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Que tal uma hortinha caseira?

Moçada, recebemos a informação de um curso suuuuper bacana, com o pessoal da Escola da Natureza, entidade muito séria de Brasília, que fica no Parque da Cidade, e cheia de projetos legais. Para quem acha que não leva jeito para a coisa, saiba que não é difícil e depois que se pega o gosto, a gente não quer mais parar. Vale a pena tentar. Afinal, tem coisa melhor que colher um cheiro verde bem fresquinho do quintal? Ou usar ervas frescas naquele molho e deixá-lo com um aroma de arrasar os convidados para o jantar? E, de quebra, você montar um cantinho bem charmoso que pode ser usado para um bom bate-papo com os amigos. Olha que gostosa essa ideia?

calendariodojardim.com.br

Além de ser muito saudável, já que você vai passar a consumir alimentos orgânicos e ricos em nutrientes, também é um exercício muito relaxante. Para ter sucesso só é preciso ficar atento ao clima do ambiente, verificar se as espécies são indicadas para o cultivo pretendido e checar a iluminação do sol. O plantio e a manutenção são fáceis e de baixo custo.

blogelian.com.br

Nova turma Curso de horta caseira

Uma horta pode ser montada em qualquer espaço, horizontal ou vertical, qualquer cantinho, sacada, parede ou quintal pode se tornar uma horta. Os únicos requisitos indispensáveis são luz solar direta e vontade. Se não houver chão disponível, as hortas podem ser montadas nas paredes, nas janelas, nos beirais; em vasos, jardineiras, até mesmo em garrafas pet e latas de leite em pó. Irrigação, adubação, um pouco de dedicação e voilá: ervas frescas a mão, como manjericão, hortelã e alecrim, hortaliças fresquinhas, legumes.

Serviço

Dia: 03/03/2013
Horário: 14:30 -18:30 hs
Valor: R$ 75,00 por pessoa
Local: Escola da Natureza, Parque da Cidade, Entrada 05

Inscrições pelo e-mail: escoladanatureza@gmail.com. Mande seus dados e o pedido de inscrição que o pessoal da Escolha envia os dados da conta BB para depósito.

Mais imagens inspiradoras de hortinhas para você se animar! E todas utilizando garrafas pet. Uma mais bonita que a outra.

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Imagens retiradas daqui, daqui, daqui, daqui e daqui.

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Meio Ambiente Começa em Casa – Coleta Óleo de Cozinha

Fonte: Folha do Meio Ambiente (www.folhadomeio.com.br)

 

A ação dos servidores do MMA está conectada com o projeto Biguá, que recolhe o óleo doado pela comunidade do Distrito Federal e destina-o como matéria prima a grupos de mulheres que o transformam em sabão. Esse apoio foi firmado após a realização de curso para fabricação do sabão e conscientização das artesãs quanto aos danos causados pelo derramamento de óleo nas redes de esgotos. Isso faz com que a cadeia de descarte do óleo de uso doméstico seja quebrada e, consequentemente, a quantidade deste resíduo despejado no esgoto a ser tratado diminua.

O projeto Biguá é fruto de ação conjunta entre a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Administração Regional do Varjão (região administrativa do Distrito Federal) -, que, desde 2007, mobiliza comunidades de baixa renda a praticarem atividades voltadas à recuperação e reciclagem de resíduos, e receberá todo o óleo coletado no MMA.

A partir do Projeto, 50 pessoas começaram a trabalhar na fabricação de sabão, com geração de renda de mais de R$ 73 mil. Outras 30 artesãs já fizeram a oficina e, aos poucos, serão inseridas no Projeto. Desde 2007, a Caesb coletou 6.100 litros de óleo e as artesãs outros 2.400 litros. Segundo a Caesb, esse volume de óleo deixou de poluir 1.180.000 m³ de água, o que representa 0,24% do volume total de água do Lago Paranoá. Além disso, com o crescimento do projeto e o aumento das doações de óleo, a Caesb firmou parceria com a Embrapa para reaproveitar o resíduo na produção de biodiesel, combustível que abastece inclusive a frota de veículos da Caesb.

Descarte inadequado

? É importante saber que o descarte inadequado do óleo usado na pia da cozinha gera impacto direto nas redes de esgoto, que incorpora parte desses resíduos desnecessariamente. Isso reduz a eficiência do processo de tratamento da água, o que aumenta os riscos ao meio ambiente e à qualidade de vida. Informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que um litro de óleo polui 200 litros de água, provocando danos ambientais desde seu primeiro contato com o local de descarte

Da equipe Verde Capital:

No Guará DF é possível entregar óleo de cozinha usado para o projeto Biguá. As Faculdades Integradas Promove de Brasília (ICESP/PROMOVE) possui um ponto de coleta.

Para o descarte é necessário que o doador tenha pelo menos filtrado o óleo, sugeresse a utilização de filtros como o de café, para a remoção das impurezas e que o mesmo leve o material para a faculdade no endereço QE 11 Área Especial C/D Guará I.

Toda a comunidade está convidada a participar do movimento.

 

 

Reciclando Catadores

Hoje publicamos um vídeo enviado por um grande amigo e parceiro do Verde Capital, Luiz Fernando Molina.

Catadores de materiais recicláveis se organizaram em associações e cooperativas. Após a fase de mobilização, diversas iniciativas vem sendo implementadas no sentido de qualificar aqueles empreendimentos para que possam atuar neste mercado promissor e cada vez mai competitivo.

Uma dessas iniciativas é o projeto Cosme & Damião, executado pela Ecooideia. Durante oito meses, catadores de diversas cooperativas e alunos da Universidade de Brasília estudaram juntos disciplinas como economia solidária, autogestão e diversas outras da área de formação social e de processos organizacionais e administrativos.

Parabéns pela iniciativa!

Escola de PET é construida na Ásia

Fonte: Mundo Sustentável.

Construída em San Pablo, nas Filipinas, a escola feita com garrafas plásticas descartadas é a primeira deste tipo na Ásia. O objetivo do projeto é conscientizar a população sobre a importância da construção de novas escolas, além de dar novo uso a um material com descarte considerado problemático nos dias de hoje. A escola foi construída com milhares de garrafas de 1,5 e 2 litros de refrigerante e água. As garrafas PET foram preenchidas com adobe líquido, que é constituído basicamente de terra crua, água, palha ou fibras naturais. A combinação, que é relativamente barata, chega a ser três vezes mais forte que o concreto. Em Junho, a Fundação MyShelter organizou uma corrida para coletar as garrafas PET, a campanha foi considerada um sucesso.

 A escola foi construída com a ajuda de dezenas de voluntários. O terreno foi doado pelo governo local de San Plabo. A escola é apenas a primeira de muitas, já que Diaz pretende continuar com seu projeto e disseminar a ideia para outros países.

Por Verde Capital: Com tantas PET´s descartadas pela nossa sociedade já é hora de pensarmos nessa possibilidade. Quem se habilita?

Lei de resíduos pode aumentar renda de catadores de material reciclável

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lixo) estabelece um “novo quadro” para a reciclagem. A nova lei responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo. A ministra acredita que a legislação poderá mudar o padrão de consumo diminuindo a produção de resíduos e formalizando o trabalho dos catadores que era voluntário. A lei que tramitou no Congresso Nacional por 21 anos foi sancionada nesta segunda-feira (2), às 16h, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra comemorou a aprovação da lei e afirmou estar “com a alma lavada e enxaguada”.

A professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) Izabel Zaneti afirma que o trabalho de coleta e reciclagem é cada vez mais importante. “Os resíduos estão crescendo em quantidade e complexidade”, disse, lembrando dos resíduos de aparelhos eletrônicos, como as baterias dos telefones celulares e outros materiais que contém metais pesados de alto impacto ambiental.

Quem acompanhou o Cultura Ambiental na semana passada viu que a situação é caótica e vai ficando cada vez pior…

A sanção da lei também é comemorada pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) que espera que os trabalhadores possam ser remunerados pela prestação de serviços às prefeituras pela coleta, separação e reciclagem do lixo.

O movimento espera que a lei aumente a renda dos recicladores. Atualmente a renda média de um catador é de cerca de um salário mínimo (R$ 510). “Queremos ser enxergados de outra forma, não assistencialista”, disse Roberto Rocha, da coordenação nacional do movimento, esperando que as prefeituras contratem as cooperativas e paguem o serviço de uma forma melhor. O MNCR ainda não tem estimativa de quanto a renda dos catadores poderá ser incrementada.

Apesar de apoiar a lei, o movimento, no entanto, questiona o “aproveitamento energético” dos gases gerados nos aterros sanitários com a incineração do material acumulado, conforme previsto na lei. “O Brasil não precisa queimar lixo”, criticou Roberto Rocha. Segundo ele, os principais materiais a serem incinerados são feitos de plástico, um dos produtos mais valorizados na cadeia de reciclagem.

A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais. As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos.

Fonte: Agência Brasil

II Encontro de Meio Ambiente Unicesp

Folder Evento, clique aqui: II_Encontro_de_Meio_Ambiente_UNICESP

 

Nos dias 17 e 18 junho, a Faculdade UnICESP realiza evento para sensibilizar a comunidade sobre o tema

Você sabia que um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo e reciclável? Por essas e outras é que vale a pena separar o lixo seco de todos os restos orgânicos. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora.

Nos dias 17 e 18 de junho, várias experiências serão apresentadas no II Encontro de Meio Ambiente promovido pelo curso de gestão ambiental da faculdade UnICESP. As palestras e debates acontecerão a partir das 19h30 no auditório central do campus do Guará I.

Estarão na pauta, discussões sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, consumo consciente e redução de resíduos. O papel das cooperativas também será apresentado, além do processo de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos e domiciliares no Distrito Federal. As palestras terão a participação do Ministério do Meio Ambiente, Wal Mart Brasil, cooperativas e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF – Adasa.

O Encontro pretende difundir conhecimentos básicos sobre reciclagem, além de mobilizar, sensibilizar e ajudar a comunidade a participar de forma socialmente responsável fazendo com que todos possam discutir e analisar a questão da reciclagem no Distrito Federal.

Realizado pelo 3º semestre do curso de Gestão Ambiental da faculdade UnICESP, o II Encontro de Meio Ambiente tem o patrocínio da Concremat Engenharia, Consórcio Mendes Júnior, Serveng e CR Almeida e da Construtora Araújo e apoio do programa Cultura Ambiental da rádio Cultura FM. Para participar, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail gestao.ambiental212@gmail.com, ou pelo telefone 3035-9500. O Encontro é gratuito e aberto ao público.

 

Serviço

II Encontro de Meio Ambiente

17 e 18 de junho a partir das 19h30

Faculdade UnICESP – Campus Guará I

QE 11 Area Especial C/D – Guará I

Contato: 3035-9500 Falar com ASCOM UNICESP ou coord.gestaoambiental@unicesp.edu.br

Ouça a divulgação do encontro que está no ar na rádio Band News (90,5 FM)

Reciclagem de vidros

Da próxima vez que você for jogar uma garrafa de vidro fora, no lixo comum, pare e pense que aquele produto permanecerá por tempo indefinido na natureza. Uma simples ação pode dar um novo rumo e colocá-lo de volta em circulação. A reciclagem e o reuso do vidro – um material não biodegradável, 100% reciclável e que pode ser utilizado infinitamente, sem perda de qualidade ou da pureza do produto.

Feito basicamente de areia, calcário, barrilha, alumina e corantes ou descorantes, o vidro é um produto natural vastamente aplicado em nosso dia a dia devido a propriedades como transparência, dureza, impermeabilidade, baixa condutividade térmica e durabilidade. Além disso, o vidro não reage quimicamente com outras substâncias, o que lhe permite ser usado para armazenar alimentos sem que eles sofram alteração de sabor, odor, cor ou qualidade.

Outra vantagem torna o material bem atrativo: pode voltar à produção de novas embalagens e produtos, substituindo totalmente o material virgem sem perda alguma de qualidade. Dessa forma, um quilo de vidro pode produzir outro um quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Não é fantástico?

A cada 10% de caco de vidro utilizado na mistura, economiza-se 4% da energia necessária para a fusão nos fornos industriais e reduz 9,5% do consumo de água. Por isso a importância de separar garrafas, frascos e potes em geral, como cosméticos, alimentos, bebidas e outros produtos, e depositá-los nos coletores específicos para vidro (identificados com a cor verde), de preferência, separá-los de acordo com a cor: incolor, verde e marrom/âmbar.

Depois do uso, porém, o vidro pode ser reutilizado ou reciclado indefinidamente. A reutilização é mais simples e preferível, já que evita que novas matérias-primas, água e energia sejam consumidas para fabricar outros produtos. Muitos países estimulam a prática entre seus habitantes e chegam a retornar quase 100% de suas garrafas. É o caso da Dinamarca, que reutiliza 98% de suas garrafas de vidro. 

Já no caso da reciclagem, os recipientes de vidro precisam ser separados, quebrados e estocados em tambores, onde são submetidos a um eletroímã para separação dos metais contaminantes. Depois, esse material é lavado e segue para uma esteira ou mesa destinada à catação de impurezas, como restos de metais, pedras, plásticos e vidros indesejáveis que não tenham sido retidos nas etapas anteriores.

Faça você mesmo!

Com um pouco de criatividade, você pode criar itens de decoração com garrafas de vidro. Uma forma de reutilizá-las é customizando. Da decoupage, pintura ou colagem, lindos vasos de flores podem surgir, pesos de papeis, porta-recados e vários outros objetos úteis e lindos!

(Fonte: EcoD, com alterações)

Condomínio é exemplo no descarte de resíduos

Iniciativa muito boa! Vale a pena copiar e fazer igual. Quem se habilita?

(Fonte: Planeta Sustentável)

reciclagem inteligente

O edifício Prince of Krongberg, no bairro de Moema, em São Paulo, dá lição de como separar o lixo sólido, que segue limpo e seco para a cooperativa Planeta Verde e, em seguida, para a indústria de reciclagem. A ideia nasceu na empresa Recicleiros e, hoje, é desenvolvida e administrada pela Ambon Projetos Ambientais

Quando os funcionários Marcos Soares e Elivandro da Silva batem à porta dos 45 apartamentos do Edifício Prince of Krongberg, no bairro de Moema, em São Paulo, os moradores e as empregadas domésticas já sabem: são duas horas da tarde e está na hora do recolhimento do lixo. Em um saco preto, vão os resíduos não-recicláveis, que são levados pela prefeitura a um aterro sanitário. O saco verde, reaproveitável, reúne o material sólido – limpo e seco – que será transportado pelos dois funcionários até a Central de Resíduos, que fica na garagem, no subsolo do prédio (acompanhe o passo a passo da coleta na galeria de imagens aqui).

descarte-residuos-lixo-reciclagem-03Para aumentar a comodidade dos condôminos, quem tem lixo para ser coletado já deixa na porta da área de serviço, do lado de fora, um sinalizador que contém as palavras “Coleta de Resíduos”, ao estilo “Não Perturbe” dos hotéis. É apenas nesses apartamentos que Marcos e Elivandro tocam a campainha. Eles contam que, com o sistema de separação de lixo entre úmido e seco, os 18 a 20 sacos pretos que eles recolhiam por dia na coleta convencional foram reduzidos para 4 a 6.

Enquanto os funcionários não chegam, cada morador armazena o lixo reciclável em sua Rebag, uma sacola verde reutilizável que fica firme no chão ou pode ser pendurada em uma maçaneta, serve de estímulo para que os usuários descartem o material já limpo – caso contrário terão de lavar a própria Rebag – e economiza a quantidade de sacos plásticos utilizados como lixo.

Quem perde o horário da coleta feita por Marcos e Elivandro deve levar sua Rebag até a garagem e descartar o lixo nos compartimentos corretos. A vantagem é que a Central de Resíduos do edifício não tem as conhecidas quatro lixeiras coloridas e que separam o lixo em papel, plástico, vidro e metal. O container feito de tubos de pasta de dente reciclados recebe todos os resíduos sólidos limpos e secos, que correspondem a, mais ou menos, 70% de todo o volume descartado por cada apartamento. descarte-residuos-lixo-reciclagem-06b

Materiais como vidro quebrado, lâmpadas fluorescentes ou incandescentes, pilhas usadas e óleo sujo de cozinha têm seu próprio espaço para descarte, já que demandam cuidados especiais que, se não forem seguidos, podem gerar acidentes de trabalho e contaminação do meio ambiente.

Até jornais e revistas são devidamente empilhados em seus compartimentos, facilitando a vida do pessoal da cooperativa, que já pode colocá-los direitamente na prensa para serem compactados. As caixas de papelão ficam presas à parede e, antes mesmo de serem recolhidas, várias delas são reaproveitadas por outros moradores.

Aliás, de vez em quando, a Central de Resíduos faz as vezes de ponto de troca. Uma almofada descartada por um morador pode servir a outro, assim como restos de tinta, um velotrol, roupas usadas, cabos e o que mais aparecer por ali.

Não há qualquer odor na garagem do condomínio, graças à orientação passada aos moradores de lavarem tudo o que vai para o lixo. O mais interessante é que a conta de água do condomínio não aumentou.

Esse sistema de separação que nasceu na empresa Recicleiros e, hoje, é desenvolvido e administrado pela Ambon Projetos Ambientais, foi ensinado aos moradores, empregadas domésticas e funcionários do edifício por meio de um treinamento específico. Na primeira semana de funcionamento, a Central de Resíduos lotou rapidamente. O que muita gente guardava em casa havia um bom tempo e não sabia como jogar fora, ganhou, finalmente, um destino ambientalmente adequado. Hoje, tem quem traga lixo do escritório para descartar ali.

Foram necessários cerca de três meses até que tudo funcionasse corretamente e o condomínio não deu opção aos moradores: a adesão à prática é obrigatória e está sujeita a multa. A comunicação visual na própria Central de Resíduos e na filipeta afixada à geladeira não deixa ninguém se esquecer do compromisso assumido. O objetivo é evitar que o máximo possível de resíduos vá parar num aterro sanitário.

 Uma pick-up da Ambon vai de duas a três vezes por semana ao edifício retirar o lixo reciclável. Vão as sacolas verdes cheias e ficam outras vazias. Elas são levadas até a cooperativa Planeta Verde, onde Félix e mais duas funcionárias fazem a triagem do resíduo e vendem para terceiros ou para as indústrias de reciclagem.

Observando o que chega à cooperativa, é possível obter muitas estatísticas sobre o tipo de produto que é descartado e conhecer os resíduos para os quais ainda não foram disseminadas soluções de reciclagem – como as embalagens de salgadinho ou a madeira. É essa observação atenta que possibilita a criação de novas ideias capazes de dar um destino melhor do que o aterro ou o lixão para os resíduos sólidos.

Enquanto as tecnologias não surgem, Félix vai usando sua criatividade para reaproveitar o lixo eletrônico, remontando computadores que devem ser repassados a preços simbólicos para jovens do local onde vive com a família. Houve um tempo em que ele e a mulher também faziam tapetes com os restos de tecido que vinham com o lixo. E no dia em que visitamos a cooperativa, ele pintava algumas garrafas de champanhe que poderão ser vendidas como vasos de flores em algum bazar da comunidade.

No entanto, os aterros estão cada vez mais superlotados e a Planeta Verde, como a maior parte das cooperativas, sofre com a falta de material para trabalhar e com os baixos preços dos resíduos. Félix tira entre 500 e 600 reais por mês para sustentar sua família de 4 pessoas. As duas funcionárias que trabalham com ele ganham 400 cada uma.

A intenção da Ambon é expandir esse sistema de separação de resíduos para outros condomínios, de modo que as cooperativas recebam material de qualidade e fácil de ser triado. A empresa também vai estabelecer parcerias e conseguir patrocínios para capacitar a Planeta Verde e outras cooperativas a desenvolverem seu próprio sistema de coleta. O próximo passo, será entrar em contato com as grandes empresas, que deveriam ser responsáveis pelas embalagens que produzem, para que fechem a cadeia produtiva por meio da logística reversa.

Hoje, a Prefeitura de São Paulo gasta cerca de 100 reais por tonelada de material coletado. Se todos os edifícios fizessem a separação do lixo como o Prince of Krongberg, os custos da coleta seletiva municipal seriam reduzidos em 60%. Os caminhões da EcoUrbs, que recolhem lixo reciclável em alguns bairros da cidade de São Paulo, têm o grande problema de compactar todo o material sólido junto, além de não haver nenhum trabalho de conscientização da população, que ainda não aprendeu a separar o lixo e, muito menos, a deixá-lo limpo.

Todo o processo é certificado pela Ambon por meio do selo Pegada Verde, que dá chancela de reciclagem, redução de descartáveis, conscientização, uso racional de água e energia e neutralização de carbono. Mensalmente, o sistema passa por verificação e acompanhamento, condição fundamental para a manutenção do selo.

Saco é um saco!

(Flávia Gomes)

O saco de plástico é hoje um dos graves problemas ambientais. O material leva cerca de 400 anos para se decompor e o resultado do uso em excesso vai parar nos bueiros, nos rios e nos mares. Isso causa a morte de muitos animais, exige que o governo invista muito dinheiro em limpeza e piora a qualidade de vida das pessoas. O quadro Cultura Ambiental de hoje traz a campanha do Ministério do Meio Ambiente, que combate o uso abusivo de sacos de plástico.

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), hoje, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ou ouça pelo Stickam.

“Saco é um saco. Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro”.

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