(Fonte: Planeta Sustentável e Instituto Akatu)

O carnaval é um período de muita alegria e diversão, mas também de consumo exagerado. O feriado, as viagens e as festas acabam representando um gasto maior de combustível, de eletricidade, de fantasias e, é claro, de bebidas.

Na quarta-feira de cinzas, tudo isso deixa muito mais que saudades, deixa um monte de resíduos e uma conta ambiental alta a ser paga pelo planeta. Por isso, o Insituto Akatu para o Consumo Consciente elaborou 10 dicas para você curtir o carnaval sem descuidar da consciência ambiental e social.

1. Produza menos lixo
Para você ter uma idéia de como o carnaval produz lixo adicional ao usual, só na cidade de Salvador são recolhidas 1.500 toneladas a mais de lixo nos dias 6 dias de festas. Isto gera um alto custo extra de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos que poderiam ser investidos, por exemplo, para maior segurança no próximo carnaval 

2. Jogue o lixo no lixo
No carnaval, o lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Portanto, no carnaval, mais do que nunca, jogue o lixo exclusivamente no lixo.

3. Reutilize as fantasias
As fantasias de carnaval são usadas, em geral, apenas por um dia. Portanto, para evitar o desperdício, nada melhor do que reutilizá-las, trocá-las com amigos, reciclá-las.

4. Cuidado com os excessos
O consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes e pelos altos níveis de violência no carnaval. Não passe da conta neste carnaval, consuma bebidas e alimentos com moderação, protegendo a sua saúde e a integridade física de todos.

5. Seja um turista consciente
Se você for viajar no carnaval, procure minimizar os impactos ambientais de sua viagem, respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia locais.

6. Gaste menos combustível
Prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil, o principal responsável pelo aquecimento global. Entre o avião e o carro, prefira o carro. Entre o carro e o ônibus, fique com o último. E aproveite os dias livres para andar de bicicleta e a pé.

7. Tire os equipamentos da tomada
Antes de viajar, não se esqueça de tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como TV, DVD, microondas e carregador de bateria. O modo “stand-by”, que fica acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada, é responsável por até 25% da energia consumida por esses equipamentos.

8. Não desperdice água
O carnaval é a época em que muitas cidades, em especial as turísticas, enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do aumento excessivo de consumo. Portanto, se você já é um consumidor consciente de água, redobre os cuidados no carnaval. Evite as brincadeiras que implicam em desperdício, tome banhos mais curtos, desligue o chuveiro na hora de se ensaboar.

9. Aproveite a cidade vazia
Se sua cidade não for destino de foliões, e se você não for viajar, aproveite a tranqüilidade e o tempo livre em atividades que não custam dinheiro e não consomem recursos naturais: caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais, maior convívio com a família.
 
10 . Divulgue o consumo consciente
Durante o carnaval, se você presenciar casos de desrespeito aos preceitos que orientam essas dicas do Akatu, não hesite em orientar as pessoas. Sempre que tiver oportunidade, divulgue os princípios do consumo consciente. Contribua para que o carnaval seja cada vez mais uma época de alegria e paz e não de violência e ameaça ao equilíbrio do planeta.
Nós do projeto Verde Capital e do bloco de rádio Cultura Ambiental desejamos a todos um ótimo carnaval!!!

Sejam bem-vindos, ouvintes do Cultura Ambiental e leitores do Verde Capital! Após merecidas férias, estamos de volta com o quadro sobre meio ambiente no programa Revista 100,9.

2009 foi, sem dúvida, um ano agitado e bastante polêmico nas questões ambientais. Tivemos a discussão sobre o novo Código Florestal brasileiro que levantou provocações e esquentou debates, a COP-15 que deixou a desejar, licenças e autorizações ambientais bastante polêmicas para usinas hidrelétricas no rio Madeira, em Rondônia e no rio Xingu, no Pará, além de outras tantas ações e falta de ações…

Mas o que você tem a ver com todos esses temas?

Na verdade, tudo. Todas as ações ambientais e de descaso com o meio ambiente voltam para o próprio homem. As mudanças climáticas, por exemplo, e o uso insustentável da água nos centros urbanos são parte de uma realidade preocupante e que instiga soluções. Pudemos ver nesse início de ano, uma série de desastres ambientais devastando locais e tirando a vida de muitas pessoas, sem falar nos animais e vegetais que também foram prejudicados.

 Em nossos programas já aprendemos que lucro e sustentabilidade podem perfeitamente andar juntos, desde que se respeitem algumas regras. Então, que tal mudar de hábitos de vez e adotar atitudes mais positivas para o meio ambiente?

Pesquisas apontam que 77% da população da América Latina e Caribe vivem em cidades que abrigam mais da metade dos pobres, sendo que 25% deles vivem em situação precária. E essa população, até mesmo por falta de alternativas, de políticas públicas eficientes, acaba buscando as margens dos rios e encostas, que são áreas vulneráveis a inundações e deslizes, gerando grandes impactos ambientais.

E é por isso que a gente aqui no Cultura Ambiental não se cansa de falar sobre esse assunto e trazer sempre novas dicas que você pode aplicar no seu dia-a-dia. É preciso promover essa conscientização, oferecer o direito à informação e capacitar a sociedade para a tomada de decisões. A mudança só vem quando trabalhamos duro e damos atenção para pequenos hábitos do dia-a-dia que podem perfeitamente ser melhorados!

E já que ficamos todo esse tempo longe, trouxemos algumas dicas para iniciar o ano com sua dose de responsabilidade ambiental em alta.

Vocês já devem ter ouvido falar que o uso do fundo preto, em sites, gera economia de energia, não é? Atenção! Essa dica vale apenas para quem usa monitores antigos. Para quem utiliza os modernos monitores de LCD, isso aumenta o consumo de energia. Você pode, de fato, economizar energia com seu monitor LCD, adotando um conjunto de simples ações como: diminuir o brilho e o contraste, desativar a proteção de tela com imagens e ativar o desligamento automático do monitor.

Quanto à limpeza de casa, você pode substituir o detergente comprado no mercado por produtos feitos em casa. Dá para economizar nas compras do mês, resolver vários problemas para quem é alérgico aos produtos com cheiro mais forte e ainda ajudar ao meio ambiente. Você pode utilizar sabão dissolvido previamente em água quente como detergente. Aliás, você sabia que com óleo de cozinha você pode fazer seu próprio sabão? Leia essa e outras receitas ao fim dessa matéria.

Para branquear roupa, no lugar de água sanitária, use o famoso e antigo sabão de coco e deixe as roupas quarando no sol. O conselho da vovó ainda é o mais eficaz. Se tiver pouco tempo, você pode deixar a roupa de molho na água com meio copo de Bórax, que é uma substância não tóxica encontrada em farmácias.

E a última dica: nós podemos usar a imaginação e criar nossas formas de atuar em prol do meio ambiente. O ambientalista Mike Lieberman criou o blog 365 Maneiras de ser verde, em que posta todos os dias uma dica nova – e prática – para mostrar que ajudar o meio ambiente não é tão difícil.

Qualquer um de nós pode fazer qualquer coisa que seja. A gente se encontra novamente na próxima semana, na rádio Cultura que você ouve na FM 100,9, em Brasília/DF ou pelo site Movimento Calango, na internet. Até lá!

RECEITAS E DICAS

Limpeza ecológica – Aprenda a preparar algumas misturas para limpar pisos, armários e o vaso sanitário sem usar produtos químicos. Com um borrifador cheio, você consegue limpar uma casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro.

1. Dê preferência ao vinagre de álcool. Ele é o mais versátil e pode ser usado em tudo.

2. Suco de limão é o melhor desengordurante. Passe o suco puro no forno, deixe por algum tempo e lave em seguida com água e sabão. Deixe os queimadores do fogão de molho no suco dos limões que começam a murchar e lave bem depois. Você vai ver como seu fogão vai ficar limpinho e brilhante.

3. O bicarbonato de sódio é um excelente abrasivo para lavar a parte superior do fogão, mesmo os de inox. Faça uma pasta com água, esfregue e depois lave com água e sabão. Dissolvido em um pouco de água morna, você pode usar para lavar o fogão por fora e também as geladeiras por dentro e por fora. Tira todo e qualquer cheiro e mantém o branco.

4. Utilize sal grosso para desentupir vasos sanitários, ralos e pias. Ele tem uma vantagem adicional: você elimina as baratas que habitam o encanamento e saem das pias, especialmente à noite. Para garantir, coloquem os protetores de ralo.

5. Misture vinagre branco (ou 2 colheres de sopa de suco de limão) e água na mesma proporção (meio a meio), e quatro colherinhas de café de Bicarbonato de Sódio para limpar vidros, azulejos, vasos sanitários, móveis de couro branco, pia de mármore branco, box de banheiro e espelhos.

6. Utilize um pulverizador com vinagre branco puro para limpar a pia do banheiro e a borda do vaso sanitário O cheiro do vinagre dissipa-se rapidamente e fica tudo limpinho e desinfetado, já que o vinagre puro mata 99% das bactérias, 82% do mofo e 80% dos germes.

7. Para evitar o entupimento da pia do banheiro, coloque a cada 15 dias, 4 colheres de chá de bicarbonato de sódio e 4 colheres de sopa de vinagre. Deixe agir durante a noite e, pela manhã, despeje água fervendo. Enfim, casa limpa e saúde garantida! E o planeta ainda agradece!

8. Polidor de piso e mobília: Misture 1 xícara de óleo mineral; 1 xícara de vinagre branco, agite para misturar e passe o produto com um pano limpo.

9. Limpadores em pasta para várias funções: uma mistura de vinagre, sal e água em quantidades iguais formam um efetivo produto de limpeza. Para obter uma pasta tipo sapóleo, experimente misturar partes iguais de sal grosso e fermento, com água suficiente para formar uma pasta. Para as duas receitas, aplicar a solução com esponja úmida, esfregando.

10. Pendure alguns galhos de eucalipto, alecrim ou lavanda dentro do box do chuveiro. O vapor fará com que eles exalem seu aroma natural mais forte do que o normal.

11. Óleos essenciais naturais podem ajudar seu lar a ter sempre aroma de frescor, se após a limpeza você pingar algumas gotas num pouco de água, colocar num vaporizador, vaporizar um pouco da solução num pano de algodão e passar ligeiramente nas superfícies para dar uma fragrância refrescante no ar. São indicados: lavanda, alecrim, citronela, capim-limão, eucalipto, menta, laranja, limão, pinho, cipreste.

12. Pingue algumas gotas do seu óleo essencial preferido na parte interna do tubo de papelão do papel higiênico. Cada vez que você girar o tubo, ele liberará no ambiente um aroma de frescor.

13. Os óleos limpam e protegem naturalmente, o bicarbonato de sódio limpa e desodoriza, e o vinagre é um desinfetante natural. Vinagre e óleos essenciais são antibactericidas naturais, principalmente o de eucalipto. Para pisos de madeira, usa-se óleo de oliva, água e óleos essenciais.

Fonte: Associação Ipê e Instituto Nina Rosa

Priscila Mendes

Da equipe do Correio

É o fim do salve-se quem puder. Pelo menos na área ambiental. O que antes era visto como custo pelas grandes empresas passou a ocupar lugar estratégico. Seja por força da legislação, exigência dos consumidores ou em função dos desastres ambientais, os empresários perceberam que a responsabilidade ambiental é um bom negócio para todos. Incorporar esse princípio na estratégia de desenvolvimento de produtos e processos virou sinônimo de lucro. Afinal, garante a própria sobrevivência no setor, preserva a natureza, cria empregos e ainda abre novos campos de atuação.

O exemplo da Petrobras ilustra bem as oportunidades do mercado. Em 2003, eram apenas 83 funcionários ligados à área ambiental. Hoje, são 1.071 profissionais. Mas para embarcar na onda das carreiras verdes, engana-se quem pensa que basta curtir a natureza. É da especialização exigida pelo mercado que surge um novo perfil de profissional cada vez mais requisitado nas empresas: o gestor ambiental. “Enquanto o engenheiro ambiental domina a tecnologia para avaliar o meio ambiente e executar os projetos, o gestor vai gerenciá-los e propor soluções”, diferencia Demóstenes Ferreira da Silva Filho, coordenador do curso de gestão ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada à Universidade de São Paulo.

A nova profissão, segundo Bernardo Verano, coordenador do curso superior de tecnologia em gestão ambiental do Unicesp, em Brasília, nasce da necessidade das empresas terem um profissional para gerenciar crises e administrar interesses, muitas vezes divergentes. “Sempre formamos engenheiros, agrônomos, químicos, biólogos, mas havia uma lacuna nessas atividades. O mercado precisava de alguém para traçar políticas e implementar programas das instituições de acordo com as normas internacionais”, explica.

Por bem ou por mal, as empresas são obrigadas a cumprir as novas e rigorosas leis ambientais, que rendem pesadas multas a quem desacatá-las. Para garantir a legalidade e sobrevivência dos empreendimentos, entra em cena o gestor ambiental. “Ele pode habilitar a empresa a obter, entre outros benefícios, a tão cobiçada certificação ISO 14000″, destaca Bernardo. Além de atestar a responsabilidade ambiental no desenvolvimento das organizações, o conjunto de normas internacionais agrega pontos à imagem e abre portas para o mercado externo.

Nicho variado

A globalização da questão ambiental ampliou a necessidade de mão-de-obra especializada. Yuri Rafael Della Giustina, 39 anos, que o diga. De técnico em saneamento em 1989 ao cargo atual de superintendente de planejamento, o engenheiro mecânico da Companhia de Saneamento do Distrito Federal não galgou posições devido aos 19 anos na empresa. As promoções vieram por ele ter percebido o novo filão do mercado. “Sempre trabalhei com tratamento de esgoto. Mas um gestor vai além da técnica. É preciso conhecer legislação e responsabilidade ambientais”, conta. Especialista em resíduos sólidos, Yuri tem mestrado em planejamento em gestão ambiental.

Mas a nova ocupação não é exclusiva de engenheiros. Abre portas para diversas profissões ligadas à sustentabilidade. Há três anos, o biólogo Cesar Oliveira de Araújo não pensou duas vezes antes de deixar a segurança da Caixa Econômica Federal para abrir com o sócio, o também biólogo Fernando Carpaneda, a Tarumã Consultoria Ambiental. Com o curso de gestão ambiental do Serviço de Aprendizagem Nacional Comercial (Senac) de São Paulo, ele se tornou o responsável por implementar serviços na área de meio ambiente e promoção de comunidades sustentáveis.

“Além de projetos para empresas, a área abre caminhos para trabalhos diretamente nas comunidades. É possível multiplicar os resultados”, ressalta Cesar. À beira do Córrego do Alagado, no Gama, ele relembra a infância no lugar e espera que o rio volte a ser liberado para banho, como há 15 anos. “As cervejarias pararam de despejar resíduos nas águas. Agora, conscientizamos e capacitamos a comunidade para que continue a preservação”, comemora o consultor.

O leque de atuação para quem quer investir nesse nicho é variado. Há espaço no setor público e privado, organizações não-governamentais, universidades. E a possibilidade de abrir o próprio negócio. A recente profissão ainda não tem um conselho que a represente oficialmente e não há um piso salarial da categoria. Mas, segundo professores e profissionais, o sinal é verde para as boas remunerações. O contracheque de um recém-formado varia de R$ 1.500 a R$ 2.500. Nas empresas privadas, a média é de R$ 2 mil mensais. Mesma faixa salarial encontrada nas ONGs, que pagam até R$ 7 mil para cargos de chefia. Já um gerente de projetos experiente, independente do setor, pode chegar a ganhar por volta de R$ 8 mil.

A hora e a vez do gestor

À medida que crescem as exigências pelo uso racional dos recursos naturais, mais amplas se tornam as iniciativas das empresas, contemplando profissionais de várias formações como biólogos, engenheiros, geólogos. “Com uma gestão de meio ambiente integrada, conseguimos enxergar os diversos aspectos ambientais de cada projeto”, afirma Mônica Linhares, gerente corporativa de meio ambiente da Petrobras.

Na nova ordem da sustentabilidade que impera no mercado, investir em uma formação multidisciplinar tem sido a aposta de muitos. Ainda na faculdade, a engenheira florestal Elisa Meireles, 29 anos, identificou que a gestão ambiental podia lhe render bons frutos. Hoje, ela é gerente de projetos da ONG Ecodata. “Embora eu tivesse muito conhecimento técnico, precisei me adaptar à gestão por meio de seminários e palestras”, conta.

Elisa implementa um projeto de extrativismo do cerrado na comunidade de Mambaí, na divisa com o estado da Bahia, a 308km de Brasília. “Mostramos aos moradores que, com o extrativismo de frutos do cerrado, eles podem aproveitar potenciais nutritivos do baru, mangaba, cagaita sem agredir o meio ambiente”, explica.

Os benefícios da gestão ambiental não são resultados apenas das ações de grandes empresas e de ONGs. Mesmo sem capital para investir em profissionais especializados, as micro ou pequenas conseguem evitar desperdícios, seguindo projetos desenvolvidos pelo Sebrae.

Foi assim que Domingos Sávio de Aguiar Oliveira, dono da Vidraçaria Planalto, conseguiu adotar um sistema de aproveitamento da água. “Os resultados foram imediatos. A conta passou de R$ 900 para R$ 200 mensais”, comemora. Pode parecer pouco, mas a simples redução da conta de água traz benefícios para todos. “No Brasil, cerca de 90% das empresas são desse porte. Além de reduzirem os custos, o meio ambiente agradece”, ressalta James Hilton Reeberg, coordenador de Gestão Ambiental do Sebrae-DF.

 Para se aprofundar em Gestão Ambiental venha estudar no UNICESP. Inscrições Abertas para o Vestibular 1/2010 e início da turma de primeiro semestre previsto para após o carnaval, venha logo e garanta sua vaga, informações em www.unicesp.edu.br . Vestibular tradicional e agendado. Informações pelo telefone 3035-9500 ou com a coordenação pelo email: verano@ig.com.br . Servidores do GDF possuem 30% de desconto e existem outras formas de bolsas!!! Não percam a oportunidade (mais…)

Por Luciano Martins Costa, jornalista e escritor, consultor em estratégia e sustentabilidade (publicado no jornal Brasil Econômico) 

Para quem busca tranquilidade e leveza de espírito, poucas oportunidades se comparam à sensação de sentar-se à margem do maior rio de água potável do mundo, ou de ler um trecho de Guimarães Rosa no Jalapão e ouvir de um guia local, com sotaque de literatura, o que são as veredas dos grandes sertões.

Mas o turismo ecológico, ou turismo sustentável, é bem mais do que o privilégio de estar em lugares onde a natureza ainda não foi radicalmente transformada pela presença humana, ou escalar montanhas em alturas que a maioria dos seres humanos não sonha alcançar, ou ainda navegar por corredeiras num caiaque de plástico. O turismo dos tempos responsáveis pode ser feito na floresta virgem ou numa metrópole. A grande regra é tirar apenas as imagens que podem ser levadas na câmera, deixar no chão somente os rastros, evitar ou compensar o desgaste do patrimônio ao qual se teve acesso e, namedida do possível, contribuir para a manutenção dos sistemas sociais, econômicos e culturais que foram encontrados ao chegar.

 Esses valores já estavam presentes nos relatos de Mário de Andrade, desde sua primeira viagemà Amazônia como “turista aprendiz”, em 1927. Dessas viagens, ele deixou mais de 1,5 mil fotografias, consideradas obras de arte. Não por acaso, uma das mais interessantes imagens feitas pelo poeta e escritor paulista em suas viagens pelo Brasil, que pode ser vista no acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, mostra, no alto, um trecho da floresta amazônica, refletido no rio Madeira, onde também se pode observar, minúscula, a sombra do fotógrafo. A presença do turista, ali, é apenas uma sombra na paisagem líquida.

Um estudo da professora Telê Ancona Lopez sobre Mário de Andrade fotógrafo, publicado em 2005, tenciona falar de arte mas acaba revelando um dos sentidos mais profundos de fazer turismo sustentável: o turista ideal seria um visitante quase invisível.

A recente valorização dos cenários naturais, consequência das maiores preocupações com o ambiente, produz mudanças na administração do turismo. Ao lado das medidas preventivas contra os danos ao patrimônio, crescem as iniciativas pela geração de riqueza nas comunidades visitadas, coma organização de cooperativas e grupos de produtores artesanais, culinária e outras fontes de renda que não agridem o ambiente nem descaracterizam os padrões culturais.

No outro lado dessa indústria, porém, ainda sobrevivem práticas predatórias como o turismo sexual, muitas vezes estimulado por empresas e produtores de eventos. Essa prática equivale ao turismo da pedra lascada, ou ao hábito de arrancar lascas, mudas, flores e “lembranças” de viagem. O turismo sustentável exige planejamento. Além de prover transporte, hospedagem e alimentação, o visitante busca se informar sobre os produtos a adquirir nas viagens, cujos resultados possam contribuir para a renda e para a valorização da cultura local. Talvez seja de Mário de Andrade a melhor definição do turista ideal: aquele que sai de sua casa para ser transformado pelos objetos, cenários e pessoas que irá visitar. Nesse sentido, somos todos ainda meros aprendizes.

- x -

AVISO: O programa Revista 100,9 só voltará a ser apresentado a partir do dia 5 de fevereiro. Até lá, a equipe do Cultura Ambiental está preparando algumas novidades para você! Enquanto isso, você pode ouvir programas antigos e ler notícias e curiosidades sobre meio ambiente aqui no blog. Um grande abraço!

Moçada, para quem ainda não sabe, o programa Cultura Ambiental estará em recesso junto com toda a equipe do Programa Revista 100,9 da rádio Cultura FM. Estaremos de volta a partir do dia 08 de janeiro de 2010.

Para quem acompanhou nossas inserções ambientais durante todo o ano, agora é hora de dar aquela paradinha e repensar suas ações ambientais.

Nossso desejo sincero é que você seja feliz com as coisas simples da vida, um abraço, um sorriso, uma flor, o pôr do sol e aprenda a amar com intensidade e diga aos que te cercam o quanto os ama e são importantes pra você…

Desejamos que nesse próximo ano você consuma menos e recicle mais, trabalhe menos e viva mais, se preocupe muiiiito menos e ame muiiito mais.

Apresentamos uma série de cartões com mensagens ecolegais para você desejar um feliz 2010 aos seus amigos. Eles são uma criação de Fábio Yabu, que é escritor e desenhista, criador das séries/livros Combo Rangers, Princesas do Mar, Raimundo – Cidadão do Mundo e Apolinário, o Homem-Dicionário.

 

 

Você já parou para pensar o quanto dependemos do plástico?
Encontramos esse minidocumentário que mostra os bastidores da aventura da Camilla Costa, colaboradora da Superinteressante, que passou uma semana desbravando um estranho mundo onde não há plástico.
E você, já parou para pensar o quanto dependemos do plástico no dia a dia?

 

Fotos, artesanatos, boas músicas, belas poesias, meio ambiente e picolés das Delícias do Cerrado é o que você encontra na Exposição Cerrado Sempre Vivo, que teve abertura no último sábado dia 12. A exposição está em cartaz no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. A produção é de Fernanda Bueno, da Associação Adianto de Promoção Social.

Parte desta exposição seguiu para a COP 15 e está na sala principal que dá acessoào Comitê de Imprensa, fazendo o maior sucesso.

Compareçam, participem e ajudem a defender nosso Bioma!!

Estima-se que com o ritmo de destruição atual – cerca de 2,2 milhões de hectares anuais – o Cerrado estará extinto em 2050. Especialistas acreditam que mais de 70% da sua área original já esteja desmatada. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas. As unidades de conservação federais do bioma compreendem: dez Parques Nacionais, três Estações Ecológicas e seis Áreas de Proteção Ambiental. O Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade de outros Estados, Goiás 97% Maranhão 65%, Mato Grosso do Sul 61%, Minas Gerais 57%, Tocantins 91%, além de porções em outros seis estados.

Os chapadões do Cerrado abrigam as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, como nascentes dos rios Madeira, Tapajós, Xingu e Tocantins, Bacias Amazônica,  do São Francisco e do Prata constituída pelos rios Paraná e Paraguai. Na região também está situada grande extensão do Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrânea do mundo. Devido ao seu aspecto árido e potencial biológico pouco conhecido, o Cerrado, neste modelo desenvolvimentista, é visto como área a ser ocupada e desenvolvida, sem considerar suas peculiaridades e grau de fragilidade neste modelo desenvolvimentista. Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas habitam neste bioma.

O objetivo deste projeto é apoiar a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 115/95, que propõe modificar o parágrafo 4° do art. 225 da Constituição Federal, incluindo então, o Cerrado (e a Caatinga) na relação dos biomas considerados Patrimônios Nacionais. Visando eliminar a ameaça já instaurada sobre o cerrado que é o segundo maior bioma brasileiro, berço de nossa capital e está ameaçado!!!

Fonte: Fernanda Bueno Adianto
www.adianto.org.br
fernanda@adianto.org.br
(61) 3468.7575
(61) 8434.1197

Escute o Cultura Ambiental na Rádio Cultura FM (100,9), todas as sextas-feiras, dentro do programa Revista 100,9, a partir das 17h (pela rádio ou pela internet no Movimento Calango). Ou ouça pelo Stickam.

Na próxima sexta (11/12), Flávia Gomes, Claudivan Santiago e Bernardo Verano falam, no Cultura Ambiental, sobre o aquecimento global, COP-15 e trazem dicas simples para você fazer a sua parte e contribuir com o meio ambiente.

Em meio à reunião mais importante sobre meio ambiente, quando as atenções do mundo estão voltadas para Copenhague, na Dinamarca, onde líderes mundiais discutem o novo acordo climático que vai substituir o protocolo de Kyoto, o Cultura Ambiental traz informações importantes sobre a atenção que o brasileiro dá ao aquecimento global e dicas simples para você fazer a sua parte nessa luta a favor da vida no planeta.

Saiba o que está sendo negociado na 15ª Conferência das Partes, da ONU, entenda os diferentes interesses em jogo, a posição dos países em relação aos principais assuntos que envolvem o aquecimento global e a importância desse encontro para o planeta. É o destino da civilização humana que está em jogo em Copenhague.

A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), foi esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
 
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

COP-15: SERÁ QUE AGORA VAI?
 
Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A promessa é trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.

PROTOCOLO DE KYOTO – PARTE 2
 
Importante dizer que as decisões tomadas na COP-15 não substituirão o Protocolo de Kyoto. Paralelamente à Conferência, mas no mesmo espaço, é realizada a 5ª Reunião das Partes do Protocolo de Kyoto, que deve definir quais serão as metas para os países do chamado Anexo I, para o segundo período de compromisso do documento, que vai de 2013 a 2017. Várias das reuniões que ocorrem nos quinze dias de encontro servem, ao mesmo tempo, aos dois eventos.

Até 2012, os países desenvolvidos signatários do Protocolo, devem reduzir suas emissões em 5,2%. Espera-se que os Estados Unidos, que se recusaram a ratificar o documento, tenham uma postura diferente, agora sob a gestão Obama.

A PAUTA DA COP EM CINCO EIXOS

Na COP-13 foram estabelecidos cinco blocos de sustentação para a 15ª Conferência das Partes, que representam os pontos cruciais que devem ser discutidos e acordados entre os países. São eles:

1. Visão Compartilhada: Antes de qualquer acordo, é necessário que os países definam que haverá um objetivo global de redução de emissões, deixando claro quais são o aumento de temperatura e, especialmente, a concentração de gases de efeito estufa considerados limites. Esses números estão longe de ser um consenso até agora. Enquanto os países mais vulneráveis desejam metas rigorosas, os países que terão de arcar com a conta do aquecimento global torcem por menos rigidez.

2. Mitigação: A necessidade de cortar emissões de carbono é indiscutível. No entanto, os países em desenvolvimento argumentam que as mudanças climáticas que presenciamos atualmente se devem à concentração do carbono emitido pelos países ricos desde o início da Revolução Industrial e, portanto, apenas eles deveriam assumir metas de redução de emissão. Por outro lado, os países desenvolvidos alegam que os países do BIC (Brasil, Índia e China) vem aumentando suas emissões rapidamente e, em breve, devem superar os primeiros em volume de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Por isso, eles exigem que os países em desenvolvimento também se comprometam a diminuir emissões. Se o “Mapa do Caminho de Bali” for mesmo respeitado, na COP-15, a discussão deve focar mais nos auxílios financeiro e tecnológico dos industrializados destinados aos países em desenvolvimento, para que façam a mitigação sem comprometer sua economia. As regras dos mecanismos de compensação de emissões, créditos de carbono e preservação florestal, como MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e NAMAS – sigla em inglês para Medidas Nacionalmente Apropriadas de Mitigação, devem ser mais bem formatadas.

3. Adaptação: Os países pobres, que ironicamente menos contribuem para o aquecimento global, são os mais vulneráveis às inevitáveis alterações climáticas que já estamos presenciando e veremos se tornar cada vez mais frequentes. Eles necessitarão de recursos financeiros e tecnológicos para incrementarem sua infraestrutura e se protegerem das catástrofes que estão por vir. Atualmente, discute-se a criação de um fundo internacional de adaptação com essa finalidade.

4. Transferência de Tecnologias: Inovações tecnológicas são, cada vez mais, imprescindíveis para que possamos mudar nosso modelo de desenvolvimento para uma economia de baixo carbono, baseada, especialmente, em fontes limpas de energia, aumento da eficiência energética, substituição de combustíveis fósseis e desmatamento-zero. É preciso definir de que maneira o conhecimento tecnológico dos países desenvolvidos será transferido para os demais. Cogita-se, inclusive, a quebra de patentes para facilitar o acesso à tecnologia que pode ajudar a conter o aquecimento global.

5. Apoio Financeiro: Será fundamental que os países ricos destinem recursos financeiros para que os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos realizem suas ações de mitigação e adaptação e desenvolvam tecnologias. Atualmente, estima-se que esse montante seja de 150 bilhões de dólares até 2030, distribuídos entre o mecanismo de NAMAS, a preservação florestal e a adaptação. A quantidade não é suficiente, estima-se que seriam necessários pelo menos o dobro de recursos. Para se ter uma ideia, para controlar a crise financeira e evitar a quebra dos bancos, 4 trilhões de dólares foram disponibilizados.

Fontes:
- Planeta Sustentável
- Publicações da ONG Vitae Civilis: “Antes que seja tarde: a urgência de uma resposta negociada entre nações para os desafios de mudança do clima” e “Panorama dos atores e iniciativas no Brasil sobre mundanças do clima” e palestras.

O presidente do Ibram fez a entrega das licenças ambientais em cerimônia na FIBRA-DF. O licenciamento está sendo feito em mais 40 empresas do DF. Na cerimônia de entrega, Souto Maior destaca a importância das empresas se licenciarem e elogia as duas servidoras que se empenharam no licenciamento.

colaboração de Simone Cavalcante, aluna de Gestão Ambiental da Faculdade Unicesp

A parceria entre o Instituo Brasília Ambiental (Ibram) e o Sindicato das Gráficas do Distrito Federal (SindiGraf), com o apoio do Sebrae/DF resultou no início do processo de licenciamento das indústrias do setor. O licenciamento dessas empresas é comemorado como uma vitória para o Ibram, pois os resíduos são altamente poluentes e jamais houve qualquer decisão de governo com o objetivo de cumprir a legislação e concretizar ações para mitigar os danos ambientais por meio da destinação adequada dos resíduos e outras condicionantes.

Para celebrar o resultado dessa parceria com o setor empresarial, o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto Maior Salgado, entregou, em solenidade realizada na Federação das Indústrias do DF (Fibra-DF) as seis primeiras licenças ambientais às empresas do setor gráfico.

“Essa parceria é inédita na área ambiental e mostra como é possível a união do Estado com as empresas para traçarmos o rumo do desenvolvimento sustentável e garantir qualidade de vida para as futuras gerações. O licenciamento não deve ser visto como um obstáculo. É importante cumprir a legislação, pois dessa forma estamos defendendo o futuro e protegendo o meio ambiente”, destacou Souto Maior.

O presidente do Ibram também fez questão de evidenciar o empenho e profissionalismo das duas técnicas da Superintendência de Fiscalização e Licenciamento do Instituto, Silvana Andrade  e Paula Romão estão trabalhando arduamente no licenciamento do setor gráfico”. No processo de licenciamento, a parceria do SEBRAE/DF viabilizou o Plano de Controle Ambiental (PCA), que já permitiu às gráficas perceberam uma economia nos seus gastos e melhoria na gestão empresarial.

“Precisaríamos de um número muito maior de técnicos para dinamizar o licenciamento ambiental das empresas. Como somos um órgão novo e só agora, depois de 17 anos, o Distrito Federal teve um concurso público que irá melhorar um pouco a gestão ambiental, destaco a dedicação e conduta exemplar dessas servidoras no processo de licenciamento, imprescindível à qualidade de vida da população”, ressaltou Souto Maior.

O licenciamento das empresas contou ainda com a parceria da Apoena Soluções Ambientais que desenvolveu um guia de Medidas de Controle Ambiental para Indústrias Gráficas, visando facilitar o acesso à informação, além de colaborar no controle dos impactos negativos inerentes à atividade do setor. O manual explica em linguagem simples todos os procedimentos necessários a serem cumpridos pela empresa para o correto e pleno andamento do empreendimento a ser licenciado.

Na ocasião da entrega dos primeiros certificados de licenciamento, o presidente do Sindicato das Gráficas do DF e membro da Comissão Ambiental da Fibra-DF, Antônio Eustáquio de Oliveira, também deu ênfase à importância do licenciamento ambiental para a garantia das futuras gerações e conclamou o empresariado do DF a cumprir as normas ambientais exigidas pela legislação ambiental brasileira, uma das melhores do mundo.

O diretor do Sebrae no DF, José Carlos Moreira De Luca, enfatizou os resultados positivos que as empresas, Sebrae e órgão ambiental estão alcançando com essa união em torno das questões ambiental e da sustentabilidade dos negócios no DF.

“Há muito tempo que o Sebrae queria este momento de união e parceira em torno de uma questão tão importante com a ambiental. Se o Sebrae faz algo é porque temos empresas como a de vocês interessadas. Isso nos anima. Temos uma preocupação ambiental e é nesse espírito que vamos nos unir para dar sustentabilidade aos negócios e ao meio ambiente”, disse De Luca, ao se referir à entrega das licenças ambientais, fruto de parceria do Sindigraf, Ibram e Sebra no DF.

A entrega das licenças foi feita pelo presidente do Ibram a empresas como Cidade Gráfica e Editora, Copacabana Gráfica e Editora, Caco Gráfica e Editora, entre outras.

Próxima Página »