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Queimadas 2011

O período de seca está para começar….por isso temos que ficar atentos à queimadas em áreas de preservação.

As queimadas além de destruir a vegetação causa poluição atmosférica com a suspensão de materiais particulados que causam problemas à saúde humana.

Queimadas não só degradam o meio ambiente mas também a saúde do homem…

Vamos ficar atentos.

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Como tratamos o lixo nosso de cada dia

Muitos dos problemas enfrentados nos últimos tempos tem relação com a forma como tratamos nosso lixo. Enchentes, entupimentos de bueiros e esgotos, em grande parte, são causados pela péssima maneira como o lixo de nossas cidades é tratado. Mas não se engane, leitor, é muito fácil cobrar e responsabilizar o governo, mas nós não fazemos nem um terço do que deveríamos para ajudar a resolver esse problema.

Muitas pessoas, por exemplo, tiram o lixo de casa logo pela manhã cedo sendo que o caminhão de lixo só passa recolhendo à noitinha. O que acontece? O lixo fica no chão, em canteiros, nas calçadas, esquinas e becos sofrendo a ação do tempo e os ataques de animais. O resultado são sacos rasgados, lixo espalhado, canteiros e gramados sujos. Por que não ser consciente e só colocar o lixo na rua quando o lixeiro passar? A menos que você tenha um recipiente próprio para a colocação do lixo, deixe para descartar somente um tempo antes do caminhão chegar.

Vamos ver o que acontece com o lixo deixado na rua, quando chega uma daquelas chuvas de verão:

E aí, entendeu agora a importância de fazer a sua parte antes de se achar no direito de culpar governos apenas? Se cada um fizer o seu, o problema será bem menor, assim como a reclamação que teremos que fazer com o poder público. E isso inclui jogar um simples papel de bala no meio da rua ou pela janela do carro.

Flávia Gomes
Equipe Verde Capital

PRÊMIO TOPBLOG 2010 – FOMOS FINALISTAS

O Blog Verde Capital ficou entre os TOP 100 classificados no Prêmio TOP BLOG 2010. Na Classificação Profissional, categoria Sustentabilidade, ficamos entre os 31 escolhidos para o segundo turno de votação.

A categoria Sustentabilidade escolhe os Blogs com notícias de preservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável do planeta, vídeos e eventos relacionados ao tema.

Vamos trabalhar para em 2011 estarmos entre os vencedores do ano.

O Top Blog Prêmio é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

REALIZAÇÃO E PROMOÇÃO

Top Blog é uma iniciativa da MIXMD, divisão de comunicação digital da MIX Comunicação: Rádio, TV, Internet que pertence ao Grupo OBJETIVO/UNIP, o maior grupo de educação do País.

5 de Setembro – Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul e metade do território brasileiro, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Ela também é rica em minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo (graças ao grande volume de água dos seus rios). Ao absorverem carbono, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Apesar de toda a grandeza da Amazônia, seu solo tem baixa fertilidade. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e em pastos para o gado. Sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega os nutrientes do solo e o empobrece.

Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e de plantas ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia.

Hoje é Dia da Amazônia e, apesar de termos pouco a comemorar,fazemos questão de marcar a data para que você saiba o que estamosfazendo em defesa da floresta.

A Amazônia está ameaçada. O avanço da soja e da pecuária sobre a floresta tem aumentadoem um ritmo veloz. Nesta época do ano, a área é devastada porqueimadas. O uso do fogo ainda é uma prática agrícola comum nasfazendas de gado e grãos da Amazônia.

O Brasil lidera hoje, com 2.752 focos, a tabela de focos de calor acumulados por países da América do Sul. Organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tabela cita a Argentina (1.212 focos),  Bolívia (776), Paraguai (118) e Peru (32).

Embora sua capital esteja mergulhada em fumaça, no Acre existem hoje apenas 99 focos acumulados de calor. O Mato Grosso, com 594 focos, lidera a tabela do Inpe, seguido de Rondônia (332), Tocantins (289), Pará (220) e Amazonas (167).

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

No Pará, pesquisas mostram que em doze anos o solo fica tão destruído que nem a grama nasce mais. É como um deserto. Em agosto, 20 quilômetros quadrados do assentamento Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, foram queimados.

Em nenhum lugar do mundo tantas árvores são derrubadas quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo. É 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental. De acordo com o estudo, uma em cada dez árvores serradas no planeta está na Amazônia. Vale ressaltar que esse ranking foi feito com os dados de 1994, antes dos últimos números do Inpe. Também aqui se queimam mais árvores que no resto do mundo.

Poucas coisas são tão assustadoras quanto ouvir uma árvore cair dentro da floresta. O barulho é parecido com o de um trovão. Espanta pássaros, macacos e os serradores, que correm em disparada. Ao cair, a árvore leva consigo outras cinco ou seis, presas a ela por cipós. Também morre toda a vegetação no lugar onde a árvore cai. Depois, seus galhos são cortados e ela é abandonada em forma de tora no meio do mato. Dias, às vezes semanas depois, outro grupo tenta achar a árvore derrubada.

De acordo com extenso trabalho da ONG Imazon, para cada árvore que chega a uma serraria no Pará, outras 27 caíram inutilmente. A maioria é esquecida na floresta, enquanto outras são abandonadas por estar ocas. Nem tudo o que chega às madeireiras, no entanto, é aproveitado. Por usar técnicas rudimentares, as serrarias da Amazônia desperdiçam um terço de toda a madeira que recebem. Esses restos são transformados em carvão, vendido a 50 centavos o quilo. Nenhuma empresa no mundo sobrevive com índice de desperdício tão grande.

Fonte: IBGE

Estação das Queimadas

Como em todo ano, os incêndios florestais já começaram a aumentar no DF. Falta consciência e conhecimento das pessoas. De janeiro a julho deste ano, já foram registradas mais de mil ocorrências de fogo no mato, pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.  O período de maio a julho representa 83% do número de ocorrências do ano inteiro!

O Professor Bernardo, que é nosso consultor e professor do curso de gestão ambiental da Faculdade Unicesp, explica quais as maiores razões para tanto fogo.

No início de maio as temperaturas começam a baixar e as chuvas começam a ficar mais escassas. Em Brasília não chove há mais de 45 dias, o que é comum nessa região, mas o pior pode estar por vir, no mês de agosto.  É importante lembrar que Brasília tem a seca como característica climática.

Principais causas dos incêndios nessa época:

A maior parte dos incêndios é mesmo causada pela ação do homem. São diversos os motivos, pode ser uma fogueira, a queima do lixo, bitucas de cigarro jogadas nas estradas ou as famosas e errôneas limpezas de terreno. Vale destacar que o incêndio por ação natural é muito raro.

O que deve ser feito para que diminuir o número de queimadas:

A população pode ajudar a evitar as queimadas com simples ações. Evitar jogar cigarro pela janela do carro, apagar as chamas das fogueiras e certificar-se de que as brasas também estão apagadas. E mais importante, no caso de limpeza de terrenos, o interessado deve pedir uma autorização para o IBAMA, adotar todos os procedimentos legais e informar ao corpo de bombeiros dia, hora e local da queimada.

É importante lembrar que queimar lixo é crime ambiental, previsto na Lei Distrital nº 4.329. A pena aos infratores é de dois a quatro anos de prisão e multa. Se o crime é culposo, ou seja, sem intenção de causar o dano, a pena é de detenção de seis meses a um ano e multa.

Maiores danos para o meio ambiente e para as pessoas:

O aumento na quantidade de crianças e idosos – os que mais sofrem – nos hospitais por causa dos inúmeros problemas respiratórios que se agravam na seca e pioram com a fumaça e a fuligem das queimadas, que, inclusive, piora a qualidade do ar. A vegetação é destruída e deixa de cumprir a função de proteger as nascentes, prejudicando a qualidade e até escasseando o volume de água potável. Os nutrientes do solo também vão embora e atrapalham a fertilidade daquele solo.

Então, pessoal, vocês viram então que o melhor mesmo é não fazer fogo em hipótese alguma, mas se for inevitável, tomar todos os cuidados, inclusive com autorização dos órgãos competentes. O melhor mesmo para os restos vegetais, folhas secas, por exemplo, é processar e transformar em adubo orgânico. Assim todo mundo tem a ganhar, inclusive o meio ambiente!

Este é o período do ano que o Corpo de Bombeiros mais trabalha. Por conta do grande número de ocorrências de queimadas, o Batalhão de Combate ao Incêndio Florestal atua diariamente com um contingente de 100 militares e conta com reforços quando a situação é mais crítica.

A legislação:

A Lei nº 4.329, sancionada pelo governador afastado José Roberto Arruda em junho de 2009, proíbe a queima de restos vegetais e lixo no DF. A proibição, no entanto, não inclui fornos e incineradores regularizados. A lei também define que a utilização de fogo como prática agrícola nas áreas rurais fica condicionada à recomendação técnica e aos termos da lei. O texto sugere ainda que os restos vegetais devem ser processados e transformados em adubo orgânico.

(Flávia Gomes)

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemorado desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado para estimular a consciência mundial ao meio ambiente e incentivar ações da sociedade civil.

Este ano, com o tema “Muitas Espécies, Um Planeta, Um futuro”, a data busca focar a importância da saúde do Planeta e seus ecossistemas para a humanidade, além de apoiar o movimento das Nações Unidas que falamos na semana passada: 2010 – Ano Internacional da Biodiversidade.

Nós, os humanos, fazemos parte de um número reduzido de espécies que apresentam crescimento em sua população. Enquanto isso, muitas outras estão se extinguindo. Sabemos que mais de 17 mil espécies estão ameaçadas de extinção – desde plantas e insetos pouco conhecidos até as mais belas aves e mamíferos. E isso mal reflete a dimensão do problema; já que muitas espécies desaparecem antes mesmo de serem descobertas…

E vcoê sabe qual é a razão disso tudo?

Simples. A atividade humana. É o que sempre alertamos aqui no blog. Na busca pelo desenvolvimento, nós causamos o desaparecimento de grandes partes das florestas originais, drenamos metade dos pantanais do mundo, acabamos com 3/4 das unidades populacionais de peixes e emitimos a quantidade suficiente de gases de efeito estufa para manter o nosso planeta aquecendo pelos próximos séculos. Nós pisamos no acelerador e provocamos um ritmo de extinção de espécies mil vezes maior do que o ritmo natural.

Pois é, e com isso, nós estamos arriscando, de maneira progressiva, a perder algo que é fundamental para a nossa sobrevivência. A variedade de vidas do nosso planeta – conhecida como “biodiversidade” – nos fornece alimentos, vestuário, combustível, remédios e muito mais. Mesmo quando uma única espécie é retirada dessa complexa teia da vida, o resultado pode ser catastrófico.

Dessa forma, a data é uma ótima oportunidade para enfatizar a importância da biodiversidade para o bem-estar humano; refletir sobre nossas conquistas e modo de vida para protegermos e estimularmos a multiplicação dos nossos esforços para reduzir a taxa de perdas da biodiversidade.

E para essa mobilização, vale tudo, desde pequenas atividades individuais e escolares até grandes iniciativas de comunidades e corporações multinacionais. Vale sempre lembrar que nós devemos procurar ter atitudes e práticas mais conscientes para podermos contribuir para a sustentabilidade da vida no Planeta. Já falamos aqui que consumir com consciência não é não consumir, mas sim consumir de uma forma diferente, conhecendo os impactos desse consumo para a sociedade, para o meio ambiente e para a economia.

Então, mãos-à-obra! Nunca é tarde para começar e fazer um belo trabalho mudando hábitos e chamando amigos para aderir às boas ações. Esperamos que tenham comemorado o Dia Internacional do Meio Ambiente realizando uma ação em prol do meio ambiente. Nem que seja plantar uma árvore ou passar um fim de semana sem consumir o que não é necessário. Vamos trabalhar para que o mundo continue sendo um lugar habitável.

Vídeo interessante que encontramos no Youtube. Será esse nosso fim?

Brasília e os próximos 50 anos

Olá leitores do Verde Capital! Essa semana estamos em festa. É aniversário de Brasília, nossa bela cidade. Devemos ficar felizes e comemorar, sim, nossos 50 anos, mas não podemos deixar de pensar nos próximos 50, 100 anos.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na Rádio Cultura FM 100,9 no dia 23/04/2010.

Se o crescimento urbano continuar desordenado, a contaminação dos solos, da água e do ar, além do desaparecimento progressivo do cerrado são uma certeza, infelizmente. Vastas áreas desse bioma são desmatadas constantemente, não apenas para a expansão urbana mas também para a rural.

A qualidade do ar em Brasília piora e, ano a ano, o clima parece mais quente e seco. O número de carros nas ruas ajuda a agravar a poluição e a indústria automobilística planeja o aumento da produção para atender a uma demanda crescente. Será que o meio ambiente aguenta?

Algumas soluções adotadas pelo GDF

O Grupo de Análise e Aprovação de Parcelamento do Solo e Projetos Habitacionais (Grupar) foi criado, em 2008, para acelerar a legalização de condomínios. Também a agricultura e a pastagem substituíram boa parte da vegetação nativa. Para reverter o quadro, o governo do DF pretende investir na educação ambiental e desencorajar o crédito financeiro para práticas não sustentáveis. Um exemplo é a soja. O mercado internacional se recusa a comprá-la quando vem de áreas devastadas. Em breve, espera-se, o mesmo acontecerá por aqui. Evoluímos pouco como consumidores e ainda compramos itens de áreas desmatadas. Nunca é demais lembrar que o futuro sustentável só ocorrerá com a soma de mudanças praticadas no dia a dia.

E você sabe quais os maiores problemas em relação ao meio ambiente em Brasília?

Em relação aos recursos hídricos, o maior problema foi detectado por estudos da Universidade de Brasília que indicam que cerca de 20% das sete bacias da região estão comprometidas. Uma projeção feita pela Secretaria de Urbanização e Meio Ambiente (Seduma) afirma que os recursos hídricos só duram até 2025.

Causas

A contaminação de solos e águas, escoamento irregular de esgoto, impermeabilização do solo e a ocupação indevida de mananciais. O projeto Adote uma Nascente, do Ibram, é um projeto que estimula a população a cuidar do entorno das nascentes e convida a iniciativa privada a conservar áreas.

E o projeto mais polêmico é o que pretende utilizar as águas do lago Paranoá para o abastecimento, já que a bacia de São Bartolomeu não poderá servir a esse fim.

Poluição por garrafas Pet no parque Prainha - Gama/DF

E em relação à terra, 48% do bioma já foi devastado, sendo que 73% da vegetação original de cerrado no DF não existe mais. Tudo isso causado pela urbanização crescente sem planejamento e o desmatamento de áreas verdes para uso indevido do solo (pastagem, plantio e construção de residências).

Investimentos em pesquisas sobre a fauna e a flora do cerrado já estão sendo feitos. Dos 11% do bioma no Distrito Federal, apenas 4% estão em área governamental fiscalizada, o restante encontra-se em reservas particulares e é feito um pacto com o proprietário para a redução na exploração da fauna e da flora, que, infelizmente, nem sempre funcionam. O ministro do Meio Ambiente elegeu o cerrado como meta principal de proteção para 2010. Vamos ver se acontece!

E em relação ao ar, o maior problema é a emissão de CO2. A qualidade do ar atinge índices inadequados onde há maior concentração de tráfego, como próximo à rodoviária e nos centros das cidades-satélites. As causas são o aumento da frota de carros e as queimadas no cerrado.

Já foi feita a renovação da frota de ônibus, que passou a emitir menos CO2, a construção de 44 km de ciclovias e a fiscalização de áreas rurais para reduzir queimadas.

E o compromisso de Brasília é reduzir em 40% a emissão de CO2 no ar até 2020. Algumas medidas: implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) até o final de 2010 e VLP (Veículo Leve sobre Pneus), ainda sem data prevista. Ambos utilizam energia limpa e devem reduzir a frota de carros em 30% e retirar 700 ônibus de circulação.

Bom, o Cultura Ambiental e o Verde Capital desejam que Brasília e os brasilienses possam ter os próximos 50 anos com mais consciência e saibam preservar mais o meio ambiente. Até a próxima semana.

(Fonte: http://casa.abril.com.br/brasilia/urbanismo/alerta-verde.shtml)

Dia do Solo – 15 de abril

Caro leitor, quanto tempo você acha que o solo leva para se formar? Acredite, mas para cada 30 cm, o solo pode levar cerca de três mil anos ou até mais! Claro que isso depende dos fatores de formação de cada solo. Mas o recado é claro: não podemos acabar com este recurso natural.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na rádio cultura no dia 16/04/2010.

No dia 15 de Abril comemoramos o Dia da Conservação do Solo. Essa data foi instituída em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solos nos Estados Unidos, e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Sua experiência no estudo de solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fez dele um conservacionista dedicado que conquistou muito para a causa mundial da conservação.

O solo, que também chamamos de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.

O professor Bernardo Verano, coordenador de gestão ambiental do Unicesp, explica como é formado o solo.

“O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.

Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho: areia (a parte mais grosseira); silte (uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar) e argila (uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja, a mesma que gruda no sapato). Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização. Como num bolo de aniversário que tem várias camadas, o solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

As grandes diferenças na vegetação e nas plantações são em grande parte decorrentes dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza. Essa diversidade de solos reflete as variações dos fatores de formação que ocorrem na natureza. Esses solos se apresentam com diferentes cores: amarela, vermelha, marrom, preta, cinza, azulada, esverdeada e branca. Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais depressa ou menos.

Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.

A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.

A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de “rotação de terras”, sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.

 Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.

Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.

Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.

 Outro problema sério é a ação da água da chuva sobre os terrenos. Todo mundo está acompanhando a tragédia no Rio de Janeiro, causada por essa degradação.

O que acontece é que, nesses casos, as terras transportadas dos terrenos pela enxurrada são, em grande quantidade, depositadas nos cursos d’água, reduzindo a capacidade de armazenamento da água da chuva, o que ocasiona inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. Ali, o problema foi muito pior, já que o bairro foi erguido em cima de um antigo lixão. Os prejuízos para o homem e o meio ambiente são incalculáveis, além das muitas vidas perdidas.

O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.

Por isso é mais do que importante cuidar bem do lixo que produzimos, descartá-lo de forma correta, NUNCA jogar lixo na rua, cobrar do poder público medidas eficientes de descarte de lixo, de manutenção das águas e participar sempre de boas ações ambientais!

(Fonte: IBGE)

Água – usos e utilidades

Hoje encerramos o mês das águas aqui no nosso quadro cultura ambiental. Ouça o programa de hoje, 26/03/2010 aqui.

A água é chamada de solvente universal, já que dissolve e carrega muitas substâncias químicas, minerais e nutrientes. E para quem não sabe, ela tem papel importante como absorvente da radiação infravermelha atuando na regulação do clima global.

Já no corpo, ela atua em quase todas as partes. Você sabia que o cérebro humano, os músculos e o coração têm 75% de água? Nos rins, esse número sobe para 83% e nos pulmões e fígado, 86% é água.

Veja alguns exemplos da utilidade da água no corpo humano.

A água se encontra em todas as células do corpo humano. Ela auxilia a digestão por meio da saliva e do suco gástrico, provoca a transpiração por meio do suor que é eliminado através da pele e serve para abaixar a temperatura interna do corpo e eliminar as toxinas, que também são eliminadas pela urina e que também tem água na sua composição.

Estudos do Banco Mundial estabelecem que uma disponibilidade hídrica inferior a 1.700 m³ por habitante por ano de água renovável, indica uma tendência à limitação do desenvolvimento econômico.

E como será que o Distrito Federal está nesse quesito?

A disponibilidade hídrica do DF está em torno de 1.338 m³ por habitante por ano. Esse índice é classificado como estresse hídrico, de acordo com a ONU. O DF está melhor apenas que os estados da Paraíba e Pernambuco, que ficam localizados no polígono da seca.

Diante desse quadro, o Governo do Distrito Federal, através do Ibram – Instituto Brasília Ambiental criou o programa “adote uma nascente” para incentivar a participação de todos na preservação, recuperação e conservação das nascentes, na tentativa de melhorar a qualidade e a disponibilidade das águas na região. Procure o Ibram para saber mais sobre esse programa.

Nesse processo, a vegetação também exerce um papel super importante. Uma árvore adulta, por exemplo, pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Assim, mantém os rios com um escoamento constante evitando enchentes e assoreamento nas margens. A infiltração da água em solos com cobertura florestal é 40 vezes maior do que em solos descobertos. Por isso é importante proteger a vegetação na beira de rios, córregos e nascentes.

O uso sustentável da água gera muitos benefícios. Por exemplo, a maior oferta para atender a um número maior de pessoas; a redução do volume de água a ser captada e tratada, reduzindo investimentos e custos; diminuição do volume de esgotos a serem coletados e tratados; diminuição da poluição da água e a manutenção da biodiversidade.

Para atingir o uso sustentável da água precisamos adotar usos cada vez mais eficientes da água disponível, otimizando o uso sem comprometer a eficácia no atendimento às necessidades vitais, à manutenção da qualidade de vida, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sócio-econômico.

E no programa Cultura Ambiental da semana passada nós demos algumas dicas aqui no blog para esse uso racional. Acesse aqui e saiba mais!

1 Kg de vidro reutilizado evita a extração de 6 Kg de areia dos rios e a energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100W durante 4 horas.

Isso quer dizer que quando uma pessoa reduz seu consumo ou diminui a geração de resíduos, quando realiza um consumo sustentável, separa, reutiliza e encaminha para a reciclagem os resíduos, ela está cuidando também das águas.

Navegue em nosso blog e encontre muitas outras informações importantes sobre a água, sua reutilização e reaproveitamento. Um ótimo fim de semana e até o próximo post.

(Flávia Gomes – fonte: Ibram)

Dia Mundial da Água – Dicas para economizar

Olá ouvintes do Cultura Ambiental e leitores do Verde Capital. No dia 22 de março, segunda-feira, comemoramos o Dia Mundial da Água. Uma data muito importante e que tem por objetivo, mostrar o quanto devemos cuidar bem de nossos mananciais e fontes de água. Ouça o programa do dia 19/03/2010 aqui.

Você sabia que, segundo dados da Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene? Já para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ser humano precisaria de apenas 40 litros por dia. Pois é, só que no Brasil, o consumo por pessoa chega a mais de 200 litros por dia.

Em grandes centros urbanos do Brasil e nas cidades com mais de 120 mil habitantes, o consumo de água pode chegar a 320 litros por dia, por pessoa. O que é um desperdício total!

Todos nós sabemos que o planeta Terra é formado de, aproximadamente, 70% de água. Mas o que nem todo mundo sabe é que a maior parte dessa água, 97,50%, é salgada e imprópria para o consumo. Da água doce, 2,493% estão em lençóis subterrâneos ou congelados nos pólos, e apenas 0,007% está em rios e lagos, disponível para nosso consumo. E não é só isso! Desse 0,007% de água doce disponível para nosso consumo, 70% vão para a agricultura; 22%, para a indústria e 8%, para o consumo individual.

Analisando essa situação concluímos que PRECISAMOS ECONOMIZAR ÁGUA URGENTEMENTE!

Se cada pessoa do mundo fizer a sua parte, a água não vai acabar, e a vida em nosso planeta será preservada. Na verdade, gastar mais de 100 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

Quer fazer a sua parte? Então, comece a falar sobre esse problema para todas as pessoas que você conhece, economize água conforme as dicas do programa Cultura Ambiental desta semana e mãos à obra!

Dicas para economizar água e dinheiro – sem prejudicar a saúde, a limpeza da casa e a higiene das pessoas.

No banheiro: Banho de 15 minutos? Negativo! O banho deve ser rápido. Cinco minutos são suficientes para higienizar o corpo. No caso do banho com chuveiro elétrico, em 15 minutos com o registro meio aberto, são gastos 45 litros de água na residência. A mesma coisa é o banho de ducha por 15 minutos. Com o registro meio aberto, consumimos 135 litros de água. Se fechamos o registro na hora de ensaboar o corpo e reduzimos o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.

Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água.

Do mesmo modo, para lavar o rosto a dica é não demorar. Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água.

O mesmo vale para o barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 a 3 litros.

Descarga e vaso sanitário: Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros. Bacias sanitárias mais novas necessitam um tempo de acionamento 50% menor para fazer a limpeza, neste caso pode-se chegar a volumes de 6 litros por descarga.

Mantenha sempre a válvula da descarga regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados. Quando a válvula está defeituosa, pode-se gastar até 30 litros. E lugar de lixo é no lixo. Jogando no vaso sanitário podemos entupir o encanamento. E, nesse caso, o lixo acaba voltando pra nossa casa.

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só então, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira novamente para novo enxágüe.

A máquina de lavar louça só deve ser ligada quando estiver cheia. Numa casa, lavando louça com a torneira meio aberta em 15 minutos, são utilizados 117 litros de água. Com economia o consumo pode chegar a 20 litros. Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros.

Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral. Basta uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos. Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

Você sabia que ao se utilizar um copo de água, são necessários pelo menos outros 2 copos de água potável para lavá-lo? Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância. Tenha seu copo de uso constante em casa, no trabalho e na escola.

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana. Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal, a área de serviço ou a calçada, pois a água já tem sabão. No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.

No jardim, use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. Ao molhar as plantas durante 10 minutos o consumo de água pode chegar a 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia!

Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum, mas que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 279 litros de água. Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com a água de enxágüe da roupa ou da louça.

Use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira. Se possível, lave pouco durante a estiagem, a época do ano em que chove menos. Muita gente gasta até 30 minutos ao lavar o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzir, basta lavar menos o carro utilizando o balde. A cada lavada, o consumo é de apenas 40 litros.

Outras dicas para preservar a água é não jogar lixo nos lagos, córregos, rios e mar. Os edifícios com hidrômetros individuais por apartamento estimulam a economia de água e a conta é mais justa, pois cada família só paga o quanto consome. Adote a idéia do reuso da água sempre que possível.

E você pode organizar um grupo para plantar árvores ao longo das margens de um córrego ou para limpar, recuperar e conservar um pedaço de terra degradada. Seja um cidadão consciente. Informe às distribuidoras sobre vazamentos de água e exija do governo um órgão regulador forte e presente para fiscalizar a eficiência das distribuidoras.

Aprenda a calcular o potencial de economia de água em sua casa

Para aprender a calcular o potencial de economia de água em sua casa, ao receber sua próxima conta de água, multiplique o consumo em metros cúbicos por mil (já que cada metro cúbico equivale a mil litros de água) e, em seguida, divida o valor encontrado pelo número de moradores fixos da casa.

Esse resultado equivale ao consumo diário médio de cada morador. Caso ele ultrapasse os 110 litros propostos pela ONU, coloque em prática as medidas de economia listadas abaixo para alcançar a meta. Adotando essas ações, você colabora para a preservação da água no planeta.

Sabendo usar, não vai faltar! Um ótimo Dia Mundial da Água com bastante consciência para você.

E semana que vem tem o seminário Água e Cidadania – Visões Múltiplas para um recurso de usos múltiplos que acontecerá entre os dias 22 e 24 de março na Universidade dos Correios, próxima à UnB. Inscrições: Ibram.