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11 de Setembro – Dia do Cerrado

Para quem não sabe, 11 de setembro é comemorado o Dia do Cerrado, como já falamos outras vezes aqui, o bioma mais rico em biodiversidade.

Para quem não sabe, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente quase metade da área original, cerca de 85 mil quilômetros quadrados de cobertura nativa já foi devastada. Ocupamos lugar de destaque na produção de grãos no país, mas perdemos cada vez mais em biodiversidade com o avanço do desmatamento, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma possível solução seria a criação de unidades de conservação em áreas de fronteira agrícola. Semana passada falamos da Amazônia, mas a taxa de desflorestamento do Cerrado é mais alta que a da nossa famosa floresta…

O Distrito Federal é a terceira unidade da federação com maior parte destruída do Cerrado original, entre os 12 estados que possuem o bioma. São Paulo e Mato Grosso do Sul lideram esse péssimo ranking. As causas são o desmatamento por conta da produção de biocombustível (cana- de-açúcar), no estado paulista enquanto que no Mato Grosso do Sul a causa é o plantio de soja e a criação de gado.

Já aqui no DF, a principal causa apontada é a especulação imobiliária, já que inúmeras áreas verdes deram lugar às cidades. O que resta do Cerrado do DF aparece nas unidades de conservação, compostas pelo Parque Nacional de Brasília, Reserva de Águas Emendadas, Reserva Ecológica do IBGE e Jardim Botânico. Por aí vemos que a expansão apressada e desordenada é capaz de atropelar políticas ambientais, agroindustriais e de saneamento.

Essas ações destruidoras geram perdas ambientais e as queimadas estimulam a concentração dos gases e aumentam o efeito-estufa. Não é a toa que Brasília apresenta, nesse período, o ar mais poluído que São Paulo…
Também é importante lembrar que o cerrado guarda as fontes de água-doce do país. Acabar com a vegetação vai comprometer o que daqui a 15-20 anos vai valer mais que ouro e o que o Brasil ainda tem em abundância, água.

E com esse tempo de muita seca, já são mais de 120 dias sem chuva, nunca é demais alertar para os perigos das queimadas. Essa semana o Ibama declarou estado de emergência ambiental no Distrito Federal. A medida autoriza os órgãos responsáveis por combater as queimadas a reforçar equipes dispensando licitações ou concursos públicos para contratar profissionais por tempo determinado. Somente nesse período sem chuva esse ano houve mais incêndios que em todo o ano passado e o fogo já consumiu sessenta e sete e meio por cento de cerrado, o que representa quase quinhentos mil metros quadrados.

Fonte: Agencia Brasil

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Lixo Eletrônico

A crescente preocupação da sociedade em torno de ações que minimizem danos ao meio ambiente começa a atingir as empresas de tecnologia da informação. Aos poucos elas começam a aderir ao movimento verde, ao desenvolver produtos e adotar posturas ecologicamente corretas. Essa corrente que ganha cada vez mais força e a adesão de grandes companhias atende pelo nome de TI verde.

Para incentivar e pressionar as fabricantes a adotarem políticas que levem em consideração as questões ambientais, a organização não governamental Greenpeace lança, três vezes por ano, um guia no qual reúne as marcas do setor que mais se mostram comprometidas com os conceitos de sustentabilidade. A ideia é que as companhias sigam alguns critérios, como a redução de componentes tóxicos utilizados na fabricação de equipamentos, além de aumentar a eficiência energética dos produtos e se responsabilizar pelos itens depois de usados.

A empresa finlandesa Nokia encabeça a lista e se destaca por ter um programa que conta com quase 5 mil pontos de recolhimento de celulares usados em 84 países (160 só no Brasil, entre assistências técnicas e lojas de vendas). De 65 a 80% dos celulares da marca são passíveis de reciclagem”. Além disso, os tamanhos das caixas vem diminuindo gradativamente, o que aumenta a eficiência no transporte e diminui o uso de papelão.

O chamado E-lixo já é um problema mundial. Na mesma proporção em que a indústria eletrônica desenvolve produtos cada vez mais avançados, cresce também a quantidade de aparelhos que são aposentados pelos consumidores e empresas. Com isso, a montanha de lixo eletrônico chega a níveis alarmantes. O Greenpeace calcula que, todos os anos, aproximadamente 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora ao redor do mundo. Se esse material fosse colocado dentro de uma sequência de vagões de trem seria possível dar uma volta no planeta.

O professor Bernardo Verano, consultor do Cultura Ambiental e coordenador do curso de Gestão Ambiental da Faculdade Unicesp explica quais os maiores riscos que esse tipo de lixo representa.

Esse tipo específico de lixo é o que mais cresce atualmente e representa 5% de todos os resíduos sólidos urbanos produzidos pelo homem. Isso significa quase o mesmo montante que as embalagens plásticas, com o agravante de ser muito mais perigoso já que contem inúmeras substâncias tóxicas como mercúrio, chumbo e a substância conhecida como PVC. E o risco não é só para o meio ambiente, mas para o homem também. Com a redução da vida média de aparelhos como telefones móveis e computadores, essa questão se torna especialmente grave para os países desenvolvidos, que consomem cada vez mais tecnologia e têm que lidar com uma pilha gigantesca de lixo eletrônico. Somente na Europa, esse tipo de resíduo cresce de 3 a 5% por ano, quase três vezes mais que o total de lixo urbano.

E como fazer para se livrar desse problema? Simples, mande-o para as nações pobres. É… Por mais absurda que a ideia possa parecer, é exatamente isso que as grandes potências estão fazendo. E elas ainda afirmam que estão contribuindo para a inclusão digital…

Mas na prática, o que acontece é que famílias pobres sem nenhuma proteção ou instrução manuseiam os resíduos, separando as peças para centros de reciclagem ou procurando algo de maior valor no meio do montante. Os países que mais recebem esse lixo são a China, a Índia, o Paquistão e alguns da África que, juntos, recebem cerca de 500 contêineres todos os meses.

Por isso é importante encontrar locais de descarte perto de você. Procurando direitinho, sempre vai ter algum. O Banco Real, por exemplo, possui o papa-pilhas que recolhe pilhas e baterias usadas. Já celulares e baterias antigas você pode devolver ao fabricante levando para a loja onde comprou. No último fim de semana de cada mês, o shopping Pátio Brasil disponibiliza o Ecoponto, onde você descarta lâmpadas fluorescentes usadas, pilhas e baterias. Esse fim de semana vai estar funcionando. Nunca descarte esse lixo tão poluente junto do lixo comum.