Hoje, último programa da série sobre “Saneamento Básico” – Tema: lixo. Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade
Entre os dias 3 e 7 de novembro, acontece na sede do Ibama, em Brasília, a I Mostra Nacional Ambiental “Caminhos da Sustentabilidade”. Estão previstas várias atrações para divertir, informar e educar o público participante. 

A programação será variada, com espaços temáticos, esportes, oficinas e jogos, filmes ambientais, além da apresentação de bandas locais e nacionais, além de trabalhos realizados por entidades públicas e provadas voltados para o desenvolvimento sustentável do país. 

A mostra também faz parte da comemoração dos 20 anos de criação do Ibama. Logo na entrada, o público poderá ver uma tora de castanheira derrubada ilegalmente no Mato Grosso e apreendida pelo órgão. 

A peça pesa cerca de 15 toneladas, tem quase sete metros de comprimento e dois metros de espessura. Segundo estimativa dos técnicos do Serviço Florestal Brasileiro que mediram a tora, a castanheira original tinha cerca de 40 metros de altura e mais de 250 anos.

 Você ainda tem hoje e amanhã para conferir o evento.

Veja a programação aqui.

 

seminario agenda 21

A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, foi um dos grandes marcos para que o desenvolvimento sustentável pudesse sair da teoria e passasse a ser analisado sob a ótica de suas reais possibilidades de aplicação.

Em contraste com as demais iniciativas globais em se discutir o meio ambiente, a Eco-92, denominação popular da conferência, referendou a aceitação da necessidade de se adotar uma abordagem equilibrada e integrada das questões relativas ao meio ambiente e ao desenvolvimento.

Assim, concluiu-se que quaisquer iniciativas de estabelecimento de compromissos comuns para enfrentar os desafios latentes nesse início de século deverão enfocar, primordialmente, mas, não apenas as situações voltadas à preservação e conservação da natureza. Questões estratégicas de cunho socioeconômico são a raiz de grande parte dos problemas ambientais e, portanto, não podem ser desconsideradas na busca de novos modelos e instrumentos de gestão.

É oficial o consenso global de que a consolidação de um modelo mais responsável de desenvolvimento só ocorrerá se for explicitamente planejado, não havendo mais tempo hábil para ansiar que as forças de mercado e fenômenos semelhantes se mobilizem no sentido de promover a integração das questões ambientais, econômicas e sociais, ainda que sua manutenção de médio e longo prazos dependa dessa premissa.

Nesse contexto, a Agenda 21 pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.

O termo “Agenda 21” é então usado no sentido de intenções, desejos de mudança e compromissos para um novo modelo de desenvolvimento para o século XXI, em escala planetária. É o documento que oficializa o acordo de um povo sobre os melhores caminhos a serem trilhados até uma situação de maior consciência e qualidade de vida.

Em suma, a Agenda 21 faz ressurgir no plano internacional a necessidade de um planejamento estratégico e participativo, que determine as prioridades a serem definidas e executadas em todos os níveis: global, nacional, regional e local, sem perder de vista o princípio Pensar Globalmente, Agir Localmente.

Apesar da responsabilidade de construção e implementação da Agenda 21 apontar diretamente para as autoridades governamentais, a participação das comunidades nos processos decisórios e de planejamento relativos às questões sócio-ambientais, perpassam sistematicamente suas orientações e princípios.

Os governos nacionais, estaduais e municipais devem convocar as autoridades a iniciarem um amplo diálogo com seus cidadãos, organizações civis, comunitárias, empresariais, entre outras, a fim de desenvolverem as Agendas 21 em diferentes escalas e incorporarem a preocupação com a sustentabilidade de seu desenvolvimento na formulação e implementação das políticas públicas.

Sobre o Programa Cidade 21
No Distrito Federal, a construção da Agenda 21 ocorre no âmbito do Programa Brasília Cidade 21, que vem sendo desenvolvido desde meados de 2008 com vistas a resultados concretos na ocasião do aniversário de Brasília, em abril de 2010.

O Programa Brasília Cidade 21 é instrumento de apoio à promoção de novas políticas públicas voltadas prioritariamente à gestão participativa fundamentada nos princípios das redes de colaboração solidária.

O processo de construção da Agenda 21 do Distrito Federal pressupõe uma ampla participação, com representatividade espacial e setorial de seu governo e dos diversos segmentos sociais, na busca de maior permeabilidade institucional em relação às atitudes e percepções da população frente aos seus problemas.

Em sua representatividade espacial, a metodologia do programa prevê que as Regiões Administrativas, agrupadas segundo critérios ambientais e político-administrativos, elejam as diretrizes e ações mais acertadas e as priorizem, levando em consideração os entraves e as vocações apontadas como de fundamental consideração pelos segmentos sociais.

A integração da malha institucional é garantida pela constituição e atuação do Fórum da Agenda 21 do Distrito Federal, instância de essencial atuação tanto na construção como na implementação das prioridades para a busca do desenvolvimento que se deseja.

Para mais informações:

Luciana Lopes Cavalcante
Gerente de Capacitação e Difusão de Tecnologias
Tel.: (61) 3325-6849
Fax: (61) 3325-6851
INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL – BRASÍLIA AMBIENTAL – IBRAM
Superintendência de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental – SUPEM
Diretoria de Educação Ambiental e Difusão de Tecnologias – DIREA
Setor Bancário Sul – Quadra. 2 – Ed. Maria Ramos Parentes – 1º Subsolo-
CEP: 70.070-928 – Brasília – DF

Ney Matogrosso produziu o primeiro CD brasileiro a exibir o selo “Prima Mudanças Climáticas”. O novo CD do cantor, “Beijo Bandido” teve o selo concedido pela ONG Prima – Mata Atlântica e Sustentabilidade, que certifica que a sua produção teve as emissões de carbono compensadas. As quase 600 toneladas de carbono geradas no processo foram neutralizadas com o plantio de 100 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, no sítio do próprio cantor.

Bom exemplo! Ótima iniciativa!

(Fonte: JB Ecológico)

Com o tema “Educação Ambiental no DF: caminhos construídos e olhares que dialogam”, a quinta edição do evento reunirá profissionais para debater o trabalho de educação ambiental promovido no Distrito Federal. O encontro será realizado nos dias 11, 12 e 13 de novembro, no Auditório D. João VI na Imprensa Nacional (SIG, Quadra 6, lote 800), em Brasília/DF. Os interessados em participar devem efetuar a inscrição no site www.aspeadf.org.br, até 6 de novembro.

O evento será promovido pelo Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) e pela Secretaria de Educação, por intermédio da Escola da Natureza, em conjunto com instituições governamentais e não governamentais do DF. O objetivo do encontro é apresentar algumas ações significativas da educação ambiental local. Será um momento para debater as práticas do cotidiano que tem relação com a questão ambiental e o aprendizado nessa área.

Os participantes também poderão participar da exposição “Educação Ambiental: experiências exitosas”, localizada no hall Auditório D. João VI. Nesse local, serão apresentados trabalhos e atividades sobre o tema educação ambiental, e os expositores receberão certificado.

Durante o V Encontro de Educadores Ambientais do DF estão previstas palestras, mesas-redondas e painéis. Além disso, haverá apresentações artísticas e o lançamento de publicações e da Revista Recaminho, produzida pelo IBRAM. O informativo é resultado das mesas-redondas e a atualização do Catálogo de Educadores Ambientais do DF.

PROGRAMAÇÃO

11/11 – Quarta-feira

Tarde 15h – Abertura: Hino Nacional – Cia Mambembrincantes de Brasília Mesa de Abertura Gustavo Souto Maior Salgado – Presidente do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF – IBRAM José Luiz da Silva Valente – Secretário de Educação do DF Fernando Tolentino de Sousa Viana – Diretor Geral da Imprensa Nacional Flávio Giussani – Secretário Adjunto de Governo do DF Moacir Arruda – Subsecretário de Políticas Públicas, Recursos Hídricos e Resíduos Sólidos – SEDUMA

15h30 – Palestra: “Políticas Públicas e Educação Ambiental” Prof. Dr. Marcos Sorrentino – Universidade de São Paulo – USP

16h30 – Lançamento das publicações: • Revista Recaminho • Catálogo de Educadores Ambientais do DF 17h – Momento Cultural: Grupo Musical – Cia. Mambembrincantes de Brasília

 17h30 – Coquetel

 12/11 – Quinta-feira

Manhã 8h às 9h Café da manhã e Visita aos painéis

9h às 11h Mesa 1: “Educação Ambiental: Políticas Públicas e Mobilização Social” Luiz Ernesto Borges Mourão – Diretor Executivo do Fórum das Ong’s Ambientalistas do DF Raquel Trajber – Coordenadora de Educação Ambiental da SECAD-MEC Maria Beatriz Maury – Diretora de Educação Ambiental do IBRAM Prof. Dr. Estevão Ribeiro Monti – EAPE – Secretaria de Educação do DF Juliane Berber – Chefe da Assessoria de Planejamento do SLU Moderador: Donizeth ToKarsky – Representante da Ecodata

 11h às 11h30 – Debate 11h30 – Momento Cultural 12h – Encerramento das atividades do período

Tarde 14h às 16h Mesa 2: “Educação Ambiental e Gestão dos Recursos Naturais” Profª. Drª. Izabel Zanetti – CDS/UnB Representante da UNESP/UEG – Formosa – GO Maurício Luduvice – Superintendente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da CAESB Lúcia Maria Bandeira de Mello – Educadora Ambiental de Furnas Paulo César Ramos – Representante do ICMBio Jeanito Gentilini – Diretor do Jardim Botânico de Brasília Vânia Cerqueira – Superintendente de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental do IBRAM Moderadora: Mara Moscoso – Representante do Fórum das Ong’s Ambientalistas do DF

16h às 16h30 – Debate 16h30 às 17h – Momento Cultural

17h às 17h30 – Encerramento com Visita aos painéis

13/11 – Sexta-feira

Manhã

8h às 9h – café da manhã e visita aos painéis

9h às 11h Mesa 3: “Educação Ambiental e a formação do sujeito ecológico”: Yara Magalhães – Representante do Instituto Calliandra de Educação Integral Tatiana Eiser – Sociedade Mundial de Proteção Animal – WSPA Ruth Cavalcante – Diretora da Escola de Biodanza do Ceará Profª. Drª. Vera Lessa Catalão – Faculdade de Educação da UnB Muna Ahmad Youssef – Educadora ambiental da Estação Ecológica de Águas Emendadas Marco Aurélio Bilibio – CDS/UnB Moderadora: Suzana Pádua – Diretora do Instituto de Pesquisa Ecológica – Ipê

11h às 11h30 – Debate 11:30 às 12h – Encerramento das atividades do período Tarde

 14h – Plenária das sínteses das mesas redondas – elaboração de uma Carta de Responsabilidades dos educadores ambientais “Por uma Educação para a Sustentabilidade” a ser entregue para as autoridades presentes e para o Conselho de Educação do DF na I Conferência Distrital de Educação, a ser realizada nos dias 18, 19 e 20 de novembro de 2009.

16h30 Palestra “Educação para a sustentabilidade”

 17h30 Debate

18h Encerramento: Vivência de Educação Biocêntrica – Berço da Vida

Matéria importante para nossa série sobre “Saneamento Básico” – Não perca, hoje, na rádio Cultura FM (100,9), às 17h, o quadro Cultura Ambiental.

(Fonte: Valor Econômico) 

Setor privado amplia a participação nos serviços prestados em água e esgoto e companhias estaduais apostam em novos modelos de gestão

Por Genilson Cezar, para o Valor, de São Paulo

Com um marco regulatório definido, claro, estimulador de diferentes opções de modelos de negócios, o setor de saneamento do Brasil vive momentos de extrema competição. O quadro inclui uma forte articulação de grupos privados nacionais e internacionais na disputa de projetos de concessão para prestação de serviços, utilizando pesados investimentos, e concessionárias municipais buscando melhores formas de gestão, mais exigentes na oferta dos serviços e comparando as variadas alternativas.

Por parte da iniciativa privada, pelo menos, é visível o esforço para aumentar a participação no setor de água e esgotos. Segundo dados da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), em 2007, o setor privado prestava serviços para 8,8 milhões de pessoas e, em 2009, já atende a 15 milhões de pessoas (10% do total do país), o que significou um acréscimo de quase 60%. São 203 contratos em 217 municípios de 12 Estados, que proporcionaram às empresas um faturamento, em 2008, de cerca de R$ 2 bilhões, e renderam 5,8 mil empregos diretos e 8,7 mil indiretos.

Os investimentos do setor privado para este ano, informa Yves Besse, diretor-presidente da Abcon, devem atingir R$ 520 milhões. “A Lei do Saneamento, promulgada em 2007, ampliou as oportunidades de negócios para o setor privado poder atender a população, por meio de diferentes formas de atuação, como contratos de concessão, remunerados pelo usuário ou indiretamente, locação de ativos, e parcerias com empresas públicas. Atualmente, temos cinco grandes contratos no modelo das Parcerias Públicas Privadas (PPPs), em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro”, diz Besse.

É um cenário de mudanças positivas, mas, claro, ainda não é suficiente para eliminar o déficit extraordinário do país no campo do saneamento de água e tratamento de esgotos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o percentual de domicílios ligados à rede de esgoto subiu pouco: passou de 51,1% (2007) para 52,5% (2008). O prejuízo recai sobre os mais pobres, que representam 62% dos que não têm coleta de esgoto e 71% entre os que não são servidos por abastecimento de água.

esgoto

“Os números melhoram ano após ano, mas numa lentidão espantosa, postergando o pleno acesso dos brasileiros ao saneamento para 2022, como mostrou estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”, destaca Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e vice-presidente da Odebrecht Engenharia Ambiental.

“Enquanto a infraestrutura não avança no ritmo desejável, multiplicam-se casos de internações no sistema de saúde devido a doenças sanitárias. São cerca de 800 internações diariamente cuja causa está associada principalmente à falta de condições apropriadas de saneamento ambiental”, afirma.

 Quer dizer, a universalização dos serviços de água e esgoto, em condições adequadas, é um desafio ainda distante. De acordo com a Abdib, o volume de investimentos públicos e privados realmente aplicados no saneamento – com pagamentos efetuados e obras à disposição da sociedade – oscilou entre R$ 3,4 bilhões e R$ 4,8 bilhões por ano, de 2003 a 2008.

 ”Felizmente, há uma trajetória crescente, mas ainda insuficiente diante da necessidade de gastar mais de R$ 10 bilhões por ano para chegar próximo à universalização”, diz Azevedo. Esse valor está amparado em estudo divulgado em 2003 pelo Ministério das Cidades, mas requer atualização. “O governo federal, junto com a iniciativa privada e as empresas públicas, estaduais e municipais, não têm conseguido alcançar aquele patamar de investimentos anuais”, avalia Besse, da Abcon. “Estamos acumulando déficits. Hoje, as necessidades de investimentos para atingir a universalização já são da ordem de R$ 280 bilhões, ou seja, exigem investimentos de R$ 20 bilhões por ano. Pode-se dizer, então, que a universalização em 2020 não ocorrerá”, argumenta.

Com esse ritmo de investimentos, segundo os empresários, essa é uma meta que só será alcançada em 60 anos. Mas o esforço atual de injeção de recursos da iniciativa privada pode ao menos contribuir para antecipar esse prazo, desde que se conte, é claro, com um ambiente regulatório sólido, uma vontade política de contar com o setor privado e grupos empresariais com capacidade forte de investimentos.

 ”O setor público tem uma exigência muito pesada de investimentos, mas existe espaço para a iniciativa privada complementar essas carências de recursos”, define Fernando Santos Reis, presidente da Foz do Brasil, empresa do setor de engenharia ambiental, controlada pela Organização Odebrecht. “O marco regulatório é muito bom hoje, de grande importância para que possamos efetuar investimentos, atender a população e, logicamente, poder ter a contrapartida de cobrar pelos serviços prestados de água e tratamento de esgotos”, diz.

(editado)

 

wallpaper_ouroazul_04

Os jornais Estado de Minas, Correio Braziliense e Jornal do Commercio, em parceria com Furnas Centrais Elétricas, realizam pela oitava vez o Prêmio Furnas Ouro Azul.

O objetivo é divulgar e destacar ações e projetos ambientais que contribuam para a preservação e recuperação dos recursos hídricos e também para a conscientização da população acerca do problema em Minas Gerais, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

As inscrições foram prorrogadas até dia 13 de novembro de 2009 e o prêmio conta com três categorias: estudante, empresa e comunidade.

Maiores informações pelo site www.ouroazul.com.br

O que é saneamento Básico?

Um conjunto de procedimentos adotados numa determinada região com o objetivo de proporcionar uma situação higiênica saudável para seus habitantes.

Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar: tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materias (através da reciclagem). Com estas medidas de saneamento básico, é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças, ao mesmo tempo que se garante a preservação do meio ambiente.

A saúde está diretamente ligada ao saneamento. A falta de saneamento tem conseqüências muito graves para a qualidade de vida da população, principalmente aquela mais pobre, residente na periferia das grandes cidades ou nas pequenas e médias cidades do interior. Da população diretamente afetada, as crianças são as que mais sofrem.

Veja os números. Os dados são antigos, mas o problema é sempre atual…

- 65% das internações hospitalares de crianças menores de 10 anos estão associadas à falta de saneamento básico;

- a falta de saneamento básico é a principal responsável pela morte por diarréia de menores de 5 anos no Brasil;

- em 1998, morreram 29 pessoas por dia no Brasil de doenças decorrentes de falta de água encanada, esgoto e coleta de lixo, segundo cálculos da FUNASA realizados a pedido do Jornal Folha de São Paulo;

- a eficácia dos programas federais de combate à mortalidade infantil esbarra na falta de saneamento básico;

- os índices de mortalidade infantil em geral caem 21% quando são feitos investimentos em saneamento básico;

- as doenças decorrentes da falta de saneamento básico mataram, em 1998, mais gente do que a AIDS;

- a utilização do soro caseiro, uma das principais armas para evitar a diarréia, só faz o efeito desejado se a água utilizada no preparo for limpa.

(Fonte: BNDES e pesquisa da FUNASA realizada a pedido do jornal Folha de S. Paulo, 1999/2000)

A coleta, o tratamento e a disposição ambientalmente adequada do esgoto sanitário são fundamentais para a melhoria do quadro de saúde da população do município. É importante destacar que os investimentos em saneamento têm um efeito direto na redução dos gastos públicos com serviços de saúde, segundo a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Para cada dólar investido no setor de saneamento economiza-se cinco dólares na área de medicina curativa.

CAESB – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

O índice de atendimento à população com atendimento na coleta de esgotos sanitários é de 93%; o índice atual de tratamento dos esgotos coletados é de 100%. São índices significativamente elevados para a realidade brasileira.

O sistema de esgotos do DF é composto por 17 sistemas de coleta e tratamento de esgotos. Alguns destes sistemas já estão em operação, permitindo avançar na recuperação da qualidade das águas do Distrito Federal.

Saneamento Básico em Brasília

Para falar mais sobre saneamento Básico, principalmente tratamento de esgotos, o Cultura Ambiental conversou com Eliane Costa, ouvidora da CAESB sobre o assunto. Escute aqui (clique em áudio).

mail_divulgaFCCV

Avanços!

(Fonte: Maiesse Gramacho/ MMA)

O substitutivo ao projeto de lei que prevê a criação de uma Política Nacional de Resíduos Sólidos – aprovado no último dia 15 por um grupo de trabalho que analisou 79 propostas em tramitação na Câmara dos Deputados – recebeu apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), de entidades empresariais, de associações de catadores e de parlamentares em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (21) na Casa. O encontro foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Frente Parlamentar Ambientalista.

Proposto pelo coordenador do grupo de trabalho, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), o debate teve como objetivo buscar consenso para a votação da matéria no Plenário, ainda sem data definida. O relatório final do grupo de trabalho, que se tornou o texto do substitutivo, propõe como principal medida a proibição da disposição de resíduos ou rejeitos em rios, córregos, mares, lagos ou a céu aberto. Na prática, a proposta é acabar com os chamados “lixões”, e obrigar os municípios a criar programas para lidar com os resíduos em seus territórios.

De acordo com o texto, no lugar dos “lixões” serão criados aterros sanitários, que passarão por licenciamentos específicos, e serão proibidas atividades como a catação e a criação de animais nas proximidades. Da mesma forma, as habitações temporárias ou permanentes, bem como a importação de materiais nocivos ao meio ambiente e à saúde (como, por exemplo, pneus usados), serão proibidas.

Avanços – Para o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério da Costa, que participou da audiência pública, o relatório traz avanços importantes em relação ao projeto de lei encaminhado pelo Executivo em 2007, que tratava sobre o tema. “Mas ainda há pequenos ajustes a fazer. Acredito que, no Plenário, eles serão feitos”, disse, sem citar quais seriam os pontos da proposta que precisariam ser modificados.

Na opinião de Silvério, o texto avança, entre outras coisas, ao prever responsabilidade compartilhada; logística reversa; inclusão de catadores na logística reversa; estabelecimento de planos para o setor, em cada nível da Federação; incentivos tributários a produtos reciclados; e a proibição à importação de resíduos. “Nós do governo faremos todo o esforço necessário para que a política seja aprovada na Câmara ainda neste ano”, garantiu.

A posição do MMA em favor da proposta foi reforçada pela secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do ministério, Samyra Crespo, que também participou da audiência, representando o ministro Carlos Minc. “É uma matéria muito importante, que precisa ser votada”, disse ela.

O presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), compareceu ao encontro para receber pessoalmente o texto do substitutivo. “A presidência (da Câmara) dará absoluta prioridade a esse substitutivo, para que ele seja votado o quanto antes”, garantiu. “A questão dos resíduos sólidos diz respeito ao planeta. Fico feliz em presidir a Câmara no momento em que esse projeto é apresentado.

” Para o representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Severino Lima, o substitutivo precisa ser apreciado logo pelos deputados. “Será vergonhoso se o Brasil chegar a Copenhague, para a COP-15 (Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), sem que tenha aprovada sua política nacional de resíduos sólidos”, avaliou.

(Da Agência Brasil – com alterações)

Brasília – A capital da República ganhou hoje (20) um espaço para valorizar a cultura popular e voltado ao desenvolvimento sustentável do meio ambiente. Trata-se do primeiro museu interativo instalado no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes.

Ao abrir a solenidade, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o economista francês Ignacy Sachs, considerado uma das maiores autoridades no conceito de desenvolvimento sustentável, plantaram mudas de ipê, em comemoração ao evento.

“Essa inauguração é muito importante, agora que tanto se fala em meio ambiente e efeito estufa”, disse o ministro Minc.

O espaço, dotado de uma sala para exibição de audiovisuais com arquivo de 120 filmes sobre o cerrado, só estará aberto para visita da população em 2010, quando Brasília comemora 50 anos.

De acordo com o senador Cristovam Buarque, que também esteve presente à solenidade, o novo espaço favorece a educação. “Esse museu não é só para os adultos, é também uma oportunidade para despertar a consciência ambiental nas crianças”, afirmou, referindo-se à sala de jogos interativos.

Durante a cerimônia foi exibido um vídeo com o depoimento de Coracy Uchoa Pinheiro, 103 anos, viúva de Israel Pinheiro. Ela disse estar muito feliz com a inauguração do museu, mas não pode comparecer ao local por problemas de saúde.

Para o escritor e diretor de audiovisuais, Alvaro Garcia, o projeto significa um momento marcante em sua carreira. “Fico muito feliz em participar dessa iniciativa em prol da arte, das ciências e, principalmente, da educação”, concluiu.

Durante a inauguração do espaço foi lançado o livro Desenvolvimento, Justiça e Meio Ambiente, de José Augusto de Pádua. A publicação dará suporte científico às atividades do museu.

Próxima Página »