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Água – usos e utilidades

Hoje encerramos o mês das águas aqui no nosso quadro cultura ambiental. Ouça o programa de hoje, 26/03/2010 aqui.

A água é chamada de solvente universal, já que dissolve e carrega muitas substâncias químicas, minerais e nutrientes. E para quem não sabe, ela tem papel importante como absorvente da radiação infravermelha atuando na regulação do clima global.

Já no corpo, ela atua em quase todas as partes. Você sabia que o cérebro humano, os músculos e o coração têm 75% de água? Nos rins, esse número sobe para 83% e nos pulmões e fígado, 86% é água.

Veja alguns exemplos da utilidade da água no corpo humano.

A água se encontra em todas as células do corpo humano. Ela auxilia a digestão por meio da saliva e do suco gástrico, provoca a transpiração por meio do suor que é eliminado através da pele e serve para abaixar a temperatura interna do corpo e eliminar as toxinas, que também são eliminadas pela urina e que também tem água na sua composição.

Estudos do Banco Mundial estabelecem que uma disponibilidade hídrica inferior a 1.700 m³ por habitante por ano de água renovável, indica uma tendência à limitação do desenvolvimento econômico.

E como será que o Distrito Federal está nesse quesito?

A disponibilidade hídrica do DF está em torno de 1.338 m³ por habitante por ano. Esse índice é classificado como estresse hídrico, de acordo com a ONU. O DF está melhor apenas que os estados da Paraíba e Pernambuco, que ficam localizados no polígono da seca.

Diante desse quadro, o Governo do Distrito Federal, através do Ibram – Instituto Brasília Ambiental criou o programa “adote uma nascente” para incentivar a participação de todos na preservação, recuperação e conservação das nascentes, na tentativa de melhorar a qualidade e a disponibilidade das águas na região. Procure o Ibram para saber mais sobre esse programa.

Nesse processo, a vegetação também exerce um papel super importante. Uma árvore adulta, por exemplo, pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Assim, mantém os rios com um escoamento constante evitando enchentes e assoreamento nas margens. A infiltração da água em solos com cobertura florestal é 40 vezes maior do que em solos descobertos. Por isso é importante proteger a vegetação na beira de rios, córregos e nascentes.

O uso sustentável da água gera muitos benefícios. Por exemplo, a maior oferta para atender a um número maior de pessoas; a redução do volume de água a ser captada e tratada, reduzindo investimentos e custos; diminuição do volume de esgotos a serem coletados e tratados; diminuição da poluição da água e a manutenção da biodiversidade.

Para atingir o uso sustentável da água precisamos adotar usos cada vez mais eficientes da água disponível, otimizando o uso sem comprometer a eficácia no atendimento às necessidades vitais, à manutenção da qualidade de vida, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sócio-econômico.

E no programa Cultura Ambiental da semana passada nós demos algumas dicas aqui no blog para esse uso racional. Acesse aqui e saiba mais!

1 Kg de vidro reutilizado evita a extração de 6 Kg de areia dos rios e a energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100W durante 4 horas.

Isso quer dizer que quando uma pessoa reduz seu consumo ou diminui a geração de resíduos, quando realiza um consumo sustentável, separa, reutiliza e encaminha para a reciclagem os resíduos, ela está cuidando também das águas.

Navegue em nosso blog e encontre muitas outras informações importantes sobre a água, sua reutilização e reaproveitamento. Um ótimo fim de semana e até o próximo post.

(Flávia Gomes – fonte: Ibram)

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Dia Mundial da Água – Dicas para economizar

Olá ouvintes do Cultura Ambiental e leitores do Verde Capital. No dia 22 de março, segunda-feira, comemoramos o Dia Mundial da Água. Uma data muito importante e que tem por objetivo, mostrar o quanto devemos cuidar bem de nossos mananciais e fontes de água. Ouça o programa do dia 19/03/2010 aqui.

Você sabia que, segundo dados da Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene? Já para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ser humano precisaria de apenas 40 litros por dia. Pois é, só que no Brasil, o consumo por pessoa chega a mais de 200 litros por dia.

Em grandes centros urbanos do Brasil e nas cidades com mais de 120 mil habitantes, o consumo de água pode chegar a 320 litros por dia, por pessoa. O que é um desperdício total!

Todos nós sabemos que o planeta Terra é formado de, aproximadamente, 70% de água. Mas o que nem todo mundo sabe é que a maior parte dessa água, 97,50%, é salgada e imprópria para o consumo. Da água doce, 2,493% estão em lençóis subterrâneos ou congelados nos pólos, e apenas 0,007% está em rios e lagos, disponível para nosso consumo. E não é só isso! Desse 0,007% de água doce disponível para nosso consumo, 70% vão para a agricultura; 22%, para a indústria e 8%, para o consumo individual.

Analisando essa situação concluímos que PRECISAMOS ECONOMIZAR ÁGUA URGENTEMENTE!

Se cada pessoa do mundo fizer a sua parte, a água não vai acabar, e a vida em nosso planeta será preservada. Na verdade, gastar mais de 100 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

Quer fazer a sua parte? Então, comece a falar sobre esse problema para todas as pessoas que você conhece, economize água conforme as dicas do programa Cultura Ambiental desta semana e mãos à obra!

Dicas para economizar água e dinheiro – sem prejudicar a saúde, a limpeza da casa e a higiene das pessoas.

No banheiro: Banho de 15 minutos? Negativo! O banho deve ser rápido. Cinco minutos são suficientes para higienizar o corpo. No caso do banho com chuveiro elétrico, em 15 minutos com o registro meio aberto, são gastos 45 litros de água na residência. A mesma coisa é o banho de ducha por 15 minutos. Com o registro meio aberto, consumimos 135 litros de água. Se fechamos o registro na hora de ensaboar o corpo e reduzimos o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.

Se uma pessoa escova os dentes em cinco minutos com a torneira não muito aberta, gasta 12 litros de água. No entanto, se molhar a escova e fechar a torneira enquanto escova os dentes e, ainda, enxaguar a boca com um copo de água, consegue economizar mais de 11,5 litros de água.

Do mesmo modo, para lavar o rosto a dica é não demorar. Ao lavar o rosto em um minuto, com a torneira meio aberta, uma pessoa gasta 2,5 litros de água.

O mesmo vale para o barbear. Em 5 minutos gastam-se 12 litros de água. Com economia o consumo cai para 2 a 3 litros.

Descarga e vaso sanitário: Não use a privada como lixeira ou cinzeiro e nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta de 10 a 14 litros. Bacias sanitárias mais novas necessitam um tempo de acionamento 50% menor para fazer a limpeza, neste caso pode-se chegar a volumes de 6 litros por descarga.

Mantenha sempre a válvula da descarga regulada e conserte os vazamentos assim que eles forem notados. Quando a válvula está defeituosa, pode-se gastar até 30 litros. E lugar de lixo é no lixo. Jogando no vaso sanitário podemos entupir o encanamento. E, nesse caso, o lixo acaba voltando pra nossa casa.

Ao lavar a louça, primeiro limpe os restos de comida dos pratos e panelas com esponja e sabão e, só então, abra a torneira para molhá-los. Ensaboe tudo que tem que ser lavado e, então, abra a torneira novamente para novo enxágüe.

A máquina de lavar louça só deve ser ligada quando estiver cheia. Numa casa, lavando louça com a torneira meio aberta em 15 minutos, são utilizados 117 litros de água. Com economia o consumo pode chegar a 20 litros. Uma lavadora de louças com capacidade para 44 utensílios e 40 talheres gasta 40 litros.

Na higienização de frutas e verduras utilize cloro ou água sanitária de uso geral. Basta uma colher de sopa para um litro de água, por 15 minutos. Depois, coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível.

Você sabia que ao se utilizar um copo de água, são necessários pelo menos outros 2 copos de água potável para lavá-lo? Por isso, combata o desperdício em qualquer circunstância. Tenha seu copo de uso constante em casa, no trabalho e na escola.

Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo três vezes por semana. Se na sua casa as roupas são lavadas no tanque, deixe as roupas de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. E aproveite esta última água para lavar o quintal, a área de serviço ou a calçada, pois a água já tem sabão. No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto de água pode chegar a 279 litros. A lavadora de roupas com capacidade de 5 quilos gasta 135 litros. O ideal é usá-la somente com a capacidade total.

No jardim, use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. Ao molhar as plantas durante 10 minutos o consumo de água pode chegar a 186 litros. Para economizar, a rega durante o verão deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda. Assim, pode-se chegar a uma economia de 96 litros por dia!

Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o pátio da sua casa. Lavar calçada com a mangueira é um hábito comum, mas que traz grandes prejuízos. Em 15 minutos são perdidos 279 litros de água. Se houver uma sujeira localizada, use a técnica do pano umedecido com a água de enxágüe da roupa ou da louça.

Use um balde e um pano para lavar o carro ao invés de uma mangueira. Se possível, lave pouco durante a estiagem, a época do ano em que chove menos. Muita gente gasta até 30 minutos ao lavar o carro. Com uma mangueira não muito aberta, gastam-se 216 litros de água. Com meia volta de abertura, o desperdício alcança 560 litros. Para reduzir, basta lavar menos o carro utilizando o balde. A cada lavada, o consumo é de apenas 40 litros.

Outras dicas para preservar a água é não jogar lixo nos lagos, córregos, rios e mar. Os edifícios com hidrômetros individuais por apartamento estimulam a economia de água e a conta é mais justa, pois cada família só paga o quanto consome. Adote a idéia do reuso da água sempre que possível.

E você pode organizar um grupo para plantar árvores ao longo das margens de um córrego ou para limpar, recuperar e conservar um pedaço de terra degradada. Seja um cidadão consciente. Informe às distribuidoras sobre vazamentos de água e exija do governo um órgão regulador forte e presente para fiscalizar a eficiência das distribuidoras.

Aprenda a calcular o potencial de economia de água em sua casa

Para aprender a calcular o potencial de economia de água em sua casa, ao receber sua próxima conta de água, multiplique o consumo em metros cúbicos por mil (já que cada metro cúbico equivale a mil litros de água) e, em seguida, divida o valor encontrado pelo número de moradores fixos da casa.

Esse resultado equivale ao consumo diário médio de cada morador. Caso ele ultrapasse os 110 litros propostos pela ONU, coloque em prática as medidas de economia listadas abaixo para alcançar a meta. Adotando essas ações, você colabora para a preservação da água no planeta.

Sabendo usar, não vai faltar! Um ótimo Dia Mundial da Água com bastante consciência para você.

E semana que vem tem o seminário Água e Cidadania – Visões Múltiplas para um recurso de usos múltiplos que acontecerá entre os dias 22 e 24 de março na Universidade dos Correios, próxima à UnB. Inscrições: Ibram.

Dicas de Etiqueta Ambiental

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Hoje, o Cultura Ambiental traz dicas de etiqueta sustentável.

Pequenos gestos podem conduzir a grandes mudanças se forem adotados por todos nós. Os jornalistas Flávia Gomes e  Claudivan Santiago, juntamente com o consultor ambiental Bernardo Verano, trouxeram para o ouvinte da rádio, dicas e informações que podem ser aplicadas no dia-a-dia, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

(Fonte: Planeta sustentável)

O que você precisa saber para fazer um planeta melhor? Entenda porque é tão importante reduzir o consumo de três itens imprescindíveis nos dias de hoje: água, energia elétrica e combustíveis

Água – Ela até cai do céu, mas é um recurso esgotável e raro em muitos lugares do mundo. Se, em apenas cinco minutos, você escovar os dentes com a torneira escancarada, 12 litros de água potável serão desperdiçados.

Energia elétrica – O consumo cada vez maior requer a construção de mais usinas hidrelétricas e mais florestas vão desaparecer para dar lugar a elas. O simples gesto de desligar as luzes dos ambientes, quando estiverem vazios, pode ajudar a evitar isso.

Combustíveis – A queima dos fósseis, como o diesel e a gasolina, é a maior responsável pela emissão de gases do aquecimento global. Segundo o urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner, “nas grandes cidades são produzidos 75% de todo o CO2 jogado na atmosfera”. Pense nisso antes de entrar no carro só para ir à padaria da esquina.

NO TRABALHO

Faça seu dinheiro trabalhar a favor de causas nobres. Diga ao gerente do banco que você quer aplicar em investimentos socialmente responsáveis, os ISRs. Dessa forma, seus lucros virão de empresas que respeitam práticas ambientais e trabalhistas.

Exerça a cidadania. A internet e o telefone são bons canais de comunicação com representantes de sua cidade, seu estado ou país. Mobilize-se e certifique-se de que seus interesses e os da comunidade sejam atendidos.

Fuja da alienação e influencie pessoas. Estar sempre bem informado também é um bom exemplo de atitude cidadã. Procure ler mais para ficar atualizado nos assuntos de interesse geral como política, economia, meio ambiente .e sustentabilidade.

Desabilite seu screen saver cheio de efeitos especiais. O monitor ligado, mesmo com aquele descanso de tela bacana, é responsável por até 80% do consumo do computador. Configure sua máquina para o modo de economia de energia. Assim, ele vai desligar automaticamente toda vez que você se ausentar.

EM CASA

Os aparelhos que ficam dia e noite em modo stand by são mais uma nova invenção em nome do conforto. Só esqueceram de dizer que isso consome energia sem necessidade. Puxe a tomada de todos eles quando não estiverem em uso e tenha certeza: o valor de sua conta de luz vai cair bastante.

Na hora de comprar eletrodomésticos, escolha os mais eficientes. É possível reconhecê-los pelo selo do Procel (nas marcas nacionais) ou Energy Star (nos importados). Detalhe: isso não custa nada.

Viva seu dia com luz natural. Abra janelas, cortinas, persianas, deixe o sol entrar e iluminar sua casa em vez de acender lâmpadas. Além de fazer muito bem ao seu humor, você também vai economizar dinheiro no fim do mês.

Mude sua geladeira e seu freezer de lugar. Ao colocá-los próximos do fogão e de áreas onde bate sol, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Aproveite para avaliar com seus botões: será que você precisa mesmo de um freezer?

NA RUA

Compartilhe seu carro. “Pratique a carona solidária e diminua a emissão de poluentes, levando pessoas que fariam o mesmo trajeto separadamente”, recomenda o ambientalista Fábio Feldmann. Você vai se tornar o cara mais simpático da cidade.

Carro requer manutenção, não tem jeito. Faça uma regulagem periódica, sempre que possível. Troque o óleo nos prazos indicados pelo fabricante, verifique filtros de óleo e de ar. Todas essas medidas economizam combustível e ajudam a despejar menos CO2 no ar.

Que tal lavar o carro a seco? Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a tradicional, que consome centenas de litros do precioso líquido. Pense também em lavar menos seu carro.

 Tem atitude mais grosseira que atirar lata ou outros dejetos pela janela do carro? O castigo para essa gafe é garantido: os resíduos despejados na rua são arrastados pela chuva, entopem bueiros, chegam aos rios e represas, causam enchentes e prejudicam a qualidade da água que consumimos.

Para conhecer mais dicas da Etiqueta Sustentável, clique aqui e veja o manual completo.

 

Série “Saneamento Básico” – Lixo

Hoje, último programa da série sobre “Saneamento Básico” – Tema: lixo. Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade
Entre os dias 3 e 7 de novembro, acontece na sede do Ibama, em Brasília, a I Mostra Nacional Ambiental “Caminhos da Sustentabilidade”. Estão previstas várias atrações para divertir, informar e educar o público participante. 

A programação será variada, com espaços temáticos, esportes, oficinas e jogos, filmes ambientais, além da apresentação de bandas locais e nacionais, além de trabalhos realizados por entidades públicas e provadas voltados para o desenvolvimento sustentável do país. 

A mostra também faz parte da comemoração dos 20 anos de criação do Ibama. Logo na entrada, o público poderá ver uma tora de castanheira derrubada ilegalmente no Mato Grosso e apreendida pelo órgão. 

A peça pesa cerca de 15 toneladas, tem quase sete metros de comprimento e dois metros de espessura. Segundo estimativa dos técnicos do Serviço Florestal Brasileiro que mediram a tora, a castanheira original tinha cerca de 40 metros de altura e mais de 250 anos.

 Você ainda tem hoje e amanhã para conferir o evento.

Veja a programação aqui.

Saneamento Básico

O que é saneamento Básico?

Um conjunto de procedimentos adotados numa determinada região com o objetivo de proporcionar uma situação higiênica saudável para seus habitantes.

Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar: tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materias (através da reciclagem). Com estas medidas de saneamento básico, é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças, ao mesmo tempo que se garante a preservação do meio ambiente.

A saúde está diretamente ligada ao saneamento. A falta de saneamento tem conseqüências muito graves para a qualidade de vida da população, principalmente aquela mais pobre, residente na periferia das grandes cidades ou nas pequenas e médias cidades do interior. Da população diretamente afetada, as crianças são as que mais sofrem.

Veja os números. Os dados são antigos, mas o problema é sempre atual…

– 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico;

– a falta de saneamento básico é a principal responsável pela morte por diarréia de menores de 5 anos no Brasil;

– em 1998, morreram 29 pessoas por dia no Brasil de doenças decorrentes de falta de água encanada, esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA realizados a pedido do Jornal Folha de São Paulo;

– a eficácia dos programas federais de combate à mortalidade infantil esbarra na falta de saneamento básico;

– os índices de mortalidade infantil em geral caem 21% quando são feitos investimentos em saneamento básico;

– as doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram, em 1998, mais gente do que a AIDS;

– a utilização do soro caseiro, uma das principais armas para evitar a diarréia, só faz o efeito desejado se a água utilizada no preparo for limpa.

(Fonte: BNDES e pesquisa da FUNASA realizada a pedido do jornal Folha de S. Paulo, 1999/2000)

A coleta, o tratamento e a disposição ambientalmente adequada do esgoto sanitário são fundamentais para a melhoria do quadro de saúde da população do município. É importante destacar que os investimentos em saneamento têm um efeito direto na redução dos gastos públicos com serviços de saúde, segundo a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Para cada dólar investido no setor de saneamento economiza-se cinco dólares na área de medicina curativa.

CAESB – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

O índice de atendimento à população com atendimento na coleta de esgotos sanitários é de 93%; o índice atual de tratamento dos esgotos coletados é de 100%. São índices significativamente elevados para a realidade brasileira.

O sistema de esgotos do DF é composto por 17 sistemas de coleta e tratamento de esgotos. Alguns destes sistemas já estão em operação, permitindo avançar na recuperação da qualidade das águas do Distrito Federal.

Saneamento Básico em Brasília

Para falar mais sobre saneamento Básico, principalmente tratamento de esgotos, o Cultura Ambiental conversou com Eliane Costa, ouvidora da CAESB sobre o assunto. Escute aqui (clique em áudio).

Filmes com temática ambiental

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Hoje vamos dar algumas dicas sobre cultura na área de meio ambiente. Você vai conhecer alguns filmes com a temática ambiental.

Começamos com o filme “A era da estupidez”, que mostra o ponto em que chegou a destruição ambiental no mundo e dá um alerta para a responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global.

Em uma mistura de documentário e ficção, o filme é estrelado pelo ator Pete Postlethwaite, indicado ao Oscar em 1994 pelo filme “Em nome do pai”, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055.

No filme, ele analisa várias cenas das tragédias ambientais que aconteceram no início do século vinte e um e se pergunta por que os seres humanos não se salvaram quando ainda tinham a chance.

A produção da diretora britânica Franny Armstrong mostra por que esse é o futuro provável da espécie, ao contar histórias reais de pessoas comuns -cujas ações cotidianas contribuem para o problema.

 “A Era da Estupidez”  tem o objetivo de debater e provocar a reflexão sobre as soluções reais necessárias para deter o aquecimento global e fortalecer as comunidades já afetadas na transformação rumo a sociedades sustentáveis.

Mais de 40 países participaram da première mundial do filme, que estreia ainda em outubro no circuito comercial. Fique de olho na programação do seu cinema preferido!

O filme mostra o ator principal examinando imagens de 2007 e se perguntando por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

A exibição do longa-metragem está vinculada a uma grande campanha ambiental, apoiada por celebridades e organizações não-governamentais de todas as partes.

O objetivo de “A era da estupidez” é influenciar os principais líderes políticos mundiais a assinarem, em dezembro deste ano, na décima quinta Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, a COP 15, em Copenhagen, o tratado que obriga as nações a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de forma que o aumento de temperatura do planeta não ultrapasse os dois graus celsius.

E aí vai uma curiosidade: com um orçamento de  450 mil libras, aproximadamente 1 milhão e duzentos mil reais, o filme é uma produção independente. Levou quatro anos para ser concluído e foi todo financiado por doações pessoais de 223 indivíduos e grupos preocupados com a mudança climática. Vale a pena conferir!

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Até “A era da estupidez”, o filme mais badalado e talvez já conhecido de muitos é “Uma verdade inconveniente” que foi produzido pelo ex-vice-presidente americano Al Gore. Lançado em 2006, “Uma Verdade Inconveniente” ajudou a colocar o problema do aquecimento global na mídia. De quebra, Al Gore ainda levou o Oscar de melhor documentário e o Nobel da Paz, junto com os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Uma outra dica de filme importante para a causa ambiental é “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento”. Julia Roberts interpreta uma dona-de-casa que consegue um emprego num escritório de advocacia e, sem querer, descobre que uma grande indústria contaminou a área e os moradores locais. O filme é baseado em uma história verídica e rendeu o Oscar de melhor atriz para Julia Roberts.

De vez em quando, procure fugir um pouco dos blockbusters e alugue filmes que tenham algo a ensinar e que contribuem para a causa do meio ambiente. Assim você conhece um pouco mais sobre os acontecimentos ambientais.

O cinema ambiental já desempenha papel importante como incentivador do debate sobre responsabilidade, ética e papel do estado e da sociedade em temas como transgênicos, desarmamento, consumismo, patentes e na causa ambiental.

Essas foram as dicas que o Cultura Ambiental trouxe para você! Até a semana que vem!

Lixo doméstico – o que fazer?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil descarta a cada dia 230.000 toneladas de detritos.
E mais da metade desse número, Flávia, é formado por lixo doméstico.
E é sobre esse lixo que o cultura ambiental de hoje vai falar: o lixo doméstico. Você sabe como reduzir e diminuir o impacto causado por ele no meio ambiente?
Do total produzido nas casas, apenas 2% é destinado à coleta seletiva. O restante vai parar em lixões a céu aberto.
Ou, na melhor das hipóteses, Claudivan, em aterros sanitários cuja capacidade máxima já está próxima do limite.
Para piorar o quadro, muitas vezes o cidadão tem o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis acreditando que esses materiais serão reciclados, mas as empresas de limpeza misturam tudo num mesmo caminhão.
De acordo com o SLU, são 2,5 toneladas diárias de lixo recolhidas de casas e ruas no DF. Mas apenas 1,2% é selecionado e reciclado.
O baixo desempenho começa desde a casa dos moradores, que não tem a conscientização necessária para lidar com essa questão, até o próprio aparelhamento público totalmente despreparado.
A escassa infra-estrutura do GDF conta com apenas 7 caminhões e 36 funcionários preparados para a coleta seletiva.
O desempenho das administrações municipais costuma ser péssimo em matéria de lixo, mas não é por falta de boas leis. O problema, é fazer valer a legislação, e não só quando o assunto é sujeira, é preciso perseverar na divisão do lixo doméstico.
Mas o correto mesmo, ouvinte, é tentar diminuir a quantidade diária de lixo produzido. No mínimo, você mantêm a sua consciência mais limpa. A seguir, com o coordenador de gestão ambiental do Unicesp, professor Bernardo Verano, vamos conhecer algumas soluções domésticas que ajudam a reduzir o lixo dentro e, consequentemente, fora de casa. Como vai, professor?
Olá Flávia, boa tarde, ouvinte, tudo bem? A melhor forma de cuidar do lixo, e da nossa saúde, é fazer a separação correta e a reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais, reutilizando esses materiais dentro de casa mesmo ou doando para cooperativas. (listar no site)
E quais são as alternativas para fazer essa separação, professor Bernardo?
Em primeiro lugar, usando recipientes diferentes para cada material. Papéis, em geral, são recicláveis, com exceção daqueles sujos. O que não pode ser reciclado: fraldas descartáveis, absorventes, papel higiênico, guardanapos de papel, papel-toalha e embalagens metalizadas de salgadinhos. O ideal é que você descubra se o que separou em casa continuará separado no caminhão de lixo e depois encaminhado, de fato, a uma usina de reciclagem. Caso contrário, junte uma quantidade mínima e entregue você mesmo em pontos de reciclagem.
E quanto isso representa para a cidade, professor?
Flávia, para você ter uma ideia, os materiais recicláveis representam 70% do volume de lixo produzido numa cidade. Por esse motivo, separá-los dos outros detritos resulta em muito mais espaço nos aterros sanitários.
Professor, Bernardo, e em quanto esse hábito reduz a poluição ambiental?
Claudivan, a reciclagem retira do lixo uma série de materiais que levariam um tempo enorme para se decompor. Só para exemplificar: o plástico demora 450 anos, as latas de alumínio, 200 anos e o vidro, leva 1 milhão de anos para se decompor. Além disso, ao ser reaproveitado, o lixo reciclável economiza recursos naturais. Uma tonelada de papel reciclado poupa 22 árvores, 75% de energia elétrica e polui o ar 74% menos do que a produção da mesma quantidade de papel com matéria-prima virgem.
Uma dica muito bacana, para quem gosta de plantas é transformar o lixo orgânico em adubo. Não é difícil e qualquer um pode fazer. É só montar uma composteira em um recipiente, acomodando os restos de comida. O adubo começa a se formar depois de dois ou três meses.
E mesmo quem mora em apartamento pode fazer, se não quiser ter o recipiente dentro de casa, é só se reunir com os vizinhos e montar a composteira na parte externa do prédio. Não tem desculpa!
É importante lembrar que mesmo reciclando, geramos uma quantidade imensa de resíduos que geramos. Por isso é importante a consciência na hora do consumo. Por exemplo, é muito mais interessante trocarmos os filtros de papel de coar café por coadores de pano. Isso é consumo sustentável e custa muito menos para o seu bolso.
Mudar esse cenário do descarte errado de lixo, envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem. A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.
Essas foram as dicas que o Cultura Ambiental trouxe para você! Conheça outras formas de reaproveitar ou descartar o lixo doméstico acessando o nosso eletrônico: verdecapital.wordpress.com.
Com edição de Marco Borges e Diego Meira, o cultura ambiental fica por aqui. Um ótimo fim de semana a todos!

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O Cultura Ambiental dessa semana traz informações sobre lixo doméstico e o que fazer com ele. O programa vai ao ar na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Você pode ouvir todos os programas pelo Stickam.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil descarta a cada dia 230.000 toneladas de detritos. E mais da metade desse número é formada por lixo doméstico. Você sabe como reduzir e diminuir o impacto causado por ele no meio ambiente?

Do total produzido nas casas, apenas 2% é destinado à coleta seletiva. O restante vai parar em lixões a céu aberto. Ou, na melhor das hipóteses, em aterros sanitários cuja capacidade máxima já está próxima do limite. Para piorar o quadro, muitas vezes o cidadão tem o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis acreditando que esses materiais serão reciclados, mas as empresas de limpeza misturam tudo num mesmo caminhão.

De acordo com o SLU, são 2,5 toneladas diárias de lixo recolhidas de casas e ruas no DF. Mas apenas 1,2% é selecionado e reciclado. O baixo desempenho começa desde a casa dos moradores, que não tem a conscientização necessária para lidar com essa questão, até o próprio aparelhamento público totalmente despreparado.

A escassa infra-estrutura do GDF conta com apenas 7 caminhões e 36 funcionários preparados para a coleta seletiva.

O desempenho das administrações municipais costuma ser péssimo em matéria de lixo, mas não é por falta de boas leis. O problema é fazer valer a legislação, e não só quando o assunto é sujeira. É preciso se habituar a fazer a divisão do lixo doméstico.

Mas o correto mesmo é tentar diminuir a quantidade diária de lixo produzido. No mínimo, você mantêm a sua consciência mais limpa. A melhor forma de cuidar do lixo, e da nossa saúde, é fazer a separação correta e a reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais, reutilizando esses materiais dentro de casa mesmo ou doando para cooperativas.

Use recipientes diferentes para cada material. Papéis, em geral, são recicláveis, com exceção daqueles sujos. O que não pode ser reciclado: fraldas descartáveis, absorventes, papel higiênico, guardanapos de papel, papel-toalha e embalagens metalizadas de salgadinhos. O ideal é que você descubra se o que separou em casa continuará separado no caminhão de lixo e depois encaminhado, de fato, a uma usina de reciclagem. Caso contrário, junte uma quantidade mínima e entregue você mesmo em pontos de reciclagem.

Os materiais recicláveis representam 70% do volume de lixo produzido numa cidade. Por esse motivo, separá-los dos outros detritos resulta em muito mais espaço nos aterros sanitários. A reciclagem retira do lixo uma série de materiais que levariam um tempo enorme para se decompor. Só para exemplificar: o plástico demora 450 anos, as latas de alumínio, 200 anos e o vidro, leva 1 milhão de anos para se decompor. Além disso, ao ser reaproveitado, o lixo reciclável economiza recursos naturais.

Uma dica muito bacana, para quem gosta de plantas é transformar o lixo orgânico em adubo. Não é difícil e qualquer um pode fazer. É só montar uma composteira em um recipiente, acomodando os restos de comida. O adubo começa a se formar depois de dois ou três meses.

E mesmo quem mora em apartamento pode fazer, se não quiser ter o recipiente dentro de casa, é só se reunir com os vizinhos e montar a composteira na parte externa do prédio. Não tem desculpa!

Saiba como fazer a sua composteira:

Pode ser montada em um tambor de plástico. O tamanho da composteira de cascas de frutas, folhas e talos depende muito do espaço disponível para abrigá-la. Para uma família formada por um casal e dois filhos, um tambor de 50 litros é suficiente para comportar o lixo produzido em um mês.

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1. Para começar, é preciso fazer furos na lateral do recipiente, a fim de escoar o líquido que se forma com a decomposição dos restos. Ele pode ser recolhido em vasilhas. Não se preocupe: esse líquido não é tóxico, ao contrário do chorume dos aterros, que resulta da mistura de outros tipos de detrito

2. Com o recipiente da composteira pronto, forre o fundo com pedrinhas e coloque a primeira camada de lixo orgânico. Em seguida, cubra-a com terra de jardim, folhas secas ou serragem. Vá intercalando as camadas de detritos com esse tipo de cobertura

3. A cada dois ou três dias, revolva camadas e coberturas, para garantir a oxigenação do material e acelerar, assim, a decomposição

4. Uma vez que o recipiente esteja cheio, é preciso esperar em torno de dois meses para que o processo de compostagem se complete. Depois disso, o conteúdo pode ser usado como adubo

Vale a pena? Sim, desde que se tenha clara a destinação do composto. Quem não tem no apartamento ou em casa muitos vasos ou áreas ajardinadas que consumam todo esse adubo deve organizar-se para doá-lo a amigos ou aplicá-lo em áreas verdes da vizinhança

A COMPOSTAGEM CHEIRA MAL?

A compostagem, quando realizada conforme as instruções, não deverá produzir qualquer mau cheiro e pode ser realizada no ambiente doméstico

A empresa Minhocasa, aqui da capital federal, Brasília, oferece um kit de três caixas plásticas (R$ 215 ou R$ 315, em dois tamanhos, sem o frete), ótimo para apartamentos ou casas sem quintal. Nas caixas, as minhocas se alimentam do lixo orgânico e produzem, ali, o húmus que vai para a horta ou jardim.

É importante lembrar que mesmo reciclando, geramos uma quantidade imensa de resíduos que geramos. Por isso é importante a consciência na hora do consumo. Use a criatividade para reutilizar os materiais. Isso é consumo sustentável e custa muito menos para o seu bolso.

Mudar esse cenário do descarte errado de lixo, envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem. A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Fonte: Correio Braziliense, Veja e Planeta Sustentável

Dia da Árvore – 21 de setembro

Você já plantou uma árvore? No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. A data foi escolhida por ser próxima ao início da primavera. É um bom momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Garantir a riqueza do meio ambiente e incentivar o reflorestamento é importante, pois, ter a natureza por perto traz muitos benefícios para todos nós.

O Cultura Ambiental de hoje traz algumas informações sobre a importância de preservar as árvores. O programa vai ao ar na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ouça também pelo Stickam.

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Aniversário da Revista 100,9 e Dia do Cerrado

A Revista 100,9 hoje faz aniversário. Com 1 ano de vida, o programa se mostra como uma ótima opção para ficar por dentro do que acontece na cidade, para ouvir crônicas e muita música de qualidade. E ainda traz uma pitada de meio ambiente com o quadro Cultura Ambiental.

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O programa vai ao ar na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ouça também pelo Stickam.

No programa de hoje o destaque é o dia do Cerrado. O Bioma Cerrado localiza-se principalmente no Planalto Central do Brasil. Ocupa 24% do território nacional, pouco mais de dois milhões de quilômetros quadrados. Segundo estudos atuais, restam 61,2% desse total, em áreas distribuidas no Planalto Central e no Nordeste, estando a maior parte na região Meio-Norte , nos estados do Maranhão e do Piauí. Existem áreas de Cerrado também em Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, bem como em São Paulo.

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É a segunda maior formação vegetal brasileira depois da Amazônia, e a região tropical mais rica do mundo em biodiversidade. Além disso, o Bioma Cerrado é favorecido pela presença de diferentes paisagens e de três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul. Concentra nada menos que um terço da biodiversidade nacional e 5% da flora e da fauna mundiais. 

O número de espécies vegetais supera 6.000. A riqueza de espécies de peixes, aves, mamíferos, répteis, anfíbios e invertebrados é igualmente grande, ocorrendo a metade das espécies de aves, 45% dos peixes, 40% dos mamíferos e 38% dos répteis com relação ao Brasil. Estima-se que nada menos do que 320 mil espécies ocorram no Cerrado. Esse valor representa cerca de 30% de tudo o que existe no Brasil, pelo menos, segundo as estimativas realizadas. Portanto, a biodiversidade do Cerrado é elevada, mas geralmente menosprezada.

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Acredita-se que existam aproximadamente 7.000 espécies de plantas com flores no Cerrado, mas esse número pode chegar a 10.000. O grupo é de longe o mais diversificado entre as plantas porque existe uma diversidade de ecossistemas que compartilham a paisagem do Cerrado. Cerca de 35% das plantas do Cerrado são típicas da formação Cerrado sentido restrito; 30% de Matas de Galeria, 25% de áreas campestres e 10% ainda não estão classificadas.

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Não perca o Cultura Ambiental de hoje!

Assista o vídeo premiado sobre o Cerrado produzido pela Rede Globo.

Fontes: Embrapa cerrado, portal ambiente brasil.

Cultura Ambiental – Dicas da Caesb

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), hoje (28/08), dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ou ouça pelo Stickam. No programa de hoje o destaque é a entrevista com Eliane Costa, ouvidora da Companhia de Saneamento Ambiental, a Caesb. No programa, dicas para evitar o consumo exagerado e controlar a água utilizada em casa, para fazer o acompanhamento da conta, detectar vazamentos e descobrir de quem é a responsabilidade, do consumidor ou da Caesb. Não perca!

Acesse aqui todos os contatos da Caesb.