares da marca são passíveis de reciclagem”. Além disso, os tamanhos das caixas vem diminuindo gradativamente, o que aumenta a eficiência no transporte e diminui o uso de papelão.

O chamado E-lixo já é um problema mundial. Na mesma proporção em que a indústria eletrônica desenvolve produtos cada vez mais avançados, cresce também a quantidade de aparelhos que são aposentados pelos consumidores e empresas. Com isso, a montanha de lixo eletrônico chega a níveis alarmantes. O Greenpeace calcula que, todos os anos, aproximadamente 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora ao redor do mundo. Se esse material fosse colocado dentro de uma sequência de vagões de trem seria possível dar uma volta no planeta.

O professor Bernardo Verano, consultor do Cultura Ambiental e coordenador do curso de Gestão Ambiental da Faculdade Unicesp explica quais os maiores riscos que esse tipo de lixo representa.

Esse tipo específico de lixo é o que mais cresce atualmente e representa 5% de todos os resíduos sólidos urbanos produzidos pelo homem. Isso significa quase o mesmo montante que as embalagens plásticas, com o agravante de ser muito mais perigoso já que contem inúmeras substâncias tóxicas como mercúrio, chumbo e a substância conhecida como PVC. E o risco não é só para o meio ambiente, mas para o homem também. Com a redução da vida média de aparelhos como telefones móveis e computadores, essa questão se torna especialmente grave para os países desenvolvidos, que consomem cada vez mais tecnologia e têm que lidar com uma pilha gigantesca de lixo eletrônico. Somente na Europa, esse tipo de resíduo cresce de 3 a 5% por ano, quase três vezes mais que o total de lixo urbano.

E como fazer para se livrar desse problema? Simples, mande-o para as nações pobres. É… Por mais absurda que a ideia possa parecer, é exatamente isso que as grandes potências estão fazendo. E elas ainda afirmam que estão contribuindo para a inclusão digital…

Mas na prática, o que acontece é que famílias pobres sem nenhuma proteção ou instrução manuseiam os resíduos, separando as peças para centros de reciclagem ou procurando algo de maior valor no meio do montante. Os países que mais recebem esse lixo são a China, a Índia, o Paquistão e alguns da África que, juntos, recebem cerca de 500 contêineres todos os meses.

Por isso é importante encontrar locais de descarte perto de você. Procurando direitinho, sempre vai ter algum. O Banco Real, por exemplo, possui o papa-pilhas que recolhe pilhas e baterias usadas. Já celulares e baterias antigas você pode devolver ao fabricante levando para a loja onde comprou. No último fim de semana de cada mês, o shopping Pátio Brasil disponibiliza o Ecoponto, onde você descarta lâmpadas fluorescentes usadas, pilhas e baterias. Esse fim de semana vai estar funcionando. Nunca descarte esse lixo tão poluente junto do lixo comum.

Estação das Queimadas

Como em todo ano, os incêndios florestais já começaram a aumentar no DF. Falta consciência e conhecimento das pessoas. De janeiro a julho deste ano, já foram registradas mais de mil ocorrências de fogo no mato, pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.  O período de maio a julho representa 83% do número de ocorrências do ano inteiro!

O Professor Bernardo, que é nosso consultor e professor do curso de gestão ambiental da Faculdade Unicesp, explica quais as maiores razões para tanto fogo.

No início de maio as temperaturas começam a baixar e as chuvas começam a ficar mais escassas. Em Brasília não chove há mais de 45 dias, o que é comum nessa região, mas o pior pode estar por vir, no mês de agosto.  É importante lembrar que Brasília tem a seca como característica climática.

Principais causas dos incêndios nessa época:

A maior parte dos incêndios é mesmo causada pela ação do homem. São diversos os motivos, pode ser uma fogueira, a queima do lixo, bitucas de cigarro jogadas nas estradas ou as famosas e errôneas limpezas de terreno. Vale destacar que o incêndio por ação natural é muito raro.

O que deve ser feito para que diminuir o número de queimadas:

A população pode ajudar a evitar as queimadas com simples ações. Evitar jogar cigarro pela janela do carro, apagar as chamas das fogueiras e certificar-se de que as brasas também estão apagadas. E mais importante, no caso de limpeza de terrenos, o interessado deve pedir uma autorização para o IBAMA, adotar todos os procedimentos legais e informar ao corpo de bombeiros dia, hora e local da queimada.

É importante lembrar que queimar lixo é crime ambiental, previsto na Lei Distrital nº 4.329. A pena aos infratores é de dois a quatro anos de prisão e multa. Se o crime é culposo, ou seja, sem intenção de causar o dano, a pena é de detenção de seis meses a um ano e multa.

Maiores danos para o meio ambiente e para as pessoas:

O aumento na quantidade de crianças e idosos – os que mais sofrem – nos hospitais por causa dos inúmeros problemas respiratórios que se agravam na seca e pioram com a fumaça e a fuligem das queimadas, que, inclusive, piora a qualidade do ar. A vegetação é destruída e deixa de cumprir a função de proteger as nascentes, prejudicando a qualidade e até escasseando o volume de água potável. Os nutrientes do solo também vão embora e atrapalham a fertilidade daquele solo.

Então, pessoal, vocês viram então que o melhor mesmo é não fazer fogo em hipótese alguma, mas se for inevitável, tomar todos os cuidados, inclusive com autorização dos órgãos competentes. O melhor mesmo para os restos vegetais, folhas secas, por exemplo, é processar e transformar em adubo orgânico. Assim todo mundo tem a ganhar, inclusive o meio ambiente!

Este é o período do ano que o Corpo de Bombeiros mais trabalha. Por conta do grande número de ocorrências de queimadas, o Batalhão de Combate ao Incêndio Florestal atua diariamente com um contingente de 100 militares e conta com reforços quando a situação é mais crítica.

A legislação:

A Lei nº 4.329, sancionada pelo governador afastado José Roberto Arruda em junho de 2009, proíbe a queima de restos vegetais e lixo no DF. A proibição, no entanto, não inclui fornos e incineradores regularizados. A lei também define que a utilização de fogo como prática agrícola nas áreas rurais fica condicionada à recomendação técnica e aos termos da lei. O texto sugere ainda que os restos vegetais devem ser processados e transformados em adubo orgânico.

(Flávia Gomes)

Dengue – um problema de todos nós!

A Dengue é hoje um dos principais problemas de saúde pública do mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80 milhões de pessoas se infectam anualmente em mais de 100 países, com exceção do continente europeu. Dessas pessoas, cerca de 550 mil necessitam de hospitalização e pelo menos 20 mil morrem da doença. No Brasil, a maior incidência foi em 2002, quando foram registrados 794 mil casos.

O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, encontrou no mundo moderno condições muito favoráveis para uma rápida expansão. Mais um problema causado pelo progresso da civilização! A urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; a intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro; e as mudanças climáticas.

Mas, para quem não sabe, vamos explicar exatamente o que é a dengue e quais as formas de contágio.

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna, na maioria dos casos, e seu principal vetor é a fêmea do mosquito Aedes aegypti. Se o inseto picar alguém que teve dengue, ele passa a transmitir o vírus para pessoas saudáveis.

E como acontece o ciclo de transmissão?

A fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade espantosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias.

No Brasil é um sério problema, já que a dengue é uma doença característica de áreas tropicais e subtropicais, onde as condições do ambiente favorecem o desenvolvimento dos vetores, os mosquitos.

E quais são os sintomas?

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica.

A dengue clássica geralmente causa febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, manchas vermelhas na pele e pode afetar crianças e adultos, mas raramente mata.

Já a dengue hemorrágica é a forma mais severa, porque além dos sintomas citados, pode ocorrer sangramento e ocasionalmente choque, podendo levar à morte. É importante lembrar que a pessoa que sentir esses sintomas deve procurar os serviços de saúde, evitar o uso de medicamentos à base de ácido acetil salicílico, como aspirina, AAS, melhoral, entre outros, e deve ingerir muito líquido.

Pois é, e nunca é demais falar que a melhor maneira de prevenir a dengue é impedir a reprodução do mosquito. O Aedes aegypti procura água acumulada para colocar seus ovos em recipientes como pneus, latas, garrafas, vasos de planta, caixas d’água destampadas e piscinas não tratadas, entre outros. O combate à dengue deve começar em cada casa e tornar-se uma rotina praticada todos os dias. As providências são simples e o efeito vai beneficiar toda a comunidade.

É importante lembrar que somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. Procure-o!

DICAS PARA EVITAR FOCOS DE DENGUE:

– Guardar baldes e vasos de plantas vazios de boca para baixo,

– Retirar sempre a água e lavar com sabão a bandeja externa de geladeiras,

– Colocar areia em todos os cacos de vidros nos muros que possam acumular água,

– Manter caixas d’água, cisternas e poços bem fechados. O ideal é tampar com telas aqueles que não tem tampa própria.

– Verifique se as calhas de água da chuva não estão entupidas e remova folhas ou outros materiais que possam impedir o escoamento da água.

E dentro das dicas que sempre trazemos aqui no cultura ambiental, é importante também não acumular lixo e entulho.

– Deixe o quintal sempre limpo. As garrafas pet e de vidro devem ser enviadas para a reciclagem ou serem reutilizadas em casa, mas não podem ficar ao relento, tomando chuva. Os sacos plásticos das lixeiras devem ser bem fechados e a lixeira deve fica sempre tampada. Os pneus velhos devem ser entregues ao serviço de limpeza urbana ou à reciclagem. Caso você tenha necessidade de mantê-los, guarde-os em local coberto.

– E quem tem lagos, cascatas, espelhos d’água decorativos devem mantê-los sempre limpos. O ideal é criar peixes, já que eles se alimentam de larvas, entre elas, a do mosquito. Sempre lembrando de manter a água tratada com cloro, assim como a piscina que deve ser limpa uma vez por semana ou ficar coberta caso não esteja sendo utilizada.

– Para quem cultiva bromélias ou outras plantas que acumulam água, é imprescindível tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana e retirando sempre a água acumulada nas folhas. Além disso, os velhos conhecidos pratinhos de vasos de plantas ou xaxins não podem acumular água e o ideal é colocar areia até a borda do pratinho, assim a areia absorve o resto de água.

– E se você tem animais domésticos, lembre de lavar com bucha e sabão em água corrente, pelo menos uma vez por semana, o pratinho do seu amigão de estimação.
 
Pessoal, a dengue é um problema de todos, não somente do governo. Se você não cuidar do seu ambiente, pode contaminar toda a sua vizinhança. E quem mora ao lado de terrenos baldios, é importante comunicar o poder público para que as providências possam ser tomadas.

É isso pessoal, vamos todos abraçar os cuidados para acabar com esse problema tão sério que afeta tanto, nós, brasileiros.

Ouça aqui o nosso programa do dia 18 de junho sobre esse tema.

MMA promove mostra de cinema ambiental em Brasília/DF

Prosseguindo às comemorações da semana internacional do meio ambiente, a Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, em parceira com o CID-Ambiental, promove hoje (8/6), uma mostra de cinema ambiental, no prédio sede do MMA.

O evento será aberto ao público e acontecerá de 9hs às 18hs. Em cartaz, filmes e vídeos brasileiros que abordam a relação, muitas vezes conflituosa, entre natureza e sociedade. Os filmes e vídeos foram selecionados a partir do acervo do Circuito Tela Verde, incluindo outros títulos de destaque sobre o tema sociedade e meio ambiente.

O Circuito Tela Verde é uma iniciativa do Departamento de Educação Ambiental do MMA, em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, visando estimular a produção audiovisual independente sobre a temática ambiental.

Fonte: MMA