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Alterações do Código Florestal 2011

 

MPF avalia Alterações no Novo Código Flrestal

Débora Santos Do G1, em Brasília 

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta terça-feira (10) parecer em que avalia as mudanças no Código Florestal como “retrocesso” à preservação do meio ambiente no Brasil. A análise do texto, elaborado pelo relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi feita por dois peritos em engenharia florestal a pedido da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que cuida de questões ambientais.

“[O novo Código] admite que a Reserva Legal de pequenas propriedades seja composta apenas pela vegetação remanescente, anistiando a recuperação das áreas degradadas”, afirma o documento.

De acordo com o documento do MPF, em vez obrigar desmatadores a recuperar as terras degradas, o novo Código propõe a recuperação apenas com vegetação remanescente. Para os peritos do MPF, essa medida acabaria com a obrigação de recuperar essas áreas de preservação.

Além disso, o parecer alerta para o risco das mudanças envolvendo a reserva legal. O novo código prevê a soma dessas áreas de reserva com as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são os locais mais frágeis, como beira de rios, topos de morros e encostas, onde a vegetação original deve ser protegida.

“A área de reserva legal que deixará de ser recomposta será correspondente a 3,2 módulos fiscais para imóveis situados em área de florestas na Amazônia Legal, dois módulos fiscais para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e de 0,8 módulo fiscal para imóveis situados em área de cerrado na Amazônia Legal e em todas as formações e regiões do país, o que reduz a extensão de área protegida”, afirmam os peritos no documento.

O parecer critica ainda a retirada ou redução de proteção de dunas, manguezais, várzeas e topos de morros. Além disso, segundo o documento, a substituição da palavra “preservada” por “conservada” no conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs) pode ser um risco para o meio ambiente.

“Enquanto a preservação pressupõe a não-utilização, a conservação pressupõe o uso racional. A preservação é mais rigorosa, portanto”, afirma o documento do MPF.

Da equipe Verde Capital

Agora assista um vídeo do Jornal da Cultura explicando as mudanças:

O blog http://www.codigoflorestal.com fez um relatório explicando porque os produtores rurais não conseguem cumprir o código florestal, vale à pena ler para formular sua opinião. Link do relatório:

ciro-siqueira-codigo-florestal

Com as opiniões lidas sobre o assunto pretendemos fomentar um debate: 

O Meio Ambiente é considerado um vilão ao desenvolvimento agrícola e vice versa. É importante o debate único, não em comissões parlamentares diferetes (meio ambiente e produção rural),e sim em uma comissão única. Isso de fato vem acontecendo com o código florestal, mas deixar passar na versão final da proposta alterações que favoreçam uma das partes interessadas é um grande erro. Os setores envolvidos devem entrar em sintonia, pois meio ambiente também é um fator de produção, fator econômico e de bem estar social. Temos que aprender a preservar e produzir ao mesmo tempo.

Por isso abrimos aqui com esse post o debate sobre o assunto:

Opinem e deixem sua mensagem, vamos debater esse assunto, contamos com nossos leitores para levantarmos pontos positivos e negativos da proposta e realmente identificarmos o que nossa sociedade acha desse assunto polêmico tão falado na mídia utimamente.

Aguardamos seu comentário…

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Campanha CNBB 2011

Adaptado: folha.com

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou  a Campanha da Fraternidade 2011, que tem como tema “Fraternidade e a vida no Planeta – A criação geme em dores de parto”.

Neste ano, a campanha tem como objetivo, segundo a CNBB, “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”.

A Campanha da Fraternidade foi criada em 1964 e esta é a quarta vez aborda um tema relacionado à preservação da natureza e do meio ambiente.

Em 1979, foi discutido o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Água, fonte de vida”; e, em 2007,”Vida e missão neste chão”, falando da Amazônia.

Em mensagem divulgada hoje, o papa Bento 16 manifesta apoio à campanha. Nela, ele afirma que “pensando no lema da referida campanha, ‘a criação geme em dores de parto’, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano”.

Segundo o papa, “o primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus”.

“Sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.”

Para saber mais sobre a campanha acesse: http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/241-cf-campanha-da-fraternidade Vale à pena conferir e participar.

Brasil gerou 8% mais lixo em 2009, mas coleta seletiva estacionou

Segundo dados da Abrelpe, cada brasileiro gerou em média 1,15kg por dia, no ano passado, 6,6% a mais do que em 2008, enquanto o número de municípios que fazem coleta seletiva aumentou 0,7% pontos porcentuais.

Roger Fernandes – Aceav     
Por Alexandre Spatuzza – Revista Sustentabilidade

Por falta de consciência sobre o problema dos resíduos e de políticas públicas focadas, os programas de coleta seletiva e o setor de reciclagem no Brasil praticamente estacionaram em 2009 em comparação ao ano anterior, apesar de um salto de 7,7% na geração de resíduos sólidos no mesmo período de comparação, concluiu a associação que reúne as empresas de limpeza pública no Brasil, Abrelpe, no Panorama de Resíduos Sólidos de 2009 publicado no dia 26 de maio.

“O Brasil continua tendo políticas voltadas para a gestão dos resíduos que simplesmente resolvem o problema na destinação final, enquanto a coleta seletiva continua sendo implementada por inciativas pontuais de empresas ou entidades e ações informais,” disse à Revista Sustentabilidade Carlos Roberto Vieira, Diretor executivo da entidade. “O resultado disso é que o setor de reciclagem também não avançou muito entre 2008 e 2009.”

Segundo os dados do panorama, obtidos com antecipação pela Revista Sustentabilidade, a geração de resíduos atingiu 57 milhões de toneladas em 2009, 7,7% acima do volume gerado em 2008, enquanto o volume coletado aumentou 8%, chegando em 50 milhões de toneladas no ano. Em comparação, a população cresceu cerca de 1% e portanto o incremento na geração de resíduos é resultado do aumento de renda e do crescimento econômico. Segundo dados da Abrelpe, cada brasileiro gerou em média 1,15kg por dia, no ano passado, 6,6% a mais do que em 2008.

Ao mesmo tempo, o número de municípios que fazem coleta seletiva aumentou 0,7% pontos porcentuais, passando para 56,6% de 55,9% dos 5.565 municípios no país. O índice de reciclagem de plásticos, vidro, papel e alumínio ficaram estacionados nos mesmo índices de 2008: 19%, 47%, 45% e 50% respectivamente.

Inovação arrestada

Em 2009, no Sudeste, 78,7% dos municípios tiveram programas de coleta seletiva, no Sul, 76%, no Norte, 44,1%, no Nordeste, 34,2% e no Centro-Oeste, 26%. Em 2008, estes índices eram, respectivamente, de 78,4%, 75,7%, 42,8%, 33,7% e 22,7%. Em última instância, a falta de avanço neste setor impediu que as empresas de gerenciamento de resíduos investissem em tecnologias novas de reciclagem e abrissem novos negócios, uma tendência mundial no setor.

“As empresas estão prontas para fazer isso, mas não existe um arranjo de políticas públicas que permita que isso aconteça”, explicou. Entre as inovações, estão sistemas e processos de logística reveresa, reciclagem, compostagem e até de queima para geração de energia no que empresas do setor estão investindo em outros países.

A Abrelpe representa 92 empresas que operam no Brasil e que coletaram cerca de 183 mil toneladas de lixo diariamente em 2009. Os serviços de varrição urbana e coleta porta-a-porta custaram, em 2009, R$9,27 por mês para cada um dos 190 milhões de brasileiros. No entanto, segundo Vieira, este é um valor ainda inadequado para suprir todas as necessidades nacionais de gerenciamento de resíduos.

“O resultado é lixo de todos os tipos nas ruas dos centros urbanos e disposição inadequada de 43% do total de lixo gerado,” afirmou. O panorama de 2009, mostrou que ainda 22 milhões de toneladas foram para aterros controlados e lixões, apesar de ter havido um pequeno avanço neste sentido, já que em 2008, 45,1% dos resíduos estavam indo para disposição final inadequada.

Políticas públicas conservadoras

Isto foi resultado principalmente dos esforços das administrações públicas nas regiões Sul e Sudeste que aumentaram seus índices de destinação correta para 76,2% de 67,4% e para 78,7% de 73,4% respectivamente por meio de políticas convencionais de gestão de resíduos. “A região Sul é a que está mais próxima de destinar todo o seu lixo adequadamente, pois lá faltam cerca de 5.500 toneladas diárias, o que pode ser resolvido com a construção de um ou dois aterros,” disse.

No Nordeste, que gera cerca de 22% de todo o lixo no país, destina cerca de 67% dele para locais inadequados. “Cerca de 2/3 do lixo gerado pelo nordestino vai para lugares inadequados,” disse Vieira. Para ele, não só a falta de recursos, mas também os entraves políticos e institucionais emperram a melhoria da gestão convencional dos resíduos.

Apesar da Abrelpe ser a favor da criação de consórcios intermunicipais, a sua formação ainda é muito lenta, pois depende da aprovação de leis municipais caso a caso. Segundo a associação, o grande salto na gestão do lixo vai se dar com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos que forçará o setor público a planejar a gestão, o setor produtivo a pensar na reciclagem e a elaboração de contratos para reduzir a quantidade de resíduos que vão para aterros.

Mas para Vieira, o Brasil caminha a passos ainda lentos para fortalecer a indústria de reciclagem. Mesmo em estados que já têm políticas de resíduos como São Paulo e Minas Gerais, o processo ainda é lento, apesar de ter ajudado na melhor destinação final do lixo. “Em um primeiro momento estas legislações garantem um destinação adequada, o reflexo para reciclagem, na qual nossas associadas têm interesse, se dará num segundo momento,” explicou.

Fonte: Revista Sustentabilidade/EcoAgência

E você, o que faz com seu lixo? Procure pontos de reciclagem perto de sua casa e entregue para que seja transformado em algo util. No mínimo, separe em dois sacos, orgânico e seco para facilitar o trabalho da cooperativa de catadores do lixão, já que aqui em Brasília a coleta seletiva é pífia…

A Federação da Indústrias de Brasília e o SENAI/DF convidam para o primeiro workshop da Rede Senai de Meio Ambiente no Distrito Federal.

Grandes, médias ou pequenas, toda empresa, por obrigação legal, deve direcionar suas ações com vistas à preservação do meio ambiente. Por isso, para orientar os empresários brasilienses, o Sistema Fibra, por meio do Senai-DF, realiza, no dia 19 de maio, às 19h30, no auditório da Federação das Indústrias de Brasília, workshop que objetiva sensibilizar o empresariado do DF sobre a importância de criar ações de preservação ambiental em cumprimento à legislação e iniciativas que podem auxiliar na rentabilidade de seus negócios.
 
O workshop é a primeira de várias ações que serão realizadas ao longo do ano pelo Núcleo de Meio Ambiente do Senai-DF, área integrante da Rede Senai de Meio Ambiente, do Senai Nacional, para oferecer orientações e serviços ao empresário brasiliense. As ações constam na cartela de Serviços Técnicos e Tecnológicos (STT) do Senai-DF, como o P+L (Programa de Produção Mais Limpa), Assessoria de Processos de Licenciamento Ambiental, Implantação de Norma ISO 14000 e Gestão de Resíduos Sólidos, serviços que também serão apresentados durante o workshop.
 
Participe.
Coloque sua empresa em um ilustre patamar de indústrias ambientalmente responsáveis.
 
Local: SIA Trecho 3, Lote 225, Edifício-sede Federação das Indústrias do Distrito Federal – Brasília – DF

 
Confirmar presença pelo telefone: 3353-8798 ou no email: nilton.sousa@sistemafibra.org.br

Especialização em Perícia Ambiental – Unicesp

Atendendo uma demanda específica do mercado na formação de pessoal especializado em perícia ambiental, o UNICESP – Campus Guará I / DF – inicia no dia 09 de março de 2010 a III Turma de Pós Graduação MBA em Gestão e Perícia Ambiental.

O curso está dividido em 04 módulos (Identificação da Poluição, Tecnologias de Controle da Poluição, Sistemas de Gestão Ambiental e a Parte específica de Perícia Ambiental) em um total de 450 horas.

As matrículas para essa turma estão abertas a partir de 01 de março até a data de seu início com valores promocionais de R$ 287,00 para matrículas durante a semana.

Informações: www.unicesp.edu.br

telefones: (61) 3035-9500 falar na secretaria de pós ou email paara o coordenador do curso verano@ig.com.br

Cultura Ambiental na Feira do Livro 2009

Semana que vem, sexta-feira (27), o Cultura Ambiental estará na Feira do Livro. O programa Arena 360°, organizado pelo Dínatos COC, vai promover um debate sobre meio ambiente. Eu, Flávia Gomes, jornalista e o coordenador de Gestão Ambiental do Unicesp e consultor do programa, Bernardo Verano estaremos lá. Não percam!

Dicas de Etiqueta Ambiental

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Hoje, o Cultura Ambiental traz dicas de etiqueta sustentável.

Pequenos gestos podem conduzir a grandes mudanças se forem adotados por todos nós. Os jornalistas Flávia Gomes e  Claudivan Santiago, juntamente com o consultor ambiental Bernardo Verano, trouxeram para o ouvinte da rádio, dicas e informações que podem ser aplicadas no dia-a-dia, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

(Fonte: Planeta sustentável)

O que você precisa saber para fazer um planeta melhor? Entenda porque é tão importante reduzir o consumo de três itens imprescindíveis nos dias de hoje: água, energia elétrica e combustíveis

Água – Ela até cai do céu, mas é um recurso esgotável e raro em muitos lugares do mundo. Se, em apenas cinco minutos, você escovar os dentes com a torneira escancarada, 12 litros de água potável serão desperdiçados.

Energia elétrica – O consumo cada vez maior requer a construção de mais usinas hidrelétricas e mais florestas vão desaparecer para dar lugar a elas. O simples gesto de desligar as luzes dos ambientes, quando estiverem vazios, pode ajudar a evitar isso.

Combustíveis – A queima dos fósseis, como o diesel e a gasolina, é a maior responsável pela emissão de gases do aquecimento global. Segundo o urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner, “nas grandes cidades são produzidos 75% de todo o CO2 jogado na atmosfera”. Pense nisso antes de entrar no carro só para ir à padaria da esquina.

NO TRABALHO

Faça seu dinheiro trabalhar a favor de causas nobres. Diga ao gerente do banco que você quer aplicar em investimentos socialmente responsáveis, os ISRs. Dessa forma, seus lucros virão de empresas que respeitam práticas ambientais e trabalhistas.

Exerça a cidadania. A internet e o telefone são bons canais de comunicação com representantes de sua cidade, seu estado ou país. Mobilize-se e certifique-se de que seus interesses e os da comunidade sejam atendidos.

Fuja da alienação e influencie pessoas. Estar sempre bem informado também é um bom exemplo de atitude cidadã. Procure ler mais para ficar atualizado nos assuntos de interesse geral como política, economia, meio ambiente .e sustentabilidade.

Desabilite seu screen saver cheio de efeitos especiais. O monitor ligado, mesmo com aquele descanso de tela bacana, é responsável por até 80% do consumo do computador. Configure sua máquina para o modo de economia de energia. Assim, ele vai desligar automaticamente toda vez que você se ausentar.

EM CASA

Os aparelhos que ficam dia e noite em modo stand by são mais uma nova invenção em nome do conforto. Só esqueceram de dizer que isso consome energia sem necessidade. Puxe a tomada de todos eles quando não estiverem em uso e tenha certeza: o valor de sua conta de luz vai cair bastante.

Na hora de comprar eletrodomésticos, escolha os mais eficientes. É possível reconhecê-los pelo selo do Procel (nas marcas nacionais) ou Energy Star (nos importados). Detalhe: isso não custa nada.

Viva seu dia com luz natural. Abra janelas, cortinas, persianas, deixe o sol entrar e iluminar sua casa em vez de acender lâmpadas. Além de fazer muito bem ao seu humor, você também vai economizar dinheiro no fim do mês.

Mude sua geladeira e seu freezer de lugar. Ao colocá-los próximos do fogão e de áreas onde bate sol, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Aproveite para avaliar com seus botões: será que você precisa mesmo de um freezer?

NA RUA

Compartilhe seu carro. “Pratique a carona solidária e diminua a emissão de poluentes, levando pessoas que fariam o mesmo trajeto separadamente”, recomenda o ambientalista Fábio Feldmann. Você vai se tornar o cara mais simpático da cidade.

Carro requer manutenção, não tem jeito. Faça uma regulagem periódica, sempre que possível. Troque o óleo nos prazos indicados pelo fabricante, verifique filtros de óleo e de ar. Todas essas medidas economizam combustível e ajudam a despejar menos CO2 no ar.

Que tal lavar o carro a seco? Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a tradicional, que consome centenas de litros do precioso líquido. Pense também em lavar menos seu carro.

 Tem atitude mais grosseira que atirar lata ou outros dejetos pela janela do carro? O castigo para essa gafe é garantido: os resíduos despejados na rua são arrastados pela chuva, entopem bueiros, chegam aos rios e represas, causam enchentes e prejudicam a qualidade da água que consumimos.

Para conhecer mais dicas da Etiqueta Sustentável, clique aqui e veja o manual completo.

 

Série “Saneamento Básico” – Lixo

Hoje, último programa da série sobre “Saneamento Básico” – Tema: lixo. Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade
Entre os dias 3 e 7 de novembro, acontece na sede do Ibama, em Brasília, a I Mostra Nacional Ambiental “Caminhos da Sustentabilidade”. Estão previstas várias atrações para divertir, informar e educar o público participante. 

A programação será variada, com espaços temáticos, esportes, oficinas e jogos, filmes ambientais, além da apresentação de bandas locais e nacionais, além de trabalhos realizados por entidades públicas e provadas voltados para o desenvolvimento sustentável do país. 

A mostra também faz parte da comemoração dos 20 anos de criação do Ibama. Logo na entrada, o público poderá ver uma tora de castanheira derrubada ilegalmente no Mato Grosso e apreendida pelo órgão. 

A peça pesa cerca de 15 toneladas, tem quase sete metros de comprimento e dois metros de espessura. Segundo estimativa dos técnicos do Serviço Florestal Brasileiro que mediram a tora, a castanheira original tinha cerca de 40 metros de altura e mais de 250 anos.

 Você ainda tem hoje e amanhã para conferir o evento.

Veja a programação aqui.

Saneamento básico – Canais de investimentos

Matéria importante para nossa série sobre “Saneamento Básico” – Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

(Fonte: Valor Econômico) 

Setor privado amplia a participação nos serviços prestados em água e esgoto e companhias estaduais apostam em novos modelos de gestão

Por Genilson Cezar, para o Valor, de São Paulo

Com um marco regulatório definido, claro, estimulador de diferentes opções de modelos de negócios, o setor de saneamento do Brasil vive momentos de extrema competição. O quadro inclui uma forte articulação de grupos privados nacionais e internacionais na disputa de projetos de concessão para prestação de serviços, utilizando pesados investimentos, e concessionárias municipais buscando melhores formas de gestão, mais exigentes na oferta dos serviços e comparando as variadas alternativas.

Por parte da iniciativa privada, pelo menos, é visível o esforço para aumentar a participação no setor de água e esgotos. Segundo dados da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), em 2007, o setor privado prestava serviços para 8,8 milhões de pessoas e, em 2009, já atende a 15 milhões de pessoas (10% do total do país), o que significou um acréscimo de quase 60%. São 203 contratos em 217 municípios de 12 Estados, que proporcionaram às empresas um faturamento, em 2008, de cerca de R$ 2 bilhões, e renderam 5,8 mil empregos diretos e 8,7 mil indiretos.

Os investimentos do setor privado para este ano, informa Yves Besse, diretor-presidente da Abcon, devem atingir R$ 520 milhões. “A Lei do Saneamento, promulgada em 2007, ampliou as oportunidades de negócios para o setor privado poder atender a população, por meio de diferentes formas de atuação, como contratos de concessão, remunerados pelo usuário ou indiretamente, locação de ativos, e parcerias com empresas públicas. Atualmente, temos cinco grandes contratos no modelo das Parcerias Públicas Privadas (PPPs), em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro”, diz Besse.

É um cenário de mudanças positivas, mas, claro, ainda não é suficiente para eliminar o déficit extraordinário do país no campo do saneamento de água e tratamento de esgotos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o percentual de domicílios ligados à rede de esgoto subiu pouco: passou de 51,1% (2007) para 52,5% (2008). O prejuízo recai sobre os mais pobres, que representam 62% dos que não têm coleta de esgoto e 71% entre os que não são servidos por abastecimento de água.

esgoto

“Os números melhoram ano após ano, mas numa lentidão espantosa, postergando o pleno acesso dos brasileiros ao saneamento para 2022, como mostrou estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”, destaca Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e vice-presidente da Odebrecht Engenharia Ambiental.

“Enquanto a infraestrutura não avança no ritmo desejável, multiplicam-se casos de internações no sistema de saúde devido a doenças sanitárias. São cerca de 800 internações diariamente cuja causa está associada principalmente à falta de condições apropriadas de saneamento ambiental”, afirma.

 Quer dizer, a universalização dos serviços de água e esgoto, em condições adequadas, é um desafio ainda distante. De acordo com a Abdib, o volume de investimentos públicos e privados realmente aplicados no saneamento – com pagamentos efetuados e obras à disposição da sociedade – oscilou entre R$ 3,4 bilhões e R$ 4,8 bilhões por ano, de 2003 a 2008.

 “Felizmente, há uma trajetória crescente, mas ainda insuficiente diante da necessidade de gastar mais de R$ 10 bilhões por ano para chegar próximo à universalização”, diz Azevedo. Esse valor está amparado em estudo divulgado em 2003 pelo Ministério das Cidades, mas requer atualização. “O governo federal, junto com a iniciativa privada e as empresas públicas, estaduais e municipais, não têm conseguido alcançar aquele patamar de investimentos anuais”, avalia Besse, da Abcon. “Estamos acumulando déficits. Hoje, as necessidades de investimentos para atingir a universalização já são da ordem de R$ 280 bilhões, ou seja, exigem investimentos de R$ 20 bilhões por ano. Pode-se dizer, então, que a universalização em 2020 não ocorrerá”, argumenta.

Com esse ritmo de investimentos, segundo os empresários, essa é uma meta que só será alcançada em 60 anos. Mas o esforço atual de injeção de recursos da iniciativa privada pode ao menos contribuir para antecipar esse prazo, desde que se conte, é claro, com um ambiente regulatório sólido, uma vontade política de contar com o setor privado e grupos empresariais com capacidade forte de investimentos.

 “O setor público tem uma exigência muito pesada de investimentos, mas existe espaço para a iniciativa privada complementar essas carências de recursos”, define Fernando Santos Reis, presidente da Foz do Brasil, empresa do setor de engenharia ambiental, controlada pela Organização Odebrecht. “O marco regulatório é muito bom hoje, de grande importância para que possamos efetuar investimentos, atender a população e, logicamente, poder ter a contrapartida de cobrar pelos serviços prestados de água e tratamento de esgotos”, diz.

(editado)

Inaugurado em Brasília museu interativo ligado a questões ambientais

(Da Agência Brasil – com alterações)

Brasília – A capital da República ganhou hoje (20) um espaço para valorizar a cultura popular e voltado ao desenvolvimento sustentável do meio ambiente. Trata-se do primeiro museu interativo instalado no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes.

Ao abrir a solenidade, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o economista francês Ignacy Sachs, considerado uma das maiores autoridades no conceito de desenvolvimento sustentável, plantaram mudas de ipê, em comemoração ao evento.

“Essa inauguração é muito importante, agora que tanto se fala em meio ambiente e efeito estufa”, disse o ministro Minc.

O espaço, dotado de uma sala para exibição de audiovisuais com arquivo de 120 filmes sobre o cerrado, só estará aberto para visita da população em 2010, quando Brasília comemora 50 anos.

De acordo com o senador Cristovam Buarque, que também esteve presente à solenidade, o novo espaço favorece a educação. “Esse museu não é só para os adultos, é também uma oportunidade para despertar a consciência ambiental nas crianças”, afirmou, referindo-se à sala de jogos interativos.

Durante a cerimônia foi exibido um vídeo com o depoimento de Coracy Uchoa Pinheiro, 103 anos, viúva de Israel Pinheiro. Ela disse estar muito feliz com a inauguração do museu, mas não pode comparecer ao local por problemas de saúde.

Para o escritor e diretor de audiovisuais, Alvaro Garcia, o projeto significa um momento marcante em sua carreira. “Fico muito feliz em participar dessa iniciativa em prol da arte, das ciências e, principalmente, da educação”, concluiu.

Durante a inauguração do espaço foi lançado o livro Desenvolvimento, Justiça e Meio Ambiente, de José Augusto de Pádua. A publicação dará suporte científico às atividades do museu.