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5 de Setembro – Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul e metade do território brasileiro, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Ela também é rica em minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo (graças ao grande volume de água dos seus rios). Ao absorverem carbono, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.

Apesar de toda a grandeza da Amazônia, seu solo tem baixa fertilidade. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e em pastos para o gado. Sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega os nutrientes do solo e o empobrece.

Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e de plantas ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia.

Hoje é Dia da Amazônia e, apesar de termos pouco a comemorar,fazemos questão de marcar a data para que você saiba o que estamosfazendo em defesa da floresta.

A Amazônia está ameaçada. O avanço da soja e da pecuária sobre a floresta tem aumentadoem um ritmo veloz. Nesta época do ano, a área é devastada porqueimadas. O uso do fogo ainda é uma prática agrícola comum nasfazendas de gado e grãos da Amazônia.

O Brasil lidera hoje, com 2.752 focos, a tabela de focos de calor acumulados por países da América do Sul. Organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tabela cita a Argentina (1.212 focos),  Bolívia (776), Paraguai (118) e Peru (32).

Embora sua capital esteja mergulhada em fumaça, no Acre existem hoje apenas 99 focos acumulados de calor. O Mato Grosso, com 594 focos, lidera a tabela do Inpe, seguido de Rondônia (332), Tocantins (289), Pará (220) e Amazonas (167).

Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.

No Pará, pesquisas mostram que em doze anos o solo fica tão destruído que nem a grama nasce mais. É como um deserto. Em agosto, 20 quilômetros quadrados do assentamento Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, foram queimados.

Em nenhum lugar do mundo tantas árvores são derrubadas quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo. É 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental. De acordo com o estudo, uma em cada dez árvores serradas no planeta está na Amazônia. Vale ressaltar que esse ranking foi feito com os dados de 1994, antes dos últimos números do Inpe. Também aqui se queimam mais árvores que no resto do mundo.

Poucas coisas são tão assustadoras quanto ouvir uma árvore cair dentro da floresta. O barulho é parecido com o de um trovão. Espanta pássaros, macacos e os serradores, que correm em disparada. Ao cair, a árvore leva consigo outras cinco ou seis, presas a ela por cipós. Também morre toda a vegetação no lugar onde a árvore cai. Depois, seus galhos são cortados e ela é abandonada em forma de tora no meio do mato. Dias, às vezes semanas depois, outro grupo tenta achar a árvore derrubada.

De acordo com extenso trabalho da ONG Imazon, para cada árvore que chega a uma serraria no Pará, outras 27 caíram inutilmente. A maioria é esquecida na floresta, enquanto outras são abandonadas por estar ocas. Nem tudo o que chega às madeireiras, no entanto, é aproveitado. Por usar técnicas rudimentares, as serrarias da Amazônia desperdiçam um terço de toda a madeira que recebem. Esses restos são transformados em carvão, vendido a 50 centavos o quilo. Nenhuma empresa no mundo sobrevive com índice de desperdício tão grande.

Fonte: IBGE

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Estação das Queimadas

Como em todo ano, os incêndios florestais já começaram a aumentar no DF. Falta consciência e conhecimento das pessoas. De janeiro a julho deste ano, já foram registradas mais de mil ocorrências de fogo no mato, pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.  O período de maio a julho representa 83% do número de ocorrências do ano inteiro!

O Professor Bernardo, que é nosso consultor e professor do curso de gestão ambiental da Faculdade Unicesp, explica quais as maiores razões para tanto fogo.

No início de maio as temperaturas começam a baixar e as chuvas começam a ficar mais escassas. Em Brasília não chove há mais de 45 dias, o que é comum nessa região, mas o pior pode estar por vir, no mês de agosto.  É importante lembrar que Brasília tem a seca como característica climática.

Principais causas dos incêndios nessa época:

A maior parte dos incêndios é mesmo causada pela ação do homem. São diversos os motivos, pode ser uma fogueira, a queima do lixo, bitucas de cigarro jogadas nas estradas ou as famosas e errôneas limpezas de terreno. Vale destacar que o incêndio por ação natural é muito raro.

O que deve ser feito para que diminuir o número de queimadas:

A população pode ajudar a evitar as queimadas com simples ações. Evitar jogar cigarro pela janela do carro, apagar as chamas das fogueiras e certificar-se de que as brasas também estão apagadas. E mais importante, no caso de limpeza de terrenos, o interessado deve pedir uma autorização para o IBAMA, adotar todos os procedimentos legais e informar ao corpo de bombeiros dia, hora e local da queimada.

É importante lembrar que queimar lixo é crime ambiental, previsto na Lei Distrital nº 4.329. A pena aos infratores é de dois a quatro anos de prisão e multa. Se o crime é culposo, ou seja, sem intenção de causar o dano, a pena é de detenção de seis meses a um ano e multa.

Maiores danos para o meio ambiente e para as pessoas:

O aumento na quantidade de crianças e idosos – os que mais sofrem – nos hospitais por causa dos inúmeros problemas respiratórios que se agravam na seca e pioram com a fumaça e a fuligem das queimadas, que, inclusive, piora a qualidade do ar. A vegetação é destruída e deixa de cumprir a função de proteger as nascentes, prejudicando a qualidade e até escasseando o volume de água potável. Os nutrientes do solo também vão embora e atrapalham a fertilidade daquele solo.

Então, pessoal, vocês viram então que o melhor mesmo é não fazer fogo em hipótese alguma, mas se for inevitável, tomar todos os cuidados, inclusive com autorização dos órgãos competentes. O melhor mesmo para os restos vegetais, folhas secas, por exemplo, é processar e transformar em adubo orgânico. Assim todo mundo tem a ganhar, inclusive o meio ambiente!

Este é o período do ano que o Corpo de Bombeiros mais trabalha. Por conta do grande número de ocorrências de queimadas, o Batalhão de Combate ao Incêndio Florestal atua diariamente com um contingente de 100 militares e conta com reforços quando a situação é mais crítica.

A legislação:

A Lei nº 4.329, sancionada pelo governador afastado José Roberto Arruda em junho de 2009, proíbe a queima de restos vegetais e lixo no DF. A proibição, no entanto, não inclui fornos e incineradores regularizados. A lei também define que a utilização de fogo como prática agrícola nas áreas rurais fica condicionada à recomendação técnica e aos termos da lei. O texto sugere ainda que os restos vegetais devem ser processados e transformados em adubo orgânico.

(Flávia Gomes)