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Mercado aberto para gestores ambientais. Salários podem chegar a R$ 8 mil

Meio ambiente abre mercado para gestores ambientais, responsáveis por desenvolver e gerenciar projetos sustentáveis. Salários podem chegar a R$ 8 mil

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Priscila Mendes

Da equipe do Correio

É o fim do salve-se quem puder. Pelo menos na área ambiental. O que antes era visto como custo pelas grandes empresas passou a ocupar lugar estratégico. Seja por força da legislação, exigência dos consumidores ou em função dos desastres ambientais, os empresários perceberam que a responsabilidade ambiental é um bom negócio para todos. Incorporar esse princípio na estratégia de desenvolvimento de produtos e processos virou sinônimo de lucro. Afinal, garante a própria sobrevivência no setor, preserva a natureza, cria empregos e ainda abre novos campos de atuação.

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V Encontro de Meio Ambiente ICESP

Para comemorar o dia internacional do meio ambiente (05/06) os alunos do 3o semestre do curso de Gestão Ambiental das faculdades ICESP/Promove em Brasília realizam o V encontro de meio ambiente com o tema Gestão Ambiental Empresarial.

O evento contará com palestras e atividades paralelas à partir de 19:30 hs no auditório do ICESP campus Guará nos dias 06 e 07/06.

As palestras são gratuitas e os alunos esperam a presença de toda a comunidade que se interessa pelo assunto. Vale conferir!!!

Informações pelo email: gestaoambiental.unicesp2010@gmail.com

 

Queimadas 2011

O período de seca está para começar….por isso temos que ficar atentos à queimadas em áreas de preservação.

As queimadas além de destruir a vegetação causa poluição atmosférica com a suspensão de materiais particulados que causam problemas à saúde humana.

Queimadas não só degradam o meio ambiente mas também a saúde do homem…

Vamos ficar atentos.

IV Encontro de Meio Ambiente Unicesp

O Unicesp realizou nos dias 28/02 e 01/03 seu IV Encontro de Meio Ambiente.

O evento foi organizado pelos alunos do 4o semestre com orietação do professor Eliezé Carvalho por meio do projeto Três gotas.

O Tema do evento foi: A Gestão da Água, Óleo e Resíduos Sólidos e contou com o apoio e divulgação da resvista Com Ciência Ambiental. Durante o evento foi realizado um workshop sobre reaproveitamento de óleo e compostagem e tivemos a presença dos alunos e ex alunos do curso de gestão Ambiental e Pós em Gestão e Perícia Ambiental.

Abaixo o folder de divulgação do evento.

Parabéns a todos os envolvidos no projeto, são ações como essa que fazem a divulgação das questões ambientais tão importantes em nosso dia a dia.

II Encontro de Meio Ambiente Unicesp

Folder Evento, clique aqui: II_Encontro_de_Meio_Ambiente_UNICESP

 

Nos dias 17 e 18 junho, a Faculdade UnICESP realiza evento para sensibilizar a comunidade sobre o tema

Você sabia que um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo e reciclável? Por essas e outras é que vale a pena separar o lixo seco de todos os restos orgânicos. Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora.

Nos dias 17 e 18 de junho, várias experiências serão apresentadas no II Encontro de Meio Ambiente promovido pelo curso de gestão ambiental da faculdade UnICESP. As palestras e debates acontecerão a partir das 19h30 no auditório central do campus do Guará I.

Estarão na pauta, discussões sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, consumo consciente e redução de resíduos. O papel das cooperativas também será apresentado, além do processo de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos e domiciliares no Distrito Federal. As palestras terão a participação do Ministério do Meio Ambiente, Wal Mart Brasil, cooperativas e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF – Adasa.

O Encontro pretende difundir conhecimentos básicos sobre reciclagem, além de mobilizar, sensibilizar e ajudar a comunidade a participar de forma socialmente responsável fazendo com que todos possam discutir e analisar a questão da reciclagem no Distrito Federal.

Realizado pelo 3º semestre do curso de Gestão Ambiental da faculdade UnICESP, o II Encontro de Meio Ambiente tem o patrocínio da Concremat Engenharia, Consórcio Mendes Júnior, Serveng e CR Almeida e da Construtora Araújo e apoio do programa Cultura Ambiental da rádio Cultura FM. Para participar, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail gestao.ambiental212@gmail.com, ou pelo telefone 3035-9500. O Encontro é gratuito e aberto ao público.

 

Serviço

II Encontro de Meio Ambiente

17 e 18 de junho a partir das 19h30

Faculdade UnICESP – Campus Guará I

QE 11 Area Especial C/D – Guará I

Contato: 3035-9500 Falar com ASCOM UNICESP ou coord.gestaoambiental@unicesp.edu.br

Ouça a divulgação do encontro que está no ar na rádio Band News (90,5 FM)

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemorado desde 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado para estimular a consciência mundial ao meio ambiente e incentivar ações da sociedade civil.

Este ano, com o tema “Muitas Espécies, Um Planeta, Um futuro”, a data busca focar a importância da saúde do Planeta e seus ecossistemas para a humanidade, além de apoiar o movimento das Nações Unidas que falamos na semana passada: 2010 – Ano Internacional da Biodiversidade.

Nós, os humanos, fazemos parte de um número reduzido de espécies que apresentam crescimento em sua população. Enquanto isso, muitas outras estão se extinguindo. Sabemos que mais de 17 mil espécies estão ameaçadas de extinção – desde plantas e insetos pouco conhecidos até as mais belas aves e mamíferos. E isso mal reflete a dimensão do problema; já que muitas espécies desaparecem antes mesmo de serem descobertas…

E vcoê sabe qual é a razão disso tudo?

Simples. A atividade humana. É o que sempre alertamos aqui no blog. Na busca pelo desenvolvimento, nós causamos o desaparecimento de grandes partes das florestas originais, drenamos metade dos pantanais do mundo, acabamos com 3/4 das unidades populacionais de peixes e emitimos a quantidade suficiente de gases de efeito estufa para manter o nosso planeta aquecendo pelos próximos séculos. Nós pisamos no acelerador e provocamos um ritmo de extinção de espécies mil vezes maior do que o ritmo natural.

Pois é, e com isso, nós estamos arriscando, de maneira progressiva, a perder algo que é fundamental para a nossa sobrevivência. A variedade de vidas do nosso planeta – conhecida como “biodiversidade” – nos fornece alimentos, vestuário, combustível, remédios e muito mais. Mesmo quando uma única espécie é retirada dessa complexa teia da vida, o resultado pode ser catastrófico.

Dessa forma, a data é uma ótima oportunidade para enfatizar a importância da biodiversidade para o bem-estar humano; refletir sobre nossas conquistas e modo de vida para protegermos e estimularmos a multiplicação dos nossos esforços para reduzir a taxa de perdas da biodiversidade.

E para essa mobilização, vale tudo, desde pequenas atividades individuais e escolares até grandes iniciativas de comunidades e corporações multinacionais. Vale sempre lembrar que nós devemos procurar ter atitudes e práticas mais conscientes para podermos contribuir para a sustentabilidade da vida no Planeta. Já falamos aqui que consumir com consciência não é não consumir, mas sim consumir de uma forma diferente, conhecendo os impactos desse consumo para a sociedade, para o meio ambiente e para a economia.

Então, mãos-à-obra! Nunca é tarde para começar e fazer um belo trabalho mudando hábitos e chamando amigos para aderir às boas ações. Esperamos que tenham comemorado o Dia Internacional do Meio Ambiente realizando uma ação em prol do meio ambiente. Nem que seja plantar uma árvore ou passar um fim de semana sem consumir o que não é necessário. Vamos trabalhar para que o mundo continue sendo um lugar habitável.

Vídeo interessante que encontramos no Youtube. Será esse nosso fim?

Dia do Solo – 15 de abril

Caro leitor, quanto tempo você acha que o solo leva para se formar? Acredite, mas para cada 30 cm, o solo pode levar cerca de três mil anos ou até mais! Claro que isso depende dos fatores de formação de cada solo. Mas o recado é claro: não podemos acabar com este recurso natural.

Ouça aqui a matéria que foi ao ar na rádio cultura no dia 16/04/2010.

No dia 15 de Abril comemoramos o Dia da Conservação do Solo. Essa data foi instituída em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solos nos Estados Unidos, e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Sua experiência no estudo de solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fez dele um conservacionista dedicado que conquistou muito para a causa mundial da conservação.

O solo, que também chamamos de terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos, ele atua como suporte à água e ao ar e sobre ele construímos as nossas moradias.

O professor Bernardo Verano, coordenador de gestão ambiental do Unicesp, explica como é formado o solo.

“O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até que viram um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais (como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem) passam a ajudar no desenvolvimento do solo.

Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta. Além disso, os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho: areia (a parte mais grosseira); silte (uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar) e argila (uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja, a mesma que gruda no sapato). Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização. Como num bolo de aniversário que tem várias camadas, o solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

As grandes diferenças na vegetação e nas plantações são em grande parte decorrentes dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza. Essa diversidade de solos reflete as variações dos fatores de formação que ocorrem na natureza. Esses solos se apresentam com diferentes cores: amarela, vermelha, marrom, preta, cinza, azulada, esverdeada e branca. Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais depressa ou menos.

Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.

A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.

A expansão das culturas de subsistência e a criação de animais para utilização pelos homens, os cultivos da cana-de-açúcar e do café e, mais recentemente, a da soja, têm sido realizados com rotinas inadequadas (isso desde a descoberta do Brasil pelos europeus), resultando em agressões aos elementos naturais, especialmente, ao solo e à água. Sempre tivemos uma rotina de “rotação de terras”, sem a preocupação de qualquer programação para restaurar os solos e as florestas que foram esgotados.

 Por falta de conhecimento, não só muitos agricultores e pecuaristas estão degradando intensamente os nossos recursos naturais, mas também madeireiros, garimpeiros e carvoeiros.

Quem mais utiliza tem ainda pouca consciência de que o solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e que, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.

Derrubada a vegetação e queimados os restos, os terrenos ficam sujeitos à ação direta da água da chuva, que provoca a erosão hídrica do solo, carregando os seus nutrientes. Em poucos anos, a terra torna-se empobrecida, diminuindo a produção agrícola e dos pastos. Agricultores e pecuaristas acabam deslocando-se para outras zonas, deixando para trás as áreas degradadas.

 Outro problema sério é a ação da água da chuva sobre os terrenos. Todo mundo está acompanhando a tragédia no Rio de Janeiro, causada por essa degradação.

O que acontece é que, nesses casos, as terras transportadas dos terrenos pela enxurrada são, em grande quantidade, depositadas nos cursos d’água, reduzindo a capacidade de armazenamento da água da chuva, o que ocasiona inundações, com graves conseqüências socioeconômicas. Ali, o problema foi muito pior, já que o bairro foi erguido em cima de um antigo lixão. Os prejuízos para o homem e o meio ambiente são incalculáveis, além das muitas vidas perdidas.

O total de terras arrastadas pelas enxurradas é calculado em torno de 2 a 2,5 bilhões de toneladas, anualmente. Há prejuízos diretos e indiretos; há efeitos agora e haverá no futuro.

Por isso é mais do que importante cuidar bem do lixo que produzimos, descartá-lo de forma correta, NUNCA jogar lixo na rua, cobrar do poder público medidas eficientes de descarte de lixo, de manutenção das águas e participar sempre de boas ações ambientais!

(Fonte: IBGE)

O profissional de Gestão Ambiental

(Por Thaís Sprovieri)

Um tecnólogo em Gestão ambiental leva dois anos para se formar e, em média, tem salário inicial de R$ 2.500. Bernardo Berano, professor de química ambiental, poluição ambiental, e gerenciamento do meio ambiente diz que esse profissional pode atuar de várias formas. Na esfera pública, pode atuar em órgãos como o Ibram (Instituto Brasília Ambiental); Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente); Seduma (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente); Ministério do Meio Ambiente e Petrobras, por exemplo. Na área privada pode atuar em empresas de consultoria. Mas para Bernardo, fora de Brasília, o mercado é ainda mais amplo. “Hoje nós temos no Brasil inteiro por volta de 10 mil gestores ambientais apenas, e uma demanda de mais de 50 mil empregos. Existe, ainda, uma verba enorme destinada a ONGs, mas poucos projetos são aprovados, porque não descrevem o projeto tecnicamente. O gestor tem esse embasamento”.

Alunos de Gestão Ambiental visitam Rio Belchior

(Fonte: http://www.unicesp.edu.br/textualonline )

Para fechar a semana que comemorou os quinze anos das Faculdades UniCesp, a instituição levou os alunos do segundo semestre do curso de Gestão Ambiental para iniciar uma campanha de despoluição no Rio Belchior.

A visita teve o objetivo fazer um planejamento estratégico, entre professores e alunos da área ambiental, de como fazer a correta limpeza de uma parte das margens do rio, sem degradá-la. Numa segunda visita, serão recolhidos materiais poluentes, como plástico, garrafas pet e pedaços de isopor, por exemplo. Este lixo será levado e exposto para a população local (principal responsável pela poluição), no intuito de conscientizar sobre os prejuízos do incorreto descarte do lixo doméstico. A iniciativa é do projeto Guará+Verde, do qual o Unicesp é parceiro juntamente com o jornal comunitário do Guará, Guará Hoje.

O último dia de uma semana de atividades, que comemoraram os quinze anos do Unicesp, foi marcado com o início de uma ação em prol do meio ambiente. Por volta das 8h30, da manhã do sábado (27/03), alunos e professores do curso de Tecnólogo em Gestão Ambiental, partiram em um ônibus cedido pela instituição, rumo ao Rio Belchior. Bernardo Berano, coordenador do curso, explicou o objetivo da visita. “Os alunos identificarão o local, analisando as partes de vegetação, de solo e hídrica. A parte da poluição será analisada para que seja visto qual o principal vetor desta, se é a poluição química, ou por lixo, mas já se sabe que é por lixo, principalmente por garrafas pet. Num segundo momento, faremos uma ação social de retirada do lixo. Colocaremos num caminhão para ser levado à comunidade próxima a fim sensibilizá-la e ensiná-la a manejar esse lixo corretamente”, explicou Bernardo.

O Rio Belchior ou Melchior, como também é conhecido, fica próximo à expansão de Samambaia. Na primeira visita, o planejamento será para fazer uma estimativa da quantidade de lixo e as condições de acesso de uma área de, aproximadamente, 3 km de extensão. A partir dessa informação poderá ser visto quantas pessoas e caminhões serão necessários, para o recolhimento de lixo, de forma a não prejudicar a natureza local. De acordo com o coordenador de Gestão Ambiental, a segunda ação está prevista para o fim de abril, ele ainda explica como a poluição da cidade suja o rio. “A população próxima suja a cidade, aí com a chuva esse lixo doméstico é arrastado pela enxurrada, até chegar ao rio. Com isso, o rio fica repleto de garrafas pet e sacolas plásticas, dentre outros materiais”.

Às margens do Belchior, os alunos puderam observar os professores fazendo a localização, e analisando, a sinuosidade e a profundidade do rio, assim como as formações rochosas, a mata e o solo.  Para o Rafael Carvalho, geógrafo e professor de planejamento e gestão dos recursos hídricos, as aulas de campo são indispensáveis para os alunos. “É um momento de consolidação do que foi aprendido na teoria, nas pesquisas e nas leituras. Aqui o aluno pode submeter seu conhecimento a testes, e adquirir mais atração pelo conhecimento científico e  pesquisa. Além de aspectos de fauna e flora, aspectos humanos, como atividades econômicas, culturais relacionados à questão ambiental podem ser abordadas. O campo tem uma multiplicidade de dinâmicas”, comentou Rafael. A aluna de Gestão Ambiental, Aline Viana Costa, de 20 anos, prefere as aulas em campo. “A gente aprende bem mais na prática do que na teoria. Vivenciando é muito mais fácil de aprender”, declarou a aluna.

 Quando o lixo for recolhido, será levado para frente da Administração Regional de Samambaia. Lá, ficará exposto para que a população veja aonde chega, muitas vezes, um lixo que é deixado em lugar inapropriado. Além disso, a comunidade local interessada, aprenderá a dar o correto destino ao lixo doméstico e será convidada a participar do Guará+Verde. Só para se ter um ideia, um simples filtro de cigarro ou um chiclete demoram cinco anos para se decompor. Um pedaço qualquer de plástico ou latinha vão durar, no mínimo, 100 anos. A borracha dura indeterminadamente. Uma garrafa de vidro vai levar um milhão de anos para desintegrar. Já as sacolas de supermercado, altamente descartáveis, ficarão na natureza por 450 anos.

O Projeto Guará+Verde é de iniciativa do jornal comunitário, GuaráHoje. Apesar de ter o nome da cidade Guará, não é voltado exclusivamente para essa região. “Pensar em meio ambiente não dá para pensar apenas no meio ambiente local, tudo está integrado”, justificou o coordenador Bernardo. Amarildo Castro, diretor do jornal e idealizador do projeto observou a importância daquele momento. “Nós do jornal GuaráHoje acreditamos que poderíamos fazer um pouco mais para nossa cidade. Aqui temos vinte alunos, se cada um conscientizar, pelo menos, uma pessoa, daqui há dez anos podemos ter um resultado muito positivo. A vinda dos alunos, além de realizar o trabalho de faculdade, será para que eles levem daqui a conscientização e comecem a fazer o trabalho de ‘formiguinha’, disseminando a ideia da preservação por onde quer que passem”. 

Água – usos e utilidades

Hoje encerramos o mês das águas aqui no nosso quadro cultura ambiental. Ouça o programa de hoje, 26/03/2010 aqui.

A água é chamada de solvente universal, já que dissolve e carrega muitas substâncias químicas, minerais e nutrientes. E para quem não sabe, ela tem papel importante como absorvente da radiação infravermelha atuando na regulação do clima global.

Já no corpo, ela atua em quase todas as partes. Você sabia que o cérebro humano, os músculos e o coração têm 75% de água? Nos rins, esse número sobe para 83% e nos pulmões e fígado, 86% é água.

Veja alguns exemplos da utilidade da água no corpo humano.

A água se encontra em todas as células do corpo humano. Ela auxilia a digestão por meio da saliva e do suco gástrico, provoca a transpiração por meio do suor que é eliminado através da pele e serve para abaixar a temperatura interna do corpo e eliminar as toxinas, que também são eliminadas pela urina e que também tem água na sua composição.

Estudos do Banco Mundial estabelecem que uma disponibilidade hídrica inferior a 1.700 m³ por habitante por ano de água renovável, indica uma tendência à limitação do desenvolvimento econômico.

E como será que o Distrito Federal está nesse quesito?

A disponibilidade hídrica do DF está em torno de 1.338 m³ por habitante por ano. Esse índice é classificado como estresse hídrico, de acordo com a ONU. O DF está melhor apenas que os estados da Paraíba e Pernambuco, que ficam localizados no polígono da seca.

Diante desse quadro, o Governo do Distrito Federal, através do Ibram – Instituto Brasília Ambiental criou o programa “adote uma nascente” para incentivar a participação de todos na preservação, recuperação e conservação das nascentes, na tentativa de melhorar a qualidade e a disponibilidade das águas na região. Procure o Ibram para saber mais sobre esse programa.

Nesse processo, a vegetação também exerce um papel super importante. Uma árvore adulta, por exemplo, pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Assim, mantém os rios com um escoamento constante evitando enchentes e assoreamento nas margens. A infiltração da água em solos com cobertura florestal é 40 vezes maior do que em solos descobertos. Por isso é importante proteger a vegetação na beira de rios, córregos e nascentes.

O uso sustentável da água gera muitos benefícios. Por exemplo, a maior oferta para atender a um número maior de pessoas; a redução do volume de água a ser captada e tratada, reduzindo investimentos e custos; diminuição do volume de esgotos a serem coletados e tratados; diminuição da poluição da água e a manutenção da biodiversidade.

Para atingir o uso sustentável da água precisamos adotar usos cada vez mais eficientes da água disponível, otimizando o uso sem comprometer a eficácia no atendimento às necessidades vitais, à manutenção da qualidade de vida, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sócio-econômico.

E no programa Cultura Ambiental da semana passada nós demos algumas dicas aqui no blog para esse uso racional. Acesse aqui e saiba mais!

1 Kg de vidro reutilizado evita a extração de 6 Kg de areia dos rios e a energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100W durante 4 horas.

Isso quer dizer que quando uma pessoa reduz seu consumo ou diminui a geração de resíduos, quando realiza um consumo sustentável, separa, reutiliza e encaminha para a reciclagem os resíduos, ela está cuidando também das águas.

Navegue em nosso blog e encontre muitas outras informações importantes sobre a água, sua reutilização e reaproveitamento. Um ótimo fim de semana e até o próximo post.

(Flávia Gomes – fonte: Ibram)

Seminário Água e Cidadania com Leonardo Boff e Washington Novaes

O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – IBRAM, em parceria Movimento de Cidadania Pelas Águas, Adasa e Cet- Água, convida para o Seminário Água e Cidadania, Visões Múltiplas para um Recurso de Usos Múltiplos a ser realizado entre os dias 22 a 24 de março de 2010, na Universidade dos Correios.

O evento contará com a participação de Leonardo Boff e Washington Novaes que discutirão junto com várias outras personalidades a questão da água e suas diversas dimensões.

Na ocasião haverá a solenidade de posse das diretorias dos Comitês de Bacias Hidrográficas do DF e a entrega do Zoneamento do Lago Paranoá.

Veja abaixo a programação.

Mais informações e inscrições: www.ibram.df.gov.br

Participe!