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Conheça as medidas sustentáveis para os Jogos Olímpicos de 2016

Louis Vega, vice-presidente de operações olímpicas da Dow Chemical (empresa parceira do evento), fala sobre as medidas sustentáveis para o evento olímpico no Rio em 2016.  O executivo vai coordenar a neutralização de emissões de CO2 durante a preparação e a execução dos jogos.

A entrevista foi concedida ao repórter Cláudio Nogueira, do jornal O Globo, e publicada nesta segunda-feira, 03/11/2014.

louis vega

Conte algo que não sei.

Uma das maiores emissões de carbono é produzida com o desperdício de comida. Para muitas pessoas, uma embalagem pode ser só um plástico filme, mas o plástico filme tem que ter uma tecnologia que garanta o cuidado para que se produza menos lixo orgânico.

Seu projeto prevê mitigar 500 mil toneladas de CO2 emitidas na Rio 2016. Os Jogos são um perigo real para o clima?

Um evento olímpico tem três pilares: esporte, cultura e meio ambiente. A economia se movimenta e aumenta a pegada de gás carbônico, que, emitido em excesso, é risco potencial para o aquecimento global.

Que atividades são mais impactantes numa olimpíada?

São três classes de emissão: a construção da infraestrutura, como rodovias, aeroportos; a operação, que conta o consumo de energia nas transmissões de TV e a iluminação dos locais; e o transporte dos participantes.

Qual a diferença desta proposta para a compra de créditos de carbono?

São projetos que se baseiam na substituição de tecnologias, que aumenta a eficiência energética na construção civil e em infraestrutura, ou ajudando os agricultores a desenvolver práticas voltadas para a produtividade e reduzir as emissões.

Como foi nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi?

Foi um grande sucesso. Conseguimos mitigar totalmente a emissão de gás carbônico antes do início do verão russo. A Rússia aplicou novas tecnologias de eficiência energética e baixa emissão nas obras e nas áreas agrícola e industrial, como nos materiais de selagem, pintura e isolamento. Foi a primeira vez que a pegada de carbono na organização dos jogos foi totalmente neutralizada. E a população se engajou, comprou a ideia e foi decisiva.

Sochi e Rio são diferentes…

A diferença é o clima. Em uma cidade tentamos manter o calor do lado de dentro e o frio lá fora. Na outra, tentamos deixar o calor lá fora e manter fresco do lado de dentro. De qualquer modo, para reduzir a quantidade de emissões, é preciso produzir menos carbono.

Na prática, como será feito?

Temos exemplos na construção civil como o uso de aditivos de cimento e tintas. Quando se usa resina acrílica para criar uma tinta, se o revestimento é mais resistente, é preciso pintar com menos frequência. Desenvolvemos um isolante de poliuretano que em prédios comerciais com ar-condicionado produz isolamento térmico das paredes e reduz o consumo.

Parece complexo…

A introdução de um novo mercado, levar as pessoas a entender que elas podem mitigar, compensar as emissões com ações que elas mesmas podem implantar, é mais uma lição, um aprendizado.

Como a população carioca pode ajudar a organização?

Nossa meta é engajar ao menos 500 mil pessoas no debate sobre as mudanças no clima, além de programas nas escolas e redes sociais. Entender a importância de rotinas simples, como apagar as luzes.

Simples assim?

E também desligar computadores, consumir produtos com certificação de origem etc. Cada gesto individual é um grande passo. Mas mudanças de comportamento que produzam soluções de longo prazo são muito melhores, obviamente, do que uma ação apenas.

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Fonte: O Globo | Foto Ana Branco / Agencia O Globo

Jovens do mundo todo vão debater sustentabilidade no Congresso Mundial de Juventude, no Rio

Então, moçada que está se preparando para acompanhar as discussões da Rio+20! Preparem-se bem, para não falar besteira e simplesmente replicar o “senso comum” que nem sempre é tão espertinho ou inteligente o suficiente para argumentar com coerência e baseado em fatos reais, não fatos plantados por ONGs ou grupos de interesse. Jovens do mundo inteiro estão mobilizados para propor ações e participar dos planos que vão suceder as Metas do Milênio para tornar o planeta mais sustentável. O Congresso Mundial da Juventude, um evento bienal, vem para auxiliar esse público a entender e debater os temas da maior importância para a população e vai acontecer no Brasil pela primeira vez.

Vamos ler para entender melhor o que é esse evento?

Evento será encerrado no Riocentro com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes

Antes que líderes de governo se encontrem no Rio de Janeiro para debater o futuro do planeta, mais de 300 jovens de 100 países se reunirão na cidade para planejar ações para o desenvolvimento sustentável das economias globais. Entre 4 e 13 de junho, acontece o 6º Congresso Mundial de Juventude em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro. Cinquenta delegados brasileiros participam do encontro, cujo tema central é “Qual é o papel mais eficaz que a juventude pode desempenhar na sustentabilidade?”.

Os participantes são líderes juvenis em seus países e têm até 30 anos. Acampados no Sítio das Pedras, na zona Oeste da cidade, os jovens contarão com infraestrutura montada por voluntários. Lá serão incentivados a definir novas Metas e um plano de ação da juventude. “O congresso reunirá jovens para discutir como podem liderar o processo de desenvolvimento ´verde´ de que o mundo tanto precisa”, frisa Roberto Vámos, coordenador-geral do evento. Para ele, é uma chance de mostrarem suas demandas para líderes mundiais que virão para a Rio+20.

Marcelo Furtado, diretor do Greenpeace Brasil, Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatú, David Woollcombe, presidente da Peace Child International e Roberto Vámos, do Instituto Peace Child, abrem o Congresso na próxima terça-feira, dia 5. Na programação, há projetos de ação nomeados Solução Jovem realizados em parceria com o Instituto Raízes da Tradição na Vila Cruzeiro, na zona Norte do Rio, nos dias 9, 10 e 11. Os ativistas contribuirão para o reflorestamento da Serra da Misericórdia, que fica no coração do Complexo do Alemão. Os jovens participantes encerrarão o evento com uma marcha simbólica diante do Riocentro em 12 de junho. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, vai participar do último dia do evento. Ele deverá cumprimentar os delegados jovens e receber a carta das soluções jovens para sustentabilidade.

Mesas redondas e palestras serão facilitadas pelos próprios participantes e representantes da sociedade civil. Todos serão incentivados a compartilhar experiências em atividades relacionadas à economia verde, que se baseia em princípios como respeito aos direitos humanos, conscientização ambiental e consolidação da paz. Projeção de filmes, shows musicais, dança e stand up comedy são atrações culturais promovidas pelos participantes e jovens das comunidades.

“Quem não tiver a chance de acompanhar o evento presencialmente pode participar através do Congresso Virtual da Juventude http://www.wycrio2012.org”, afirma Ditta Dolejsiova, Coordenadora Geral da Universidade da Juventude, uma das entidades organizadoras.

O evento é promovido e licenciado pela Peace Child International em cooperação com parceiros locais. No Brasil, são o Instituto Peace Child, Universidade da Juventude e Instituto Raízes da Tradição. O Congresso Mundial de Juventude é bienal e já foi realizado na Turquia, Canadá, Escócia, Marrocos e Havaí.