Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.
Então, moçada que está se preparando para acompanhar as discussões da Rio+20! Preparem-se bem, para não falar besteira e simplesmente replicar o “senso comum” que nem sempre é tão espertinho ou inteligente o suficiente para argumentar com coerência e baseado em fatos reais, não fatos plantados por ONGs ou grupos de interesse. Jovens do mundo inteiro estão mobilizados para propor ações e participar dos planos que vão suceder as Metas do Milênio para tornar o planeta mais sustentável. O Congresso Mundial da Juventude, um evento bienal, vem para auxiliar esse público a entender e debater os temas da maior importância para a população e vai acontecer no Brasil pela primeira vez.
Vamos ler para entender melhor o que é esse evento?
Evento será encerrado no Riocentro com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes
Antes que líderes de governo se encontrem no Rio de Janeiro para debater o futuro do planeta, mais de 300 jovens de 100 países se reunirão na cidade para planejar ações para o desenvolvimento sustentável das economias globais. Entre 4 e 13 de junho, acontece o 6º Congresso Mundial de Juventude em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro. Cinquenta delegados brasileiros participam do encontro, cujo tema central é “Qual é o papel mais eficaz que a juventude pode desempenhar na sustentabilidade?”.
Os participantes são líderes juvenis em seus países e têm até 30 anos. Acampados no Sítio das Pedras, na zona Oeste da cidade, os jovens contarão com infraestrutura montada por voluntários. Lá serão incentivados a definir novas Metas e um plano de ação da juventude. “O congresso reunirá jovens para discutir como podem liderar o processo de desenvolvimento ´verde´ de que o mundo tanto precisa”, frisa Roberto Vámos, coordenador-geral do evento. Para ele, é uma chance de mostrarem suas demandas para líderes mundiais que virão para a Rio+20.
Marcelo Furtado, diretor do Greenpeace Brasil, Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatú, David Woollcombe, presidente da Peace Child International e Roberto Vámos, do Instituto Peace Child, abrem o Congresso na próxima terça-feira, dia 5. Na programação, há projetos de ação nomeados Solução Jovem realizados em parceria com o Instituto Raízes da Tradição na Vila Cruzeiro, na zona Norte do Rio, nos dias 9, 10 e 11. Os ativistas contribuirão para o reflorestamento da Serra da Misericórdia, que fica no coração do Complexo do Alemão. Os jovens participantes encerrarão o evento com uma marcha simbólica diante do Riocentro em 12 de junho. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, vai participar do último dia do evento. Ele deverá cumprimentar os delegados jovens e receber a carta das soluções jovens para sustentabilidade.
Mesas redondas e palestras serão facilitadas pelos próprios participantes e representantes da sociedade civil. Todos serão incentivados a compartilhar experiências em atividades relacionadas à economia verde, que se baseia em princípios como respeito aos direitos humanos, conscientização ambiental e consolidação da paz. Projeção de filmes, shows musicais, dança e stand up comedy são atrações culturais promovidas pelos participantes e jovens das comunidades.
“Quem não tiver a chance de acompanhar o evento presencialmente pode participar através do Congresso Virtual da Juventude www.wycrio2012.org”, afirma Ditta Dolejsiova, Coordenadora Geral da Universidade da Juventude, uma das entidades organizadoras.
O evento é promovido e licenciado pela Peace Child International em cooperação com parceiros locais. No Brasil, são o Instituto Peace Child, Universidade da Juventude e Instituto Raízes da Tradição. O Congresso Mundial de Juventude é bienal e já foi realizado na Turquia, Canadá, Escócia, Marrocos e Havaí.
O Verde Capital encontrou uma importante iniciativa acadêmica para promover reflexão sobre temas e postura ambientais. Com a aproximação de um dos mais aguardados eventos relacionados ao meio ambiente, iniciativas como esta, que trazem novas ideias ao tema são sempre muito bem-vindas!
Enquanto as atenções estão voltadas para as obras dos estádios, aeroportos e hotéis para a Copa de 2014, outra obrigação oficial, que deve ser cumprida nos próximos 18 meses, não merece a mesma vigilância das autoridades: a erradicação de 2.906 lixões distribuídos por 2.810 municípios e a construção de aterros sanitários sustentáveis, onde só poderão ser depositados detritos sem qualquer possibilidade de reciclagem. O alerta foi levantado durante debate promovido pela ESPM-SP focado na preparação de seus alunos para a cobertura da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, programada para o Rio de Janeiro entre os dias 20 a 22 de junho.
Mediado pela professora Cynthia Ferrari, do Núcleo de Imagem e Som da ESPM, o encontro foi instigado pelas apresentações de Estanislau Maria de Freitas Jr, coordenador de conteúdo do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, e Caco de Paula, publisher do Portal Planeta Sustentável. Para mostrar o grau de desatenção da sociedade com os problemas do ecossistema, Freitas lembrou que uma pesquisa dos institutos Akatu e Ethos revelou que 56% de 800 pessoas ouvidas, em seis regiões metropolitanas, nunca tinham ouvido falar em sustentabilidade. “Infelizmente ainda é um assunto abstrato e, portanto, mais difícil de ser compreendido pela sociedade”, diz Freitas. Ele trouxe outros dados que revelam o desequilíbrio ambiental: 1/3 da produção de alimentos se perde por problemas de transporte, armazenamento e distribuição. Enquanto isso, um milhão de pessoas passam fome.
Caco de Paula, por sua vez, preferiu conduzir a conversa para os resultados que a Rio+20 pode gerar. Ele lembrou que terminada a Rio-92, primeira reunião da ONU que discutiu a sustentabilidade do planeta, a imprensa não poupou o evento e indicou o seu fracasso. “Só que é importante não esquecer que a Rio-92 serviu, entre outras coisas, para começar a alterar alguns importantes paradigmas; as questões ambientais, aos poucos, passaram a ser encaradas com menos voluntarismo e mais profissionalismo”, exemplifica o executivo. A Rio+20 também deve abrir espaço para discussões cada vez mais conciliadoras entre as áreas de sustentabilidade das empresas, preocupadas com a imagem institucional, e os departamentos de marketing, focados nos resultados. “No mundo de hoje, não há mais espaço para o empresário que pretende produzir sem olhar para a sustentabilidade do planeta”, afirma Caco.
Fonte: Tamer Comunicação | Imagem retirada da internet
Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 40.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 15 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.
Tradicionalmente, medicina e direito são exemplos de profissões que só de você anunciar o nome, todo mundo já tem uma ficha completa do plano de carreira e estimativa de remuneração na ponta da língua.
Outras, nem tanto. As profissões a seguir tem uma coisa em comum: todas têm o mercado de trabalho em expansão.
Gestão Ambiental
Com a crescente preocupação com a preservação dos recursos naturais do planeta e da biodiversidade, o profissional que se forma em bacharel ou técnico em Gestão Ambiental tem um amplo mercado à sua frente.
Desde definir a política ambiental de uma empresa, que para trabalhar com exportação precisa ter a certificação ISSO 14.000 – documento que comprova o cumprimento de normas de gestão ambiental a trabalhar no planejamento de recuperação de áreas devastadas.
O profissional é preparado para elaborar e gerenciar projetos ambientais no setor privado, entidades públicas e até escolas. É indiscutível que o mercado só tende a crescer. No ano passado, a relação candidato/vaga para o vestibular da USP foi de 5.98.
Geologia
A geologia é erroneamente associada ao profissional que lida somente com rochas. Na verdade, o profissional tem a oportunidade de atuar no ramo de engenharia geológica, geofísica, geologia ambiental, geologia forense, geologia do petróleo, hidrogeologia e mineralogia.
De acordo com o Sindicato dos Geólogos no Estado de São Paulo o piso salarial de um geólogo é de 3.270 mil reais. Com dois anos de formado, o valor do piso sobe para 4.760 mil reais.
As oportunidades não param por aí, os concursos também oferecem um salário atraente para esse profissional.
Extraído da revista Exame.com em 11/11/11.
Para saber mais sobre o campo de atuação do Gestor Ambiental leia Empregos verdes e Mercado.
O Brasil tem 2,6 milhões de empregos verdes, ligados a padrões de produção e consumo mais sustentáveis ambientalmente. O número equivale a 6,73% do total de postos de trabalho formais, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre os setores que mais evoluem estão geração e distribuição de energias renováveis; telecomunicações e teleatendimento; construção manutenção e uso de edifícios; e agricultura, pecuária, caça, pesca e aquicultura.
VAGAS SOLARES Alguns dos novos empregos verdes estarão no mercado de aquecimento solar. A produção nacional de coletores de energia deverá dobrar até 2015, segundo o Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), chegando a 15 milhões de metros quadrados de placas instaladas. “Cada milhão de metros quadrados de coletor construído cria 30.000 empregos”, diz Marcelo Mesquita, gestor do Dasol, que acredita que São Paulo e Minas Gerais devem concentrar as vagas.
Priscila Mendes
Da equipe do Correio
É o fim do salve-se quem puder. Pelo menos na área ambiental. O que antes era visto como custo pelas grandes empresas passou a ocupar lugar estratégico. Seja por força da legislação, exigência dos consumidores ou em função dos desastres ambientais, os empresários perceberam que a responsabilidade ambiental é um bom negócio para todos. Incorporar esse princípio na estratégia de desenvolvimento de produtos e processos virou sinônimo de lucro. Afinal, garante a própria sobrevivência no setor, preserva a natureza, cria empregos e ainda abre novos campos de atuação.
O exemplo da Petrobras ilustra bem as oportunidades do mercado. Em 2003, eram apenas 83 funcionários ligados à área ambiental. Hoje, são 1.071 profissionais. Mas para embarcar na onda das carreiras verdes, engana-se quem pensa que basta curtir a natureza. É da especialização exigida pelo mercado que surge um novo perfil de profissional cada vez mais requisitado nas empresas: o gestor ambiental. “Enquanto o engenheiro ambiental domina a tecnologia para avaliar o meio ambiente e executar os projetos, o gestor vai gerenciá-los e propor soluções”, diferencia Demóstenes Ferreira da Silva Filho, coordenador do curso de gestão ambiental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ligada à Universidade de São Paulo.
A nova profissão, segundo Bernardo Verano, coordenador do curso superior de tecnologia em gestão ambiental do Unicesp, em Brasília, nasce da necessidade das empresas terem um profissional para gerenciar crises e administrar interesses, muitas vezes divergentes. “Sempre formamos engenheiros, agrônomos, químicos, biólogos, mas havia uma lacuna nessas atividades. O mercado precisava de alguém para traçar políticas e implementar programas das instituições de acordo com as normas internacionais”, explica.
Por bem ou por mal, as empresas são obrigadas a cumprir as novas e rigorosas leis ambientais, que rendem pesadas multas a quem desacatá-las. Para garantir a legalidade e sobrevivência dos empreendimentos, entra em cena o gestor ambiental. “Ele pode habilitar a empresa a obter, entre outros benefícios, a tão cobiçada certificação ISO 14000″, destaca Bernardo. Além de atestar a responsabilidade ambiental no desenvolvimento das organizações, o conjunto de normas internacionais agrega pontos à imagem e abre portas para o mercado externo.
Nicho variado
A globalização da questão ambiental ampliou a necessidade de mão-de-obra especializada. Yuri Rafael Della Giustina, 39 anos, que o diga. De técnico em saneamento em 1989 ao cargo atual de superintendente de planejamento, o engenheiro mecânico da Companhia de Saneamento do Distrito Federal não galgou posições devido aos 19 anos na empresa. As promoções vieram por ele ter percebido o novo filão do mercado. “Sempre trabalhei com tratamento de esgoto. Mas um gestor vai além da técnica. É preciso conhecer legislação e responsabilidade ambientais”, conta. Especialista em resíduos sólidos, Yuri tem mestrado em planejamento em gestão ambiental.
Mas a nova ocupação não é exclusiva de engenheiros. Abre portas para diversas profissões ligadas à sustentabilidade. Há três anos, o biólogo Cesar Oliveira de Araújo não pensou duas vezes antes de deixar a segurança da Caixa Econômica Federal para abrir com o sócio, o também biólogo Fernando Carpaneda, a Tarumã Consultoria Ambiental. Com o curso de gestão ambiental do Serviço de Aprendizagem Nacional Comercial (Senac) de São Paulo, ele se tornou o responsável por implementar serviços na área de meio ambiente e promoção de comunidades sustentáveis.
“Além de projetos para empresas, a área abre caminhos para trabalhos diretamente nas comunidades. É possível multiplicar os resultados”, ressalta Cesar. À beira do Córrego do Alagado, no Gama, ele relembra a infância no lugar e espera que o rio volte a ser liberado para banho, como há 15 anos. “As cervejarias pararam de despejar resíduos nas águas. Agora, conscientizamos e capacitamos a comunidade para que continue a preservação”, comemora o consultor.
O leque de atuação para quem quer investir nesse nicho é variado. Há espaço no setor público e privado, organizações não-governamentais, universidades. E a possibilidade de abrir o próprio negócio. A recente profissão ainda não tem um conselho que a represente oficialmente e não há um piso salarial da categoria. Mas, segundo professores e profissionais, o sinal é verde para as boas remunerações. O contracheque de um recém-formado varia de R$ 1.500 a R$ 2.500. Nas empresas privadas, a média é de R$ 2 mil mensais. Mesma faixa salarial encontrada nas ONGs, que pagam até R$ 7 mil para cargos de chefia. Já um gerente de projetos experiente, independente do setor, pode chegar a ganhar por volta de R$ 8 mil.
A hora e a vez do gestor
À medida que crescem as exigências pelo uso racional dos recursos naturais, mais amplas se tornam as iniciativas das empresas, contemplando profissionais de várias formações como biólogos, engenheiros, geólogos. “Com uma gestão de meio ambiente integrada, conseguimos enxergar os diversos aspectos ambientais de cada projeto”, afirma Mônica Linhares, gerente corporativa de meio ambiente da Petrobras.
Na nova ordem da sustentabilidade que impera no mercado, investir em uma formação multidisciplinar tem sido a aposta de muitos. Ainda na faculdade, a engenheira florestal Elisa Meireles, 29 anos, identificou que a gestão ambiental podia lhe render bons frutos. Hoje, ela é gerente de projetos da ONG Ecodata. “Embora eu tivesse muito conhecimento técnico, precisei me adaptar à gestão por meio de seminários e palestras”, conta.
Elisa implementa um projeto de extrativismo do cerrado na comunidade de Mambaí, na divisa com o estado da Bahia, a 308km de Brasília. “Mostramos aos moradores que, com o extrativismo de frutos do cerrado, eles podem aproveitar potenciais nutritivos do baru, mangaba, cagaita sem agredir o meio ambiente”, explica.
Os benefícios da gestão ambiental não são resultados apenas das ações de grandes empresas e de ONGs. Mesmo sem capital para investir em profissionais especializados, as micro ou pequenas conseguem evitar desperdícios, seguindo projetos desenvolvidos pelo Sebrae.
Foi assim que Domingos Sávio de Aguiar Oliveira, dono da Vidraçaria Planalto, conseguiu adotar um sistema de aproveitamento da água. “Os resultados foram imediatos. A conta passou de R$ 900 para R$ 200 mensais”, comemora. Pode parecer pouco, mas a simples redução da conta de água traz benefícios para todos. “No Brasil, cerca de 90% das empresas são desse porte. Além de reduzirem os custos, o meio ambiente agradece”, ressalta James Hilton Reeberg, coordenador de Gestão Ambiental do Sebrae-DF.
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