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A história da água engarrafada

Depois do sucesso do vídeo A História das Coisas, Annie Leonard produziu um novo vídeo de conscientização ecológica: The Story of Bottled Water, no bom português se traduz como A História da Água Engarrafada.

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Lixo e Consumo – Verde Capital no Câmara Ligada

 

O Blog Verde Capital teve a honra de ser convidado para participar da gravação do programa Câmara Ligada, da TV Câmara. A participação estava diretamente ligada ao tema: Consumo e lixo. Participaram também o deputado Mendonça Prado (DEM/SE), a professora e arquiteta da UnB, Raquel Blumenschein, que coordena o LACIS – Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade da Universidade de Brasília e a jornalista Carolina Ramalhete, assessora de comunicação, mobilização e políticas públicas do Instituto Vitae Civilis. A banda convidada foi o Raimundos, que me impressionou pelo posicionamento engajado do baixista Canisso.

O programa em questão foi uma iniciativa super importante para os assuntos ambientais porque envolveu a juventude em uma discussão sobre consumo e meio ambiente. E essa relação é exatamente o que tentamos, para usar um trocadilho ambiental, plantar na cabeça da juventude, que o que ela consome, está diretamente ligado com o modo de viver que nos fez chegar a esse caminho quase sem volta no qual nos encontramos hoje.

Os jovens do Centro Educacional 06 de Taguatinga e do CEAN – Centro Educacional da Asa Norte, vindos de realidades próximas, por serem ambas escolas públicas, mas distintas, por estarem uma, na maior cidade satélite da capital federal e outra, na asa do avião e local privilegiado.

O super vídeo A História das Coisas, que nós do Verde Capital vamos morrer indicando, foi exibido para a plateia e parte da discussão do programa foi baseada nele e nas claras constatações de Annie Leonard. O vídeo é atualíssimo, mesmo tendo sido produzido em 2007. O que prova que nosso ritmo não diminuiu tanto assim, mas que, como ela mesmo fala, existem sim, iniciativas em andamento que são uma realidade e, quem sabe, no futuro próximo, estejam mais difundidas.

Digão, vocal e guitarrista da banda Raimundos, levantou uma questão interessante. Em tempos de consumo rápido a cultura também está sendo feita para ser devorada rapidamente e depois um outro, um outro e outro mais. A música também tem sua obsolescência programada. Ela é criada para aproveitar uma onda, um momento, e vemos em um tempo muito curto seu sucesso e declínio. Todos os dias surgem novas bandas com músicas de temporada, que ouvimos e meses depois nem lembramos mais da existência ou da banda que a cantou. Ao contrário de tempos antigos, como Ramones, The Clash, Led Zeppelin, Suicidal, citadas pelo vocalista e que até os dias de hoje são sucesso absoluto.

A redução do IPI foi abordada pelos jovens, como um incentivo do governo para estimular o consumo. A professora da UnB chamou a responsabilidade para nós, cidadãos e perguntou: “o que você faz com isso, como você se posiciona sobre o que o governo e o setor empresarial fazem?”. De acordo com ela, essa responsabilidade cabe a todos nós. Afinal, não é só porque o governo baixou o IPI que vamos comprar como loucos para aquecer a economia e gerar mais lixo para o planeta.

E é bem isso que pregamos no Verde Capital. Qual o papel do consumidor no mercado? A solução tem que ser trazida pronta pelos governos? E nós? É claro que o ser humano tem necessidades que precisam ser satisfeitas diariamente como se alimentar, vestir, morar, se transportar, se divertir e outras tantas dependendo dos hábitos e das culturas. Sem perceber, o indivíduo é levado a pensar que precisa daquele produto, quando, de fato, está buscando o prestígio que ele traz. Esse produto tanto não satisfaz a necessidade inexistente, como é trocado por outro a cada estação. Isso leva à irracionalidade no consumo.

Essa necessidade artificial criada pelo mercado pode ser quebrada com o consumo realizado de forma consciente. É se perguntar se realmente preciso disso que estou comprando, se esse objeto vai ficar parado no seu armário, se será comprado apenas para mostrar que você tem ou vai servir para uma necessidade real. Isso é consumo consciente. É buscar a real necessidade da compra.

Os adolescentes tem muitas dúvidas sobre esse assunto e não sabem muito bem como expressar essa dúvida, nem sobre a necessidade de crescer com sustentabilidade. E para alcançar esse objetivo, não há como fugir do tripé: economia, meio ambiente e sustentabilidade. Essas três áreas precisam andar juntas. Não dá para ter a visão romântica e ingênua de que só os hippies são sustentáveis. É possível atender as necessidades do homem, mantendo o conforto e defendendo o meio ambiente ao mesmo tempo.

Se você ocupa uma posição de destaque e precisa estar bem vestido, o que é mais sustentável: ter dois ternos caros e de qualidade, que vão durar 10 anos, ou comprar 5 mais baratos, para acompanhar a moda e trocar a cada estação?

Será que a saída é somente política, com a mudança do sistema de governo e a comparação entre os modelos capitalistas e socialistas? Para Carolina Ramalhete, assessora do Instituto Vitae Civilis, a produção sustentável, as comunidades orgânicas podem ser possíveis em larga escala. Mas não há como dizer se o futuro terá esses sistemas dominantes.

O baixista do Raimundos, Canisso falou do ativismo e jogou a responsabilidade para a juventude, desafiando aos jovens que votam a fazer direito, a votar nas pessoas certas e não desperdiçar as oportunidades de mudar.

O próprio voto se tornou mais uma “aquisição” do consumo irracional. Se o consumidor não desempenha seu papel adequadamente, porque não tem consciência do poder que possui de decidir, é manipulado constantemente pelo fornecedor, o sistema político.

Esse é um exemplo claro que a juventude deve usar seu tom contestador para mudar, exigindo a aplicação de alternativas diferentes, participando das grandes questões e da política. “É fácil cobrar sem se envolver”, desafiou Canisso.

Para Carolina não é ser contra o que está vigente, é ser a favor da mudança. Isso faz a diferença, desde o sistema político até a forma de consumo.

O deputado Mendonça Prado falou sobre o problema do lixo nas cidades. “O Brasil possui mais de cinco mil municípios, nas mais diversas localidades, com realidades completamente distintas e a escolha dos gestores públicos é de extrema importância e deve ser exercida com responsabilidade pelo cidadão”, disse. E completou a questão afirmando que o problema do gerenciamento do lixo, é de fato muito grande, mal definido, mal gerenciado e causa problemas não só para o homem, mas também a falência do sistema público.

Hoje recicla-se muito pouco, apenas em media 8%, de acordo com Raquel, a professora da UnB. 40, 50% dos resíduos vem da construção civil. Se esse lixo fosse tratado da maneira correta, poderíamos usar até 90% desse descarte reciclado. “Mas para isso, é necessário que todos dentro da cadeia façam um pedacinho”, afirmou.

Digão, dos Raimundos, disse que separa o lixo e se sente agredido quando está na estrada e alguém joga uma lata pela janela, por exemplo.

Em resumo, não apenas o consumo irracional dos bens materiais, mas o consumo dos bens imateriais faz com que as pessoas não se preocupem com as coisas. Não se dá o devido valor às coisas, às músicas, ao pensamento propriamente dito. E tudo é feito para consumir agora. Saiu de moda, acabou e que venha a próxima!

E você, o que vai fazer com isso?

 

Flávia Gomes

Jornalista do blog Verde Capital (texto produzido para o blog Câmara Ligada)

Reciclando Catadores

Hoje publicamos um vídeo enviado por um grande amigo e parceiro do Verde Capital, Luiz Fernando Molina.

Catadores de materiais recicláveis se organizaram em associações e cooperativas. Após a fase de mobilização, diversas iniciativas vem sendo implementadas no sentido de qualificar aqueles empreendimentos para que possam atuar neste mercado promissor e cada vez mai competitivo.

Uma dessas iniciativas é o projeto Cosme & Damião, executado pela Ecooideia. Durante oito meses, catadores de diversas cooperativas e alunos da Universidade de Brasília estudaram juntos disciplinas como economia solidária, autogestão e diversas outras da área de formação social e de processos organizacionais e administrativos.

Parabéns pela iniciativa!

Como tratamos o lixo nosso de cada dia

Muitos dos problemas enfrentados nos últimos tempos tem relação com a forma como tratamos nosso lixo. Enchentes, entupimentos de bueiros e esgotos, em grande parte, são causados pela péssima maneira como o lixo de nossas cidades é tratado. Mas não se engane, leitor, é muito fácil cobrar e responsabilizar o governo, mas nós não fazemos nem um terço do que deveríamos para ajudar a resolver esse problema.

Muitas pessoas, por exemplo, tiram o lixo de casa logo pela manhã cedo sendo que o caminhão de lixo só passa recolhendo à noitinha. O que acontece? O lixo fica no chão, em canteiros, nas calçadas, esquinas e becos sofrendo a ação do tempo e os ataques de animais. O resultado são sacos rasgados, lixo espalhado, canteiros e gramados sujos. Por que não ser consciente e só colocar o lixo na rua quando o lixeiro passar? A menos que você tenha um recipiente próprio para a colocação do lixo, deixe para descartar somente um tempo antes do caminhão chegar.

Vamos ver o que acontece com o lixo deixado na rua, quando chega uma daquelas chuvas de verão:

E aí, entendeu agora a importância de fazer a sua parte antes de se achar no direito de culpar governos apenas? Se cada um fizer o seu, o problema será bem menor, assim como a reclamação que teremos que fazer com o poder público. E isso inclui jogar um simples papel de bala no meio da rua ou pela janela do carro.

Flávia Gomes
Equipe Verde Capital

O profissional de Gestão Ambiental

(Por Thaís Sprovieri)

Um tecnólogo em Gestão ambiental leva dois anos para se formar e, em média, tem salário inicial de R$ 2.500. Bernardo Berano, professor de química ambiental, poluição ambiental, e gerenciamento do meio ambiente diz que esse profissional pode atuar de várias formas. Na esfera pública, pode atuar em órgãos como o Ibram (Instituto Brasília Ambiental); Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente); Seduma (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente); Ministério do Meio Ambiente e Petrobras, por exemplo. Na área privada pode atuar em empresas de consultoria. Mas para Bernardo, fora de Brasília, o mercado é ainda mais amplo. “Hoje nós temos no Brasil inteiro por volta de 10 mil gestores ambientais apenas, e uma demanda de mais de 50 mil empregos. Existe, ainda, uma verba enorme destinada a ONGs, mas poucos projetos são aprovados, porque não descrevem o projeto tecnicamente. O gestor tem esse embasamento”.

Alunos de Gestão Ambiental visitam Rio Belchior

(Fonte: http://www.unicesp.edu.br/textualonline )

Para fechar a semana que comemorou os quinze anos das Faculdades UniCesp, a instituição levou os alunos do segundo semestre do curso de Gestão Ambiental para iniciar uma campanha de despoluição no Rio Belchior.

A visita teve o objetivo fazer um planejamento estratégico, entre professores e alunos da área ambiental, de como fazer a correta limpeza de uma parte das margens do rio, sem degradá-la. Numa segunda visita, serão recolhidos materiais poluentes, como plástico, garrafas pet e pedaços de isopor, por exemplo. Este lixo será levado e exposto para a população local (principal responsável pela poluição), no intuito de conscientizar sobre os prejuízos do incorreto descarte do lixo doméstico. A iniciativa é do projeto Guará+Verde, do qual o Unicesp é parceiro juntamente com o jornal comunitário do Guará, Guará Hoje.

O último dia de uma semana de atividades, que comemoraram os quinze anos do Unicesp, foi marcado com o início de uma ação em prol do meio ambiente. Por volta das 8h30, da manhã do sábado (27/03), alunos e professores do curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental, partiram em um ônibus cedido pela instituição, rumo ao Rio Belchior. Bernardo Berano, coordenador do curso, explicou o objetivo da visita. “Os alunos identificarão o local, analisando as partes de vegetação, de solo e hídrica. A parte da poluição será analisada para que seja visto qual o principal vetor desta, se é a poluição química, ou por lixo, mas já se sabe que é por lixo, principalmente por garrafas pet. Num segundo momento, faremos uma ação social de retirada do lixo. Colocaremos num caminhão para ser levado à comunidade próxima a fim sensibilizá-la e ensiná-la a manejar esse lixo corretamente”, explicou Bernardo.

O Rio Belchior ou Melchior, como também é conhecido, fica próximo à expansão de Samambaia. Na primeira visita, o planejamento será para fazer uma estimativa da quantidade de lixo e as condições de acesso de uma área de, aproximadamente, 3 km de extensão. A partir dessa informação poderá ser visto quantas pessoas e caminhões serão necessários, para o recolhimento de lixo, de forma a não prejudicar a natureza local. De acordo com o coordenador de Gestão Ambiental, a segunda ação está prevista para o fim de abril, ele ainda explica como a poluição da cidade suja o rio. “A população próxima suja a cidade, aí com a chuva esse lixo doméstico é arrastado pela enxurrada, até chegar ao rio. Com isso, o rio fica repleto de garrafas pet e sacolas plásticas, dentre outros materiais”.

Às margens do Belchior, os alunos puderam observar os professores fazendo a localização, e analisando, a sinuosidade e a profundidade do rio, assim como as formações rochosas, a mata e o solo.  Para o Rafael Carvalho, geógrafo e professor de planejamento e gestão dos recursos hídricos, as aulas de campo são indispensáveis para os alunos. “É um momento de consolidação do que foi aprendido na teoria, nas pesquisas e nas leituras. Aqui o aluno pode submeter seu conhecimento a testes, e adquirir mais atração pelo conhecimento científico e  pesquisa. Além de aspectos de fauna e flora, aspectos humanos, como atividades econômicas, culturais relacionados à questão ambiental podem ser abordadas. O campo tem uma multiplicidade de dinâmicas”, comentou Rafael. A aluna de Gestão Ambiental, Aline Viana Costa, de 20 anos, prefere as aulas em campo. “A gente aprende bem mais na prática do que na teoria. Vivenciando é muito mais fácil de aprender”, declarou a aluna.

 Quando o lixo for recolhido, será levado para frente da Administração Regional de Samambaia. Lá, ficará exposto para que a população veja aonde chega, muitas vezes, um lixo que é deixado em lugar inapropriado. Além disso, a comunidade local interessada, aprenderá a dar o correto destino ao lixo doméstico e será convidada a participar do Guará+Verde. Só para se ter um ideia, um simples filtro de cigarro ou um chiclete demoram cinco anos para se decompor. Um pedaço qualquer de plástico ou latinha vão durar, no mínimo, 100 anos. A borracha dura indeterminadamente. Uma garrafa de vidro vai levar um milhão de anos para desintegrar. Já as sacolas de supermercado, altamente descartáveis, ficarão na natureza por 450 anos.

O Projeto Guará+Verde é de iniciativa do jornal comunitário, GuaráHoje. Apesar de ter o nome da cidade Guará, não é voltado exclusivamente para essa região. “Pensar em meio ambiente não dá para pensar apenas no meio ambiente local, tudo está integrado”, justificou o coordenador Bernardo. Amarildo Castro, diretor do jornal e idealizador do projeto observou a importância daquele momento. “Nós do jornal GuaráHoje acreditamos que poderíamos fazer um pouco mais para nossa cidade. Aqui temos vinte alunos, se cada um conscientizar, pelo menos, uma pessoa, daqui há dez anos podemos ter um resultado muito positivo. A vinda dos alunos, além de realizar o trabalho de faculdade, será para que eles levem daqui a conscientização e comecem a fazer o trabalho de ‘formiguinha’, disseminando a ideia da preservação por onde quer que passem”. 

Série “Saneamento Básico” – Lixo

Hoje, último programa da série sobre “Saneamento Básico” – Tema: lixo. Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade
Entre os dias 3 e 7 de novembro, acontece na sede do Ibama, em Brasília, a I Mostra Nacional Ambiental “Caminhos da Sustentabilidade”. Estão previstas várias atrações para divertir, informar e educar o público participante. 

A programação será variada, com espaços temáticos, esportes, oficinas e jogos, filmes ambientais, além da apresentação de bandas locais e nacionais, além de trabalhos realizados por entidades públicas e provadas voltados para o desenvolvimento sustentável do país. 

A mostra também faz parte da comemoração dos 20 anos de criação do Ibama. Logo na entrada, o público poderá ver uma tora de castanheira derrubada ilegalmente no Mato Grosso e apreendida pelo órgão. 

A peça pesa cerca de 15 toneladas, tem quase sete metros de comprimento e dois metros de espessura. Segundo estimativa dos técnicos do Serviço Florestal Brasileiro que mediram a tora, a castanheira original tinha cerca de 40 metros de altura e mais de 250 anos.

 Você ainda tem hoje e amanhã para conferir o evento.

Veja a programação aqui.