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Profissões do Futuro: Área ambiental tem três carreiras promissoras

O Estadão trouxe matéria sobre profissões promissoras e… Adivinhe? A carreira ambiental está entre elas!

Profissões do Futuro: Área ambiental tem três carreiras promissoras
02/06/2015 | 18h01 0

Da engenharia à pesquisa acadêmica, o desafio é combinar desenvolvimento e sustentabilidade

Quem olha para o presente e o futuro climático do planeta enxerga recortes de qualidade de vida, sustentabilidade e impacto ambiental – preocupações que em geral são aumentadas nas pessoas que estudam e trabalham na área. Ao juntar as peças do quebra-cabeça, elas tentam entender o cenário e encontrar formas técnicas, físicas e comportamentais de evitar e combater poluição, escassez de recursos e propor soluções tecnológicas e programas de preservação que respeitem populações, culturas tradicionais, fauna, flora, água, ar.

Por motivos óbvios de sobrevivência e inovação, engenharias, gestões e gerências ligadas à área ambiental são carreiras do presente que têm futuro. Os caminhos para construir a trajetória profissional nessas áreas passam primeiro por consultar no detalhe o currículo de cada escola e conversar com profissionais formados e professores. O que é estudado, ensinado, exercitado, qual é o mercado de trabalho – é preciso antes do vestibular conhecer as disciplinas e cargas de exatas, humanas e biológicas e, sabendo da própria disposição e preferência, colocar esforço e inteligência no conjunto de atividades e teorias que tiver mais a ver com isso tudo. Em tese, todos esses caminhos prometem conduzir a formas de desenvolvimento sustentável seja ele humano, de energia, saneamento, fabricação de cerveja ou produção de comida, por exemplo. Na prática, obviamente, as atividades são distintas. Se esbarram, se encontram. Mas são diferentes.

A engenharia ambiental está ligada à resolução de problemas técnicos, à construção da barragem. Avalia se para abrir caminhos é necessário alagar mais ou menos uma região e remover pessoas. Calcula prós e contras do empreendimento. Propõe saídas. Entre outras muitas possibilidades, busca formas de produzir menos lixo e de encaminhar o que é gerado.

A gestão ambiental investiga a região, as pessoas, a qualidade de vida. O que e como produzem, quanto gastam e ganham. Descobre de que maneira a barragem afetará essa dinâmica, a rotina. Quanto vai custar, econômica, social e ambientalmente? Quais os benefícios? O gestor estuda as formas sustentáveis de usar e obter água, de usar e cultivar a terra, de cuidar da floresta.

A gerência das relações ecológicas estabelece uma ligação entre as partes, promove a comunicação entre engenheiros, gestores, funcionários, pessoas da sociedade, campanhas. Um exemplo: a empresa pode ter um gerente que convence, orienta, monitora, fiscaliza e encaminha campanhas de sustentabilidade, a fim de obter resultados e índices corretos.

Sucesso subjetivo – “Observamos uma tendência de ir além da busca por remuneração, status e segurança”, diz a professora Tania Casado, especialista em carreira e uma das coordenadoras do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas da Fundação Instituto de Administração (FIA). “Há uma preocupação com o sucesso subjetivo, a busca por significado, o orgulho do trabalho alinhado aos valores do indivíduo. Nesse sentido, a área socioambiental reúne características bastante contemporâneas e se abre para novas modalidades de atuação.”

As três se abrem para educação ambiental, conscientização, e formas de pesquisa científica. Têm lugar no escritório e no trabalho de campo. Na engenharia e na gestão, em especial, surge a oportunidade de botar a mão na terra ou passar uma temporada entre os ribeirinhos para entender a dinâmica das chuvas em suas vidas, entre outras experiências. Atraídos sobretudo pela possibilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e inovador, muitos ocupam posições em organizações não-governamentais, indústrias, instituições públicas e privadas, consultorias. Se engajam em causas ambientalistas. São contratados por empresas.

Desde 2013 a procura por executivos de áreas ambientais cresce 5% ao ano. “A demanda maior costuma ser gerada por gerências de saúde, segurança e meio ambiente que contratam engenheiros ambientais ou até mesmo formados em outra engenharia, mas que tenham ao menos uma pós-graduação em ambiental”, diz Rodrigo Maranini, gerente de engenharia e logística da Talenses, consultoria especializada no recrutamento de executivos. Segundo Maranini, o salário médio de um coordenador com inglês fluente é de R$ 13 mil. Um gestor de fábrica recebe entre R$ 15 e R$ 19 mil. O gestor corporativo, de R$ 17 a R$ 25 mil. “Preocupadas com imagem e resultado financeiro, as empresas agora sabem que a matéria-prima não é infinita, não somos autossuficientes em energia e para estar de acordo com normas regulatórias e auditorias é importante envolver cada vez mais cedo nos negócios áreas relacionadas ao meio ambiente.”

Ao mapear tendências de carreira até 2020, uma pesquisa do Programa de Estudos do Futuro da FIA mostrou que a área ambiental é das mais promissoras e acena com profissões relativamente novas, como a gerência de ecorrelações. No levantamento, a engenharia ambiental também está em evidência. Junto à gestão ambiental, elas compartilham o desafio de combinar desenvolvimento e sustentabilidade e podem coexistir em diversos cenários, atuando de forma complementar ou em lados opostos. Gestores e engenheiros encontram-se, por exemplo, na realização de estudos de impacto ambiental, os chamados EIA, que mapeiam em profundidade riscos sociais e ambientais de um empreendimento, prós e contras de se erguer uma hidrelétrica ou uma indústria e de fazer a transposição de um rio.

Gerência de ecorrelações – O levantamento de carreiras do futuro da FIA foi realizado há seis anos. O cargo de gerente de ecorrelações, ao menos com esse nome, ainda é incomum nos organogramas. É provável que isso seja apenas uma questão de nomenclatura, porque a importância de um personagem com conhecimento técnico e em legislação ambiental é reconhecida por todas as fontes especializadas ouvidas pelo Estado. Seu lugar existe.

Na descrição, o gerente de ecorrelações “se comunica e trabalha com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.” Geralmente formado na engenharia ou na gestão ambiental (bacharelado ou graduação tecnológica, um curso mais curto), precisa saber ouvir e falar bem para intermediar o diálogo entre a indústria e os moradores de uma cidade, a comunidade e um órgão governamental, e entre os funcionários e setores de uma companhia, transmitindo conhecimento e promovendo negociações.

Engenharia ambiental – A rigor, o engenheiro é quem cria, projeta e implementa tecnologias a fim de resolver problemas técnicos que nas situações socioambientais estão ligados ao uso e à preservação dos recursos naturais. São questões de lógica e cálculo, sim, mas também relacionadas às transformações causadas pelo homem e que interferem na vida. “É comum o aluno pensar que pode ser um curso muito voltado a uma ecologia ou a uma biologia e quando chega aqui já tem um pequeno choque. Sempre que apresentamos nosso curso, precisamos destacar que é uma engenharia focada na resolução de problemas ambientais, na compreensão dos processos naturais, na ação do homem e no desenvolvimento de tecnologia de controle, monitoramento e investigação desses fenômenos”, afirma Rafael Manica, coordenador de engenharia ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que existe desde 2006 e registrou a disputa de 11 candidatos por vaga no último vestibular.

Depois dessa puxada mais forte na base técnica, surge uma carga interdisciplinar intensa com conhecimentos de química e biologia e em disciplinas que abordam processos atmosféricos, biológicos, de recursos hídricos, de saneamento e geológicos. “É esperado que [os alunos formados] façam diagnósticos e possam atuar em órgãos de gerenciamento e em empresas, no planejamento, na prevenção e proteção de recursos, na construção civil e também na educação ambiental. Não farão isso como educadores de formação, mas por meio da conscientização. O engenheiro ambiental trabalha muito na remediação de problemas, propondo soluções.”

Egresso da turma de 2004, a primeira de engenharia ambiental da Universidade Federal do Paraná, Helder Rafael Nocko hoje é vice-presidente da Associação Paranaense de Engenheiros Ambientais e diretor da Envex, consultoria especializada em engenharia ambiental. A depender do trabalho, as equipes da empresa incluem biólogos, advogados e assistentes sociais. A Envex é a autora de um prognóstico de qualidade da água do reservatório da usina de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, um dos mais polêmicos empreendimentos de geração de energia do país. “A formação forte em engenharia e os conhecimentos em assuntos específicos, do tipo química, formas de controle ambiental, parte atmosférica e direito, abrem um campo enorme de atuação em estudos de impacto ambiental, ensino e pesquisa, planejamento de recursos hídricos, tratamento de água, redução e tratamento de resíduos sólidos e drenagem e destino de águas da chuva em áreas urbanas, na sustentabilidade industrial e em ONGs”, diz.

Gestão ambiental – A maior preocupação do gestor ambiental talvez seja entender e harmonizar a relação das pessoas com o ambiente e os recursos em termos sociais e econômicos. Ele pode liderar estudos de impacto ambiental, fazer pesquisa científica ou desenvolver programas de educação para o uso racional da água e a reciclagem do lixo. Ao atuar na área de sustentabilidade, cuida não só de aspetos culturais, mas de monitoramento, análise e relatórios de desempenho.

O paulistano Renato Morgado, gestor ambiental pela Escola Superior de Agricultura Luiz De Queiroz (Esalq/USP) e autor de uma tese de mestrado que estudou a formação dos bacharéis na área, vive em Piracicaba e desde 2009 é funcionário do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização não-governamental apoia e incentiva o uso sustentável das florestas e da agricultura, trabalhando com certificações, políticas públicas e relações éticas entre empresas e comunidades tradicionais. Na Amazônia, Morgado participou recentemente de um diagnóstico socioambiental do município de Almeirim, no norte do Pará. O objetivo era entender as cadeias produtivas de castanha e açaí, a fim de propor um aprimoramento da produção. “O gestor ambiental tem uma formação voltada à compreensão a partir de pontos de vista diferentes e de forma integrada. Na gestão da crise hídrica, que é ao mesmo tempo um problema da capacidade das bacias, dos regimes de chuva e de saber como se faz a gestão da água e se estimula o consumo consciente, há ainda questões políticas, legais e econômicas. O gestor não vai fazer a obra da barragem, que é da engenharia, mas vai conhecer os instrumentos de gestão existentes ou criar novos para dar conta dos desafios”, explica.

Na Esalq, o currículo do curso abrange desde cálculo, matemática e estatística, bioquímica, microbiologia, física, direito, ecologia e história do movimento ecológico, até geoprocessamento, gestão urbana e de biodiversidade, auditoria e certificação e administração financeira e contábil. “Pela experiência que já tive em problemas técnico-jurídicos na temática ambiental, eu diria que o papel do gestor ambiental é sobretudo fazer uma ponte entre as diversas áreas e agentes”, avalia a professora Sílvia Miranda, do departamento de economia, administração e sociologia da escola. “Muitos conflitos entre segmentos produtivos e aqueles que têm ênfase na questão ambiental ocorrem pela falta de compreensão da complexidade técnica, política e econômica dos problemas e da necessidade de soluções mediadoras, de avanços tecnológicos, de melhoria na comunicação, do estabelecimento de instrumentos de compensação. Enfim, problemas que exigem uma visão interdisciplinar e uma capacidade de articulação e compreensão holística.”

Leia no original aqui.

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Movimento Nossa Brasília discute cidades sustentáveis na UnB

Representantes da sociedade civil, de empresas, universidade e governo, cidadãs e cidadãos de Brasília, estão convidados a participar de uma tarde de palestras e debates sobre cidades sustentáveis neste sábado (16/5) na Universidade de Brasília (UnB). O evento ‘Diálogos Inspiradores sobre Nossa Brasília’ é organizado pelo Movimento Nossa Brasília e discutirá indicadores, educação cidadã, mobilização e comunicação por uma Brasília mais justa, democrática e sustentável.
A programação começa às 14 horas no Salão Central do Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB, com roda de conversa com Maurício Broinizi, coordenador da Secretaria Executiva do Movimento Nossa São Paulo, e Aldo Paviani, diretor de Estudos Urbanos e Ambientais da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan-DF).

Às 15 horas serão realizadas outras rodas de conversa para discutir os Grupos de Trabalho de mobilidade urbana, resíduos sólidos, agricultura urbana e o Observatório da Criança e do Adolescente.

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O evento será encerrado às 17 horas com show do Mestre Zé do Pife e as Juvelinas.

SERVIÇO

Diálogos Inspiradores sobre Nossa Brasília
Data: Sábado, 16 de maio
Horário: das 14 às 17 horas
Endereço: Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET UnB) – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, Asa Norte, Brasília – DF

Outras informações:

Carol Ramalhete – (61) 9601-1109 movimentonossabrasilia@gmail.com
Jorge Cordeiro – (11) 98224-0309 comunicacao@inesc.com.br

Sustentabilidade para o Dia do Planeta

eco

O dia 22/04 é o DIA DO PLANETA!!

Para lembrar a data vamos compartilhar uma pequena versão adaptada sobre o vídeo “História das Coisas”, grande sucesso demonstra a ação do homem em relação ao planeta, meio de produção e consumo.

Você sabia que se todos nós consumíssemos como a sociedade americana teríamos que ter cinco planetas como o nosso para suprir a demanda de matéria prima? Realmente temos que repensar !!! Hoje é uma data de reflexão.

A todos que se interessam na área ambiental fica o convite para estudar Gestão Ambiental Icesp Promove ou estudar Pós graduação em Perícia Ambiental Pós-graduação Icesp Promove (Início imediato – Inscrições Abertas Turma X na secretaria). Venha estudar no melhor curso de meio ambiente do Distrito Federal.

Pensem em Sustentabilidade, pois ações assim podem salvar nosso Planeta e todos seus indivíduos. Assistam ao vídeo!!!

Essas ações vão ao encontro do que a ONU divulgou no dia do Planeta Terra. Veja matéria em http://migre.me/pJrTy

CURSO DE EXTENSÃO EM PERÍCIA AMBIENTAL

 

Verde_Capital

O projeto VERDE CAPITAL em parceria com a Empresa Solucionare Comunicação e Treinamentos e apoio do curso de Graduação em Gestão Ambiental e Pós em Gestão e Perícia Ambiental ICESP Promove oferece o 1o curso de Extensão em Perícia Ambiental em Brasília na unidade Guará na sala 301 do bloco II no 3o andar entre os dias 02/02 a 6/02 com preparação para aula de campo em 12/02 e aula de campo em 14/02 para todos os alunos, ex alunos dos cursos de Graduação e Pós Graduação da faculdade, além do público externo que se interessar. O melhor de tudo é que o curso será sem custo a alunos, ex alunos da IES e para o público externo.

O limite de vagas é de 30 alunos. Para interessados externos da faculdade é preciso enviar um email  até às 16hs de cada dia para coord.gestaoambiental@unicesp.edu.br e receber sua confirmação.

Em anexo o programa do curso e a 1o aula a ser ministrada.

Um grande abraço e sucesso a todos interessados!!

Equipe Verde Capital

Extensão em Perícia Ambiental -2015 -FINAL

DIA DO CERRADO

No mês de setembro (11/09) comemoramos do DIA do Cerrado. Mas será que temos mesmo motivo para comemorar? O professor Bernardo Verano, Mestre em Saúde Ambiental e Coordenador de Gestão Ambiental das Faculdades Icesp Promove de Brasília, vai falar um pouco sobre esse bioma tão espetacular e tão ameaçado.

Acesse o vídeo:

Já pensou em panfletar usando saco de pão?

Saco de pão vira alternativa sustentável para empresas
Criada na Europa, divulgação em sacos de pães, chega à Brasília como forma alternativa aos panfletos


Consciência ambiental é um tema que vem crescendo no mundo todo. Escolas ensinam as crianças os impactos e o mal que a poluição faz ao mundo, protestos acontecem a todo momento pedindo mais sabedoria na hora de manejar os recursos naturais. Por isso, todos os setores da sociedade têm o dever de cuidar e zelar por um futuro menos poluído.

Surgiu na Espanha, em 2005, uma alternativa de mídia para a panfletagem, utilizar os espaços em branco do saco de pão para anunciar. Os brasilienses, Paulo Bassul e Mila Rondon decidiram trazer este produto para a Capital e com isso colaborar na preservação, não apenas do cerrado, como também do planeta. Surgiu então, o projeto “Pão Natureza”, que conta com saco biodegradável e fabricado de forma a ser reciclado devido sua espessura. Além disso pensa nas pessoas informando dicas sustentáveis para uso no dia-a-dia.

A panfletagem é uma forma de divulgar um negócio ou serviço de forma rápida e de fácil circulação, porém depende muito da boa vontade de quem distribui e daquele que o pega, de ler e depois jogar fora em um lugar apropriado. Em Franca, interior de São Paulo, por exemplo, os panfletos só podem ser entregues em caixa de correio, e isso se não houver a negativa do proprietário, já a distribuição em semáforos e no centro da cidade é proibida desde 2010. Já em Ribeirão Preto, também em São Paulo, existe uma Comissão municipal que acompanha o mercado de panfletagem e discute formas de controle já que esse tipo de mídia não para de poluir a cidade.

Dar aos empresários uma alternativa efetiva de divulgação é outro fator que agrega aos ideais de sustentabilidade do “Pão Natureza”. O consumo de pão no DF deve crescer 13% até o final deste ano, só nos últimos 4 anos o consumo cresceu sempre a mais dos 10%, devido ao maior poder de compra da classe média. Este dado dá aos anunciantes a certeza de que além do anúncio dele chegar dentro da casa do consumidor, e poder ser visto por mais de uma pessoa, esse é um produto que cresce ano após ano.

Pensando no carro chefe de seu produto, a sustentabilidade, a “Pão Natureza” dá a oportunidade para as empresas anunciarem informativos institucionais sobre preservação e sustentabilidade e ações sobre uma vida mais saudável, por um investimento mais em conta do que aquela empresa que só queira vender o seu produto. Com ações pequenas e ideias inovadoras, de governo, empresas e cidadãos, que o Brasil irá se tornar um país mais verde.

Nota do Blog: Taí uma boa ação para os empresários de Brasília. Confesso que adoraria ver essa ideia ‘pegar”. Melhor no saco de pão, que no semáforo e no chão.

Mais informações:
Pão Natureza – Publicidade com consciência ecológica
61 4141.3290 http://www.paonatureza.com

Imagens e texto do Pão Natureza.

Casas sustentáveis por US$ 8 mil cada

Fonte da matéria:

Postado em Arquitetura e EcoDesign em 13/09/2010 às 18h00
por Redação EcoD  site: www.ecodesenvolvimento.org.br

Fonte foto: Planeta Sustentável

Uma parceria entre a Home Depot Foundation (THDF) e a Habitat for Humanity International irá construir cinco mil casas sustentáveis até 2013. O detalhe é que cada casa custará US$ 8 mil (cerca de R$ 14 mil), sendo US$ 3 mil para que tenha os padrões Energy Star e outros US$ 5 mil para ser utilizado nos mais rigorosos critérios de construção verde.

O anúncio foi feito na última quarta-feira, 8 de setembro, e revelou ainda que filiados de 42 estados espalhados pelos Estados Unidos receberão as 2.400 casas que serão construídas entre 2010 e 2011. O projeto, que teve início em 2009, irá investir US$ 30 milhões nas construções sustentáveis.

Até o momento já foram erguidas 1.500 casas em todo o país – todas adequadas aos critérios do programa, que incluem uso de matérias-primas eficientes e duráveis durante o processo de construção, dispositivos de conservação de água e energia, tintas e revestimentos livres de substâncias tóxicas e sistema de isolamento e ventilação natural de alta performance.

Segundo o comunicado, os primeiros resultados mostram que já é possível verificar benefícios nas construções verdes.

Dados da Agência de Proteção Ambiental dos  Estados Unidos revelam que as casas erguidas pelo programa podem ter uma economia de 30% em relação à casa semelhantes tradicionais.

Sustentáveis e acessíveis


“Nós acreditamos que casas saudáveis são o bloco de construção para comunidades mais prósperas, acessíveis e ambientalmente sadias”, afirmou o presidente da THDF, Kelly Caffarelli. Ele disse ainda que o objetivo da parceria com a Habitat for Humanity é levar os benefícios financeiros e ambientais para as construções verdes e as famílias mais necessitadas.

“Ao mostrar que uma construção ecológica e uma manutenção eficiente podem manter o dinheiro da família dentro da carteira, nós esperamos que isso sirva de exemplo e tenha um efeito cascata em todo o país”, afirmou.

Ela ainda lembrou que, no início, poucos acreditavam que seria possível construir casas que fossem ao mesmo tempo sustentáveis e acessíveis. “Acho que isso acontece porque quando as pessoas ouvem o termo ‘construção verdes’ elas logo pensam em casas caras, cobertas por painéis solares, pisos de bambu e um design que faz com que elas pareçam naves espaciais. Em outras palavras, casas que a maioria das pessoas não gostaria ou não poderia construir”.

A grande questão, segundo Caffarelli, é que a definição de “sustentável” é bem diferente disso. “Para nós, uma ‘casa verde’ é simplesmente aquela construída com materiais ecológicos, isolamento e pintura não-tóxicos, que utilizem torneiras que poupem água e equipamentos com eficiência energética. E já que nosso objetivo principal é fornecer casas para famílias trabalhadoras, queremos que elas sejam acessíveis de serem adquiridas e mantidas em longo prazo”, conclui.

As construções sustentáveis e todos os tipos de certificações na área principalmente a versão brasileira AQUA são apoiadas pela equipe Verde Capital. Construa essa idéia!!

Matte sustentável

Na inauguração oficial da primeira fábrica verde da Coca-Cola na América Latina, localizada no Paraná, o vice-presidente de Sustentabilidade, Marco Simões, anunciou para o fim do ano nova fábrica, nos mesmo moldes, em Maceió.

A fábrica de Curitiba, construída rigorosamente nos moldes sustentáveis, tem aproveitamento da luz solar, reutilização da água da chuva e piso de cimento ecológico, pertence à Matte Leão, comprada pela Coca-Cola há dois anos. O empreendimento deve receber o certificado LEED (saiba mais abaixo).

Ali será produzido o primeiro mate orgânico. As folhas do produto vêm de plantação certificada, a embalagem é reciclável e o gosto lembra o mate de antigamente.

Certificação LEED

A certificação de Edifícios Verdes é realizada por entidades não governamentais como a USGBC  (United States Green Building Council), que desenvolveu um sistema de classificação chamado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que é mundialmente aceito e reconhecido.

No Brasil, recentemente, foi criado o Green Building Council Brasil (www.gbcbrasil.org.br), entidade que será responsável pela adaptação dos critérios do LEED para as condições e realidades brasileiras.

Para obter a certificação LEED de uma edificação, primeiramente, o projeto deve ser registrado junto ao USGBC para indicar se atenderá a todos os pré-requisitos exigidos para atingir uma determinada pontuação. A certificação só será efetivada após a construção do prédio e a confirmação de que os pré-requisitos foram atendidos.

De acordo com o número de pontos obtidos por uma determinada edificação, esta poderá ser certificada em uma das seguintes classificações: Platinum, Gold ou Silver. Atualmente, já existem no Brasil 24 projetos registrados para obtenção da certificação LEED, sendo que somente um já obteve a classificação na categoria prata.

As pontuações do LEED são divididas nos seguintes grupos:

•“Sustainable Sites” – Sustentabilidade da localização;
•“Water Efficiency” – Eficiência no uso da água;
•“Energy & Atmosphere” – Eficiência energética e os cuidados com as emissões para a atmosfera.
•“Materials & Resources” – Otimização dos materiais e recursos naturais a serem utilizados na construção e operação da edificação.
•“Indoor Environmental Quality” – Qualidade dos ambientes internos da edificação •“Innovation & Design Process” – Inovações empregadas no projeto da edificação.

As pontuações e pré-requisitos de uma certificação LEED dependem do tipo de empreendimento, conforme lista a seguir:
•“New Construction” (Prédios novos) – Nesta categoria, a certificação é realizada considerando o terreno e a edificação como um todo. Geralmente são prédios de utilização de uma única empresa ou entidade como: corporações, universidades, escolas, hospitais, etc. •“Existing Buildings” (Prédios existentes) – Nesta categoria, a certificação é realizada com base na performance de operação e na melhoria desta em edificações existentes.
•“Commercial Interiors” (Interiores de edificações comerciais) – Nesta categoria, a certificação é realizada somente para os inquilinos de áreas de escritórios em melhorias de instalações existentes ou novas edificações.
•“Core and Shell” (Prédios de múltiplos usuários) – Nesta categoria, a certificação é realizada para o terreno e para as áreas comuns da edificação, onde o empreendedor não tem responsabilidade sobre o projeto das áreas internas de cada unidade. Geralmente são prédios de uso coletivo para venda ou locação.
•Residências – Nesta categoria estão inclusos residências unifamiliares e prédios multifamiliares de até três pavimentos.
•“Neighborhood Development” (Desenvolvimento urbano) – Nesta categoria, a certificação é realizada para a parte urbanística de um condomínio, de um bairro ou de uma quadra residencial ou comercial.

CD com selo ambiental

Ney Matogrosso produziu o primeiro CD brasileiro a exibir o selo “Prima Mudanças Climáticas”. O novo CD do cantor, “Beijo Bandido” teve o selo concedido pela ONG Prima – Mata Atlântica e Sustentabilidade, que certifica que a sua produção teve as emissões de carbono compensadas. As quase 600 toneladas de carbono geradas no processo foram neutralizadas com o plantio de 100 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, no sítio do próprio cantor.

Bom exemplo! Ótima iniciativa!

(Fonte: JB Ecológico)

Só 7% dos clientes avaliam sustentabilidade

(Fonte: Folha de S. Paulo / Autor: André Palhano)

Comportamento socioambiental do fabricante não é importante para a maioria dos brasileiros; países ricos têm índice maior

Apesar de só a minoria se importar com a procedência dos produtos, preocupação tem se mantido estável há anos, superando “modismo”. 15% premiam empresas responsáveis, comprando e falando bem delas, e 8% punem as irresponsáveis, criticando-as

Apenas 7% dos consumidores brasileiros consideram aspectos de responsabilidade socioambiental das empresas na hora de escolher um produto, revela a pesquisa Monitor de Responsabilidade Social 2009, da Market Analysis, que será divulgada na próxima semana em São Paulo.

O percentual se refere aos consumidores que exercem sistematicamente o que se chama “compra sustentável”: punindo (deixando de comprar ou falando mal) ou premiando (comprando preferencialmente ou falando bem) as empresas a partir de sua atuação socioambiental. A participação de quem somente premia as empresas soma cerca de 15% dos consumidores, enquanto a de quem pune representa 8% do total.

“Esse patamar oscilou muito pouco nos últimos anos, o que nos permite fazer duas avaliações distintas. Se de um lado continuamos muito aquém da média de países como Estados Unidos, Inglaterra ou Alemanha no quesito engajamento do consumidor, de outro podemos afirmar que isso não representou um modismo passageiro por aqui, sobretudo para os consumidores que compram preferencialmente de empresas responsáveis”, afirma o diretor da Market Analysis, Fabian Echegaray.

A onda da publicidade em torno da sustentabilidade, ainda que não tenha se traduzido em mais ações práticas na hora da compra, aumentou o nível de conhecimento do consumidor brasileiro sobre o tema. E também o de desconfiança. Segundo a pesquisa da Market Analysis, a diferença entre o que os consumidores esperam que as empresas façam e o que acham que elas realmente fazem alcançou 87 pontos percentuais no Brasil. Um recorde histórico, inclusive na comparação internacional, que engloba outros 31 países.

“Quando um tema desses ganha a exposição pública que vimos nos últimos anos, é natural que os consumidores se tornem mais críticos depois de um certo deslumbramento inicial. Esses ciclos fazem parte, no entanto, da consolidação desse conceito na sociedade, assim como ocorreu em outros países”, diz o consultor Ricardo Voltolini, da Idéia Sustentável.

Segundo os especialistas, o fraco engajamento do consumidor brasileiro tem diversos motivos. Além dos conhecidos, como o baixo nível de escolaridade média ou a preferência pelo fator preço, um dos mais citados é a ausência de informações a respeito das características socioambientais do próprio produto nas embalagens e gôndolas de supermercado. De fato, procurar informações sobre o processo industrial de um produto, como a emissão de carbono ou o consumo de energia envolvido na produção, é uma missão quase impossível para o consumidor.

 “Ao mesmo tempo em que vemos inúmeras propagandas a respeito do assunto, temos pouquíssimas informações que esclareçam esses aspectos para o consumidor final, para que ele possa canalizar sua preocupação socioambiental nos hábitos de compra. Hoje essas informações se restringem à madeira certificada, ao papel reciclado e ao consumo eficiente de energia de alguns eletroeletrônicos”, aponta Echegaray.

Mas, se o consumidor brasileiro ainda não considera o aspecto socioambiental ao comprar ou não um produto, qual é o impulso para que as empresas passem a oferecer esse tipo de informação? Uma das respostas pode vir do setor varejista, que começa a se movimentar com o objetivo de ampliar esse leque de informações ao consumidor, inclusive como fator de ganho de competitividade para suas marcas próprias. Segundo a Folha apurou, as três maiores redes de supermercados no país -Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart- têm planos ambiciosos nesse sentido.

No Pão de Açúcar e Carrefour, além dos selos de garantia de origem, essa estratégia consiste num primeiro momento em ampliar a informação acerca das classes de produtos para o consumidor. Por exemplo: o benefício dos orgânicos, os riscos das embalagens não recicláveis etc. Os produtos de marca própria trarão mais informações sobre seu impacto, além de serem alvo de mudanças nas embalagens, que terão materiais e tamanhos ambientalmente mais corretos.

“Num segundo momento, os outros fornecedores também tendem a seguir essas práticas, até porque verão que se trata de um diferencial competitivo”, resume o diretor de sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez.

No Wal-Mart, que testa em caráter experimental a rotulagem de produtos com o ciclo de vida avaliado do ponto de vista socioambiental, a ideia é criar um índice de sustentabilidade para os produtos em escala global, a exemplo dos selos de eficiência energética. “Já estamos fazendo isso ao nível das indústrias, e em meados do ano que vem poderemos ter esse índice por categoria de produtos. O objetivo é que em três ou quatro anos ele seja aplicado aos produtos”, diz a vice-presidente de Sustentabilidade da rede no Brasil, Daniela de Fiori.

Tais ações, segundo os representantes das redes, facilitarão a vida do consumidor na hora de escolher produtos sustentáveis. O que não exclui, no entanto, a atenção redobrada com os exageros. “É preciso muito cuidado ao falar de um produto sustentável. Já vi casos de produtos altamente poluentes sendo vendidos com esse apelo por terem, por exemplo, uma embalagem reciclável, ou por estarem associados ao plantio de árvores. Isso não é produto sustentável”, pondera o diretor de Responsabilidade Socioambiental do Pão de Açúcar, Paulo Pompilio.